{"id":9426,"date":"2020-01-20T16:10:30","date_gmt":"2020-01-20T19:10:30","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=9426"},"modified":"2020-01-20T16:10:30","modified_gmt":"2020-01-20T19:10:30","slug":"concentracao-de-renda-alcanca-niveis-recordes-segundo-a-oxfam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/concentracao-de-renda-alcanca-niveis-recordes-segundo-a-oxfam\/","title":{"rendered":"Concentra\u00e7\u00e3o de renda alcan\u00e7a n\u00edveis recordes, segundo a Oxfam"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_9428\" aria-describedby=\"caption-attachment-9428\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/desigualdade-brasileira-segundo-a-onu-o-brasil-e-forte.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9428\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/desigualdade-brasileira-segundo-a-onu-o-brasil-e-forte.jpg\" alt=\"Segundo o estudo, o 1% mais rico do mundo det&eacute;m mais que o dobro da riqueza de 6,9 bilh&otilde;es de pessoas. \" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/desigualdade-brasileira-segundo-a-onu-o-brasil-e-forte.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/desigualdade-brasileira-segundo-a-onu-o-brasil-e-forte-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/desigualdade-brasileira-segundo-a-onu-o-brasil-e-forte-768x512.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/desigualdade-brasileira-segundo-a-onu-o-brasil-e-forte-696x464.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9428\" class=\"wp-caption-text\">Segundo o estudo anual da entidade, o 1% mais rico do mundo det&eacute;m mais que o dobro da riqueza de 6,9 bilh&otilde;es de pessoas.<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more-->Radar do Futuro *<\/p>\n<p>A concentra&ccedil;&atilde;o de renda no mundo deve se agravar na pr&oacute;xima d&eacute;cada, &agrave; medida que a popula&ccedil;&atilde;o mundial aumenta e envelhece. As estimativas apontam que ser&atilde;o 2,3 bilh&otilde;es de pessoas, entre idosos e crian&ccedil;as, dependentes de cuidado em 2030, um aumento de 200 milh&otilde;es desde 2015.<\/p>\n<p>O alerta do agravamento do quadro da desigualdade global integra o novo relat&oacute;rio da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental Oxfam, &ldquo;Tempo de Cuidar &ndash; O trabalho de cuidado mal remunerado e n&atilde;o pago e a crise global da desigualdade, lan&ccedil;ado nesse domingo (19), &agrave;s v&eacute;speras do F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial, em Davos, na Su&iacute;&ccedil;a. O estudo destaca que os 2.153 bilion&aacute;rios do mundo det&ecirc;m mais riqueza do que 4,6 bilh&otilde;es de pessoas, que correspondem a cerca de 60% da popula&ccedil;&atilde;o mundial.<\/p>\n<p>A desigualdade global est&aacute; em n&iacute;veis recordes e o n&uacute;mero de bilion&aacute;rios dobrou na &uacute;ltima d&eacute;cada. Segundo o levantamento, o 1% mais rico do mundo det&eacute;m mais que o dobro da riqueza de 6,9 bilh&otilde;es de pessoas. De acordo com a pesquisa, no Brasil, em 2050, ser&atilde;o cerca de 77 milh&otilde;es de pessoas que v&atilde;o depender de cuidado, o que representa pouco mais de um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o estimada entre idosos e crian&ccedil;as, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).<\/p>\n<h2>Impactos do envelhecimento<\/h2>\n<p>&ldquo;O mundo enfrenta uma crise de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados devido aos impactos do envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, a cortes em servi&ccedil;os p&uacute;blicos e sistemas de prote&ccedil;&atilde;o social e aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &ndash; amea&ccedil;ando piorar a situa&ccedil;&atilde;o e aumentar o &ocirc;nus que recai sobre trabalhadoras de cuidado&rdquo;, diz o documento.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio tamb&eacute;m aponta que governos v&ecirc;m cobrando al&iacute;quotas fiscais baixas dos mais ricos e de grandes corpora&ccedil;&otilde;es, &ldquo;abandonando a op&ccedil;&atilde;o de levantar os recursos necess&aacute;rios para reduzir a pobreza e as desigualdades&rdquo;.&nbsp;De acordo com o estudo, se o 1% mais rico do mundo pagasse uma taxa extra de 0,5% sobre sua riqueza nos pr&oacute;ximos 10 anos, seria poss&iacute;vel criar 117 milh&otilde;es de empregos em educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e de cuidado para idosos.