Black Friday e cibersegurança: riscos e oportunidades em grandes campanhas do varejo

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    Compras on-line são tendência em especial entre famílias com médio e alto nível de renda, aponta pesquisa do Boston Consulting Group. Foto por bruce mars em Pexels.com
    Foto por bruce mars em Pexels.com

    As boas práticas vão desde orientar colaboradores até manter ferramentas de endpoint security atualizadas

    Robertson Kieling
    CIO da SOU e Head de Cybersecurity

    A Black Friday se consolidou como uma das datas mais importantes para o varejo. Só no ano passado, foram R$ 9,38 bilhões arrecadados no Brasil de acordo com o painel Hora a Hora, com dados da Confi.Neotrust. Para este ano, especialistas estimam um crescimento de quase 10% no número de pedidos. Além disso, a campanha deve movimentar até R$13,6 bilhões em vendas, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

    Robertson Kieling

    Por isso, é também uma das mais visadas por cibercriminosos. O volume de transações, a urgência das ofertas e o comportamento impulsivo dos consumidores criam o cenário perfeito para golpes digitais.

    Se, por um lado, o consumidor quer aproveitar boas ofertas com segurança; por outro, as empresas do setor precisam proteger os seus canais digitais e a reputação da marca. O objetivo comum é fazer da campanha em 2026 um sucesso – inclusive, do ponto de vista da cibersegurança.

    Em períodos como a Black Friday e outras campanhas promocionais, os ataques de phishing se multiplicam. Sites falsos, e-mails com promoções irresistíveis e links maliciosos são usados para capturar dados pessoais e bancários. Cabe ao consumidor exercitar o seu olhar e desconfiar de descontos exagerados, acessar diretamente o site da loja e utilizar cartões virtuais e métodos de pagamento com proteção contra fraudes.

    Mesmo profissionais experientes já caíram em golpes. Então, é preciso fazer esse esforço de forma consciente por parte do consumidor. Já as empresas que operam e-commerce ou campanhas digitais precisam investir em camadas robustas de segurança. A reputação da marca e a confiança do consumidor estão em jogo.

    As boas práticas vão desde orientar colaboradores até manter ferramentas de endpoint security atualizadas. Nesse sentido, vale sempre lembrar: segurança é estratégia, não só tecnologia.

    A Black Friday é uma oportunidade de crescimento, mas também exige responsabilidade do varejo. Proteger o consumidor é proteger o negócio. E a melhor defesa começa com informação.

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