{"id":728,"date":"2018-03-12T10:30:12","date_gmt":"2018-03-12T13:30:12","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=728"},"modified":"2018-03-12T10:30:12","modified_gmt":"2018-03-12T13:30:12","slug":"o-que-vem-por-ai-os-luditas-vao-sair-as-ruas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/o-que-vem-por-ai-os-luditas-vao-sair-as-ruas\/","title":{"rendered":"O que vem por a\u00ed: os luditas v\u00e3o sair \u00e0s ruas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/os-carros-autonomos-vao-chegar-mas-vai-ter-quem-ache-ruim.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-730\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/os-carros-autonomos-vao-chegar-mas-vai-ter-quem-ache-ruim.jpg\" alt=\"O que vem por a&iacute;: luditas contra carros aut&ocirc;nomos foto business insider uk\" width=\"1000\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/os-carros-autonomos-vao-chegar-mas-vai-ter-quem-ache-ruim.jpg 1000w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/os-carros-autonomos-vao-chegar-mas-vai-ter-quem-ache-ruim-300x169.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/os-carros-autonomos-vao-chegar-mas-vai-ter-quem-ache-ruim-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\"><\/a>Gente agredindo autom&oacute;veis sem motorista. A intelig&ecirc;ncia artificial avan&ccedil;a no setor de corretagem de im&oacute;veis. Os h&aacute;bitos come&ccedil;am desde cedo e o Facebook sabe disso. Estes e mais outros s&atilde;o alguns dos sinais das transforma&ccedil;&otilde;es que andam acontecendo pelo mundo.<\/p>\n<p><!--more-->Carlos Teixeira<br>\nEditor &ndash; Radar do Futuro<\/p>\n<p>A discuss&atilde;o sobre como a popula&ccedil;&atilde;o vai conviver com carros aut&ocirc;nomos e, de uma forma geral, com sistemas automatizados, ainda vai chegar &agrave;s redes. E &agrave;s ruas. Na pr&aacute;tica, alguns casos j&aacute; est&atilde;o ocorrendo, demonstrando que o movimento das pe&ccedil;as no tabuleiro social n&atilde;o est&aacute; totalmente definido, enquanto se publicam mat&eacute;rias sobre o futuro das tecnologias.<\/p>\n<p>E a rea&ccedil;&atilde;o das pessoas vem de uma forma aparentemente inesperada. Na Calif&oacute;rnia, nos Estados Unidos, pessoas est&atilde;o atacando carros sem motoristas. Segundo relat&oacute;rios do departamento de tr&acirc;nsito de l&aacute;, dois dos seis acidentes envolvendo carros aut&ocirc;nomos tiveram envolvimento de humanos agressivos. Gente irritada, gritando e batendo nos carros.<\/p>\n<p>N&atilde;o, os carros n&atilde;o ser&atilde;o os &uacute;nicos alvos. Ainda nos Estados Unidos, um abrigo de animais de S&atilde;o Francisco enfrentou resist&ecirc;ncias significativas quando come&ccedil;ou a usar um rob&ocirc; de seguran&ccedil;a na vigil&acirc;ncia dos animais. Moradores irritados vandalizaram o bot, derrubando-o e derramando molho de churrasco em seus sensores.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, a palavra &ldquo;ludita&rdquo; voltar&aacute; a ser lembrada pelas redes sociais e m&iacute;dia tradicional. Quando os carros aut&ocirc;nomos se tornarem realidade de fato &mdash; tudo bem que deve demorar do que se imagina &mdash; haver&aacute; muito ranger de dentes. No Brasil, quase 260 mil taxistas, 550 motoristas que abra&ccedil;aram o Uber e, nos Estados Unidos, 3,5 milh&otilde;es de motoristas de caminh&otilde;es n&atilde;o devem ficar exatamente parados.<\/p>\n<h2>Intelig&ecirc;ncia na corretagem de im&oacute;veis<\/h2>\n<p>Pelo menos nos Estados Unidos, corretoras imobili&aacute;rias avan&ccedil;am o olhar sobre as tecnologias, tentando compreender possibilidades de uso. E as iniciativas pioneiras v&atilde;o se expandindo. Corretoras e algumas startups come&ccedil;aram a empregar rob&ocirc;s para fazer alguns dos trabalhos superficiais que seus corretores de im&oacute;veis normalmente fazem, incorporando intelig&ecirc;ncia artificial (AI) em seu local de trabalho.