{"id":8256,"date":"2019-11-04T11:13:22","date_gmt":"2019-11-04T14:13:22","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=8256"},"modified":"2019-11-04T21:38:00","modified_gmt":"2019-11-05T00:38:00","slug":"especialistas-discutem-implicacoes-eticas-da-revolucao-genetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/especialistas-discutem-implicacoes-eticas-da-revolucao-genetica\/","title":{"rendered":"Especialistas discutem implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas da revolu\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<p>A conversa ocorrer&aacute; nesta quarta, dia 6, a partir das 19h, no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (CCBB-BH)<br>\n<!--more--><\/p>\n<p><em>UFMG<\/em><\/p>\n<p>J&aacute; &eacute; poss&iacute;vel editar o DNA de praticamente qualquer organismo. A tecnologia possibilita o diagn&oacute;stico e o tratamento de v&aacute;rias enfermidades que t&ecirc;m causas gen&eacute;ticas, torna planta&ccedil;&otilde;es e rebanhos mais resistentes a pragas e doen&ccedil;as, evita a rejei&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os transplantados. Mas quais os dilemas relacionados a essa facilidade de alterar o genoma de um organismo, incluindo o do ser humano?<\/p>\n<p>Na pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o do UFMG Talks, os professores Silvia Guatimosim, do ICB, e Ivan Domingues, da Fafich, tra&ccedil;am um panorama das pesquisas de ponta desenvolvidas na UFMG e discutem as implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas decorrentes dessa tecnologia. A conversa ocorrer&aacute; nesta quarta, dia 6, a partir das 19h, no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (CCBB-BH), localizado na Pra&ccedil;a da Liberdade. A entrada &eacute; gratuita, e os ingressos ser&atilde;o distribu&iacute;dos no mesmo dia, partir das 18h, na bilheteria.<\/p>\n<p>A revolu&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica come&ccedil;a quando a ci&ecirc;ncia consegue manipular o DNA a partir de cortes, duplica&ccedil;&atilde;o e descobrimento das sequ&ecirc;ncias g&ecirc;nicas respons&aacute;veis pela codifica&ccedil;&atilde;o de prote&iacute;nas associadas ao desenvolvimento de doen&ccedil;as. &ldquo;Essa revolu&ccedil;&atilde;o nos permite, de maneira r&aacute;pida e f&aacute;cil, ativar, inativar ou substituir genes defeituosos&rdquo;, resume S&iacute;lvia Guatimosim.<\/p>\n<p>Em sua apresenta&ccedil;&atilde;o, a professora falar&aacute; sobre pesquisas que v&ecirc;m sendo desenvolvidas na UFMG, em que animais geneticamente modificados s&atilde;o utilizados como ferramenta para estudar novas terapias empregadas no tratamento de doen&ccedil;as cardiovasculares. Segundo Guatimosim, isso possibilitar&aacute; tamb&eacute;m o desenvolvimento de pesquisas para a compreender o processo de matura&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas card&iacute;acas, de modo que, no futuro, essas c&eacute;lulas sejam colocadas na terapia celular do mioc&aacute;rdio lesado por um infarto.<\/p>\n<p>Uma nova ferramenta gen&eacute;tica, a Crispr, baseia-se em um sistema natural de modifica&ccedil;&atilde;o do genoma em bact&eacute;rias que possibilita a manipula&ccedil;&atilde;o de genes defeituosos de uma maneira muito r&aacute;pida e eficiente. &ldquo;A Crispr muda a forma como concebemos o tratamento de doen&ccedil;as. Podemos manipular o gene de humanos, e isso tem implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas&rdquo;, afirma Guatimosim.<\/p>\n<p>Consequ&ecirc;ncias antropol&oacute;gicas<br>\nAnalisando exatamente a dimens&atilde;o &eacute;tica do fen&ocirc;meno, o professor Ivan Domingues refletir&aacute; sobre as consequ&ecirc;ncias antropol&oacute;gicas das novas biotecnologias e seu impacto sobre a pr&oacute;pria ideia de humanidade. &ldquo;Tudo est&aacute; diferente desde o s&eacute;culo 20, e a filosofia est&aacute; inserida nesse debate. Temos de pensar as biotecnologias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&oacute;pria evolu&ccedil;&atilde;o dos seres humanos por meio da eugenia&rdquo;, explica Domingues.