Evento destaca os conceitos das Cidades MIL – conceito criado pela Unesco a fim de promover a educação midiática, com base nos princípios de cidades inteligentes, sustentáveis e criativas
Felipe Chibás-Ortiz
Coordenador do Centro Internacional de Inovação e Desenvolvimento de Cidades MIL do Instituto de Estudos Avançados da USP

O Centro Internacional de Inovação e Desenvolvimento de Cidades MIL (Media and Information Literacy) (CIIDCMIL) — albergado no Instituto de Estudos Avançados da USP —, o Programa de Integração Latino-Americana (Prolam) e o grupo de pesquisa Criatividade, Inovação, Comunicação, Marketing e Cidades, ambos também da USP, realizaram no final de agosto o 2º Encontro Internacional das Cidades Inteligentes às Cidades MIL.
O evento reuniu mais de 20 palestrantes nacionais e internacionais, sendo gestores públicos, educadores, artistas, agentes corporativos e cidadãos comuns, em cada um dos painéis para discutir como a inovação, aliada às tecnologias e criatividade, é fundamental para o desenvolvimento de cidades humanas que apliquem os conhecimentos da educação midiática e informacional.
O encontro destacou que o conceito de Cidades MIL ou Cidades AMI (Alfabetização Mediática e Informacional), defendido pela Unesco, vai além da infraestrutura tecnológica, posicionando a educação, a comunicação e a participação cidadã como pilares centrais para o desenvolvimento de cidades mais inclusivas e sustentáveis. Nesse sentido, as presenças em destaque receberam a entrega de um certificado como título de Embaixadores dos Espaços Urbanos MIL, reconhecimento outorgado por uma comissão científica internacional vinculada ao evento.
Os conteúdos discorridos foram iniciados na mesa de abertura pelos professores José Manuel Pérez Tornero, presidente da Unesco Milid, e Emmanuel Komi Kounakou, da Cátedra Unesco da Universidade de Quebec, que intervieram de forma digital, seguidos da professora Marilene Proença, que enalteceu a importância do diálogo entre as áreas do saber sobre a América Latina e as reflexões sobre as Cidades MIL – conceito criado pela Unesco a fim de promover a educação midiática, com base nos princípios de cidades inteligentes, sustentáveis e criativas, no objetivo de formar cidadãos críticos na compreensão e utilização de informações midiáticas, sendo uma forma de combater a desinformação e promover a participação cívica. O presidente do Memorial da América Latina, professor Pedro Machado Mastrobuono, apresentou o contexto da criação do Memorial da América Latina, como espaço de memória, conhecimento, resistência, educação e cultura dos povos latino-americanos.
No quesito sobre a importância do Centro Internacional de Inovação e Desenvolvimento de Cidades MIL, a professora Roseli de Deus Lopes, diretora do IEA, reforçou a necessidade de diálogos internos com outros departamentos da USP, pelo fato de as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) de massa trazerem novos desafios aos indivíduos e às coletividades, como as questões de saúde mental, algoritmos e soberania, bem como algoritmos e dirigismo nas escolhas das pessoas.
Ao tratar sobre políticas públicas e desafios da educação midiática em tempos de inovação e inteligência artificial (IA) na perspectiva das Cidades MIL, a vice-presidente da Fundação Padre Anchieta, que é responsável pela TV Cultura, Elysabeth Carmona Leite, destacou as políticas públicas que incentivem a alfabetização midiática na primeira infância, com a produção de conteúdos digitais que instruam os indivíduos a fazerem suas escolhas sem o dirigismo dos algoritmos. Ela afirmou a necessidade de a TV pública produzir conteúdos a partir de uma linha editorial que considere os conceitos das Cidades MIL, inclusive conteúdo infantil para crianças de 8 a 12 anos sobre como combater fake news e violências de toda natureza. Também sobre conteúdos locais para alcançar e divulgar os saberes regionais, para que o entorno do cidadão seja representado nas telas. Apontou a importância de fazer parcerias com outras instituições comprometidas com a cidadania, isentas de interesses privados e privatistas.
