{"id":886,"date":"2018-04-10T14:31:07","date_gmt":"2018-04-10T17:31:07","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=886"},"modified":"2018-04-10T14:31:07","modified_gmt":"2018-04-10T17:31:07","slug":"novos-habitos-desafiam-a-industria-de-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/novos-habitos-desafiam-a-industria-de-alimentos\/","title":{"rendered":"Novos h\u00e1bitos desafiam a ind\u00fastria de alimentos"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_888\" aria-describedby=\"caption-attachment-888\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/the-market-3147758_960_720.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-888\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/the-market-3147758_960_720.jpg\" alt=\"A mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos da popula&ccedil;&atilde;o impacta a ind&uacute;stria de alimentos\" width=\"960\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/the-market-3147758_960_720.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/the-market-3147758_960_720-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/the-market-3147758_960_720-768x512.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/the-market-3147758_960_720-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-888\" class=\"wp-caption-text\">Consumo de refrigerantes, doces e chicletes em queda sinalizam as mudan&ccedil;as<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Radar do Futuro<\/p>\n<p>A mudan&ccedil;a no perfil de consumo de alimentos e bebidas se tornou um desafio para as grandes ind&uacute;strias desses setores &ndash; l&aacute; fora e aqui no Brasil. Segundo a consultoria Euromonitor, o consumo de refrigerantes no mercado brasileiro projetado para 2022 estar&aacute; 20,3% abaixo do que se via em 2012. Na mesma compara&ccedil;&atilde;o, a demanda por chicletes ter&aacute; queda de 20,9%, enquanto a categoria geral de doces vai recuar 19,6%.<\/p>\n<p>A ind&uacute;stria que se expandiu com o desejo do brasileiro de experimentar novas categorias agora est&aacute; sendo obrigada a se adaptar a novos tempos, em que o apelo saud&aacute;vel ser&aacute; o nome do jogo.<\/p>\n<p>Isso vai se refletir tanto no crescimento de certos tipos de produtos processados &ndash; como as bebidas &agrave; base de &aacute;gua de coco e os salgadinhos feitos de cenoura e batata-doce, por exemplo &ndash; quanto no retorno aos alimentos frescos.<\/p>\n<h2>Revis&atilde;o de prioridades<\/h2>\n<p>A mudan&ccedil;a de mentalidade, que j&aacute; &eacute; realidade na Europa e nos EUA, obrigou as grandes ind&uacute;strias de alimentos a rever estrat&eacute;gias. Gigantes como Pepsico, Unilever, Coca-Cola, Ambev e Nestl&eacute; se movimentam em diferentes frentes para convencer os consumidores de que seus produtos n&atilde;o s&atilde;o potenciais riscos &agrave; sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Entre as estrat&eacute;gias adotadas para se adequar &agrave; nova realidade est&atilde;o mudan&ccedil;as em f&oacute;rmulas de produtos (com vers&otilde;es com menos a&ccedil;&uacute;car e gorduras), redu&ccedil;&atilde;o de embalagens (para controlar a quantidade consumida) e a aquisi&ccedil;&atilde;o de marcas menores que j&aacute; nasceram direcionadas ao apelo saud&aacute;vel.<\/p>\n<p>Reportagem publicada em setembro do ano passado pelo jornal americano The New York Times mostrou que, dos anos 1980 para c&aacute;, o foco de grandes grupos internacionais no mercado nacional multiplicou por tr&ecirc;s o &iacute;ndice brasileiro de obesidade, que era de 7% h&aacute; cerca de 40 anos. Hoje, segundo a Euromonitor, a taxa est&aacute; em 22%. E deve chegar a 26% em 2022.<\/p>\n<p>Analista s&ecirc;nior da Euromonitor, Angelica Salado diz que o consumidor j&aacute; v&ecirc; uma clara rela&ccedil;&atilde;o entre o excesso de industrializados na dieta e o ganho de peso. &ldquo;A preocupa&ccedil;&atilde;o com o problema existe, apesar de ainda estar mais ligada &agrave; est&eacute;tica do que &agrave; sa&uacute;de em si.&rdquo; Ela diz, no entanto, que a tend&ecirc;ncia das op&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis est&aacute; consolidada.<\/p>\n<h2>Limita&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p>O consultor em marcas Ricardo Klein, da Top Brands, diz que a ado&ccedil;&atilde;o de um estilo mais saud&aacute;vel pelos brasileiros, no entanto, ainda pode esbarrar no fator pre&ccedil;o. Na opini&atilde;o do especialista, esse processo de migra&ccedil;&atilde;o ser&aacute; percebido primeiro nas classes A e B. &ldquo;&Eacute; um processo que vai ser sentido em um prazo mais longo, pois, para a maioria dos consumidores brasileiros, a compra desse tipo de produto, que tem apelo premium, acaba fazendo a conta n&atilde;o fechar no fim do m&ecirc;s.