{"id":7805,"date":"2019-10-16T09:30:04","date_gmt":"2019-10-16T12:30:04","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=7805"},"modified":"2019-10-16T09:30:04","modified_gmt":"2019-10-16T12:30:04","slug":"consumo-consciente-os-desafios-permanecem-entre-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/consumo-consciente-os-desafios-permanecem-entre-brasileiros\/","title":{"rendered":"Consumo consciente: os desafios permanecem entre brasileiros"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7807\" aria-describedby=\"caption-attachment-7807\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lixo-consciencia-ambiental.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7807\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lixo-consciencia-ambiental.jpg\" alt=\"A maioria dos brasileiros ainda tem dificuldade em adotar pr&aacute;ticas de consumo consciente, revela pesquisa realizada pela CNDL e SPC Brasil. 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Foto:Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Radar do Futuro *<\/p>\n<p>Embora o brasileiro reconhe&ccedil;a que o consumo inadequado de recursos naturais cause impactos ao meio ambiente, poucos s&atilde;o aqueles que realmente t&ecirc;m atitudes sustent&aacute;veis no dia a dia. Uma pesquisa, realizada pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o ao Cr&eacute;dito (SPC Brasil) em todas as capitais do pa&iacute;s, mostra que a maioria dos brasileiros (97%) possui alguma dificuldade em adotar pr&aacute;ticas de consumo consciente.<\/p>\n<p>Os principais entraves mencionados pelos entrevistados para a falta de h&aacute;bitos mais respons&aacute;veis s&atilde;o alto pre&ccedil;o dos produtos org&acirc;nicos (37%) e os obst&aacute;culos em separar o lixo para a reciclagem (32%). Al&eacute;m disso, 30% reconhecem n&atilde;o conseguir reduzir a quantidade de lixo gerado e outros 30% enfrentam barreiras em engajar os vizinhos nessa pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, o brasileiro ainda &eacute; considerado &lsquo;consumidor em transi&ccedil;&atilde;o&rsquo;, ou seja, mais da metade (58%) mant&eacute;m pr&aacute;ticas de consumo consciente, mas em frequ&ecirc;ncia aqu&eacute;m da desejada. J&aacute; tr&ecirc;s em cada dez (29%) se encaixam como &lsquo;consumidor consciente&rsquo;, enquanto 13% somam os pouco ou nada conscientes.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte do Indicador de Consumo Consciente (ICC), que em 2019 atingiu 73%, mantendo-se est&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado, ao registrar o mesmo percentual. O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto mais pr&oacute;ximo de 100% for o &iacute;ndice, maior &eacute; o n&iacute;vel de consumo consciente.<\/p>\n<blockquote><p>\n41% associam o consumo consciente a atitudes que evitam o desperd&iacute;cio e as compras desnecess&aacute;rias<\/p><\/blockquote>\n<p>O estudo tamb&eacute;m indica que no Brasil h&aacute; uma vis&atilde;o de consumo consciente mais voltada ao aspecto financeiro: para 41%, ser sustent&aacute;vel significa adotar h&aacute;bitos que evitem o desperd&iacute;cio e as compras desnecess&aacute;rias. Ao mesmo tempo, 32% entendem a necessidade de se refletir sobre as consequ&ecirc;ncias de uma compra antes de concretiz&aacute;-la, sabendo que o consumo produz impactos sociais, ambientais e econ&ocirc;micos para todos. Outros 14%, por sua vez, pensam em atitudes que tem como foco economizar dinheiro, enquanto 11% correlacionam a a&ccedil;&atilde;o de economizar com a preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.