{"id":6994,"date":"2019-09-04T16:07:50","date_gmt":"2019-09-04T19:07:50","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=6994"},"modified":"2019-09-04T16:07:50","modified_gmt":"2019-09-04T19:07:50","slug":"transporte-em-2030-a-mobilidade-sob-a-forca-das-tecnologias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/transporte-em-2030-a-mobilidade-sob-a-forca-das-tecnologias\/","title":{"rendered":"Transporte em 2030: a mobilidade sob a for\u00e7a das tecnologias"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_7000\" aria-describedby=\"caption-attachment-7000\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-7000\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/futuro-dos-transportes-foto-1024x686.jpg\" alt=\"Transportes sobre trilhos carecem de investimentos. Foto: Pixabay.\" width=\"1024\" height=\"686\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/futuro-dos-transportes-foto-1024x686.jpg 1024w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/futuro-dos-transportes-foto-300x201.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/futuro-dos-transportes-foto-768x515.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/futuro-dos-transportes-foto.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption id=\"caption-attachment-7000\" class=\"wp-caption-text\">Transportes sobre trilhos carecem de investimentos. Foto: Pixabay.<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>Alessandra Grisolia<\/em><br>\n<em>Editora de Sustentabilidade &amp; Inova&ccedil;&atilde;o<\/em><\/p>\n<p>No cen&aacute;rio mais otimista, tra&ccedil;ado por vision&aacute;rios sobre o futuro, em 2030 a popula&ccedil;&atilde;o mundial ter&aacute; alcan&ccedil;ado ou estar&aacute; prestes a alcan&ccedil;ar a meta de redu&ccedil;&atilde;o de gases do efeito estufa na atmosfera. Como a concentra&ccedil;&atilde;o da maioria das pessoas ser&aacute; nos centros urbanos, os governos locais estimular&atilde;o a utiliza&ccedil;&atilde;o de meios de transporte que acompanhem a tend&ecirc;ncia das cidades inteligentes e sustent&aacute;veis, interligadas por vias de acesso controladas por diversos dispositivos que utilizam a intelig&ecirc;ncia artificial e a internet das coisas para a manuten&ccedil;&atilde;o de um tr&acirc;nsito &aacute;gil e seguro.<\/p>\n<p>Em 2030, os meios de transporte priorizados ser&atilde;o os metr&ocirc;s, os trens, as bicicletas, os patinetes, a p&eacute; e os Bus Rapid Transit (BRT&rsquo;s). As linhas convencionais de &ocirc;nibus ter&atilde;o como fun&ccedil;&atilde;o principal interligar os bairros mais distantes, j&aacute; que as linhas de metr&ocirc; ser&atilde;o mais abrangentes. Drones e ve&iacute;culos voadores sobrevoar&atilde;o as ruas, garantindo mais seguran&ccedil;a, mobilidade e rapidez nos servi&ccedil;os de entrega de produtos e pessoas, respectivamente.<\/p>\n<p>As ruas contar&atilde;o com extensas ciclovias e ciclofaixas, al&eacute;m de in&uacute;meras faixas exclusivas para os BRT&rsquo;s alimentados por hidrog&ecirc;nio. Amplamente utilizados, metr&ocirc;s e trens ser&atilde;o fundamentais nas metr&oacute;poles. As cidades das regi&otilde;es metropolitanas n&atilde;o mais se isolar&atilde;o das capitais, levando em conta que linhas f&eacute;rreas de alta velocidade cortar&atilde;o diversos munic&iacute;pios.<\/p>\n<h2><strong>Tecnologias<\/strong><\/h2>\n<p>O monitoramento em tempo real permitir&aacute; o controle do intervalo dos sem&aacute;foros, de acordo com o fluxo de tr&acirc;nsito, para evitar congestionamentos. As informa&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o exibidas nas paradas de trens e &ocirc;nibus, estacionamentos p&uacute;blicos, displays espalhados em diversos locais.