Na experiência como vereador do município de São Paulo, Fabio Riva dos Santos apontou alguns desafios ao Projeto das Cidades MIL, sendo, primeiro, a produção de conteúdos digitais pela IA, dando o exemplo de como pareceres na Câmara de Vereadores de São Paulo foram feitos com essa tecnologia com equívocos graves que prejudicam a sociedade. Segundo, a ausência de universalização da internet em termos reais, com reforço para a importância da regulamentação de modo que a informação midiática seja transparente, com limites bem pontuados, com estímulo ao senso crítico.
Como representação corporativa, Leonardo Figueiredo, diretor de Estratégias de Crescimento e Inovação da empresa Accenture, destacou o perigo dos indivíduos e da sociedade perderem o protagonismo com o uso das tecnologias digitais sem ética e responsabilidade com a inteligência artificial, apontando, primeiramente, que existe quem decide o que os usuários leem e consomem, uma forma de facilitar a execução do “efeito manada”, em seus termos, além de escancarar a deficiência educacional do pensamento crítico. Ele apontou como desafio fazer os jovens aprenderem a usar as ferramentas de IA para agirem mais rápido no sentido de enfrentar as mudanças de paradigmas e exaltou a aplicação do método científico para entender e pensar o mundo que vivemos. Como exemplo, apontou a Escola 42 (www.42.rio) que coloca o aprendizado em Tecnologia da Informação (TI) nos espaços onde a população demanda por educação.
Quem esteve na mediação deste primeiro painel foi a professora Adriana Backx, que ao final, sugeriu que a educação midiática precisa ser formalizada como política pública independente das pessoas como indivíduos e de partidos que governam e legislam para a cidade, Estado e país, para que tudo seja por uma sociedade justa e inclusiva.
Durante o segundo painel do evento, ao tratar sobre metodologias, ferramentas e plataformas para avaliar impactos na comunicação e na alfabetização midiática, destacando entre elas, a utilização da ferramenta Ciclo do Marketing Digital, que fomentada no CIIDCMIL hoje é utilizada com IA nas empresas e organizações no Brasil e outros países. Neste painel o representante político da cidade de Barueri, Jonatas Randal da Silva, secretário de Inovação e Tecnologia, apresentou os aplicativos para pedir táxis e carros, como a plataforma 99 e o Uber, como um marketplace que conecta o motorista e o passageiro, uma solução complexa porque envolve diversos fatores como o tempo, a geografia e o estoque de veículos, divulgando o programa criado, chamado “Amigo Anjo”, para apoiar o motorista em sua própria segurança. Já sobre o uso das tecnologias no cotidiano, comentou que precisa haver equilíbrio entre o trato humano e as ferramentas de IA.
O representante empresarial Luiz Felipe Garcia Rodriguez, CEO da Gauge, apresentou a plataforma apelidada de “tinder de exportação”, que conecta o produtor local com o comprador no exterior, ajudando a conectar empresários. Acrescentou a indicação do Pix como uma tecnologia brasileira de democratização do pagamento, na interligação da composição de saberes de engenharia social, de tecnologia e de educação. Porém, alerta que junto com as facilidades de acesso e uso das tecnologias, também foram facilitados os crimes e golpes virtuais praticados no local onde o criminoso está. Por fim, evidenciou o desafio de ter a atenção dos indivíduos para identificar os conteúdos úteis diante de tantas distrações, como os milhares de conteúdos nas plataformas, a identificação de fake news e de informações inúteis.
Nesta linha, o presidente do Instituto Ibrachina, do Instituto Brasileiro de Ciências Jurídicas e do Ibrawork, Thomas Law, apresentou o hub de inovação focado em cidades inteligentes, como a proposta de ser uma fintech de novas ideias e espaço para ativar as pessoas para falarem nas feiras e nas universidades. Também falou sobre a iniciativa nomeada WeChat da Tencent, usada na China para fazer marketing digital e auxiliar nas vendas on-line.
