{"id":795,"date":"2018-03-28T15:34:17","date_gmt":"2018-03-28T18:34:17","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=795"},"modified":"2018-03-28T15:34:17","modified_gmt":"2018-03-28T18:34:17","slug":"fontes-de-informacoes-cuidado-dobrado-com-o-que-voce-usa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/fontes-de-informacoes-cuidado-dobrado-com-o-que-voce-usa\/","title":{"rendered":"Fontes de informa\u00e7\u00f5es: cuidado dobrado com o que voc\u00ea usa"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_803\" aria-describedby=\"caption-attachment-803\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jornais-foto-pixabay.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-803\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jornais-foto-pixabay.jpg\" alt=\"Ao contr&aacute;rio do que ocorria no passado, hoje a sociedade vive o excesso de informa&ccedil;&otilde;es. foto- pixabay\" width=\"960\" height=\"679\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jornais-foto-pixabay.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jornais-foto-pixabay-300x212.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jornais-foto-pixabay-768x543.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-803\" class=\"wp-caption-text\">O excesso de fontes de informa&ccedil;&otilde;es, ao contr&aacute;rio do passado, n&atilde;o tem sido uma boa not&iacute;cia<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Carlos Teixeira<br>\nJornalista I Futurista &ndash; Radar do Futuro<\/p>\n<p>Ser&aacute; que a sociedade est&aacute; compreendendo de fato os acontecimentos do pa&iacute;s e do mundo? Quais as principais fontes de informa&ccedil;&otilde;es utilizadas pelas organiza&ccedil;&otilde;es e pelos cidad&atilde;os para tomar decis&otilde;es e emitir opini&otilde;es? Em tempos de fake news, os boatos tomados como verdades absolutas, as d&uacute;vidas sobre a qualidade das fontes das informa&ccedil;&otilde;es devem ser levadas em conta.<\/p>\n<p>H&aacute; um excesso de informa&ccedil;&otilde;es. E o filtro n&atilde;o &eacute;, necessariamente, humano e nem focado necessariamente em qualidade. O avan&ccedil;o da <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/digitalizacao\/\" target=\"_self\" title=\"Digitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo que transforma coisas anal&oacute;gicas, ou seja, algo com exist&ecirc;ncia f&iacute;sica, como um documento, uma foto, um disco de vinil ou seu ambiente de trabalho, em sistemas ou recursos acess&iacute;veis por computador.\" class=\"encyclopedia\">digitaliza&ccedil;&atilde;o<\/a> e o amadurecimento das tecnologias alteram a forma como profissionais de qualquer &aacute;rea, em especial jornalistas, lidam com as suas fontes de informa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>As mudan&ccedil;as do cen&aacute;rio geral j&aacute; parecem enormes, mas h&aacute; uma curva avan&ccedil;ando em dire&ccedil;&atilde;o ao c&eacute;u, sem limites. Sob a influ&ecirc;ncia da quarta revolu&ccedil;&atilde;o industrial, o cen&aacute;rio de transforma&ccedil;&otilde;es exponenciais vai alterar as estrat&eacute;gias de uso das fontes atuais e criar novas.<\/p>\n<p>Algum nativo digital poder&aacute; ter not&iacute;cias sobre como as coisas funcionavam no passado, em tempos de m&aacute;quinas de escrever. Mas jamais ter&aacute; ideia das restri&ccedil;&otilde;es de acesso a informa&ccedil;&otilde;es com as quais um jornalista convivia at&eacute; recentemente. Ainda uns 20 anos atr&aacute;s, antes da internet se tornar acess&iacute;vel para a maioria das pessoas, conviv&iacute;amos basicamente com fontes impressas e contatos pessoais. A informa&ccedil;&atilde;o era impressa, local e pessoal. E lenta.<\/p>\n<h2>Escassez de dados<\/h2>\n<p>No prim&oacute;rdio da ado&ccedil;&atilde;o da computa&ccedil;&atilde;o, no in&iacute;cio dos anos 1990, como respons&aacute;vel pela cobertura de mercado financeiro no principal jornal de economia de Belo Horizonte, eu tinha basicamente dois tipos de fontes: o Broadcast, da Ag&ecirc;ncia Estado, uma meia d&uacute;zia de profissionais do mercado financeiro da capital, para quem ligava no final do dia, via telefone fixo. A cada dia, uma fonte, em revezamento. N&atilde;o era poss&iacute;vel recorrer a fontes de S&atilde;o Paulo ou Rio de Janeiro, por conta dos custos das liga&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>O cen&aacute;rio n&atilde;o era muito diferente com o que atuavam, na &eacute;poca, como profissionais de intelig&ecirc;ncia empresarial, atividade tamb&eacute;m relativamente nova no mercado de trabalho. A limita&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria de acesso a publica&ccedil;&otilde;es impressas, pouco mais de uma d&uacute;zia de jornais e revistas locais e, no m&aacute;ximo, nacionais. A escassez de fontes pessoais, de especialistas. A produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es era caracterizada pela lentid&atilde;o, dependente de dados locais e restrita &agrave;s tais fontes impressas.