<\/p>\n<p>Os sistemas de transporte contar&atilde;o com tecnologias como rob&oacute;tica, internet das coisas (IOT), aplicativos e sistemas de arrecada&ccedil;&atilde;o mais modernos. Solu&ccedil;&otilde;es ITS (Tntelligent transportation Systems) ir&atilde;o monitorar em tempo real tudo o que acontece no sistema de &ocirc;nibus e criar&atilde;o uma interface com outros modais de mobilidade urbana.<\/p>\n<p>As empresas far&atilde;o uso de sensores de <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-e-reconhecimento-facial\/\" target=\"_self\" title=\"Reconhecimento facial &eacute; jun&ccedil;&atilde;o de tecnologias de reconhecimento e processamento de imagens por intelig&ecirc;ncia artificial com c&acirc;meras instaladas em locais p&uacute;blicos e privados com o objetivo de possibilitar o monitoramento e identifica&ccedil;&atilde;o de pessoas a partir da an&aacute;lise de rostos. Os sistemas podem ser usados para identificar pessoas em fotos, v&iacute;deos ou em tempo real.&hellip;\" class=\"encyclopedia\">reconhecimento facial<\/a>, que ir&atilde;o identificar o usu&aacute;rio nos &ocirc;nibus e automaticamente cobrar a passagem, sem necessidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de cart&atilde;o ou dinheiro, pois a cobran&ccedil;a ser&aacute; efetuada em d&eacute;bito autom&aacute;tico na conta do passageiro. A tecnologia, que poder&aacute; estar dispon&iacute;vel em tr&ecirc;s ou cinco anos, envolver&aacute; big data, estat&iacute;stica e intelig&ecirc;ncia artificial, com a finalidade de evitar fraudes e tornar os servi&ccedil;os melhores, mais eficientes e personalizados.<\/p>\n<p>Melhor ainda ser&aacute; ter na palma da m&atilde;o a possibilidade de programar, ainda em casa, a utiliza&ccedil;&atilde;o das diferentes modalidades de transporte, gra&ccedil;as &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o dos aplicativos, incluindo o famoso Sistema de Posicionamento Global (GPS).<\/p>\n<h2><strong>Metr&ocirc;s e trens de alta performance<\/strong><\/h2>\n<p>O metr&ocirc; ser&aacute; o principal meio de transporte p&uacute;blico e permitir&aacute; significativamente a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases de efeito estufa. Uma das tecnologias utilizadas por esse meio de transporte ser&aacute; o Hyperloop, que permitir&aacute; o deslocamento de muitas pessoas, numa grande dist&acirc;ncia, em curto espa&ccedil;o de tempo. Trens levitar&atilde;o magneticamente em tubos sem ar ou parcialmente evacuados, atingindo velocidades de 240 mph at&eacute; 720 mph, e interligar&atilde;o diversos bairros das metr&oacute;poles, muitas vezes, abastecendo cidades das regi&otilde;es metropolitanas.<\/p>\n<p>Trens confort&aacute;veis, de velocidades r&aacute;pidas ser&atilde;o comuns e liberar&atilde;o o congestionamento nas estradas. A maioria das linhas f&eacute;rreas nas principais capitais mundiais ser&atilde;o abastecidas por energias renov&aacute;veis como solar fotovoltaica e hidrog&ecirc;nio.<\/p>\n<h2><strong>Dire&ccedil;&atilde;o automatizada<\/strong><\/h2>\n<p>O sistema driverless, ou seja, sem motorista, estar&aacute; em pleno funcionamento em 2030. Metr&ocirc;s e trens (e. quem sabe, os &ocirc;nibus) ser&atilde;o conduzidos remotamente por meio de softwares, proporcionando mais seguran&ccedil;a, rapidez e conforto aos passageiros, uma vez que se ser&aacute; poss&iacute;vel controlar a velocidade, o intervalo entre eles, e at&eacute; mesmo, o tempo de abertura das portas.