Em sequência, Ana Paula Kagueyama, diretora sênior da PayPal, destacou as TICs e a inovação no cotidiano de pequenos e médios empreendedores no início de seus negócios, dando ênfase na digitalização da gestão e fluxo financeiro, o que esbarra na conectividade da internet, ainda lenta para esses profissionais. Como exemplo, citou a cidade de Nova York, que atuou junto à iniciativa privada para ter uma internet rápida aos seus cidadãos. Nesse sentido, Thiago Hipolito, diretor de inovação da empresa 99, apontou como desafio das Cidades MIL a democratização da internet rápida para que o usuário final tenha acesso aos serviços públicos e privados disponíveis.
No terceiro painel, sobre o tema de impactos e desafios das novas tecnologias da IA no clima das cidades, sob a perspectiva da alfabetização midiática, o professor da Escola Politécnica da USP, Marcelo Pessoa, chamou a atenção para a reorganização do mercado de trabalho diante das novas tecnologias, o que impactar em novas formas de concorrência. Sobre o tratamento de resíduos, destacou que esta preocupação sempre se deu sem o devido cuidado com o meio ambiente. Por isso, salientou que o papel da população através da conscientização e da educação é um elemento fundamental para lidar com os desafios ambientais atuais. Ele também tocou na questão do desafio ético das cidades com a IA e as mudanças climáticas, chamando a atenção para as desigualdades sociais. Enalteceu a inteligência natural e questionou se o “pessoal da quebrada” está sendo ouvido nos espaços de discussão sobre as cidades, salientando que eventos como este, do CIIDCMIL, possam dar foco a esses temas, como algo de extrema importância a ser reverberado.
O diretor do Centro de Práticas Esportivas da USP, José Carlos Simon Farah, iniciou sua fala levantando a possibilidade de implementação de um projeto piloto Cidades MIL no Cepeusp. Afirmou que cerca de 60% dos alunos da USP são pessoas sedentárias e, com isto, reforçou a importância do esporte e da socialização para a saúde, e conectou a ideia de “saúde planetária” ao fato de que, se o indivíduo cuida da saúde, ele cuida do planeta Terra. Questionou: “Quem se dispõe a mudar seu modal de transporte, usar o transporte público, a bicicleta, estamos dispostos a isso?”. Contextualizou que um grande entrave para implementação de políticas públicas está relacionado a questões partidárias e que precisamos estar dispostos a mudar. Também salientou que as questões éticas de nosso tempo devem ser pensadas sob o ponto de vista cultural e destacou que devemos questionar como o conteúdo debatido na academia pode chegar à sociedade. Por fim, disse: “Se o público não é beneficiário, não é uma política”.
Sob o olhar do empreendedor Luiz Silveira, foram compartilhadas as suas experiências de vida. Ele iniciou sua fala de modo contundente, “eu vim do lixo”, ao referir sua história como catador de reciclagem, criando então a empresa pioneira que fabrica embalagens não nocivas ao meio ambiente. Ele alertou que as IAs podem começar a espalhar informações falsas e que existe uma grande necessidade de ouvir as pessoas. No mesmo painel, Thiara Lima, consultora sênior do Sebrae, defendeu a necessidade de educar micros e pequenos empreendedores através do trabalho desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, que possui projetos relevantes sobre os temas de uso das tecnologias e IA, com destaque aos projetos de educação digital em andamento e aos futuros dedicados a esses empresários, bem como a implantação das tecnologias no ambiente empresarial, para torná-los mais competitivos.