<\/p>\n<p>Em uma escala de 1 a 10 de auto avalia&ccedil;&atilde;o sobre a pr&aacute;tica de consumo consciente no dia a dia &mdash; em que 1 corresponde a &ldquo;nada consciente&rdquo; e 10 significa &ldquo;muito consciente&rdquo; &mdash;, os entrevistados atribu&iacute;ram a si mesmos a nota m&eacute;dia de 7,7. &ldquo;Embora muitos n&atilde;o consigam definir corretamente o que vem a ser o consumo consciente, a percep&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es no dia a dia &eacute; positiva. Apesar disso, a pesquisa sugere que, sob alguns aspectos, essa autoimagem n&atilde;o corresponde totalmente &agrave; realidade&rdquo;, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.<\/p>\n<blockquote><p>Para 75% dos consumidores, produtos fabricados por empresas `socialmente respons&aacute;veis pesam na hora da compra<\/p><\/blockquote>\n<p>H&aacute; um consenso entre os consumidores brasileiros de que as consequ&ecirc;ncias das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e do consumo desenfreado s&atilde;o um problema que diz respeito a toda a sociedade. Para 98%, o consumo inadequado ou excessivo dos recursos naturais do planeta gera impactos no meio ambiente, entre os quais 50% mencionaram mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, 45% a falta de &aacute;gua e 42% a polui&ccedil;&atilde;o e a baixa qualidade do ar.<\/p>\n<p>Seis em cada dez entrevistados (60%) acreditam que o consumo n&atilde;o consciente dever&aacute; atingir a todos. Al&eacute;m disso, 92% acham que a preserva&ccedil;&atilde;o do planeta a partir de atitudes concretas de consumo consciente depende de toda a popula&ccedil;&atilde;o. J&aacute; 46% consideram que a principal vantagem em adotar pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis &eacute; ter a satisfa&ccedil;&atilde;o em fazer algo positivo para o futuro das pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es, enquanto 43% citaram a sensa&ccedil;&atilde;o de dever cumprido e de estar fazendo o que &eacute; correto.<\/p>\n<p>Outro dado revela que para tr&ecirc;s em cada quatro consumidores ouvidos (75%) pesam na decis&atilde;o de compra produtos fabricados por empresas que investem em projetos sociais ou ambientais. E para 89%, um aspecto bastante valorizado &eacute; conhecer a origem dos produtos que s&atilde;o consumidos, em especial os industrializados (45%), os animais (39%) e os org&acirc;nicos (37%). Considerando a import&acirc;ncia da origem dos itens que v&atilde;o &agrave; mesa do consumidor, mais da metade (53%) mencionou querer assegurar que os alimentos far&atilde;o bem &agrave; sa&uacute;de. J&aacute; 47% disseram buscar mais seguran&ccedil;a sobre a qualidade dos produtos.<\/p>\n<blockquote><p>Oito em cada dez entrevistados sentem-se prejudicados com falta de atitudes sustent&aacute;veis adotadas por outras pessoas<\/p><\/blockquote>\n<p>Para a grande maioria, comportamentos pouco sustent&aacute;veis adotados por terceiros fazem com que o consumidor se sinta pessoalmente afetado. Oito em cada dez entrevistados (79%) destacaram que ao ver outras pessoas desperdi&ccedil;ando &aacute;gua, energia ou mesmo comprando produtos sem se preocupar com o meio ambiente se sentem prejudicados. Em contrapartida, 15% n&atilde;o ligam para esse tipo de comportamento porque o mais importante &eacute; fazer a sua parte.<\/p>\n<p>Ainda segundo a pesquisa, as boas pr&aacute;ticas servem de est&iacute;mulo para a maioria dos entrevistados. O exemplo de um colega, vizinho ou parente economizando &aacute;gua e energia, que pode evitar o consumo exagerado, deixa 70% felizes por perceberem que os outros est&atilde;o fazendo a parte deles tanto quanto os entrevistados. Al&eacute;m disso, 21% se sentem estimulados a fazer a mesma coisa por serem inspirados a seguir boas atitudes. Por outro lado, 6% admiram quem faz a sua parte, mas reconhece n&atilde;o conseguir fazer o mesmo.