<\/p>\n<p><strong>Carros el&eacute;tricos e movidos a hidrog&ecirc;nio<\/strong><\/p>\n<p>Provavelmente, em 2030, a produ&ccedil;&atilde;o global anual de ve&iacute;culos totalmente el&eacute;tricos estar&aacute; pr&oacute;xima aos 15 milh&otilde;es. A GlobalData prev&ecirc; que esse n&uacute;mero chegue a mais de 19 milh&otilde;es de unidades at&eacute; 2033. Segundo a empresa, isso representar&aacute; um aumento de 28% em rela&ccedil;&atilde;o a 2020.<\/p>\n<p>A tend&ecirc;ncia &eacute; que os ve&iacute;culos movidos a energias renov&aacute;veis fiquem mais acess&iacute;veis ao bolso dos brasileiros, com uma taxa menor de IPI, j&aacute; que tais ve&iacute;culos ser&atilde;o extremamente necess&aacute;rios para auxiliar os governos a atingirem emiss&otilde;es menores de carbono e ser&atilde;o populares.<\/p>\n<p><strong>Ve&iacute;culos voadores<\/strong><\/p>\n<p>Ve&iacute;culos voadores compartilhados, totalmente el&eacute;tricos e progressivamente aut&ocirc;nomos, com capacidade de decolagem e pouso na vertical, cortar&atilde;o os c&eacute;us das cidades. Para isso, os topos dos pr&eacute;dios de empresas parceiras dos servi&ccedil;os de transporte pelo ar funcionar&atilde;o como pontos de decolagem, pouso e abastecimento.<\/p>\n<p><strong>Bicicletas e patinetes <\/strong><\/p>\n<p>Pessoas utilizar&atilde;o cada vez mais os patinetes el&eacute;tricos compartilhados e\/ou particulares, totalmente sustent&aacute;veis, como alternativa ao metr&ocirc; ou ao &ocirc;nibus. Os usu&aacute;rios seguir&atilde;o normas mais r&iacute;gidas de tr&acirc;nsito e far&atilde;o parte da paisagem urbana de 2030, mais ainda que nos dias atuais.<\/p>\n<p>Da mesma forma, as bicicletas compartilhadas e\/ou particulares far&atilde;o parte do ambiente urbano e representar&atilde;o uma excelente alternativa para pequenos trajetos. As ciclovias ser&atilde;o mais seguras e mais extensas.<\/p>\n<p><strong>Cen&aacute;rio atual global<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Hoje em dia, os ve&iacute;culos totalmente el&eacute;tricos representam pouco mais de 2% da produ&ccedil;&atilde;o anual global de ve&iacute;culos, girando em torno de 2,3 mil unidades.<\/li>\n<li>A dire&ccedil;&atilde;o automatizada &eacute; uma realidade no metr&ocirc; de Paris, na Fran&ccedil;a. O sistema driverless possibilitou a diminui&ccedil;&atilde;o dos intervalos entre um trem e outro de 105 segundos para 85 segundos, permitindo o aumento da capacidade de passageiros em quase 50%. Al&eacute;m disso, a sincroniza&ccedil;&atilde;o perfeita dos trens evita<br>\nparadas bruscas e contribui para a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de energia em 15%.<\/li>\n<li>&Iacute;ndia e Reino Unido j&aacute; utilizam trens movidos a energia solar e a Alemanha passou a contar recentemente com os primeiros comboios alimentados a hidrog&ecirc;nio e oxig&ecirc;nio. O Reino Unido tem como meta eliminar o diesel da rede ferrovi&aacute;ria at&eacute; 2040.<\/li>\n<li>Berlim, na Alemanha conta com um sistema que cruza informa&ccedil;&otilde;es de &oacute;rg&atilde;os oficiais para fazer c&aacute;lculos de curto prazo e oferecer informa&ccedil;&otilde;es aos usu&aacute;rios sobre o tr&acirc;nsito. Os avisos ficam expostos em paradas de &ocirc;nibus e trens, estacionamentos p&uacute;blicos e displays.