Como representantes públicos presentes, o professor Renato Nalini, secretário de Assuntos Climáticos da cidade de São Paulo, disse que estamos prestes a cometer o que chamou de “ecocídio”, pois os eventos extremos estão sendo potencializados e frequentes, pontuando a crítica sobre a vida com uma “conspiração consumista”, em que a indústria programa a obsolescência dos produtos que produz. Informou que as áreas de São Paulo que não são arborizadas apresentam temperaturas cerca de 10º mais elevadas em comparação com lugares verdes. Criticou a burocracia ser grande para adotar ações úteis que mitiguem os danos ambientais e que a população está distante da administração pública, indicando a necessidade da participação civil em audiências públicas. Opinou que novas formas de conhecimento surgiram e a sociedade precisa estar ciente e preparada para isso, indicando que, no ritmo em que o planeta está, “vamos virar uma esfera de lixo” como reflexo do alto consumismo, e convidando a refletir sobre a frase do Papa Francisco: “Não existe jogar fora”.
O especialista e interlocutor na redação de textos de lei da Prefeitura de SP, Fernando Escudeiro, apontou alguns mecanismos de participação popular de Conselhos no município de São Paulo. Também ressaltou o excesso de burocracia para aplicações normativas, que constitui um dos desafios para chegarmos às Cidades MIL. Ele comentou que existe um imediatismo da sociedade que, em geral, apresenta dificuldades em enxergar medidas que terão efeitos apenas a longo prazo. Exemplificou a ação da PMSP de aproximação com seu munícipe com as tecnologias de implantação da plataforma 156 de comunicação e serviços, e o Geosampa, de gerenciamento do espaço físico da cidade, e finalizou destacando que as questões éticas merecem ser respeitadas.
Na representação da Secretaria do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Maquiaveli destacou a implementação da necessária economia circular com o objetivo de aumentar a vida útil de produtos e fortalecer a indústria dos recicláveis e valorização de catadores(as). Afirmou que as mudanças ocorrem no meio social porque, apesar de muitos estarem parados, existem aqueles que se movimentam e se engajam. Ainda assim, mencionou que nos organizamos pouco para lidar com questões públicas. Fez importante observação sobre os algoritmos que só reforçam nossas crenças preexistentes.
Por fim, no quarto painel, ao tratar sobre a inovação, novas tecnologias e metodologias para transcender desigualdades, barreiras culturais e potencializar a economia criativa nas Cidades MIL, o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, apresentou o projeto Acolhe, com sua importância de humanização no trato dos universitários. Em sua fala, ele destacou o risco de segregação que pode ocorrer em relação ao acesso às novas tecnologias, que vê pessoas perdidas nas distrações oferecidas pelo ambiente da internet, especialmente as redes sociais, destacando que as big techs têm controle dos algoritmos sobre grande parcela das pessoas no mundo, usando-os sem curadoria e ética. Apresentou posicionamento contundente no sentido de viabilizar o amplo acesso às ferramentas tecnológicas e refletiu sobre a necessidade de ensinar a questionar, defendendo a criação de um protocolo que evite a posse exclusiva da informação por parte da população. Afirmou que “a luta tem uma característica econômica” e, sobre questões éticas envolvendo novas tecnologias, destacou a necessidade de consciência sobre a potência desses novos ativos, por isso, existir grande importância e relevância na educação.
A líder do Departamento de Parcerias da empresa Accenture, Nathália Tavares, iniciou sua exposição abordando a necessidade de termos uma inovação responsável e que “as soluções precisam ser complexas porque os problemas são complexos”. Ela destacou a não prepotência no caso de ser considerado que os problemas sociais podem ser resolvidos sozinhos, sem engajamento e participação popular. Salientou que as novas tecnologias podem potencializar a cultura e foi enfática ao dizer que a questão “não é dar voz, é deixar que as vozes sejam ouvidas. Todos nós temos vozes”.
