{"id":8133,"date":"2019-10-30T11:27:16","date_gmt":"2019-10-30T14:27:16","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=8133"},"modified":"2019-10-30T11:40:35","modified_gmt":"2019-10-30T14:40:35","slug":"estudo-usa-drones-para-monitorar-botos-em-rios-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/estudo-usa-drones-para-monitorar-botos-em-rios-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Estudo usa drones para monitorar botos em rios da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1662\" aria-describedby=\"caption-attachment-1662\" style=\"width: 696px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/drone-foto-pixabay.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1662 size-large\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/drone-foto-pixabay-1024x470.jpg\" alt=\"Pesquisa faz parte da Iniciativa Botos da Amaz&ocirc;nia, que re&uacute;ne institui&ccedil;&otilde;es de cinco pa&iacute;ses em busca da gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico sobre os botos. foto: Pixabay\" width=\"696\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/drone-foto-pixabay-1024x470.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/drone-foto-pixabay-300x138.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/drone-foto-pixabay-768x353.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/drone-foto-pixabay.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1662\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisa faz parte da Iniciativa Botos da Amaz&ocirc;nia, que re&uacute;ne institui&ccedil;&otilde;es de cinco pa&iacute;ses em busca da gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico sobre os botos. foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Um artigo cient&iacute;fico publicado recentemente na revista cient&iacute;fica Oryx &ndash; The International Journal of Conservation, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, confirma e refor&ccedil;a as vantagens do uso de ve&iacute;culos a&eacute;reos n&atilde;o tripulados, os &ldquo;drones&rdquo;, no monitoramento e gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre os botos amaz&ocirc;nicos.<\/p>\n<p>Segundo o artigo &ndash; que tem entre seus autores a pesquisadora Miriam Marmontel, do Instituto Mamirau&aacute;, e Marcelo Oliveira, bi&oacute;logo do WWF-Brasil &ndash; os drones s&atilde;o um m&eacute;todo mais barato e mais preciso de monitoramento dos botos amaz&ocirc;nicos e permitem a distin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies diferentes dentro de um grande grupo. Pelo m&eacute;todo tradicional, que envolve simples observa&ccedil;&atilde;o com bin&oacute;culos, a diferencia&ccedil;&atilde;o &eacute; mais dif&iacute;cil de ser feita. Al&eacute;m disso, os drones tamb&eacute;m permitem uma maior precis&atilde;o na hora de correlacionar esp&eacute;cies e usos de habitats; e diminuem o &iacute;ndice de comportamento responsivo dos animais, j&aacute; que causam pouca perturba&ccedil;&atilde;o nos ambientes em que est&atilde;o os botos.<\/p>\n<h2>Expedi&ccedil;&atilde;o Ecodrones<\/h2>\n<p>Intitulado Effectiveness of Unmanned Aerial Vehicles for detection of Amazon dolphins (ou &ldquo;Efetividade de Ve&iacute;culos A&eacute;reos n&atilde;o tripulados na detec&ccedil;&atilde;o de botos amaz&ocirc;nicos&rdquo;, em tradu&ccedil;&atilde;o livre), o artigo cient&iacute;fico traz informa&ccedil;&otilde;es detalhadas e as principais conclus&otilde;es da Expedi&ccedil;&atilde;o Ecodrones, promovida pelo WWF-Brasil e pelo Instituto Mamirau&aacute; em 2016.<\/p>\n<p>Na ocasi&atilde;o, um grupo de cientistas percorreu 80 quil&ocirc;metros do rio Juru&aacute;, no estado do Amazonas, para monitorar as popula&ccedil;&otilde;es de dois tipos de botos: o tucuxi (Sotalia fluviatilis) e o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis). A expedi&ccedil;&atilde;o usou dois m&eacute;todos de contagem dos indiv&iacute;duos: a observa&ccedil;&atilde;o tradicional, com especialistas fazendo a contagem a olho nu ou com uso de bin&oacute;culos, e a observa&ccedil;&atilde;o inovadora usando os drones. O objetivo foi comparar os n&uacute;meros gerados pelos dois m&eacute;todos e saber qual deles funciona melhor &ndash; ou, de maneira mais otimista, entender como os dois m&eacute;todos podem trabalhar em conjunto para gerar informa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas mais detalhadas e apuradas.<\/p>\n<h2>Compara&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p>Dois drones foram usados na expedi&ccedil;&atilde;o. Eles ficavam a 20 metros de altura da &aacute;gua e a 50 metros de dist&acirc;ncia do barco onde estavam os pesquisadores &ndash; e conseguiam monitorar 100 metros do rio. As pequenas c&acirc;meras instaladas nos drones gravavam tudo que passava pela frente, gerando assim sete horas de filmagens. O material foi avaliado por tr&ecirc;s cientistas experientes que compararam as filmagens feitas com os drones aos resultados obtidos com o m&eacute;todo tradicional de observa&ccedil;&atilde;o. Durante a incurs&atilde;o a campo, um grupo de cinco cientistas, posicionados &agrave; frente e atr&aacute;s de um grande barco amaz&ocirc;nico, fazia o monitoramento e registrava os avistamentos.