{"id":8325,"date":"2019-11-07T17:03:48","date_gmt":"2019-11-07T20:03:48","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=8325"},"modified":"2019-11-07T17:03:48","modified_gmt":"2019-11-07T20:03:48","slug":"brasileiros-precisam-desembolsar-mais-para-viver-legalmente-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/brasileiros-precisam-desembolsar-mais-para-viver-legalmente-nos-eua\/","title":{"rendered":"Brasileiros precisam desembolsar mais para viver legalmente nos EUA"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil n&atilde;o integra a lista de privilegiados, que inclui pa&iacute;ses da Am&eacute;rica com economia bem menos expressiva, como Paraguai, Equador ou Panam&aacute;<br>\n<!--more--><br>\nRadar do Futuro<\/p>\n<p>De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, mais de 80 pa&iacute;ses possuem acordo comercial com os EUA, o que permite que estrangeiros invistam e morem no pa&iacute;s, com valores de investimento bem abaixo dos 900 mil d&oacute;lares exigidos atualmente pela modalidade Targeted Employment Areas, por exemplo. O Brasil n&atilde;o integra a lista de privilegiados, que inclui pa&iacute;ses da Am&eacute;rica com economia bem menos expressiva, como Paraguai, Equador ou Panam&aacute;.<\/p>\n<p>Evento realizado na noite da ter&ccedil;a-feira, 5, no escrit&oacute;rio Godke Advogados, em S&atilde;o Paulo, abordou essas e outras quest&otilde;es sobre imigra&ccedil;&atilde;o legal para os EUA, no semin&aacute;rio &ldquo;Doing Business in the US&rdquo;.<\/p>\n<p>Palestrante convidado, o advogado norte-americano Jeffrey Marathas, s&oacute;cio e respons&aacute;vel pela filial de Miami do Godke Advogados, explicou que pelo fato de o Brasil n&atilde;o estar na lista de pa&iacute;ses que possuem acordo com os EUA, aos brasileiros &eacute; poss&iacute;vel imigrar por meio de investimento apenas em duas situa&ccedil;&otilde;es: desembolsando pelo menos 900 mil d&oacute;lares em projetos pr&oacute;prios ou de terceiros, ou abrindo uma filial de sua empresa nos EUA.<\/p>\n<p>&ldquo;O problema dessa modalidade &eacute; que o empres&aacute;rio precisa manter neg&oacute;cios nos dois pa&iacute;ses. Muitas pessoas me procuram, dizendo que venderam seus neg&oacute;cios aqui e que gostariam de investir nos EUA. Infelizmente, aos brasileiros n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel investir menores quantias sem que haja um vinculo empresarial no Brasil&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Departamento de Estado norte-americano, de 2018, 10.767 vistos na modalidade L-1 foram concedidos aos brasileiros. Essa modalidade &eacute; justamente aquela que permite que empresas brasileiras abram suas filiais nos EUA, desde que constitu&iacute;das h&aacute; mais de dois anos e que tenham capacidade financeira compat&iacute;vel com o projeto que ser&aacute; submetido ao departamento de imigra&ccedil;&atilde;o. O n&uacute;mero &eacute; alto se comparado ao de outros pa&iacute;ses, com ou sem acordo comercial com os EUA. Aos argentinos, por exemplo, foram concedidos 1.338 vistos desse tipo em 2018. Aos colombianos, foram emitidos 1.153 vistos. Aos uruguaios, para citar uma nacionalidade que tamb&eacute;m n&atilde;o possui acordo, foram 122.<\/p>\n<p>Para Marcelo Godke, especialista em direito empresarial e s&oacute;cio do escrit&oacute;rio Godke Advogados, os n&uacute;meros demonstram que h&aacute; um potencial enorme de crescimento dos investimentos brasileiros nos EUA. &ldquo;H&aacute; uma perspectiva de que o Brasil assine um acordo de investimento com os EUA, uma vez que tem havido uma aproxima&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica entre os dois pa&iacute;ses. A diferen&ccedil;a em ter um acordo &eacute; que mais brasileiros poder&atilde;o investir nos EUA sem a obrigatoriedade de manter seus neg&oacute;cios por aqui&rdquo;, vislumbra. &ldquo;Al&eacute;m disso, o valor do investimento necess&aacute;rio &eacute; baixo quando comparado com o que se v&ecirc; na modalidade EB5&rdquo;. Completa Godke.<\/p>\n<p>Segundo Marathas, os EUA t&ecirc;m muito a ganhar assinando um acordo nesse sentido com o Brasil. &ldquo;Se pegarmos a m&eacute;dia dos n&uacute;meros, os brasileiros possuem dez vezes mais vistos na modalidade L-1 em compara&ccedil;&atilde;o aos outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul. Fazendo uma conta r&aacute;pida e simples: se a Argentina, por exemplo, teve 500 vistos em 2018 mediante acordo, o Brasil teria pelo menos dez vezes mais do que isso, em torno de cinco mil&rdquo;, avalia. Jeffrey conta que possui clientes que mant&ecirc;m suas filiais no Brasil apenas porque s&atilde;o obrigados, o que acaba gerando mais custo e sobrando menos para investir nos EUA.