Relatório do The New York Times revela planos internos da gigante do varejo para automatizar 75% das operações
Radar do Futuro
Documentos internos da Amazon sinalizam a intenção de substituir uma parte significativa de sua força de trabalho humana por robôs nos próximos anos. Segundo um relatório revelado pelo jornal The New York Times, executivos esperam que a automação permita evitar a contratação de mais de 600 mil trabalhadores nos Estados Unidos até 2033.
Automatizar 75% de operações é o objetivo, apesar da previsão de dobrar o volume de vendas no mesmo período.
Tendencia: aceleração exponencial
Em 2025, o setor de tecnologia continua enfrentando uma onda de demissões, embora em um ritmo mais moderado do que em 2024, quando mais de 230 mil postos foram cortados globalmente. Até outubro de 2025, consultorias independentes como Layoffs.fyi e TrueUp registram entre 112 mil e 180 mil demissões em cerca de 400 a 587 empresas de tech, com uma média de 489 cortes por dia.
Isso reflete uma tendência de reestruturação impulsionada pela adoção de IA generativa, corte de custos operacionais e incertezas econômicas, como inflação persistente e restrições comerciais em semicondutores.
As empresas apontam sinais otimistas: contratações em áreas como IA, ciência de dados e cibersegurança estão crescendo, com empresas prevendo um aumento de 12% nas vagas para engenheiros de software em 2026, priorizando qualidade sobre volume.
Destaques por Empresa: base de outubro de 2025
Amazon
A gigante do e-commerce anunciou cortes de até 14 mil cargos corporativos em 28 de outubro, com projeções que podem chegar a 30 mil postos no total, afetando divisões como nuvem, lojas e dispositivos.
Isso marca a maior rodada de demissões da empresa desde 2022 e a maior no setor tech desde 2020, segundo fontes internas. Os motivos incluem otimização para IA e redução de redundâncias, com impactos esperados em até 90 dias para realocação interna
No acumulado de 2025, a Amazon já eliminou mais de 27 mil vagas desde o início das reestruturações.
Intel
Líder em cortes no ano, com 22 mil a 24 mil demissões anunciadas, incluindo 2.400 em Oregon e 1.935 na Califórnia em julho, e mais rodadas em outubro. A empresa prevê um custo de US$ 160-180 milhões com essas reduções, ligadas a controles de exportação de chips e desaceleração nas vendas.
Microsoft
Cortou cerca de 4 mil engenheiros de software em julho (4% da força global) e planeja mais 6 mil vagas em diversos departamentos, totalizando 7 mil em 2025. A ênfase está em eficiência via IA, com demissões concentradas em suporte e engenharia tradicional.
Meta
Em janeiro, eliminou 5% do quadro (3.600 vagas); em outubro, mais 600 cortes na unidade de “superinteligência” em IA, após investir US$ 14,3 bilhões na Scale AI. Mark Zuckerberg planeja US$ 60-65 bilhões em gastos com IA em 2025, sinalizando que os cortes visam realocação para inovação.
Google (Alphabet)
Demitiu mais de 100 em design na unidade de nuvem em outubro, após cortes menores em suporte. Apesar de resultados financeiros fortes, a empresa foca em IA, com previsões de estabilidade em contratações para 2026.
Outras menções incluem Salesforce (4 mil em suporte ao cliente por IA), Cisco (221 vagas em outubro) e UPS (48 mil, influenciada por tech logística).
Razões e Previsões
As demissões são atribuídas principalmente à integração de IA, que automatiza funções como suporte e engenharia básica, reduzindo necessidades em papéis de nível médio. Cerca de 50 mil dos 180 mil cortes em 2025 estão diretamente ligados a automação.
Economicamente, há pressão de juros altos e demanda fraca em veículos elétricos e chips. Para o fim de 2025 e 2026, analistas preveem continuidade dos cortes (especialmente em startups seed), mas com recuperação em contratações focada em bancos e fintechs. Elas competem por talentos em IA, e o mercado de trabalho tech deve se estabilizar com ênfase em “qualidade” (menos vagas, mas mais impactantes).
Visão Equilibrada
Segundo o Grok, embora as notícias sejam dominadas por cortes – com mais de 75 mil impactados só no primeiro semestre –, o setor não está em colapso total. Empresas como Alphabet reportam ganhos recordes apesar das demissões, e há uma transição para um mercado mais eficiente e AI-centrado.
Para trabalhadores, isso significa ansiedade crescente, mas oportunidades em nichos emergentes. No Brasil e globalmente, o paradoxo persiste: salários em alta para especialistas em IA contrastam com demissões em massa, abrindo espaço para racionalidade no setor.