<\/p>\n<p>O Wall Street Journal destacou recentemente tr&ecirc;s dessas empresas: uma empresa de corretagem em Woodland Hills, Calif&oacute;rnia, chamada REX, outra empresa de gerenciamento de propriedades da Calif&oacute;rnia, Zenplace, e uma empresa de inicializa&ccedil;&atilde;o baseada no Brooklyn chamada VirtualAPT. Tanto o REX como o Zenplace utilizam rob&ocirc;s para se conectarem com os clientes. O primeiro coloca um rob&ocirc; chamado REX nas casas do vendedor para responder perguntas e coletar dados, enquanto o Zenplace usa rob&ocirc;s para ajudar seus agentes humanos a se comunicar remotamente com os clientes.<\/p>\n<p>O VirtualAPT construiu um bot que pode fazer v&iacute;deos tridimensionais de propriedades imobili&aacute;rias. Os passeios de propriedade virtual s&atilde;o uma conveni&ecirc;ncia para potenciais compradores com hor&aacute;rios ocupados ou que n&atilde;o podem visitar fisicamente um local.<\/p>\n<h2>H&aacute;bitos se consolidam cedo. O Facebook sabe disso<\/h2>\n<p>Pergunte para o seu av&ocirc; se ele trocaria a revista que ele l&ecirc; toda semana por outra. Talvez ele seja mais fiel &agrave; publica&ccedil;&atilde;o semanal do que &agrave; sua pr&oacute;pria av&oacute;. As empresas j&aacute; descobriram h&aacute; muito tempo as estrat&eacute;gias para criar fidelidade &agrave;s marcas. Elas come&ccedil;am desde cedo. Certamente, criar h&aacute;bitos e fidelidades &eacute; o objetivo do Facebook ao criar um aplicativo de mensagens especial para as crian&ccedil;as e pr&eacute;-adolescentes de at&eacute; 13 anos.<\/p>\n<p>O &ldquo;Messenger Kids&rdquo;, com recursos vinculados &agrave;s conversas on line, favorece a cria&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de uso do Facebook em um segmento que tende a deixar de usar os seus recursos no dia-a-dia. Est&aacute; mais que provado que os jovens preferem m&iacute;dias sociais concorrentes, como o Snapchat e o Instagram.<\/p>\n<h2>Os efeitos dos sons sobre o seu paladar<\/h2>\n<p>Quem diria, os sons tamb&eacute;m interferem na percep&ccedil;&atilde;o de sabores. &Eacute; o que pretende demonstrar Charles Spence, fundador do Oxford University&rsquo;s Crossmodal Research Laboratory e professor de psicologia experimental na mesma universidade. Ele desenvolve investiga&ccedil;&otilde;es em torno da gastrof&iacute;sica &ndash; termo que remete &agrave; jun&ccedil;&atilde;o de gastronomia e psicof&iacute;sica, com o intuito de desvendar todos os fatores envolvidos na percep&ccedil;&atilde;o de um sabor.<\/p>\n<p>Spence mostra, em suas experi&ecirc;ncias, que o ru&iacute;do durante uma viagem de avi&atilde;o faz com que nossa capacidade de sentir sabores seja significativamente reduzida, de modo geral. Por&eacute;m, o barulho ao longo do voo n&atilde;o afeta a habilidade de perceber o umami (considerado o quinto gosto b&aacute;sico do paladar humano, ao lado do doce, do azedo, do salgado e do amargo). O umami tem o poder de intensificar o sabor de uma comida, e est&aacute; presente, por exemplo, em cogumelos, tomates e ch&aacute; verde. Com isso em mente, Spence caprichou no umami ao elaborar o que considera ser o card&aacute;pio ideal para viagens de avi&atilde;o.<\/p>\n<h2>O que esperar do futuro das terceiriza&ccedil;&otilde;es<\/h2>\n<p>Para quem tem d&uacute;vidas sobre os impactos e inten&ccedil;&otilde;es das terceiriza&ccedil;&otilde;es, um estudo apresentado pelo jornal trimestral de economia do site Oxford Academics constatou que, na Alemanha, ocorreu um &ldquo;crescimento dram&aacute;tico do emprego da terceiriza&ccedil;&atilde;o no mercado interno desde a d&eacute;cada de 1990&rdquo;. Os autores reconhecem que a natureza da rela&ccedil;&atilde;o entre empregadores e empregados tem mudado ao longo das &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas.<\/p>\n<p>As empresas cada vez mais dispostas a investir em trabalhadores sem v&iacute;nculos, ag&ecirc;ncias tempor&aacute;rias e franquias, ao inv&eacute;s de contratar funcion&aacute;rios diretamente. As an&aacute;lises de estudos de eventos mostram que os sal&aacute;rios em empregos terceirizados caem em aproximadamente 10% a 15% em rela&ccedil;&atilde;o a empregos similares que n&atilde;o s&atilde;o terceirizados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gente agredindo autom&oacute;veis sem motorista. A intelig&ecirc;ncia artificial avan&ccedil;a no setor de corretagem de im&oacute;veis. Os h&aacute;bitos come&ccedil;am desde cedo e o Facebook sabe disso. 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