<\/p>\n<p>Entre as descobertas, percebeu-se que os drones captam botos a 100 metros de dist&acirc;ncia (a observa&ccedil;&atilde;o simples chega a 300 metros) e que este raio de alcance poderia ser maior caso os drones possu&iacute;ssem lentes mais potentes. Foram registrados, no total, 151 avistamentos, contabilizando tanto ocorr&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos isolados quanto de grupos (este n&uacute;mero inclui os dois m&eacute;todos de observa&ccedil;&atilde;o). A cada ocorr&ecirc;ncia, eram registradas a esp&eacute;cie, o tamanho do grupo e a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de filhotes.<\/p>\n<h2>Escala<\/h2>\n<p>Segundo a l&iacute;der do grupo de pesquisa de Mam&iacute;feros Aqu&aacute;ticos do Instituto Mamirau&aacute;, Miriam Marmontel, o trabalho descrito no artigo apresenta uma nova metodologia, que pode ser adotada no monitoramento de popula&ccedil;&otilde;es em rios ou canais mais estreitos. &ldquo;Hoje, a maneira como monitoramos mam&iacute;feros de &aacute;gua doce &eacute; cara e demanda muito recurso log&iacute;stico. &Eacute; imposs&iacute;vel cobrir a Amaz&ocirc;nia toda desta maneira. Os drones, por&eacute;m, est&atilde;o cada vez mais baratos e f&aacute;ceis de operar. Com a metodologia correta, os pr&oacute;prios gestores de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o poderiam fazer essas contagens de botos, dando escala regional a este trabalho que fizemos&rdquo;, explicou Miriam.<\/p>\n<p>O especialista de conserva&ccedil;&atilde;o do WWF-Brasil, Marcelo Oliveira, afirmou que a publica&ccedil;&atilde;o do artigo refor&ccedil;a o compromisso da institui&ccedil;&atilde;o com a Ci&ecirc;ncia e a gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento sobre o bioma amaz&ocirc;nico. &ldquo;O artigo comprova a efici&ecirc;ncia do uso de drones na detec&ccedil;&atilde;o de botos nos rios da Amaz&ocirc;nia, mostrando que esse m&eacute;todo possibilita a redu&ccedil;&atilde;o de custos, o aumento da efetividade do trabalho e a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas mais abrangentes nos rios&rdquo;, explicou o especialista.<\/p>\n<h2>Integra&ccedil;&atilde;o sulamericana<\/h2>\n<p>O monitoramento de esp&eacute;cimes do Sotalia fluviatilis e do Inia geoffrensis faz parte da Iniciativa Botos da Amaz&ocirc;nia (ou South American River Dolphin Initiative &ndash; SARDI, na sigla em ingl&ecirc;s): um projeto interinstitucional que agrega diversas institui&ccedil;&otilde;es em cinco pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul e que busca gerar informa&ccedil;&otilde;es e conhecimento cient&iacute;ficos sobre os botos amaz&ocirc;nicos.<\/p>\n<p>Est&atilde;o engajados nesta tarefa diversas organiza&ccedil;&otilde;es do Brasil, Bol&iacute;via, Equador, Col&ocirc;mbia e Peru, como a Fundaci&oacute;n Omacha (Col&ocirc;mbia), a FaunAgua (Bol&iacute;via) e a Pro Delphinus (Peru) e os escrit&oacute;rios WWF desses cinco pa&iacute;ses.<\/p>\n<h2>Sobre os botos<\/h2>\n<p>Apesar de serem animais famosos e s&iacute;mbolo da Amaz&ocirc;nia, existem poucos estudos com informa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas consolidadas sobre os botos.<\/p>\n<p>Hoje, segundo a lista vermelha da The International Union for Conservation of Nature (IUCN\/RedList), o boto-tucuxi (Sotalia fluviatilis) &eacute; classificado como um animal com &ldquo;dados insuficientes&rdquo; e o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) saiu dessa categoria apenas no final de 2018. Hoje, ele &eacute; considerado &ldquo;em perigo&rdquo; (&ldquo;Endangered&rdquo;, em ingl&ecirc;s). Este &eacute; o segundo n&iacute;vel de amea&ccedil;a mais grave para um animal e indica que a esp&eacute;cie pode ser extinta num futuro pr&oacute;ximo.<\/p>\n<p>Algumas das amea&ccedil;as que incidem sobre os botos hoje s&atilde;o projetos de infraestrutura, como hidrel&eacute;tricas (que cortam a liga&ccedil;&atilde;o entre diferentes popula&ccedil;&otilde;es desses animais); a contamina&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas por merc&uacute;rio vindo de garimpos de ouro; e a captura causada pela demanda de iscas para a pesca da piracatinga (Calophysus macropterus) em algumas regi&otilde;es da Amaz&ocirc;nia.<\/p>\n<h4>Acesse o artigo cient&iacute;fico completo:<\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/journals\/oryx\/article\/effectiveness-of-unmanned-aerial-vehicles-to-detect-amazon-dolphins\/75F0F61047497C88B14EEAA6CB280672\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.cambridge.org\/core\/journals\/oryx\/article\/effectiveness-of-unmanned-aerial-vehicles-to-detect-amazon-dolphins\/75F0F61047497C88B14EEAA6CB280672<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":1662,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[19],"tags":[1602,1603,600,1604],"class_list":{"0":"post-8133","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-insights","8":"tag-drone","9":"tag-drone-em-pesquisas","10":"tag-pesquisa-cientifica","11":"tag-pesquisas-com-drones"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/drone-foto-pixabay.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8133","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8133"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8133\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8133"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}