<\/li>\n<li>Recentemente, o 6 t, est&uacute;dio especializado em mobilidade e modos de vida, realizou uma pesquisa com 4.500 usu&aacute;rios das cidades francesas de Paris, Lyon e Marselha, que mostrou que somente 19% usaram um patinete para se deslocar para o trabalho ou escola. Do total dos entrevistados, 42% eram visitantes estrangeiros. Sem o equipamento, 44% teriam caminhado, 12% ido de bicicleta e 30% teria utilizado o transporte p&uacute;blico.<\/li>\n<li>Transportadoras e fornecedoras apostam em recursos como intelig&ecirc;ncia artificial, internet das coisas, velocidade da rede e big data com intuito de viabilizar sistemas de pagamento mais efetivos e a integra&ccedil;&atilde;o de modalidades, para que metr&ocirc; e &ocirc;nibus passem a ser utilizados de maneira mais ampla pela popula&ccedil;&atilde;o.<\/li>\n<li>Em diversas cidades, as pessoas est&atilde;o deixando de usar as linhas de &ocirc;nibus para dar prefer&ecirc;ncia ao metr&ocirc;, que &eacute; tido como o futuro do transporte nos centros urbanos mais populosos.<\/li>\n<li>De acordo com a GlobalData, o mercado atual de ve&iacute;culos eletrificados, incluindo os h&iacute;bridos e os totalmente el&eacute;tricos, representa pouco mais de 6,5% de ve&iacute;culos leves.<\/li>\n<li>O GPS, antes limitado a calcular a quilometragem, atualmente auxilia o motorista a conhecer as condi&ccedil;&otilde;es de tr&aacute;fego da rota planejada. O Sistema est&aacute; cada vez mais aprimorado e acompanha as necessidades do usu&aacute;rio.<\/li>\n<li>O hidrog&ecirc;nio &eacute; considerado pela Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia (AIE) como o combust&iacute;vel do futuro e o grande desafio &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o do hidrog&ecirc;nio limpo e em larga escala. Cientistas australianos da Universidade Monash estudam uma solu&ccedil;&atilde;o para a produ&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel e barata do hidrog&ecirc;nio verde a partir dos recursos de energia renov&aacute;vel.<\/li>\n<li>Um ve&iacute;culo voador el&eacute;trico, com capacidade de decolagem e pouso na vertical &eacute; um dos in&uacute;meros projetos da Embraex, subsidi&aacute;ria para neg&oacute;cios disruptivos da Embraer focada em esfor&ccedil;os colaborativos para ativar e acelerar o ecossistema da mobilidade urbana. O ve&iacute;culo a&eacute;reo de compartilhamento &eacute; denominado eVTOL e conta com colabora&ccedil;&atilde;o da Uber, que pretende disponibilizar ve&iacute;culos voadores a partir de 2020.<\/li>\n<li>A Bosch e a Daimler receberam aprova&ccedil;&atilde;o das autoridades em Stuggart, na Alemanha, para o funcionamento do primeiro estacionamento aut&ocirc;nomo sem supervis&atilde;o humana. O sistema, que ser&aacute; utilizado diariamente na garagem do Museu da Mercedes Benz, &eacute; totalmente aut&ocirc;nomo (SAE4) e o primeiro no mundo a ser aprovado pelas autoridades. A tecnologia &eacute; capaz de procurar a vaga e ir at&eacute; o ponto de embarque de forma aut&ocirc;noma.<\/li>\n<li>O transporte p&uacute;blico corresponde por mais de 80% dos deslocamentos nas cidades brasileiras acima de 60 mil habitantes, levando e trazendo 280 milh&otilde;es de passageiros por m&ecirc;s. As viagens sobre trilhos respondem por pouco mais de 14% dos deslocamentos.<\/li>\n<li>As viagens nas cidades acima de 60 mil habitantes s&atilde;o representadas da seguinte forma: 28% utilizam transporte coletivo, 25% autom&oacute;vel, 2% bicicleta, 4% motocicleta e 41% v&atilde;o a p&eacute;. Nos &uacute;ltimos 10 anos, mesmo os usu&aacute;rios mais pobres trocaram o transporte p&uacute;blico pelo individual, incentivados por motivos como superlota&ccedil;&atilde;o coletivos e maior acesso ao cr&eacute;dito para compra de ve&iacute;culos.