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Como as universidades devem se portar nesta nova era da Educação?

Universidades, atentas às mudanças do mercado, precisam ajudar o aluno a descobrir seus valores e propósito de vida - foto: Pixabay
Universidades, atentas às mudanças do mercado, precisam ajudar o aluno a descobrir seus valores e propósito de vida – foto: Pixabay

DNA da Educação

A escolha do curso universitário, na hora de prestar vestibular, é uma das decisões mais importantes tomadas pelos jovens nesta fase da vida. O estudante, durante esta escolha, deve levar em conta diversos fatores, o que causa ainda mais dúvidas e incertezas, como a aptidão para a carreira escolhida, por exemplo. Além disso, o campo de trabalho não pode deixar de ser avaliado. Se há 40, 50 anos, os alunos, na maioria das vezes, já saíam das universidades empregados e com muitas perspectivas para o futuro, nos dias atuais, a situação é bastante diferente, com áreas bastante saturadas e muitas profissões fadadas à extinção.

Segundo Elzi Campos, PhD em Educação de Carreiras e cofundadora da startup Aceleradora de Carreiras, a maioria dos estudantes tem dúvidas sobre o que fazer profissionalmente e desconhece quais competências desenvolver para ingressar no mundo do trabalho e como desenvolvê-las. “Eles recebem um ensino especialista nas universidades, no qual cerca de 30% não será necessário no futuro. Além disso, veem profissões novas aparecendo todos os dias e outras, tradicionais, desaparecendo, ou mesmo sendo substituídas ou transformadas por novas tecnologias. Tudo isso faz com que este aluno se sinta despreparado para encarar o mercado, desde a elaboração de um currículo, até a participação em uma entrevista de emprego.”

Mas como as universidades devem se portar nesta nova era? Para Elzi, um dos caminhos é criar um programa para o desenvolvimento das competências-chave buscadas pelo mercado e ajudar o aluno a descobrir seus valores e propósito de vida. “Estamos falando da necessidade de revisar as grades curriculares dos cursos superiores para formalizar o ensino transversal de competências sociais e emocionais, seja como disciplinas, eixos pedagógicos, ou projetos didáticos.”

Esse movimento pode ser observado por profissionais recém-chegados ao mercado de trabalho: a empregabilidade ou a chance de uma contratação são aumentadas quando suas habilidades sociais e de inteligência emocional são percebidas por recrutadores de talentos universitários.

Outro ponto observado por Elzi é a necessidade de nutrir instituições e educadores com informações, conteúdos e metodologias atualizadas sobre essas competências sócio-emocionais buscadas pelo mercado de trabalho, “além de conhecimentos técnicos que auxiliem seus alunos em suas escolhas profissionais e em seu processo de autogestão de sua carreira”, explica.

Um é pouco, dois é bom, três é demais

Nascida no ecossistema de inovação Santa Helena Valley, de Sete Lagoas – MG, a startup Aceleradora de Carreiras, do grupo DNA da Educação, desenvolveu uma plataforma com três soluções de carreiras e empregabilidade inéditas para o setor de Educação Superior. Para o aluno, é uma ferramenta de autogestão de carreira, com testes comportamentais, que o prepara para o futuro do trabalho; para a instituição de ensino, é um mapa da empregabilidade do estudante, que funciona como um poderoso instrumento de diferenciação para captação e retenção de alunos.

Do outro lado da ponta, ainda tem as empresas que precisam de ajuda para recrutar e selecionar as pessoas. Elas passam a ter à sua disposição um valioso banco de talentos universitários com informações legitimadas pela tecnologia BlockChain, além de um filtro capaz de identificar as competências comportamentais, personalidade, interesses e valores do estudante.

Por meio da plataforma, desde o primeiro dia de aula, o aluno tem acesso a um teste de perfil comportamental, que identifica suas competências e habilidades. O aluno também indica empresas de seu interesse e destaca suas conquistas acadêmicas, construindo um currículo do futuro, que alia habilidades técnicas com as competências humanas do estudante.

“Assim, o aluno pode acessar vagas de emprego e estágio mais alinhadas ao seu perfil, o que garante maior acerto e satisfação no desempenho destas funções, bem como o curso escolhido”, explica Fernanda Verdolin, fundadora da startup. Segundo ela, o grande diferencial é que, além dos aspectos sobre a formação, experiência e dados do aluno, o Currículo do Futuro inclui elementos sobre o perfil comportamental, personalidade, interesses e valores deste estudante. “Com essas informações, torna-se possível o entendimento mais integral do perfil do aluno, destacando seus potenciais e prevendo sua capacidade de realização”, afirma.

Desta forma, o currículo do futuro permite ao aluno desenhar sua carreira, oferecendo dicas e orientações para um desenvolvimento progressivo das suas capacidades e da autogestão de sua trajetória profissional. Tudo isso é possível graças à tecnologia BlockChain adotada pela plataforma, capaz de comprovar a veracidade das informações apresentadas no currículo, de forma a torná-lo confiável e inviolável, transformando-se em um aliado das empresas que precisam recrutar novos profissionais.

BlockChain funciona como um elo de ligação entre duas ou mais fontes de informação – como a instituição de ensino superior, organizações de formação profissionalizantes, certificadoras, empresas, organizações. Agora é possível para a instituição de ensino comprovar as informações acadêmicas e profissionais de seu corpo discente, validando a empregabilidade de seus alunos a partir do diploma.


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