{"id":7898,"date":"2019-10-21T11:02:31","date_gmt":"2019-10-21T14:02:31","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=7898"},"modified":"2019-10-21T11:02:31","modified_gmt":"2019-10-21T14:02:31","slug":"no-seculo-21-o-mundo-e-asiatizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/no-seculo-21-o-mundo-e-asiatizado\/","title":{"rendered":"No s\u00e9culo 21, o mundo \u00e9 asiatizado"},"content":{"rendered":"<p><a style=\"text-align: center;\" href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/asiatizacao-asia-hong-kong-a-asia-no-centro-do-mundo-foto-pixabay.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7902\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/asiatizacao-asia-hong-kong-a-asia-no-centro-do-mundo-foto-pixabay.jpg\" alt='No s&eacute;culo 19, o mundo foi europeizado. No s&eacute;culo 20, foi americanizado. 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Agora, o s&eacute;culo 21vai ser &ldquo;asiatizado&rdquo; &ndash; e muito mais depressa do que se possa pensar. foto: Pixabay<!--more--><em>Jonathan Woetzel e Jeongmin Seong<\/em><br>\n<em>Project Syndicate<\/em><\/p>\n<p>A ascens&atilde;o da &Aacute;sia tem sido r&aacute;pida. Lar de mais de metade da popula&ccedil;&atilde;o mundial, a regi&atilde;o passou de regi&atilde;o marcada por baixos sal&aacute;rios para sal&aacute;rios m&eacute;dios numa s&oacute; gera&ccedil;&atilde;o. &Eacute; prov&aacute;vel que at&eacute; 2040 gere mais de 50% do PIB mundial e poder&aacute; representar quase 40% do consumo global.<\/p>\n<p>Uma nova investiga&ccedil;&atilde;o do McKinsey Global Institute mostra at&eacute; que ponto o centro de gravidade global est&aacute; sendo deslocado para a &Aacute;sia. Hoje, a regi&atilde;o tem uma percentual mundial crescente de com&eacute;rcio, capital, pessoas, conhecimento, transportes, cultura e recursos. Dos oito tipos de fluxos transfronteiri&ccedil;os globais, apenas os res&iacute;duos est&atilde;o fluindo na dire&ccedil;&atilde;o oposta, refletindo a decis&atilde;o da China e de outros pa&iacute;ses asi&aacute;ticos de reduzir as importa&ccedil;&otilde;es de lixo proveniente de pa&iacute;ses desenvolvidos.<\/p>\n<p>A &Aacute;sia agora representa cerca de um ter&ccedil;o do com&eacute;rcio global de mercadorias, em compara&ccedil;&atilde;o com cerca de um quarto h&aacute; dez anos. Sensivelmente no mesmo per&iacute;odo, o percentual de turistas da regi&atilde;o aumentou de 33% para 40% e a sua percentagem de fluxos de capital aumentou de 13% para 23%.<\/p>\n<p>Esses fluxos fomentaram o crescimento nas cidades da &Aacute;sia. A regi&atilde;o acolhe 21 das 30 maiores cidades do mundo e quatro das dez mais visitadas. E algumas das cidades menos conhecidas da &Aacute;sia tamb&eacute;m est&atilde;o agora no radar dos investidores. Em Yangon, capital comercial de Mianmar, o investimento direto estrangeiro (IDE) em setores intensivos em conhecimento totalizou 2,6 bilh&otilde;es de d&oacute;lares em 2017, quando era praticamente nulo em 2007.<\/p>\n<p>Da mesma forma, Bekasi, uma cidade menor, perto de Jacarta, emergiu como sendo a Detroit da Indon&eacute;sia &ndash; o centro da ind&uacute;stria autom&oacute;vel e de motocicletas da Indon&eacute;sia. Na &uacute;ltima d&eacute;cada, o IDE na ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o da cidade cresceu a uma taxa m&eacute;dia de 29% por ano. E Hyderabad &ndash; que gerou mais de 1400 patentes em 2017 &ndash; est&aacute; alcan&ccedil;ando rapidamente a Silicon Valley da &Iacute;ndia, Bangalore.<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o s&atilde;o apenas os fluxos externos que est&atilde;o a sendo canalizados para a &Aacute;sia. As redes intrarregionais din&acirc;micas tamb&eacute;m est&atilde;o impulsionando o progresso. Cerca de 60% do com&eacute;rcio total de bens dos pa&iacute;ses asi&aacute;ticos ocorre na regi&atilde;o, facilitado por cadeias de fornecimento asi&aacute;ticas cada vez mais integradas. Os financiamentos e os fluxos de investimento intrarregionais tamb&eacute;m est&atilde;o aumentando, com mais de 70% do financiamento para empresas asi&aacute;ticas em fase inicial vindos da regi&atilde;o. Os fluxos de pessoas &ndash; 74% das viagens na &Aacute;sia s&atilde;o realizadas por asi&aacute;ticos &ndash; tamb&eacute;m ajudam a integrar a regi&atilde;o.