A artista e cantora Kell Smith lembrou que as crianças e as pessoas da periferia, a partir de suas vivências e do hiato causado pela cultura de massa distante de suas realidades, criaram novos heróis e novos exemplos, tais como influencers e youtubers. Apontou as diversas ausências que caracterizam a população de periferia, como falta de esgoto e de água encanada, de sistemas de saúde, segurança alimentar e física; acesso à educação, ao mercado de trabalho e ao pleno emprego, dentre outras, dizendo que, para ser possível sonhar com acesso à cultura e à educação, é necessária a democratização da internet, sendo fundamental a educação. Afirmou que a melhor maneira de garantir, profundamente, que as ferramentas de IA incluam a diversidade é conseguir sua regulamentação. Destacou que, quanto mais pessoas utilizarem essas ferramentas, mais subsídio haverá para que os algoritmos absorvam as particularidades. Disse que “primeiro o algoritmo é treinado, depois ele nos treina”, uma frase que soa como um alerta para o cuidado com o uso inconsciente dessas novas tecnologias. Defendeu incluir a economia criativa dentro das Cidades MIL e por fim, enalteceu a música como uma linguagem universal ao refletir sobre como poder chegar até os não nativos digitais, elevando a educação como elemento central.
A fundadora da empresa Pretas Pardas Potentes, Alcione Balbino, propôs um exercício aos participantes para que os presentes fechassem os olhos e após imaginar uma situação de perseguição, levantou a reflexão: se nossos vieses estão sempre julgando o outro, “por que julgamos o outro? Por que ser o outro incomoda?” perguntou, seguindo ao discorrer sobre o tema do racismo e suas consequências nefastas na existência da pessoa negra. A partir disso, destacou o viés racial das IAs ao afirmar que “é muito difícil ser a única em um espaço” e que “uma pessoa branca criou aquilo (IA) e não pensou na diversidade do nosso país”, ao citar a criação de ferramentas não inclusivas. Sobre o uso da tecnologia para o exercício da cidadania, afirmou que o foco deve ser a educação, mas questionou: “A gente espera muito da escola, mas o que nós, pais, estamos fazendo?”. Ela ainda destacou que a Norma Regulamentadora – NR1 sobre saúde foi atualizada para incluir as doenças mentais no trabalho para coibir os riscos psicossociais e lembrou que o racismo começa dentro de casa.
No encerramento, a jornalista Rosana Hermann iniciou a sua exposição com dados alarmantes sobre a existência de oito bilhões de pessoas no planeta e cerca de seis bilhões em todo o mundo conectadas à internet, para ela considerado um número alto. Ainda, que o Brasil é o segundo país no mundo que fica mais tempo na internet (mais ou menos 8 horas/dia). Para uma parte das pessoas é opção ficar tanto tempo na internet, mas uma outra parte é cooptada para finalidades escusas. Ela destacou que o cérebro humano se desenvolve há aproximadamente 30 mil anos para novos aprendizados, para se adaptar aos ambientes em que o ser humano vive, enfrentar os desafios, dentre outros. Também chamou a atenção sobre os dados da solidão no Brasil, pois são milhares de indivíduos que sofrem do que chamou de “epidemia de solidão”. Por outro lado, apontou que o cérebro é preparado para navegar na realidade que é nosso ponto de encontro e serve também para unir em grupos as pessoas com as mesmas afinidades, portanto, a cidade pode ser mais bem utilizada como ponto de encontro. Além disso, acerca do tempo que passamos conectados, afirmou que “o mundo é uma ferramenta para o mundo” e que hoje vivemos um tempo em que os jovens não saem de dentro de seus quartos. Foi contundente ao dizer que “quem se reúne hoje, vai sair na frente de qualquer inteligência artificial”. Salientou que as novas tecnologias têm o potencial de desmontar barreiras. Afirmou que é natural querermos humanizar as IAs. Por outro lado, as pessoas não querem “perder tempo” para ajudar as outras pessoas. Isso precisa ser um pacto firmado entre todos nós: “A gente precisa entender como um ser humano funciona do lado de outro ser humano” e “a gente não pode ter medo da complexidade”.
Por fim, para superar barreiras, resulta ser essencial utilizar as metodologias científicas que permitam diagnosticar primeiro e, depois, sugerir o caminho de superação, como a Metodologia das 20 Barreiras Culturais à Comunicação e 5 Dimensões de Criatividade (20BCC-5DCR), desenvolvida pela nossa equipe e que é citada nos textos da Unesco.________________
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