{"id":965,"date":"2018-04-26T07:54:41","date_gmt":"2018-04-26T10:54:41","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=965"},"modified":"2018-04-26T07:58:04","modified_gmt":"2018-04-26T10:58:04","slug":"usp-lanca-curso-de-engenharia-da-complexidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/usp-lanca-curso-de-engenharia-da-complexidade\/","title":{"rendered":"USP lan\u00e7a curso de engenharia da complexidade"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_985\" aria-describedby=\"caption-attachment-985\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fachadaspolifotomarcossantos007.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-985 size-full\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fachadaspolifotomarcossantos007.jpg\" alt=\"A Escola Polit&eacute;cnica da USP prepara a cria&ccedil;&atilde;o de um curso de engenharia com perfil inovador : foto - Marcos Santos\/ Ag&ecirc;ncia USP Imagens\" width=\"1000\" height=\"666\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fachadaspolifotomarcossantos007.jpg 1000w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fachadaspolifotomarcossantos007-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fachadaspolifotomarcossantos007-768x511.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fachadaspolifotomarcossantos007-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-985\" class=\"wp-caption-text\">A Escola Polit&eacute;cnica da USP prepara a cria&ccedil;&atilde;o de um curso de engenharia com perfil adaptado a novas demandas<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more-->Reda&ccedil;&atilde;o<br>\nRadar do Futuro<\/p>\n<p>A Escola Polit&eacute;cnica (Poli) da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) d&aacute; um sinal importante sobre as adapta&ccedil;&otilde;es que provavelmente v&atilde;o ocorrer nos curr&iacute;culos dos cursos superiores para atender demandas futuras do mercado de trabalho.&nbsp;O lan&ccedil;amento de um novo curso, de Engenharia da Complexidade, revela que a integra&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas diversas, inclusive fora das ci&ecirc;ncias exatas, ser&aacute; um tra&ccedil;o comum no futuro das atividades dos estudantes.<\/p>\n<p>A iniciativa, in&eacute;dita no Brasil, dever&aacute; ser implementada no campus da institui&ccedil;&atilde;o na cidade de Santos, no litoral paulista. O programa de forma&ccedil;&atilde;o ter&aacute; dura&ccedil;&atilde;o de cinco anos e turmas anuais,&nbsp; organizado em sete grandes blocos. Utilizar&aacute; a metodologia de ensino-aprendizagem por projeto. Ainda n&atilde;o h&aacute; data definida para a forma&ccedil;&atilde;o da primeira turma.<\/p>\n<p>A Engenharia da Complexidade utiliza de maneira integrada conhecimentos de outras &aacute;reas da engenharia e da ci&ecirc;ncia para analisar, compreender e propor solu&ccedil;&otilde;es para ambientes que re&uacute;nem um conjunto diverso de componentes &ndash; como, por exemplo, propor como solu&ccedil;&atilde;o para um problema de mobilidade urbana a amplia&ccedil;&atilde;o de vias ou a constru&ccedil;&atilde;o de um viaduto ou t&uacute;nel observando. O ensino envolve n&atilde;o s&oacute; os aspectos construtivos, mas o impacto da obra na popula&ccedil;&atilde;o, no ambiente urbano e na economia.<\/p>\n<h2>Teoria da complexidade<\/h2>\n<p>A iniciativa da Escola Polit&eacute;cnica nasceu da identifica&ccedil;&atilde;o da demanda por um novo tipo de profissional. Se baseia, principalmente, mas n&atilde;o somente, nas concep&ccedil;&otilde;es do soci&oacute;logo Edgar Morin, que formulou a Teoria da Complexidade. Tem como refer&ecirc;ncia tamb&eacute;m a Teoria Geral dos Sistemas, formulada pelo bi&oacute;logo Ludwig von Bertalanffy.<\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; uma dificuldade inicial com a pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o do que &eacute; sistema complexo. Seria um sistema complicado?&rdquo;, assinala o professor do departamento de Engenharia de Telecomunica&ccedil;&otilde;es e Controle da Poli, Jos&eacute; Roberto Castilho Piqueira. Ele idealizou a cria&ccedil;&atilde;o do curso de Engenharia da Complexidade durante sua gest&atilde;o como diretor da Escola, entre 2014 e 1018. A concep&ccedil;&atilde;o da iniciativa inclui a cr&iacute;tica de que&nbsp; a ci&ecirc;ncia e a engenharia t&ecirc;m olhado para os sistemas pelo vi&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o, em que as partes s&atilde;o estudadas separadamente. &ldquo;Como juntar as coisas e ter algo novo &eacute; a rota da emerg&ecirc;ncia. E &eacute; o que a Engenharia da Complexidade se prop&otilde;e a fazer&rdquo;, assinala.