<\/p>\n<p>&ldquo;Se pensarmos que cada investidor gera pelo menos tr&ecirc;s empregos, ter&iacute;amos a gera&ccedil;&atilde;o de pelo menos 15 mil postos de trabalho em apenas uma modalidade de visto, com possibilidades de aumento nesse n&uacute;mero nos pr&oacute;ximos anos, o que ir&aacute; estimular em muito as economias locais para onde os investimentos ser&atilde;o direcionados. Por que os EUA n&atilde;o iriam querer isso?&rdquo;, questiona.<\/p>\n<p>Embora novos acordos n&atilde;o tenham sido fechados nos &uacute;ltimos anos &mdash; a Dinamarca foi o &uacute;ltimo pa&iacute;s a celebrar algo nesse sentido com os EUA, em 2008 &mdash; a avalia&ccedil;&atilde;o dos especialistas &eacute; positiva para o Brasil.<\/p>\n<h2>Como investir ou morar nos EUA<\/h2>\n<h4>Abertura de filial (L-1)<\/h4>\n<p>Permitido aos brasileiros, a empresa decide expandir seus neg&oacute;cios para o mercado americano. N&atilde;o h&aacute; valor m&iacute;nimo de investimento, mas quantias acima de 100 mil d&oacute;lares possuem maior probabilidade de serem aprovadas. A primeira concess&atilde;o do visto vale um ano, com duas renova&ccedil;&otilde;es de tr&ecirc;s permitidas, com um total de sete anos. A &uacute;ltima renova&ccedil;&atilde;o pode ser convertida a um pedido de green card. O visto &eacute; extensivo a c&ocirc;njuge e filhos menores de 21 anos de idade.<\/p>\n<h4>Acordo comercial (E-2)<\/h4>\n<p>N&atilde;o permitido aos brasileiros, o investidor tem que possuir nacionalidade de um pa&iacute;s que possui acordo comercial com os EUA. O investidor deve trabalhar no neg&oacute;cio investido, mas n&atilde;o h&aacute; obrigatoriedade de manter filial no pa&iacute;s de origem. N&atilde;o h&aacute; valor m&iacute;nimo, mas quantias acima de 100 mil d&oacute;lares possuem maior probabilidade de serem aprovadas. A concess&atilde;o tem validade de cinco anos, sempre renov&aacute;vel por per&iacute;odos de cinco anos cada, sem limite de renova&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o conduz diretamente ao green card, mas permite que o investidor e sua fam&iacute;lia vivam nos EUA enquanto mantiverem neg&oacute;cios naquele pa&iacute;s.<\/p>\n<h4>Targeted Employment Areas<\/h4>\n<p>Permitido aos brasileiros, &eacute; o chamado visto de um milh&atilde;o de d&oacute;lares. Requer investimento financeiro que vise &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de pelo menos 10 empregos, e o valor pode ser reduzido pela metade em caso de &aacute;reas de alto desemprego ou com menos de 20 mil habitantes. Concede o green card. A partir de 21 de novembro deste ano, os valores m&iacute;nimos de investimento foram reajustados: passam de 500 mil para um 900 mil d&oacute;lares em &aacute;reas menores ou com alto desemprego, e de um milh&atilde;o para 1,8 milh&atilde;o de d&oacute;lares para investimentos em outras &aacute;reas.<\/p>\n<h4>Habilidades extraordin&aacute;rias<\/h4>\n<p>Permitido aos brasileiros, &eacute; o visto para pessoas com habilidades extraordin&aacute;rias. &Eacute; preciso preencher aos menos tr&ecirc;s de dez requisitos. Pessoas com grande notoriedade, atletas, inventores, pesquisadores e outros que possam contribuir significativamente para o desenvolvimento daquele pa&iacute;s podem se candidatar. Se aprovado, o requisitante ter&aacute; o green card. N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio fazer nenhum investimento ou oferta de emprego.<\/p>\n<hr>\n<p>Mais informa&ccedil;&otilde;es &agrave; imprensa<br>\nM2 Comunica&ccedil;&atilde;o<br>\nM&aacute;rcio Santos &mdash; 11 94739-3916<br>\nAline Moura &mdash; 11 97041-7447<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil n&atilde;o integra a lista de privilegiados, que inclui pa&iacute;ses da Am&eacute;rica com economia bem menos expressiva, como Paraguai, Equador ou Panam&aacute;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-8325","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-indicadores"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8325","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8325"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8325\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}