Tecnologia auxilia no mapeamento de áreas de risco. Foto: Pixabay.
Tecnologia auxilia no mapeamento de áreas de risco. Foto: Pixabay.

A Prefeitura de Belo Horizonte utiliza drones para sobrevoar áreas de risco e mapear bairros com maior incidência de focos da dengue. As imagens aéreas obtidas pelos drones ajudam a detectar potenciais focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, e no direcionamento operacional de campo no esforço de combater a enfermidade. A tecnologia também auxilia em ações contra a febre maculosa e representa uma inovação no setor de Saúde da capital mineira.

O uso de drones teve início em abril, nos bairros Aparecida e Glória na região Noroeste da capital mineira, onde foi realizado mapeamento dos terrenos com maior incidência de larvas do Aedes aegypti. Os equipamentos também sobrevoaram os bairros Salgado Filho e Betânia, na região Oeste, e Xangrilá, na Pampulha. A partir desse trabalho, a Secretaria de Saúde de Belo Horizonte solicitou o mapeamento de áreas que receberam o projeto Wolbachia (bactéria introduzida no inseto transmissor da dengue que diminui sua potência de infestação), para saber se a infestação da doença diminuiu.

Os drones também são utilizados pela equipe do projeto que, duas vezes por semana, realiza o reconhecimento do território onde há incidência de febre maculosa na Pampulha, calculando o deslocamento dos animais e lotes que podem ser focos da doença. Os trabalhos são realizados pela Secretaria de Saúde da capital, em parceria com a Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel).

As secretarias municipais de Planejamento, Fiscalização, Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), e Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) também utilizam drones. Os equipamentos foram adquiridos no início do ano por licitação e atuam de forma conjunta com o software livre Quantum Gis (QGIS), que permite o agrupamento de imagens aéreas, transformando-as em mapas físicos com todas as discriminações do espaço mapeado. Os aparelhos são devidamente cadastrados no Departamento de Controle do espaço Aéreo (Decea), na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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