Sistema mecatrônico de filtragem baseada em luz solar busca resolver os problemas da falta de acesso à água potável comuns na região Nordeste. Foto: ONU
Sistema mecatrônico de filtragem baseada em luz solar busca resolver os problemas da falta de acesso à água potável comuns na região Nordeste. Foto: ONU

A baiana Anna Luísa Beserra, 21 anos, criadora do Aqualuz – startup formada ao longo do programa Academic Working Capital do Instituto TIM – foi uma das vencedoras do Prêmio Jovens Campeões da Terra, da ONU. É a primeira vez que uma brasileira recebe o prêmio da Organização das Nações Unidas voltado para jovens empreendedores com ideias inovadoras para o futuro do planeta.

A empreendedora desenvolveu, junto a outros estudantes da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Federal do Ceará, um sistema mecatrônico de filtragem baseada em luz solar. A solução busca resolver um problema muito comum no Nordeste do Brasil: a falta de acesso à água potável. O filtro purifica a água da chuva coletada por cisternas de áreas rurais por meio de raios solares e um indicador muda de cor quando o consumo é seguro. O Aqualuz já distribui água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda este ano.

Anna Luísa ficou entre os 35 finalistas globais e concorreu na categoria América Latina e Caribe com outros quatro jovens. O prêmio será entregue em cerimônia durante a 74ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em 26 de setembro, em Nova York.

Apoio ao empreendedorismo universitário

O AWC é um programa de educação empreendedora do Instituto TIM que, desde 2015, apoia universitários de todo o país que querem transformar seus Trabalhos de Conclusão de Curso em uma startup de base tecnológica. Anna Luísa fez parte da turma de 2018 e ressalta a importância da iniciativa: “Seria impossível evoluir tanto em tão pouco tempo.

O programa abriu portas incríveis e mesmo depois do término do nosso período de acompanhamento oficial, continuamos recebendo muito apoio do AWC. Os resultados de hoje são todos frutos do treinamento e do suporte financeiro que recebemos”, conta.

Além do apoio financeiro para os estudantes desenvolverem suas ideias e soluções, o AWC oferece orientação técnica e de negócios, por meio de workshops e acompanhamento semanal com monitores. No fim do ano, os universitários participam da feira de investimentos do programa e apresentam suas soluções para profissionais do mercado e investidores-anjo. Já participaram do programa 300 estudantes, desenvolvendo 109 projetos.


  • Com informações da TIM Brasil

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