<\/p>\n<p>Ao apresentar a iniciativa, a&nbsp;diretora da Poli, professora Liedi L&eacute;gi Bariani Bernucci, destacou o objetivo de manter a integra&ccedil;&atilde;o da engenharia da complexidade com os outros cursos da Escola Polit&eacute;cnica. &ldquo;E que as outras habilita&ccedil;&otilde;es da nossa escola possam aproveitar as melhores ideias dessa discuss&atilde;o para elas mesmas&rdquo;, afirma a diretora.<\/p>\n<h2>Contexto<\/h2>\n<p>&ldquo;A integra&ccedil;&atilde;o &eacute; exatamente o que precisar&aacute; a engenharia de um futuro n&atilde;o muito distante&rdquo;, explica o professor do departamento de Engenharia de Produ&ccedil;&atilde;o da Poli, Mauro Zilbovicius, outro integrante do grupo de trabalho que estrutura o novo curso. &ldquo;Precisamos superar a an&aacute;lise que determina a separa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas, pois os engenheiros est&atilde;o e estar&atilde;o cada vez mais sendo desafiados por problemas cujas solu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o complexas&rdquo;, comentou.<\/p>\n<p>Para um curso de Engenharia da Complexidade interessar&aacute;, portanto, formar alunos capazes de atuar em ambientes multi ou interdisciplinares, sendo um promotor da integra&ccedil;&atilde;o entre as diversas &aacute;reas n&atilde;o s&oacute; da engenharia, mas do conhecimento cient&iacute;fico em geral.<br>\nNa an&aacute;lise do secret&aacute;rio estadual de Energia e Minera&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo, Jo&atilde;o Carlos Meirelles, o novo curso est&aacute; em sintonia com o que a sociedade precisa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de engenheiros.<\/p>\n<p>Graduado em Engenharia Civil na Poli, Meirelles acentuou que &ldquo;precisamos ter uma vis&atilde;o ampla dos processos&rdquo;, pois &ldquo;&eacute; isso que constitui os diagn&oacute;sticos da engenharia do s&eacute;culo 21&rdquo;. Ele enfatizou que &ldquo;temos grandes desafios a enfrentar, e criar esse curso &eacute; algo urgente e absolutamente oportuno&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Meirelles identificas duas grandes quest&otilde;es do estado de S&atilde;o Paulo que exemplificam a demanda pela Engenharia da Complexidade. Uma &eacute; a aglomera&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o no ambiente urbano, dado que 97% das pessoas no estado moram em cidades, onde interven&ccedil;&otilde;es precisam ser feitas com a devida observa&ccedil;&atilde;o dos impactos social, cultural, ambiental e econ&ocirc;mico. Outra &eacute; o aproveitamento do potencial de produ&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;vel e energia el&eacute;trica a partir das reservas de petr&oacute;leo e g&aacute;s no pr&eacute;-sal da Bacia de Santos. &ldquo;S&atilde;o Paulo j&aacute; se tornou o maior produtor de petr&oacute;leo do Brasil e temos potencial para mais. Precisamos de solu&ccedil;&otilde;es para os desafios da explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo em &aacute;guas superprofundas e criar alternativas para o uso do g&aacute;s natural, entre outros desafios&rdquo;, disse.<\/p>\n<h2>Proposta inovadora<\/h2>\n<p>A cria&ccedil;&atilde;o do curso de Engenharia da Complexidade na Poli &eacute; uma iniciativa inovadora no Brasil, segundo o professor do departamento de Engenharia Naval e Oce&acirc;nica da Escola, Bernardo Luis Rodrigues de Andrade, que tamb&eacute;m integra o grupo de trabalho que est&aacute; estruturando o curso. Ele citou algumas experi&ecirc;ncias internacionais no campo da pesquisa em Engenharia da Complexidade, como as das universidades de Calgary (Canad&aacute;), Imperial College e Oxford (Reino Unido), Sidney (Austr&aacute;lia), Stanford e MIT (Estados Unidos). E destacou a Universidade de T&oacute;quio, no Jap&atilde;o, que conta com um departamento de Ci&ecirc;ncia e Engenharia da Complexidade.