A cozinha do futuro, medo no mercado de trabalho, sabedoria artificial. Informações selecionadas em destaque na semana sobre os rumos da tecnologia no Radar da IA
Heraldo Leite
Jornalista | Radar do Futuro
O Chef que Nunca Prova
Você aceitaria um prato assinado por uma inteligência artificial? Pois é, já existem restaurantes onde o chef é um algoritmo que jamais segurou uma colher.
Sem paladar, sem olfato e sem TPM culinária, ele mistura ingredientes com base em “tendências de sabor” e dados de consumo.
O resultado pode até surpreender — para o bem ou para o pronto-socorro.
Burnout 5.0
A promessa era de que a IA viria para aliviar a carga de trabalho. Mas parece que esqueceram de avisar os humanos. O medo de ser substituído por máquinas está gerando uma verdadeira epidemia de estresse nas empresas.
Funções insubstituíveis
Quando perguntada sobre os empregos que não consegue substituir, a própria IA entregou o ouro: professores, cuidadores e psicólogos continuam fora do alcance dos algoritmos.
A explicação é simples — empatia, escuta e sensibilidade ainda não foram codificadas. Pelo menos ela é honesta. Já certos CEOs, esses sim parecem programados para fingir que qualquer função humana é dispensável.
Exportação de Sabedoria Artificial
Empresas no escuro digital
Segundo a Forbes, apenas 7% das empresas brasileiras conseguem calcular o retorno dos seus investimentos em inteligência artificial. As outras 93% seguem apostando na mística do “vai dar certo”, como se IA fosse guru de planilha ou salvadora corporativa.
A realidade é que muitos gestores estão mais preocupados em parecer inovadores do que em entender o que, de fato, a tecnologia está entregando — ou consumindo.
As usinas de cana dos Estados Unidos estão vindo ao Brasil aprender sobre inteligência digital. Parece piada, mas é sério: querem entender como fazemos tanto com tão pouco.
A melhor ferramenta de IA de todos os tempos da última semana
Apicultura 5.0
Segundo O Globo, uma startup nos EUA já criou colmeias robóticas, chamadas BeeHome, que usam IA e braços mecânicos para monitorar e tratar as abelhas — basicamente, um “hotel cinco estrelas” para polinizadores montado por máquina.
A Beewise afirma que essas colmeias substituem “90% do que um apicultor faria no campo”. Enfim, nada de mel artesanal nem papo fiado com apicultor — mas garantem menos perdas, monitoramento instantâneo e controle remoto via app. Surreal ou genial?