<\/li>\n<li>O BRT transporta aproximadamente 500 mil pessoas por dia, em 428 ve&iacute;culos, em Belo Horizonte, em Minas Gerias.<\/li>\n<li>Nos &uacute;ltimos 10 anos foram investidos R$ 14,2 bilh&otilde;es em transporte p&uacute;blico, o que representa apenas 9,4% dos R$ 151, 7 bilh&otilde;es prometidos por gestores p&uacute;blicos e pol&iacute;ticos.<\/li>\n<li>De acordo com dados do aplicativo Moovit, que ajuda a planejar viagens de coletivos em cidades de todo o mundo, dos 20 munic&iacute;pios com maior tempo gasto em deslocamento no transporte, 14 s&atilde;o brasileiros.<\/li>\n<li>O transporte p&uacute;blico por &ocirc;nibus perdeu 12,5 milh&otilde;es de passageiros, entre abril de 2018 e abril de 2019, como consequ&ecirc;ncia do crescimento dos transportes por aplicativo, da aus&ecirc;ncia de infraestrutura e da falta de financiamento.<\/li>\n<li>O transporte p&uacute;blico &eacute; considerado o quarto maior problema urbano para a popula&ccedil;&atilde;o de 319 munic&iacute;pios brasileiros, ficando atr&aacute;s apenas da viol&ecirc;ncia, sa&uacute;de e desemprego. Os dados s&atilde;o da pesquisa da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Empresas de Transporte (CNT).<\/li>\n<li>Empresas estudam a viabiliza&ccedil;&atilde;o do transporte coletivo sob demanda, que utiliza sistema de intelig&ecirc;ncia artificial, aprendizado de m&aacute;quinas, big data e internet das coisas. O objetivo &eacute; alterar o itiner&aacute;rio para buscar e deixar o passageiro de forma mais f&aacute;cil, bastando para isso, que o usu&aacute;rio fa&ccedil;a a solicita&ccedil;&atilde;o por meio de um aplicativo que faz o levantamento e tra&ccedil;a a rota.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Problemas no Brasil<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Levando em conta que o motorista brasileiro opta pelo transporte motorizado individual, diversos problemas de mobilidade urbana ocorrem no pa&iacute;s como: espa&ccedil;os sobrecarregados, com tr&aacute;fego intenso ou tr&acirc;nsito congestionado; aumento do &iacute;ndice de acidentes, tendo como consequ&ecirc;ncia mortes ou mutila&ccedil;&otilde;es, sobrecarregando o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de e a Previd&ecirc;ncia Social; pequena oferta alternativa de mobilidade para atender o excesso de passageiros que dependem do transporte p&uacute;blico; polui&ccedil;&atilde;o ambiental.<\/li>\n<li>Os transportes por aplicativo t&ecirc;m se tornado um grande diferencial no cen&aacute;rio atual, uma vez que, o custo-benef&iacute;cio das viagens &eacute; maior, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s filas de espera, paradas e congestionamentos.<\/li>\n<li>Por sua vez, os transportes por t&aacute;xi est&atilde;o fadados &agrave; constante adapta&ccedil;&atilde;o diante do avan&ccedil;o dos transportes por aplicativo. Perante a concorr&ecirc;ncia, alguns taxistas oferecem descontos de at&eacute; 30% nas viagens.<\/li>\n<li>No Brasil, um dos maiores entraves para aquisi&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos el&eacute;tricos &eacute; o IPI. Outro entrave que se apresenta &eacute; a falta de infraestrutura para abastecimento desses modelos.