<\/p>\n<p>Segundo o professor, algumas dessas tecnologias v&atilde;o contra a natureza e a evolu&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso da clonagem e da transgenia. &ldquo;Elas subvertem as no&ccedil;&otilde;es de fam&iacute;lia e parentesco. A transgenia turbina o organismo, as pessoas t&ecirc;m medo disso. A humanidade precisa refletir sobre os par&acirc;metros que devem seguir, se vai aceitar ou n&atilde;o correr o risco&rdquo;, afirma o fil&oacute;sofo.<\/p>\n<p>Ivan Domingues e S&iacute;lvia Guatimosim discutem as implica&ccedil;&otilde;es da revolu&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica<br>\nIvan Domingues e S&iacute;lvia Guatimosim s&atilde;o os convidados do UFMG Talks<\/p>\n<h2>Trajet&oacute;rias<\/h2>\n<p><strong>Ivan Domingues<\/strong> &eacute; professor titular do Departamento de Filosofia da UFMG, atua em v&aacute;rias &aacute;reas da filosofia contempor&acirc;nea: teoria do conhecimento, epistemologia das ci&ecirc;ncias humanas, hermen&ecirc;utica do texto filos&oacute;fico, filosofia da t&eacute;cnica, &eacute;tica e conhecimento. Cursou gradua&ccedil;&atilde;o (1975) e mestrado (1980) em filosofia na UFMG e doutorado (1989) em filosofia na Sorbonne, Universidade de Paris I, na Fran&ccedil;a. &Eacute; coordenador do N&uacute;cleo de Estudos do Pensamento Contempor&acirc;neo (NEPC), onde desenvolve a pesquisa As biotecnologias e o futuro da humanidade. Ex-diretor do Instituto de Estudos Avan&ccedil;ados Transdisciplinares (IEAT\/UFMG), Ivan Domingues foi agraciado com o Pr&ecirc;mio Fundep em 2005.<\/p>\n<p><strong>Silvia Guatimosim<\/strong> &eacute; professora do Departamento de Fisiologia e Biof&iacute;sica da UFMG, atua em pesquisas sobre cardiologia molecular com &ecirc;nfase em nanobiologia, sinaliza&ccedil;&atilde;o intracelular de c&aacute;lcio, cardiomi&oacute;citos, acoplamento excita&ccedil;&atilde;o-contra&ccedil;&atilde;o, disfun&ccedil;&atilde;o card&iacute;aca e gera&ccedil;&atilde;o de novos modelos geneticamente modificados. Cursou gradua&ccedil;&atilde;o (1993) e doutorado (1999) em Bioqu&iacute;mica e Imunologia na UFMG. De 1999 a 2003, fez p&oacute;s-doutorado na University de Maryland, nos Estados Unidos, onde tamb&eacute;m atuou como professora visitante de 2003 a 2004, al&eacute;m de ter sido professora visitante do Pediatrics Boston Children&rsquo;s Hospital, na Harvard Medical School.<\/p>\n<hr>\n<p>O UFMG Talks &eacute; promovido pela Pr&oacute;-reitoria de Pesquisa da UFMG em parceria com o Centro de Comunica&ccedil;&atilde;o (Cedecom), com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). Com dura&ccedil;&atilde;o de 60 minutos, a conversa &eacute; disponibilizada em v&iacute;deo no canal da TV UFMG no YouTube e no site da Pr&oacute;-Reitoria de Pesquisa.<\/p>\n<p>A &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o do ano est&aacute; agendada para 4 de dezembro com o tema M&uacute;sica e dan&ccedil;a: arte em movimento. Os convidados ser&atilde;o os professores Maur&iacute;cio Loureiro, da Escola de M&uacute;sica, e M&ocirc;nica Ribeiro, do Departamento de Artes C&ecirc;nicas da Escola de Belas Artes (EBA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conversa ocorrer&aacute; nesta quarta, dia 6, a partir das 19h, no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (CCBB-BH)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[18],"tags":[],"class_list":{"0":"post-8256","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-eventos"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8256","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8256"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8256\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8256"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8256"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8256"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}