Até 2022, maioria das fábricas estará conectada por tecnologias
Redação
Radar do Futuro
Impulsionadas pela globalização, pelo aumento da concorrência e pela maior demanda dos clientes por mais opções e produtos de alta qualidade, as fábricas conectadas se tornam uma necessidade. Como resultado das demandas e da evolução tecnológica, crescerá significativamente o número de organizações com fábricas totalmente conectadas durante os próximos cinco anos. As conclusões sobre os efeitos da inovação no cenário produtivo são do estudo “Estudo Sobre A Indústria Da Manufatura 2017“, realizado pela Zebra Technologies Corporation,
A pesquisa conclui que a maioria dos fabricantes globais usará a Internet das Coisas Industrial (IIoT), parte do conceito da Indústria 4.0 que possibilita o monitoramento de toda a cadeia produtiva em tempo real, para elevar os níveis de qualidade e a visibilidade operacional da produção. Segundo Vanderlei Ferreira, Country Manager da Zebra Technologies no Brasil, “as empresas de manufatura estão entrando numa nova era em que a produção de itens de alta qualidade é essencial para retenção e aquisição de clientes bem como para redução de custos que afetam os resultados”.
Para o executivo, os resultados do “Estudo Sobre A Indústria Da Manufatura 2017″ mostram que a IOT atravessou o abismo e que fabricantes inteligentes estão investindo agressivamente em tecnologias que vão criar um chão de fábrica com mais inteligência e mais conectados para elevar os níveis de visibilidade operacional e qualidade.”
O estudo da Zebra, líder no segmento de mobilidade, scanners e impressoras de códigos de barras, as empresas de manufatura continuarão adotando a Indústria 4.0 e a fábrica inteligente. Os funcionários usarão uma combinação de identificação por rádio frequência (RFID), tecnologias wearable, sistemas automatizados e outras tecnologias emergentes para monitorar os processos físicos das fábricas e permitir que as empresas tomem decisões descentralizadas.
Até 2022, 64% dos fabricantes esperam estar totalmente conectados em comparação com apenas 43% dos dias atuais. Metade dos fabricantes pretende adotar tecnologias wearable até 2022. Cerca de 55% dos usuários atuais de tecnologias wearable esperam ampliar o nível de utilização nos próximos cinco anos.
- Como resultado da adoção intensiva das tecnologias, processos manuais tendem a diminuir significativamente, assinala o estudo. Atualmente, 62% das empresas ainda usam papel, método altamente ineficiente, para controlar processos essenciais de manufatura. Espera-se que esse tipo de processos ocorra apenas em uma em cada cinco empresas de manufatura em 2022.
- Executivos de todas as regiões mencionaram a garantia de qualidade como principal prioridade nos próximos cinco anos. Empresas com visão de futuro adotam uma filosofia orientada à qualidade para impulsionar o crescimento, o desempenho e a rentabilidade. Até 2022, apenas 34% esperam qualificar para essa prioridade como uma de suas principais preocupações – notando que as melhorias feitas, tanto por fornecedores quanto por fabricantes iguais, finalmente vão elevar a qualidade dos produtos acabados.
- Fabricantes afirmaram que os investimentos em visibilidade vão apoiar o crescimento de toda a sua operação. A parcela de 63% citou o rastreamento com uma combinação de tecnologias como foco central — por exemplo, digitalização de códigos de barras, RFID e sistemas de localização em tempo real (RTLS) — que deverá ser implantado para alcançar a visibilidade desejada.
- Outro dado importante, 51% das empresas planejam expandir o uso da tecnologia de voz nos próximos cinco anos. O crescimento mais significativo da tecnologia de voz será nas maiores empresas (com receitas superiores a US$ 1 bilhão) com um uso que atingirá o patamar de 55% até 2022.
RESULTADOS REGIONAIS
- Espera-se que soluções sob demanda e de nuvem e software como serviço (SaaS) para sistemas de execução de manufatura (Manufacturing Execution Systems, MES) crescerão rapidamente – 58% dos entrevistados nos Estados Unidos esperam usar esses serviços até 2022. Em cinco anos, 54% dos fabricantes europeus entrevistados planejam usar RTLS para coletar dados críticos sobre ativos, incluindo localização, estágio e condição.
- Mais da metade (51%) dos fabricantes entrevistados na América Latina e 48% dos fabricantes da Ásia e do Pacífico esperam usar RFID para otimizar trabalhos em andamento até 2022.
- Quase seis em 10 fabricantes latino-americanos (58%) mencionaram maior garantia de qualidade como principal prioridade nos próximos cinco anos.
- As empresas estão se concentrando menos em manter os materiais disponíveis e mais dependentes de fornecedores para prover bens sob demanda.
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