{"id":7696,"date":"2019-10-11T09:09:17","date_gmt":"2019-10-11T12:09:17","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=7696"},"modified":"2019-10-11T09:09:17","modified_gmt":"2019-10-11T12:09:17","slug":"tecnologia-de-blockchain-e-adotada-pela-agricultura-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/tecnologia-de-blockchain-e-adotada-pela-agricultura-familiar\/","title":{"rendered":"Tecnologia de blockchain \u00e9 adotada pela agricultura familiar"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-7697\" style=\"background-color: initial; text-align: center; color: var(--color-text);\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/blockchain-agricultura-familiar.jpg\" alt=\"&ldquo;Para n&oacute;s, essas tecnologias s&atilde;o algo nunca visto. Est&aacute;vamos at&eacute; receosos de n&atilde;o conseguir trabalhar com o sistema, mas ele &eacute; muito f&aacute;cil e j&aacute; queremos us&aacute;-lo para tudo&rdquo;, conta Rafael Borges, presidente da Cooperativa de Jovens de &Aacute;gua Fria, Bahia. Foto: Felipe Santos\" width=\"780\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/blockchain-agricultura-familiar.jpg 780w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/blockchain-agricultura-familiar-300x169.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/blockchain-agricultura-familiar-768x432.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/blockchain-agricultura-familiar-696x392.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\"><\/p>\n<p>&ldquo;Para n&oacute;s, essas tecnologias s&atilde;o algo nunca visto. Est&aacute;vamos at&eacute; receosos de n&atilde;o conseguir trabalhar com o sistema, mas ele &eacute; muito f&aacute;cil e j&aacute; queremos us&aacute;-lo para tudo&rdquo;, conta Rafael Borges, presidente da Cooperativa de Jovens de &Aacute;gua Fria, Bahia. Foto: Felipe Santos<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>ONU Brasil<\/em><\/p>\n<p>At&eacute; semanas atr&aacute;s, os agricultores familiares da Cooperativa de Jovens de &Aacute;gua Fria, na Bahia, desconheciam softwares de c&oacute;digo aberto, alter&aacute;veis por qualquer pessoa. Tampouco tinham ouvido falar de blockchain, uma esp&eacute;cie de livro cont&aacute;bil p&uacute;blico, que guarda &mdash; de forma permanente e &agrave; prova de viola&ccedil;&atilde;o &mdash; os registros das transa&ccedil;&otilde;es online. Mas, desde que descobriram o potencial dessas tecnologias para alavancar seus neg&oacute;cios, tornaram-se f&atilde;s.<\/p>\n<p>Eles est&atilde;o entre os primeiros usu&aacute;rios de um aplicativo criado para facilitar a aquisi&ccedil;&atilde;o de bens, servi&ccedil;os e obras pelas associa&ccedil;&otilde;es e cooperativas de agricultura familiar da Bahia e do Rio Grande do Norte. A Solu&ccedil;&atilde;o Online de Licita&ccedil;&atilde;o (SOL) ajuda os produtores rurais a ter acesso a fornecedores do Brasil inteiro, al&eacute;m de armazenar todos os processos e dados necess&aacute;rios para a transa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Por meio do app &ndash; dispon&iacute;vel para Android e Apple Store &ndash;, as assinaturas de contratos se tornam digitais, poupando tempo e papel para compradores e fornecedores. O c&oacute;digo aberto e a tecnologia blockchain oferecem seguran&ccedil;a e capacidade de auditoria a todos os neg&oacute;cios realizados.<\/p>\n<p>&ldquo;Para n&oacute;s, essas tecnologias s&atilde;o algo nunca visto. Est&aacute;vamos at&eacute; receosos de n&atilde;o conseguir trabalhar com o sistema, mas ele &eacute; muito f&aacute;cil e j&aacute; queremos us&aacute;-lo para tudo&rdquo;, conta Rafael Borges, presidente da Cooperativa de Jovens de &Aacute;gua Fria. Por meio do sistema, a organiza&ccedil;&atilde;o comprou notebook, impressora e GPS, e est&aacute; de olho em equipamentos para a cria&ccedil;&atilde;o de galinhas caipiras.<\/p>\n<h2>D&eacute;cada da Agricultura Familiar<\/h2>\n<p>Essa mudan&ccedil;a na maneira de fazer neg&oacute;cios se tornou poss&iacute;vel com uma parceria entre o Banco Mundial e os governos da Bahia e do Rio Grande do Norte e faz parte de uma necess&aacute;ria transforma&ccedil;&atilde;o no campo.<\/p>\n<p>Conectar produtores rurais &agrave;s tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; fundamental para aumentar a produtividade no campo e ajudar a alimentar a popula&ccedil;&atilde;o global, que chegar&aacute; a 9,7 bilh&otilde;es em 2050. Os agricultores familiares produzem 80% dos alimentos em todo o mundo e gerenciam tr&ecirc;s quartos dos recursos naturais do planeta, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO).<\/p>\n<p>Com celulares, internet, aplicativos e outras ferramentas, eles conseguem ter mais acesso a dados e tomar melhores decis&otilde;es, como enfatiza o relat&oacute;rio Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (TICs) na Agricultura, publicado em 2017 pela institui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A dissemina&ccedil;&atilde;o de telefones celulares nas &aacute;reas rurais j&aacute; causou importantes mudan&ccedil;as no setor agr&iacute;cola. Reduzir esses custos nos pa&iacute;ses em desenvolvimento ajuda a promover o acesso aos mercados, facilitar a inclus&atilde;o financeira e a gest&atilde;o de riscos, contribui significativamente para o alerta precoce e pode ser fundamental para revolucionar a extens&atilde;o rural.<\/p>\n<p>A FAO definiu o per&iacute;odo entre 2019 e 2028 como a D&eacute;cada da Agricultura Familiar, cujo plano de a&ccedil;&atilde;o destaca, entre outras necessidades, a de promover acesso &agrave;s tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o para mais produtores e organiza&ccedil;&otilde;es rurais. E isso requer investimentos em uma s&eacute;rie de fatores.<\/p>\n<h2>F&aacute;cil compreens&atilde;o<\/h2>\n<p>Em &Aacute;gua Fria, onde Rafael Borges mora, os produtores rurais j&aacute; usavam internet fixa e a m&oacute;vel. Mas nem sempre essa &eacute; a realidade dos agricultores familiares pelo mundo. Dados publicados pela Associa&ccedil;&atilde;o GSM (GSMA) em 2018 mostram que, entre 2014 e 2017, a cobertura 3G aumentou de 75% para 87% globalmente, alcan&ccedil;ando 1,1 bilh&atilde;o de pessoas que ainda n&atilde;o estavam conectadas. No entanto, apenas cerca de um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o em pa&iacute;ses de baixa renda &eacute; coberta por redes 3G.<\/p>\n<p>A GSMA descreve outros fatores que podem ajudar ou atrapalhar a ado&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica pelos homens e mulheres do campo. O primeiro deles &eacute; o custo dos aparelhos, dos planos de dados e dos impostos que incidem sobre esses itens. O segundo, a disposi&ccedil;&atilde;o dos consumidores: muitas vezes eles evitam usar os servi&ccedil;os por desconhecimento ou medo. Finalmente, a quest&atilde;o dos conte&uacute;dos, que nem sempre est&atilde;o dispon&iacute;veis nas l&iacute;nguas locais ou s&atilde;o de f&aacute;cil compreens&atilde;o para quem tem baixa escolaridade.<\/p>\n<p>Tudo isso foi levado em conta na cria&ccedil;&atilde;o da Solu&ccedil;&atilde;o Online de Licita&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A nossa preocupa&ccedil;&atilde;o maior foi montar um aplicativo que fosse intuitivo e de uso f&aacute;cil, tanto para as associa&ccedil;&otilde;es de agricultores quanto para os fornecedores&rdquo;, conta Luciano Wuerzius, especialista s&ecirc;nior em licita&ccedil;&otilde;es do Banco Mundial. &ldquo;Os procedimentos de licita&ccedil;&atilde;o eram feitos da mesma forma h&aacute; muitos anos, e a tecnologia existe para melhor&aacute;-los&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>Todos os benefici&aacute;rios dos projetos Bahia Produtiva e RN Sustent&aacute;vel ser&atilde;o treinados at&eacute; o fim do ano para aprenderem a usar o aplicativo. As not&iacute;cias sobre os bons resultados animam produtores rurais como Joara Silva, diretora-presidente da Cooperativa Mista dos Cafeicultores de Barra do Cho&ccedil;a e Regi&atilde;o (Cooperbac).<\/p>\n<p>&ldquo;Esperamos ter uma participa&ccedil;&atilde;o maior na economia. Essa tecnologia &eacute; muito importante para agilizar o andamento dos processos e, consequentemente, os resultados chegar&atilde;o mais r&aacute;pido&rdquo;, comenta.&nbsp;No momento atual, em que todas as profiss&otilde;es sentem os impactos das novas tecnologias, a revolu&ccedil;&atilde;o da agricultura familiar est&aacute; apenas come&ccedil;ando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Para n&oacute;s, essas tecnologias s&atilde;o algo nunca visto. Est&aacute;vamos at&eacute; receosos de n&atilde;o conseguir trabalhar com o sistema, mas ele &eacute; muito f&aacute;cil e j&aacute; queremos us&aacute;-lo para tudo&rdquo;, conta Rafael Borges, presidente da Cooperativa de Jovens de &Aacute;gua Fria, Bahia. 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