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Pesquisadores trabalham em curativo que regenera a pele

Curativo poderá ser utilizado em feridas de difícil cicatrização. Foto por Pixabay.
Curativo poderá ser utilizado em feridas de difícil cicatrização. Foto por Pixabay.

A Glucom Biotech, empresa encubada no Campus Londrina da Universidade Federal de Tecnologia do Paraná (UFTPR), pretende produzir uma pele para aliviar as dores e acelerar o processo de cura. Os pesquisadores do projeto trabalham na criação de um curativo inédito e customizável para regeneração de pele.

O produto agrega a tecnologia fornecida pela rede nanoestruturada de celulose bacteriana, com uso de um processo exclusivo de produção biotecnológica, no qual as fibras de celulose são sintetizadas permeando a malha do tecido. A equipe pretende realizar os primeiros testes em pacientes ainda em 2019.

Base para incorporação de materiais com diferentes propriedades farmacêuticas, o curativo permite a manutenção do ambiente hidratado ideal para a saúde da pele, pois ele pode liberar ou manter a umidade adequada no local aplicado. O produto diminui a progressão de lesões, melhora o tratamento de feridas e promove recuperação mais rápida, proporcionando mais conforto e bem-estar.

Os pesquisadores trabalham, também, no desenvolvimento de variações da membrana, por meio da adição de diferentes componentes, como antibióticos Clorexidina, nanopartículas de prata e aminoácidos. O grupo estuda, ainda, a implantação de técnicas de produção da membrana em superfície e impressão 3D, que podem receber diferentes elementos, compostos e materiais sintéticos ou biológicos, além de sensores ou circuitos associados à rede nanoestruturada, incorporando-os à membrana regenerativa.

A Glucom Biotech pretende estender as aplicações dos curativos produzidos para outros tipos de feridas como lesões de queimadura, úlceras de pressão e feridas infeccionadas de difícil cicatrização, causadas pelo diabetes. As pesquisas são realizadas por professores da UTFPR e da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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