<\/p>\n<p>&ldquo;Em vez de ampliar programas sociais e gastos para investir na presta&ccedil;&atilde;o de cuidado e combater a desigualdade, os pa&iacute;ses est&atilde;o aumentando a tributa&ccedil;&atilde;o de pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza, reduzindo gastos p&uacute;blicos e privatizando a educa&ccedil;&atilde;o e a sa&uacute;de, muitas vezes seguindo o conselho de institui&ccedil;&otilde;es financeiras como o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI)&rdquo;, diz o documento.<\/p>\n<h2>Mulheres mal remuneradas<\/h2>\n<p>O relat&oacute;rio chama a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que essa grande desigualdade est&aacute; baseada em boa medida em um sistema que n&atilde;o valoriza o trabalho de mulheres e meninas, principalmente das que est&atilde;o na base da pir&acirc;mide econ&ocirc;mica. De acordo com a organiza&ccedil;&atilde;o, no mundo, os homens det&ecirc;m 50% a mais de riqueza do que as mulheres.<\/p>\n<p>&ldquo;Al&eacute;m de chamar a aten&ccedil;&atilde;o para essa desigualdade extrema que n&atilde;o est&aacute; sendo solucionada, resolvemos dar visibilidade a um tema que n&atilde;o tem visibilidade e que contribuiu para esse ac&uacute;mulo de riqueza, que &eacute; o fato de o cuidado n&atilde;o ser remunerado ou ser mal remunerado&rdquo;, disse a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.<\/p>\n<p>&ldquo;Milh&otilde;es de mulheres e meninas passam boa parte de suas vidas fazendo trabalho dom&eacute;stico e de cuidado, sem remunera&ccedil;&atilde;o e sem acesso a servi&ccedil;os p&uacute;blicos que possam ajud&aacute;-las nessas tarefas t&atilde;o importantes&rdquo;, completou.<\/p>\n<p>Segundo c&aacute;lculos da Oxfam, o valor monet&aacute;rio global do trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado prestado por mulheres a partir dos 15 anos &eacute; de US$ 10,8 trilh&otilde;es por ano, tr&ecirc;s vezes maior que o estimado para o setor de tecnologia do mundo.<\/p>\n<p>Katia destacou a forte contribui&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o de g&ecirc;nero na desigualdade mundial. &ldquo;Se voc&ecirc; juntar os 22 homens mais ricos do mundo, eles t&ecirc;m a mesma riqueza que todas as mulheres que vivem na &Aacute;frica, que &eacute; em torno de 650 milh&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo a Oxfam, as mulheres fazem mais de 75% de todo trabalho de cuidado n&atilde;o remunerado do mundo. Frequentemente, diz a organiza&ccedil;&atilde;o, elas trabalham menos horas em seus empregos ou t&ecirc;m que abandon&aacute;-los por causa da carga hor&aacute;ria com o cuidado de crian&ccedil;as, idosos e pessoas com doen&ccedil;as e defici&ecirc;ncias f&iacute;sicas e mentais bem como o trabalho dom&eacute;stico di&aacute;rio.<\/p>\n<h2>Recomenda&ccedil;&otilde;es<\/h2>\n<p>A Oxfam recomenda que os governos devam investir em sistemas nacionais de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados para solucionar a quest&atilde;o da responsabilidade desproporcional pelo trabalho de cuidado realizado por mulheres e meninas.<\/p>\n<p>Outra recomenda&ccedil;&atilde;o &eacute; valorizar o cuidado em pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas empresariais. &ldquo;As empresas devem reconhecer o valor do trabalho de cuidado e promover o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras. Al&eacute;m disso, devem apoiar a redistribui&ccedil;&atilde;o do cuidado oferecendo benef&iacute;cios e servi&ccedil;os como creches e vales-creche e garantir sal&aacute;rios dignos para prestadores de cuidado&rdquo;, afirma o documento.<\/p>\n<ul>\n<li>Com informa&ccedil;&otilde;es da Ag&ecirc;ncia Brasil<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":9428,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,22],"tags":[787,785,1844,1845,566,1843],"class_list":{"0":"post-9426","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-indicadores","9":"tag-aumento-da-miseria","10":"tag-concentracao-de-renda","11":"tag-crescimento-da-desigualdade","12":"tag-desigualdade-no-mundo","13":"tag-miseria","14":"tag-oxfam"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/desigualdade-brasileira-segundo-a-onu-o-brasil-e-forte.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9426","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9426"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9426\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9428"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}