&rdquo;<\/p>\n<p>O n&uacute;mero de pessoas que buscam consumir alimentos saud&aacute;veis, org&acirc;nicos e sem aditivos qu&iacute;micos tem crescido de forma r&aacute;pida e atra&iacute;do novos investimentos para esse tipo de neg&oacute;cio. Em 2016, segundo pesquisa da Euromonitor, as vendas de alimentos e bebidas naturais movimentaram R$ 93,6 bilh&otilde;es no Brasil, elevando o pa&iacute;s para a quinta posi&ccedil;&atilde;o entre os gigantes do mercado mundial. Desde 2011, o setor n&atilde;o sabe o que &eacute; crise e o gasto per capita m&eacute;dio anual dos brasileiros com esses produtos s&oacute; tem aumentado. No ano passado, foi de US$ 119 por pessoa. Isso tem garantido crescimento m&eacute;dio no faturamento de 12,3% ao ano.<\/p>\n<p>Esse aumento do interesse por um estilo de vida saud&aacute;vel tem atra&iacute;do estabelecimentos dedicados &agrave; venda de produtos naturais. Tanto que, em 2015, ano em que o pa&iacute;s mergulhou na recess&atilde;o, o empres&aacute;rio Edmar Moth&eacute;, junto com as duas filhas, Bruna e Adriana, abriu a primeira loja da Bio Mundo, em Bras&iacute;lia, com um investimento de R$ 400 mil. O neg&oacute;cio evoluiu rapidamente, saindo de Bras&iacute;lia para outros estados. &ldquo;Vimos que era uma tend&ecirc;ncia e come&ccedil;amos tudo do zero. Foi tudo muito r&aacute;pido. Em seis meses, est&aacute;vamos abrindo a primeira loja&rdquo;, conta Moth&eacute;, um adepto da alimenta&ccedil;&atilde;o natural.<\/p>\n<p>O neg&oacute;cio familiar, lembra o fundador, nasceu do desejo em montar um neg&oacute;cio que pudesse aliar cuidados com o planeta e a sa&uacute;de das pessoas. Para o empres&aacute;rio, o sucesso crescente da empresa se deve, sobretudo, &agrave; qualidade dos produtos oferecidos, agregado ao objetivo de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos clientes. &ldquo;Os produtos a granel fornecem aos nossos clientes a oportunidade de experimentar e escolher a quantidade que desejarem, gerando mais economia e menos desperd&iacute;cio&rdquo;, explica ele.<\/p>\n<p>Hoje, a Bio Mundo se transformou em uma rede de franquias com 35 lojas, presentes em shoppings, alguns aeroportos e ruas de cinco estados. Os planos s&atilde;o chegar a 100 unidades nos pr&oacute;ximos cinco anos e sair de um faturamento atual de R$ 30 milh&otilde;es para R$ 150 milh&otilde;es. At&eacute; o final deste ano, a estimativa &eacute; abrir cinco novos pontos. A ideia &eacute; expandir nas regi&otilde;es Nordeste e Sul, segundo Moth&eacute;. Hoje, na modalidade franquia, a empresa tem lojas no Rio de Janeiro, em S&atilde;o Paulo, Goi&aacute;s, Minas Gerais e Mato Grosso.<\/p>\n<p>De acordo com Moth&eacute;, a expans&atilde;o nacional ser&aacute; baseada em seus pontos fortes: melhor pre&ccedil;o, maior variedade, boa localiza&ccedil;&atilde;o das lojas, qualidade dos produtos e profissionais capacitados. As franquias da Bio Mundo custam a partir de R$ 700 mil. &ldquo;Al&eacute;m da variedade, qualidade e bom pre&ccedil;o de nossos produtos, o diferencial da rede &eacute; o atendimento, especializado e alinhado ao compromisso de zelar pelo melhor relacionamento com os clientes&rdquo;. Atualmente, s&atilde;o 500 mil clientes em todo o pa&iacute;s e 3 mil itens comercializados. A grande maioria das lojas est&aacute; estabelecida em locais de f&aacute;cil acesso e foram planejadas para o consumidor encontrar com facilidade os produtos e para boa circula&ccedil;&atilde;o de pessoas, explica o empres&aacute;rio.<\/p>\n<p>Os novos franqueados recebem orienta&ccedil;&otilde;es desde o primeiro encontro, treinamento e capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica. Para isso, a Bio Mundo conta com uma equipe formada por profissionais treinados para orientar e informar aos clientes sobre os produtos e seus benef&iacute;cios, al&eacute;m de fornecer dicas e receitas nutricionais.<\/p>\n<p>Com informa&ccedil;&otilde;es da Ag&ecirc;ncia Estado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":888,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19],"tags":[179,172,482,479,480,481],"class_list":{"0":"post-886","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights","9":"tag-alimentacao","10":"tag-alimentos","11":"tag-consumo-de-doces","12":"tag-industria-de-alimentos","13":"tag-mudancas-de-habitos","14":"tag-novos-habitos"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/the-market-3147758_960_720.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/886","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=886"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/886\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=886"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=886"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}