Construção civil mantém o pessimismo

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    construção civil projeta mais um ano difícil em 2016

    Mercado vai entrar em 2016 com índices baixos de expectativas de recuperação das obras

    Heraldo Leite
    Radar do Futuro

    Considerado um dos grandes empregadores de mão de obra – principalmente grandes contingentes de trabalhadores sem maiores qualificações – o setor da construção civil pode perder 556 mil postos de trabalho em 2015. Atualmente, o setor emprega 3 milhões de pessoas no Brasil. No ano passado, o corte atingiu 163 mil pessoas.

    Os números foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). “Nunca tivemos um ano como este em que a indústria da construção realiza um volume tão grande de demissões nos primeiros nove meses, período em que normalmente o setor contrata. A falta de confiança dos investidores e das famílias, a escassez de lançamentos imobiliários e a ausência de licitações para novas obras de habitação social e infraestrutura sinalizam que a recessão se prolongará no ano que vem”, disse o presidente do Sinduscon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

    Retração

    Em setembro, o nível de emprego no setor recuou 1,76% na comparação com o mês anterior. O percentual foi obtido com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego. A maior retração para o mês ocorreu no segmento imobiliário (2,35%), seguido pelo de preparação de terrenos (2,04%).

    Foi a 19ª queda consecutiva do indicador. Nos últimos 12 meses, o número de demitidos em todo o país somou 

     

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