<\/p>\n<p>Em 1992, ao trabalhar na &aacute;rea de intelig&ecirc;ncia de uma ind&uacute;stria de tecidos, tive oportunidade de ir a Americana, cidade do interior de S&atilde;o Paulo, onde fiquei durante duas semanas para levantar informa&ccedil;&otilde;es. Na &eacute;poca,&nbsp;o setor t&ecirc;xtil come&ccedil;ava a viver a sua pior crise, em decorr&ecirc;ncia da abertura irrestrita da economia brasileira.&nbsp;As importa&ccedil;&otilde;es de tecidos de baixo custo criaram uma concorr&ecirc;ncia desleal com as tecelagens brasileiras. Para fazer uma pesquisa de campo foi necess&aacute;rio ir &agrave; cidade.<\/p>\n<h2>Oferta abundante<\/h2>\n<p>Hoje, n&atilde;o h&aacute; como duvidar, a internet, oferece um volume infinitamente maior de informa&ccedil;&otilde;es do que as dispon&iacute;veis na &eacute;poca. Em alguma medida, o jornalismo ainda peca pela evolu&ccedil;&atilde;o incipiente das estrat&eacute;gias de acesso &agrave;s fontes digitais e &agrave;s ferramentas dispon&iacute;veis de coleta e an&aacute;lise de dados. Recentemente, ao experimentar um curto per&iacute;odo ao trabalho em reda&ccedil;&atilde;o, meu maior susto foi constatar a lentid&atilde;o do processo de uso dos recursos dispon&iacute;veis.<\/p>\n<p>Antigas pr&aacute;ticas, da d&eacute;cada de 1990, ainda s&atilde;o preservadas. A mesma depend&ecirc;ncia de ag&ecirc;ncias de not&iacute;cias para preencher p&aacute;ginas. A repercuss&atilde;o local das informa&ccedil;&otilde;es, inclusive com a manuten&ccedil;&atilde;o de algumas das fontes tradicionais de an&aacute;lises, entre institui&ccedil;&otilde;es e profissionais.<\/p>\n<p>No jornalismo, o que parece evoluir ainda lentamente &eacute; a proposta do <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/jornalismo-de-dados\/\" target=\"_self\" title=\"O jornalismo de dados, tamb&eacute;m conhecido como jornalismo orientado a dados, &eacute; uma disciplina emergente que re&uacute;ne conhecimentos de v&aacute;rias disciplinas, incluindo jornalismo, ci&ecirc;ncias sociais, ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o, ci&ecirc;ncias da computa&ccedil;&atilde;o e dados, an&aacute;lise de dados, design da informa&ccedil;&atilde;o e narrativa. O termo jornalismo de dados &eacute; um termo relativamente novo e tem uma hist&oacute;ria&hellip;\" class=\"encyclopedia\">jornalismo de dados<\/a>. A ideia do acesso a uma infinidade de bases de dados que possibilitam a gera&ccedil;&atilde;o de textos aprofundados de an&aacute;lises. Hoje, ao contr&aacute;rio do passado, h&aacute; uma cultura de institui&ccedil;&otilde;es na cria&ccedil;&atilde;o de bancos de dados sobre atividades e setores. Ainda em 2000, por exemplo, era praticamente imposs&iacute;vel ter acesso a &iacute;ndices acumulados sobre popula&ccedil;&atilde;o ou infla&ccedil;&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o como o IBGE. Atualmente, as s&eacute;ries hist&oacute;ricas est&atilde;o dispon&iacute;veis globalmente.<\/p>\n<h2>Riscos do cen&aacute;rio futuro<\/h2>\n<p>O risco de depend&ecirc;ncia do ser humano em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s tecnologias &eacute; crescente. A evolu&ccedil;&atilde;o da intelig&ecirc;ncia artificial, somada &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es acumuladas no sistema global de armazenamento de dados, o big data, tende a ampliar influ&ecirc;ncia de sistemas de an&aacute;lise automatizados. Mais institui&ccedil;&otilde;es e pessoas, incluindo o jornalismo, v&atilde;o transferir para sistemas a responsabilidade de selecionar informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis. Inclusive o que &eacute; certo ou errado.<\/p>\n<p>Pense no sistema de buscas do Google. Quando algu&eacute;m procura por determinado assunto, os algor&iacute;timos listam as &ldquo;informa&ccedil;&otilde;es mais relevantes&rdquo; para o usu&aacute;rio. Como assim? Relevante para quem? Atribuir aos sistemas de intelig&ecirc;ncia de empresas como a Google a defini&ccedil;&atilde;o do que &eacute; bom ou ruim &eacute; um risco real.<\/p>\n<p>Estudo publicado na revista Human Nature Behavior avalia que o&nbsp;alto volume de informa&ccedil;&otilde;es que circula nas redes sociais, aliado &agrave; nossa limitada capacidade de absorver o conhecimento gerado, explica em parte a prolifera&ccedil;&atilde;o de boatos e not&iacute;cias falsas nas plataformas virtuais.<\/p>\n<p>O excesso de informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tem parecido, de fato, uma boa not&iacute;cia. As pessoas t&ecirc;m dificuldade de decodificar. E a m&iacute;dia tradicional carrega na m&atilde;o das manipula&ccedil;&otilde;es. Conscientizar as pessoas sobre a necessidade de filtrar com qualidade &eacute; um desafio. Resta saber se a sociedade est&aacute; disposta a reavaliar os seus crit&eacute;rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":803,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[23,20],"tags":[],"class_list":{"0":"post-795","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-carlos-placido-teixeira","8":"category-destaques"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/jornais-foto-pixabay.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/795","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/795\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}