{"id":8212,"date":"2019-11-04T08:00:51","date_gmt":"2019-11-04T11:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=8212"},"modified":"2019-11-04T08:28:18","modified_gmt":"2019-11-04T11:28:18","slug":"por-que-a-robotizacao-das-industrias-no-brasil-nao-avanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/por-que-a-robotizacao-das-industrias-no-brasil-nao-avanca\/","title":{"rendered":"Por que a robotiza\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias n\u00e3o avan\u00e7a no Brasil"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_8246\" aria-describedby=\"caption-attachment-8246\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/robo-industrial-braco-robotico-foto-pixabay.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8246\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/robo-industrial-braco-robotico-foto-pixabay.jpg\" alt=\"A taxa m&eacute;dia brasileira de robotiza&ccedil;&atilde;o na ind&uacute;stria como um todo &eacute; de 14 rob&ocirc;s para 10 mil trabalhadores, abaixo da m&eacute;dia mundial. 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Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><em>Carlos Teixeira<\/em><br>\n<em>Jornalista I Radar do Futuro<\/em><\/p>\n<p>A robotiza&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria no Brasil &eacute; baixa e est&aacute; atrasada. A defasagem do processo de robotiza&ccedil;&atilde;o das ind&uacute;strias brasileiras tem apenas um significado sobre o futuro: O pa&iacute;s est&aacute; v&aacute;rios passos atr&aacute;s em rela&ccedil;&atilde;o a outros pa&iacute;ses. E tende a continuar assim. N&atilde;o h&aacute; qualquer vincula&ccedil;&atilde;o com uma ideia de que a aus&ecirc;ncia de rob&ocirc;s nas f&aacute;bricas represente um atraso na dispensa de trabalhadores. N&atilde;o h&aacute; robotiza&ccedil;&atilde;o, nem h&aacute; manuten&ccedil;&atilde;o de empregos enquanto a desindustrializa&ccedil;&atilde;o e o baixo crescimento da economia permanecem como for&ccedil;as do cen&aacute;rio.<\/p>\n<p>Durante mesa-redonda promovida pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Metalurgia, Materiais e Minera&ccedil;&atilde;o (ABM), em outubro, pesquisadores e profissionais discutiram o processo de automa&ccedil;&atilde;o na ind&uacute;stria e refor&ccedil;aram a avalia&ccedil;&atilde;o de que a robotiza&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria no Brasil &eacute; baixa e atrasada. A implementa&ccedil;&atilde;o de rob&ocirc;s na ind&uacute;stria &eacute; um processo em acelera&ccedil;&atilde;o crescente nos pa&iacute;ses mais competitivos do mundo, nos quais o setor minero-metal&uacute;rgico j&aacute; os emprega em diferentes aplica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>O Brasil segue distante de pa&iacute;ses como Alemanha e China nesse aspecto, mesmo que algumas companhias nacionais e a universidade brasileira trabalhem para avan&ccedil;ar na robotiza&ccedil;&atilde;o de algumas opera&ccedil;&otilde;es fabris. Mencionando dados do anu&aacute;rio 2019 da International Federation of Robotics, Edouard Mekhalian, diretor-geral da Kuka Roboter do Brasil, apontou que 70% dos rob&ocirc;s adquiridos pela ind&uacute;stria mundial em 2018 ficaram em apenas cinco pa&iacute;ses, como China e Jap&atilde;o.<\/p>\n<h2>Comparativo<\/h2>\n<p>No Brasil, o&nbsp;&iacute;ndice &eacute; bem inferior &agrave; m&eacute;dia internacional de 99 rob&ocirc;s para cada 10 mil trabalhadores. &ldquo;O n&uacute;mero brasileiro &eacute; at&eacute; pior, dada a enorme quantidade de desempregados&rdquo;, explicou Mekhalian. Executivos de empresas nacionais e multinacionais atestam que o Brasil perdeu a terceira onda industrial, marcada pela robotiza&ccedil;&atilde;o, e est&aacute; atrasado para entrar na quarta. Seu parque industrial tem idade m&eacute;dia de 15 a 18 anos. S&oacute; agora &eacute; poss&iacute;vel identificar que algumas empresas come&ccedil;am a se preocupar com automa&ccedil;&atilde;o, <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/digitalizacao\/\" target=\"_self\" title=\"Digitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo que transforma coisas anal&oacute;gicas, ou seja, algo com exist&ecirc;ncia f&iacute;sica, como um documento, uma foto, um disco de vinil ou seu ambiente de trabalho, em sistemas ou recursos acess&iacute;veis por computador.\" class=\"encyclopedia\">digitaliza&ccedil;&atilde;o<\/a> e intelig&ecirc;ncia artificial.<\/p>\n<p>O Brasil tem menos de 10% do n&uacute;mero necess&aacute;rio de rob&ocirc;s em rela&ccedil;&atilde;o ao tamanho do seu setor industrial. O Pa&iacute;s v&ecirc; dist&acirc;ncia competitiva aumentar n&atilde;o s&oacute; para os l&iacute;deres globais, mas tamb&eacute;m para economias de patamar equivalente.