As boas práticas vão desde orientar colaboradores até manter ferramentas de endpoint security atualizadas
Robertson Kieling
CIO da SOU e Head de Cybersecurity
A Black Friday se consolidou como uma das datas mais importantes para o varejo. Só no ano passado, foram R$ 9,38 bilhões arrecadados no Brasil de acordo com o painel Hora a Hora, com dados da Confi.Neotrust. Para este ano, especialistas estimam um crescimento de quase 10% no número de pedidos. Além disso, a campanha deve movimentar até R$13,6 bilhões em vendas, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).
Por isso, é também uma das mais visadas por cibercriminosos. O volume de transações, a urgência das ofertas e o comportamento impulsivo dos consumidores criam o cenário perfeito para golpes digitais.
Se, por um lado, o consumidor quer aproveitar boas ofertas com segurança; por outro, as empresas do setor precisam proteger os seus canais digitais e a reputação da marca. O objetivo comum é fazer da campanha em 2026 um sucesso – inclusive, do ponto de vista da cibersegurança.
Em períodos como a Black Friday e outras campanhas promocionais, os ataques de phishing se multiplicam. Sites falsos, e-mails com promoções irresistíveis e links maliciosos são usados para capturar dados pessoais e bancários. Cabe ao consumidor exercitar o seu olhar e desconfiar de descontos exagerados, acessar diretamente o site da loja e utilizar cartões virtuais e métodos de pagamento com proteção contra fraudes.
Mesmo profissionais experientes já caíram em golpes. Então, é preciso fazer esse esforço de forma consciente por parte do consumidor. Já as empresas que operam e-commerce ou campanhas digitais precisam investir em camadas robustas de segurança. A reputação da marca e a confiança do consumidor estão em jogo.
As boas práticas vão desde orientar colaboradores até manter ferramentas de endpoint security atualizadas. Nesse sentido, vale sempre lembrar: segurança é estratégia, não só tecnologia.
A Black Friday é uma oportunidade de crescimento, mas também exige responsabilidade do varejo. Proteger o consumidor é proteger o negócio. E a melhor defesa começa com informação.

