{"id":7505,"date":"2019-09-30T11:11:17","date_gmt":"2019-09-30T14:11:17","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=7505"},"modified":"2019-09-30T11:11:17","modified_gmt":"2019-09-30T14:11:17","slug":"as-desigualdades-do-atendimento-cirurgico-pediatrico-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/as-desigualdades-do-atendimento-cirurgico-pediatrico-no-brasil\/","title":{"rendered":"As desigualdades do atendimento cir\u00fargico pedi\u00e1trico no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores da UFMG identificam desigualdades que caracterizam o campo do atendimento cir&uacute;rgico pedi&aacute;trico no Brasil.<\/p>\n<p><!--more--><br>\nEnquanto nas regi&otilde;es Sul e Sudeste h&aacute; quase sete cirurgi&otilde;es pedi&aacute;tricos para cada milh&atilde;o de crian&ccedil;as, a m&eacute;dia n&atilde;o chega a tr&ecirc;s no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Nessas regi&otilde;es mais pobres, muitas cidades n&atilde;o contam com um &uacute;nico hospital de refer&ecirc;ncia (que presta atendimento especializado) em um raio de 120 quil&ocirc;metros. Estima-se que mais de 6,5 milh&otilde;es de crian&ccedil;as brasileiras vivam nessas localidades. &Eacute; o que aponta artigo produzido com coautoria de pesquisadores da UFMG.<\/p>\n<p>&ldquo;Al&eacute;m do acesso aos cuidados, a infraestrutura hospitalar e o n&uacute;mero de procedimentos realizados tamb&eacute;m s&atilde;o distribu&iacute;dos de forma desigual pelo pa&iacute;s&rdquo;, afirma a consultora do Centro de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisas em Administra&ccedil;&atilde;o (Cepead), n&uacute;cleo da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Econ&ocirc;micas da UFMG, N&uacute;bia Cristina da Silva, uma das autoras da pesquisa.<\/p>\n<p>Disparities in surgical care for children across Brazil: Use of geospatial analysis foi publicado no peri&oacute;dico Plos One, vinculado ao projeto Public Library of Science. &ldquo;Nosso trabalho teve o objetivo de caracterizar a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados cir&uacute;rgicos para crian&ccedil;as em todo o Brasil e identificar a associa&ccedil;&atilde;o entre a disponibilidade de recursos e a taxa de mortalidade, visando a fomentar a elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil&rdquo;, informa N&uacute;bia Cristina da Silva.<\/p>\n<p>Os autores desenvolveram um estudo ecol&oacute;gico transversal para analisar o atendimento cir&uacute;rgico de crian&ccedil;as pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) de 2010 a 2015. Conforme apurado, mais de 246 mil procedimentos foram realizados em 491 hospitais de refer&ecirc;ncia e 6.007 hospitais de primeiro n&iacute;vel &ndash; que concentra a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as &ndash; durante o per&iacute;odo.<\/p>\n<p>Foram levadas em conta as informa&ccedil;&otilde;es referentes a todos os pacientes menores de 15 anos, dispon&iacute;veis em conjuntos de dados p&uacute;blicos do SUS, do Banco Mundial e do IBGE. Os pesquisadores exploraram as rela&ccedil;&otilde;es entre infraestrutura, for&ccedil;a de trabalho, acesso, taxa de procedimentos, taxa de mortalidade abaixo dos cinco anos de idade e taxa de mortalidade perioperat&oacute;ria &ndash; relativa ao per&iacute;odo entre a indica&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o e a alta do paciente.<\/p>\n<p>Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<br>\nApendicectomia, colostomia, reparo de h&eacute;rnia, laparotomia e reconstru&ccedil;&atilde;o da parede abdominal foram os cinco procedimentos usados como refer&ecirc;ncia para avaliar a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados cir&uacute;rgicos no sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de. De acordo com N&uacute;bia Cristina, alguns deles nem sequer s&atilde;o realizados em determinadas regi&otilde;es.<\/p>\n<p>A administradora salienta que o pa&iacute;s experimentou muitos progressos recentes em termos de redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil, &ldquo;mas essa evolu&ccedil;&atilde;o passou por outros caminhos al&eacute;m do investimento em sa&uacute;de, como a melhoria do saneamento b&aacute;sico e da educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Segundo N&uacute;bia Cristina, programas como os de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de nas escolas e de consolida&ccedil;&atilde;o do calend&aacute;rio vacinal s&atilde;o exemplos de ideias bem-sucedidas no campo do atendimento prim&aacute;rio. &ldquo;J&aacute; na quest&atilde;o hospitalar ainda temos muitas lacunas, sobretudo geogr&aacute;ficas&rdquo;.<\/p>\n<p>A pesquisadora considera que os esfor&ccedil;os governamentais devem se voltar, especialmente, para a regi&atilde;o Norte do pa&iacute;s, onde peculiaridades geogr&aacute;ficas tornam &ldquo;inating&iacute;veis alguns par&acirc;metros&rdquo;. &ldquo;Na Amaz&ocirc;nia, seria necess&aacute;rio erguer hospitais no meio da floresta, em locais de dific&iacute;limo acesso, sem estradas, para atender &agrave; recomenda&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia m&aacute;xima de 120 quil&ocirc;metros em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s cidades. Embora os par&acirc;metros tenham sido bem desenhados, h&aacute; ressalvas como essa, com as quais os cientistas de pa&iacute;ses desenvolvidos, que normalmente estabelecem os padr&otilde;es que orientam as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, n&atilde;o est&atilde;o acostumados&rdquo;, pondera.<\/p>\n<p>Artigo: Disparities in surgical care for children across Brazil: Use of geospatial analysis<br>\nAutores: N&uacute;bia Cristina da Silva e Thiago Augusto Hernandes Rocha, da UFMG; Luciano de Andrade, da Universidade Estadual de Maring&aacute;; Dan Poenaru, do McGill University Health Centre (Canad&aacute;); Cec&iacute;lia Ong, Jo&atilde;o Vissoci, Emily Smith e Henry Rice, da Duke University Medical Center (EUA)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da UFMG identificam desigualdades que caracterizam o campo do atendimento cir&uacute;rgico pedi&aacute;trico no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-7505","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-indicadores"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7505","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7505"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7505\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}