&ldquo;O Brasil ficou muito para tr&aacute;s em rela&ccedil;&atilde;o ao resto do mundo. A nossa estimativa &eacute; que, pelo tamanho da manufatura do Pa&iacute;s, deveriam ter 200 mil rob&ocirc;s em opera&ccedil;&atilde;o. Na realidade, temos apenas 15 mil&rdquo;, aponta o CEO da Pollux, Jos&eacute; Rizzo, em entrevista concedida ao portal DCI.<\/p>\n<p>De acordo com um levantamento feito pela Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Rob&oacute;tica (IFR), o Brasil se distanciou do pelot&atilde;o dos cinco pa&iacute;ses com os maiores estoques de rob&ocirc;s (China, Jap&atilde;o, Coreia do Sul, Estados Unidos e Alemanha) e foi ultrapassado at&eacute; por economias similares, como o M&eacute;xico, que tomou a lideran&ccedil;a na Am&eacute;rica Latina, com suas mais de 27 mil m&aacute;quinas, cerca 64,3% dos rob&ocirc;s da regi&atilde;o, ante os 29,5% do mercado brasileiro.<\/p>\n<p>Para Rizzo, o cen&aacute;rio econ&ocirc;mico tem sido o grande inibidor deste tipo de investimento. &ldquo;A incerteza em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro e tamb&eacute;m o protecionismo &agrave; ind&uacute;stria acabam n&atilde;o incentivando esse tipo de aporte. Nossa vis&atilde;o &eacute; que, com as reformas econ&ocirc;micas e a maior abertura comercial, esse processo deve acelerar. &rdquo;O executivo acredita que no cen&aacute;rio ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o da agenda econ&ocirc;mica pelo governo, o Brasil ir&aacute; se deparar com problemas enfrentados por outros pa&iacute;ses h&aacute; mais tempo.<\/p>\n<p>&ldquo;A demanda por rob&ocirc;s vai crescer. Investir em tecnologia requer vis&atilde;o de m&eacute;dio e longo prazo. Com a nova pol&iacute;tica, vai haver um horizonte mais positivo e ampliado.&rdquo;Ele assinala que a reforma Tribut&aacute;ria pode ter um impacto positivo no segmento. &ldquo;Rob&ocirc;s n&atilde;o tem imposto de importa&ccedil;&atilde;o, mas tem uma carga tribut&aacute;ria que traz um custo de 30% a 40% maior do que em pa&iacute;ses pr&oacute;ximos.&nbsp; A tend&ecirc;ncia &eacute; que isso ao menos fique mais simplificado.&rdquo;<\/p>\n<p>O coordenador de Ind&uacute;stria 4.0 da Ag&ecirc;ncia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Bruno Jorge, tem esperan&ccedil;as em efeitos de um plano de a&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria 4.0. &ldquo;N&atilde;o ser&aacute; uma agenda extensa, mas um primeiro conjunto de a&ccedil;&otilde;es e medidas.&rdquo; Ele entende que, apesar dos comparativos com outros pa&iacute;ses, n&atilde;o existe uma an&aacute;lise aprofundada sobre a robotiza&ccedil;&atilde;o na ind&uacute;stria nacional.<\/p>\n<p>&ldquo;Alguns setores tem destaque nessa implementa&ccedil;&atilde;o, como o automotivo, alimentos e bebidas e log&iacute;stica. Vemos agora rob&ocirc;s na forma colaborativa. Antes eles eram muito restritos a opera&ccedil;&otilde;es pesadas.&rdquo; O executivo entende que a maioria dos investimentos recentes em automa&ccedil;&atilde;o segue uma l&oacute;gica de redu&ccedil;&atilde;o de custos. &ldquo;&Eacute; o que tem impulsionado esses projetos. Existe um excesso de capacidade ociosa na ind&uacute;stria e ainda n&atilde;o vemos aportes voltados na expans&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<h2>Desconhecimento<\/h2>\n<p>Outra pesquisa, feita pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Internet Industrial (ABII) com 84 empresas brasileiras, apontou que grande parte dos entrevistados ainda possui pouco contato com o conceito de internet industrial e ainda encontra dificuldades para definir e interpretar o contexto desta tecnologia. A pesquisa mostra que 45 n&atilde;o tem inten&ccedil;&atilde;o de implementar algum projeto de internet das coisas.<\/p>\n<p>Quando questionados sobre os desafios, os entrevistados destacaram a dificuldade de comprova&ccedil;&atilde;o de retorno e a cultura conservadora como os principais obst&aacute;culos. Rizzo conta que uma forma encontrada pela empresa de difundir a robotiza&ccedil;&atilde;o foi criar a modalidade de loca&ccedil;&atilde;o, que torna as implementa&ccedil;&otilde;es mais acess&iacute;veis. &ldquo;Uma c&eacute;lula robotizada de R$ 300 mil cai para 10 mil reais mensais. &Eacute; um modelo pioneiro no mundo.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":8246,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,565,19,16],"tags":[1613,401,40],"class_list":{"0":"post-8212","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-futuro-da-industria","9":"category-insights","10":"category-tendencias-setores","11":"tag-atraso-tecnologico","12":"tag-automacao-industrial","13":"tag-robotizacao"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/robo-industrial-braco-robotico-foto-pixabay.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8212\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8246"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}