<\/p>\n<p>Praticamente a totalidade da amostra (98%) concorda que &eacute; importante adotar atitudes como forma de mudar o pr&oacute;prio estilo de vida e alcan&ccedil;ar um mundo mais equilibrado e sustent&aacute;vel. E a principal a&ccedil;&atilde;o que deve ser tomada &eacute; criar o h&aacute;bito de se planejar financeiramente, fazendo listas para evitar as compras por impulso (45%). Na opini&atilde;o dos entrevistados, tamb&eacute;m &eacute; preciso reutilizar e reciclar, dando novas utilidades a materiais que seriam descartados (45%), refletir antes de comprar, pensando bem nas necessidades (43%) e evitar adquirir produtos piratas ou contrabandeados (41%).<\/p>\n<blockquote><p>Apagar as luzes antes de sair de um ambiente e preferir produtos com embalagens recicladas est&atilde;o entre h&aacute;bitos mais recorrentes<\/p><\/blockquote>\n<p>O Indicador de Consumo Consciente (ICC) acompanha as mudan&ccedil;as nos h&aacute;bitos de compra e outras a&ccedil;&otilde;es cotidianas dos brasileiros ao longo do tempo, considerando os aspectos financeiros, ambientais e sociais. Quando se observa os principais comportamentos ligados &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, com rela&ccedil;&atilde;o ao uso racional de energia el&eacute;trica, os h&aacute;bitos mais presentes no cotidiano dos consumidores s&atilde;o apagar as luzes de ambientes que n&atilde;o est&atilde;o sendo utilizados (96%) e controlar o valor das contas do m&ecirc;s (93%). J&aacute; considerando o meio ambiente de forma mais ampla, se destacam os h&aacute;bitos de doar ou trocar algum item antes de jog&aacute;-lo fora (89%) e dar prefer&ecirc;ncia a produtos cujas embalagens s&atilde;o recicl&aacute;veis (83%).<\/p>\n<p>Entre as pr&aacute;ticas de uso consciente do dinheiro, o levantamento destaca a pesquisa de pre&ccedil;os (90%) e uso de produtos antigos ou consert&aacute;-los em vez de comprar algum item novo (89%). Quanto ao pilar responsabilidade social, 92% dos entrevistados disseram incentivar as pessoas da casa a economizar &aacute;gua e luz, enquanto 88% mencionaram preferir passar o tempo livre com a fam&iacute;lia ou amigos do que passear em shoppings ou fazer compras.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; poss&iacute;vel notar que boas pr&aacute;ticas j&aacute; est&atilde;o no radar do consumidor brasileiro, embora de forma ainda t&iacute;mida. Um longo caminho ainda precisa ser percorrido para que as pessoas entendam que suas atitudes individuais produzem efeitos coletivos e, principalmente, cumulativos na sociedade. No dia a dia, o primeiro ponto a considerar deve ser a pr&oacute;pria necessidade da compra, j&aacute; que &eacute; comum o ac&uacute;mulo de bens, muitos dos quais nem mesmo chegar&atilde;o a ser utilizados&rdquo;, orienta o educador financeiro do SPC Brasil, Jos&eacute; Vignoli.<\/p>\n<h2>Metodologia<\/h2>\n<p>Foram entrevistados 837 consumidores, nos meses de maio e junho, nas 27 capitais brasileiras, acima de 18 anos, de ambos os g&ecirc;neros e de todas as classes sociais. A margem de erro &eacute; de 3,4 pontos percentuais para uma confian&ccedil;a de 95%.<\/p>\n<p>Baixe a &iacute;ntegra da pesquisa em <a href=\"https:\/\/www.spcbrasil.org.br\/pesquisas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.spcbrasil.org.br\/pesquisas<\/a><\/p>\n<hr>\n<p><em>* Informa&ccedil;&otilde;es do SPCBrasil\/CNDL<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":7807,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19],"tags":[1542,595,1543],"class_list":{"0":"post-7805","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights","9":"tag-consumo-consciente","10":"tag-futuro-do-consumo","11":"tag-reciclagem"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lixo-consciencia-ambiental.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7805"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7805\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}