Heraldo Leite
Radar da IA. Coluna semanal sobre curiosidades, reflexões e notas nada convencionais sobre a Inteligência Artificial

Amor e sexo em tempos de IA
No mundo das “garotas do job“, a Inteligência Artificial parece ter encontrado sua vocação mais lucrativa: transformar pixels em cifrões. Mulheres virtuais, criadas para protagonizar conteúdo adulto, estão movimentando plataformas como OnlyFans e Fanvue.
Mas, claro, nem tudo é glamour: o público-alvo segue o padrão previsível de homens acima de 40 anos, e as “garotas” continuam presas aos estereótipos de beleza.
Posições ou fake news?
Na mesma linha erótico-sexual, a Inteligência Artificial está transformando a pornografia, criando conteúdo hiper-realista e personalizado, sem a necessidade de atores. Ou seja, outro setor em que a IA também ameaça substituir o trabalho humano na indústria.
Sem malícia, mas estão criando o Onan 4.0.
Viralizou, virou polêmica
A extinta TV Manchete tinha um slogan: “Aconteceu, virou Manchete”. Em tempos modernos temos: “Viralizou, virou polêmica“.
A febre das imagens geradas por IA no estilo do Studio Ghibli é só mais um capítulo de uma velha história: grandes corporações extraindo valor sem dar nada em troca. Ferramentas como o ChatGPT e outras IAs generativas foram treinadas com o trabalho de artistas, mas sem que eles tivessem qualquer participação nos lucros.
No fim das contas, a tecnologia que prometia democratizar a criatividade está reforçando velhos monopólios.
O Preço Ambiental da IA “Fofoquinha”
O impacto ambiental da IA raramente entra na conversa, mas deveria. A produção dessas imagens encantadoras esconde um custo real: consumo absurdo de energia e água para manter os data centers rodando.
Em um mundo que enfrenta crises hídricas e climáticas, será que vale mesmo a pena gastar tanta energia para gerar um meme ou uma arte “estilo Ghibli”?

Arte ou produto?
O artista japonês Hayao Miyazaki (foto) já disse que considera a arte gerada por IA um “insulto à vida“. E ele tem um ponto. Quando a tecnologia se limita a copiar estilos icônicos, sem a vivência e a sensibilidade humana por trás, algo essencial se perde. Criar arte não é só replicar padrões visuais; é imprimir experiências, emoções, contexto.
O problema não é a tecnologia em si, mas a forma como ela está sendo usada – sem critério, sem ética e sem o devido reconhecimento aos criadores.
Por coerência, não usamos nesta coluna nenhuma imagem ao “estilo Ghibli”
Guia das profissões
Para pendurar no crachá
O Gestor de Inteligência Artificial é uma profissão em alta no mercado brasileiro, essencial para conectar tecnologias de IA às estratégias de negócios. Seu papel é transformar ferramentas de IA em soluções práticas, integrando novas tecnologias para “otimizar processos internos e interações com clientes”.
Com a IA sendo adotada por 72% das empresas globais, essa profissão promete salários até 40% mais altos para quem a domina.
Será?
BurocracIA
O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, sancionou lei que renomeia a Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital para Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA).
“A melhor ferramenta de IA de todos os tempos da última semana”
Pausa para o cafezinho

Quem diria, a revolução da Inteligência Artificial não é na medicina, nem na educação, mas… no café! Agora, as máquinas podem preparar a bebida dos deuses com uma precisão de robô – claro, sem contar a interação humana necessária para escolher o grão e a quantidade de açúcar.
Quem imaginaria que um futuro cheio de IA avançada e automação poderia ser resumido a uma xícara de café perfeita?
(Imagem: Ruaridh Mon-Williams/University of Edinburgh)
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Em resumo
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