<\/p>\n<p>&ldquo;O Brasil, na verdade, est&aacute; um pouco atrasado nesse assunto&rdquo;, reconhece Andrade. Um exemplo pr&aacute;tico &eacute; o do professor do departamento de Engenharia de Mecatr&ocirc;nica e de Sistemas Mec&acirc;nicos da Poli, Alexandre Kawano, outro integrante do grupo de trabalho: h&aacute; 20 anos ele fez doutorado na Yokohama National University, no Jap&atilde;o, onde desenvolveu pesquisas envolvendo o tema da complexidade. &ldquo;Na ocasi&atilde;o, o laborat&oacute;rio em que eu estava usou Engenharia da Complexidade para estudar o fluxo de pessoas em uma das maiores esta&ccedil;&otilde;es de trem do mundo, a Shinjuku, que fica na Grande T&oacute;quio&rdquo;, contou Kawano.<\/p>\n<p>A Poli tamb&eacute;m j&aacute; se envolveu com a Complexidade, s&oacute; que de forma pontual. O chefe do departamento de Engenharia de Minas e Petr&oacute;leo, Giorgio de Tomi recorda que orientou o doutorado do hoje empres&aacute;rio Maur&iacute;cio Dompieri, conclu&iacute;do em 2010, no qual que ele utilizou a complexidade para estudar e resolver um problema de desmonte de rocha em minera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h2>Estrutura<\/h2>\n<p>De acordo com o professor Laerte Idal Sznelwar, coordenador do grupo de trabalho que est&aacute; estruturando o curso, alertou durante a iniciativa n&atilde;o tem por objetivo substituir outros cursos de engenharia.&nbsp;A Engenharia da Complexidade precisa do conhecimento e expertise n&atilde;o s&oacute; de v&aacute;rios campos da Ci&ecirc;ncia, mas das diversas &aacute;reas de especializa&ccedil;&atilde;o da engenharia. &ldquo;O curso vem para somar, para formar profissionais capazes de olhar os desafios de forma complexa e de agregar pessoas e conhecimentos necess&aacute;rios para solucion&aacute;-los&rdquo;, observa.<\/p>\n<p>Do primeiro ao terceiro ano, os estudantes ter&atilde;o as aulas de Projeto em Engenharia da Complexidade; de Ci&ecirc;ncias, que tratar&atilde;o de conhecimento geral b&aacute;sico e interdisciplinar &ndash; Matem&aacute;tica, F&iacute;sica, Qu&iacute;mica e Biologia; as mat&eacute;rias de Ci&ecirc;ncias da Engenharia e Complexidade; e horas-aula para Trabalho Pessoal, que poder&atilde;o ser usadas para cursos como l&iacute;nguas estrangeiras e outras atividades extra-classe.<\/p>\n<p>J&aacute; no primeiro semestre do quarto ano, continuam as aulas de Projeto em Engenharia da Complexidade, mas no lugar de Ci&ecirc;ncias da Engenharia e Complexidade, entra a disciplina Organiza&ccedil;&otilde;es, Produ&ccedil;&atilde;o, Trabalho e Tecnologia, continuando as horas-aula dedicadas para Trabalho Pessoal. No segundo semestre, toda a carga hor&aacute;ria ser&aacute; destinada para Atividades Eletivas Supervisionadas, que podem ser desenvolvidas internacionalmente &ndash; por exemplo, um est&aacute;gio ou interc&acirc;mbio.<\/p>\n<p>No quinto ano, o primeiro semestre &eacute; dedicado aos M&oacute;dulos Tem&aacute;ticos, outra grande inova&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo. Nele h&aacute; &aacute;reas selecionadas por requererem os paradigmas da Complexidade para a proposta de solu&ccedil;&atilde;o de problemas e desenvolvimento de inova&ccedil;&otilde;es. Os m&oacute;dulos dispon&iacute;veis ser&atilde;o Servi&ccedil;os; Cidades; e Energia e Mar. No m&oacute;dulo Cidades, por exemplo, ele ir&aacute; estudar disciplinas como Smart Cities; Saneamento B&aacute;sico; e Mobilidade Urbana, entre outras.<\/p>\n<p>Em Servi&ccedil;os estar&atilde;o disciplinas como Ferramentas de Suporte a Decis&atilde;o; Trabalho e Psicodin&acirc;mica do Trabalho em Servi&ccedil;os; e Servi&ccedil;os de Educa&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. Em Energia e Mar constam disciplinar como Ci&ecirc;ncias dos Dados Aplicada &agrave; Explora&ccedil;&atilde;o Mar&iacute;tima e &agrave; Produ&ccedil;&atilde;o de Energia; Recursos Biol&oacute;gicos e Minerais do Mar; e Opera&ccedil;&otilde;es Mar&iacute;timas &ndash; Infraestrutura Portu&aacute;ria e Log&iacute;stica. O &uacute;ltimo semestre &eacute; para realiza&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o do trabalho de conclus&atilde;o do curso.<\/p>\n<p>Da Acad&ecirc;mica Ag&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":985,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19],"tags":[],"class_list":{"0":"post-965","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fachadaspolifotomarcossantos007.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/965\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}