<\/p>\n<h2>Diversidade<\/h2>\n<p>O que faz esses fluxos funcionarem &eacute; a diversidade da &Aacute;sia. Na verdade, existem pelo menos quatro &ldquo;&Aacute;sias&rdquo;, cada uma num est&aacute;gio diferente de desenvolvimento econ&ocirc;mico, a desempenhar um papel &uacute;nico na ascens&atilde;o global da regi&atilde;o.<\/p>\n<p>A primeira &Aacute;sia inclui a China, a economia &acirc;ncora da regi&atilde;o, que fornece uma liga&ccedil;&atilde;o e uma plataforma de inova&ccedil;&atilde;o aos seus vizinhos. Entre 2013 e 2017, o pa&iacute;s representou 35% do IDE total no exterior da &Aacute;sia, com cerca de um quarto desse investimento a ser destinado para outras economias asi&aacute;ticas. Refletindo a sua crescente capacidade de inova&ccedil;&atilde;o, a China registou 44% dos pedidos de patentes do mundo em 2017.<\/p>\n<p>O segundo agrupamento &ndash; &ldquo;&Aacute;sia Avan&ccedil;ada&rdquo; &ndash; tamb&eacute;m fornece tecnologia e capital. Com um IDE total no exterior de 1 bilh&atilde;o de d&oacute;lares, esses pa&iacute;ses contabilizaram 54% do total de fluxos de IDE regionais entre 2013 e 2017. S&oacute; a Coreia do Sul forneceu 33% de todos os fluxos de IDE ao Vietnam. O Jap&atilde;o foi respons&aacute;vel por 35% dos fluxos de IDE do Mianmar e 17% das Filipinas.<\/p>\n<p>Depois, h&aacute; a &ldquo;&Aacute;sia emergente&rdquo;, que abrange um grupo relativamente diversificado de pequenas economias emergentes que proporcionam n&atilde;o apenas m&atilde;o de obra, mas tamb&eacute;m potencial de crescimento, devido ao aumento da produtividade e do consumo. Estas economias est&atilde;o profundamente integradas com os seus vizinhos regionais: a sua participa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia nos fluxos intrarregionais de bens, capital e pessoas &eacute; de 79%, a mais alta das quatro regi&otilde;es da &Aacute;sia.<\/p>\n<p>Por outro lado, o quarto agrupamento &ndash; &ldquo;Fronteira &Aacute;sia e &Iacute;ndia&rdquo; &ndash; possui a menor participa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia dos fluxos intrarregionais, equivalendo a apenas 31%. Mas este n&uacute;mero &ndash; que reflete os la&ccedil;os hist&oacute;ricos com a Europa, o M&eacute;dio Oriente, a &Aacute;frica e os Estados Unidos &ndash; dever&aacute; aumentar, &agrave; medida que essas economias, historicamente menos integradas, forem estabelecendo la&ccedil;os mais estreitos com os seus vizinhos asi&aacute;ticos. Este grupo tem muito para oferecer, inclusive uma m&atilde;o de obra relativamente jovem que&nbsp; capitaliza o crescente mercado de importa&ccedil;&atilde;o asi&aacute;tico e uma classe m&eacute;dia em crescimento que pode servir como um novo mercado para exporta&ccedil;&otilde;es regionais.<\/p>\n<p>As diferen&ccedil;as entre as quatro &Aacute;sias s&atilde;o complementares, tornando a integra&ccedil;&atilde;o uma for&ccedil;a poderosa para o progresso. Por exemplo, enquanto a m&atilde;o de obra de um pa&iacute;s envelhece, um pa&iacute;s com uma popula&ccedil;&atilde;o mais jovem preenche a lacuna. A idade m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o da &Iacute;ndia era de 27 em 2015, em compara&ccedil;&atilde;o com os 37 na China e os 48 no Jap&atilde;o, e s&oacute; dever&aacute; atingir os 38 em 2050.<\/p>\n<p>Da mesma forma, quando os sal&aacute;rios &ndash; e, portanto, os custos de produ&ccedil;&atilde;o &ndash; come&ccedil;am a aumentar num pa&iacute;s, uma economia num est&aacute;gio inicial de desenvolvimento assume as suas atividades de produ&ccedil;&atilde;o de baixo custo. De 2014 a 2017, quando a participa&ccedil;&atilde;o da China em todas as exporta&ccedil;&otilde;es de economias emergentes que requerem m&atilde;o de obra intensiva caiu de 55% para 52%, a participa&ccedil;&atilde;o do Vietnam aumentou 2,2 pontos percentuais e a do Camboja 0,4 pontos percentuais.<\/p>\n<p>Durante anos, os observadores debateram ofegantemente o potencial futuro da &Aacute;sia. O futuro chegou. Entramos no &ldquo;s&eacute;culo asi&aacute;tico&rdquo;, tal como diz o autor Parag Khanna. J&aacute; n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel voltar atr&aacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No s&eacute;culo 19, o mundo foi europeizado. No s&eacute;culo 20, foi americanizado. 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