<\/li>\n<li>A maioria das capitais brasileiras carece de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas &agrave; mobilidade urbana. Faltam investimentos por parte dos governos para aumentar a oferta e interliga&ccedil;&atilde;o dos diferentes meios de transporte. Os coletivos precisam ser r&aacute;pidos, eficientes e sustent&aacute;veis, permitindo o deslocamento de grande quantidade de passageiros em curto espa&ccedil;o de tempo.<\/li>\n<li>Em Belo Horizonte, por exemplo, o que se verifica &eacute; o ac&uacute;mulo de fun&ccedil;&otilde;es dos motoristas em algumas linhas de &ocirc;nibus. A aus&ecirc;ncia de cobradores deixa os condutores sobrecarregados e estressados, tornando as viagens mais demoradas.<\/li>\n<li>Em S&atilde;o Paulo, o metr&ocirc; realmente funciona e conta com 85 esta&ccedil;&otilde;es, mas sempre com vag&otilde;es superlotados nos hor&aacute;rios de pico, pois o sistema ainda &eacute; insuficiente para absorver o grande fluxo de usu&aacute;rios.<\/li>\n<li>O aumento da polui&ccedil;&atilde;o sonora e dos n&iacute;veis de gases nocivos &agrave; sa&uacute;de e ao meio ambiente &eacute; incentivado pela crescente quantidade de carros que circulam diariamente nas ruas de todo o pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, milhares de produtos como pneus e pe&ccedil;as de carro em desuso s&atilde;o jogados em qualquer lugar, poluindo rios e &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental.<\/li>\n<li>O aumento dos n&iacute;veis de g&aacute;s carb&ocirc;nico na atmosfera &eacute; vis&iacute;vel nas grandes cidades, devido &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis em ve&iacute;culos particulares e p&uacute;blicos.<\/li>\n<li>Aus&ecirc;ncia de legisla&ccedil;&atilde;o rigorosa, fiscaliza&ccedil;&atilde;o ineficiente e falta de educa&ccedil;&atilde;o tornam o tr&acirc;nsito no Brasil um dos mais perigosos do mundo. A maioria das mortes em decorr&ecirc;ncia dos acidentes de tr&acirc;nsito &eacute; enquadrada como homic&iacute;dio culposo, quando n&atilde;o h&aacute; inten&ccedil;&atilde;o de matar, com exce&ccedil;&atilde;o dos casos onde os motoristas dirigem embriagados, deixando claro o quanto as leis de tr&acirc;nsito s&atilde;o frouxas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Principais desafios no Brasil<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Ampliar a implanta&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos sobre trilhos, como metr&ocirc;s e trens de superf&iacute;cie.<\/li>\n<li>Criar uma infraestrutura adequada com a finalidade de integrar os diferentes meios de transporte p&uacute;blico, para aliviar o tr&aacute;fego, diminuir custos e beneficiar passageiros.<\/li>\n<li>Ampliar os postos f&iacute;sicos venda de bilhetes &uacute;nicos e complementares, incentivando a compra dos mesmos por aplicativos que permitam o pagamento via cart&otilde;es de cr&eacute;dito e\/ou d&eacute;bito, boletos banc&aacute;rios e QR Code.<\/li>\n<li>Fornecer incentivos fiscais a montadoras de ve&iacute;culos el&eacute;tricos, diminuir taxas de importa&ccedil;&atilde;o para estimular a aquisi&ccedil;&atilde;o dos mesmos.<\/li>\n<li>Desenvolver a mobilidade urbana sustent&aacute;vel com incentivo aos transportes que utilizam energias alternativas aos combust&iacute;veis f&oacute;sseis, como hidrog&ecirc;nio e energia solar fotovoltaica.<\/li>\n<li>Aumentar o n&uacute;mero e a extens&atilde;o de ciclovias e ciclofaixas para incentivar os cidad&atilde;os a utilizar patinetes el&eacute;tricos e bicicletas nos pequenos e m&eacute;dios deslocamentos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Solu&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Baratear as tarifas e melhorar os transportes p&uacute;blicos.<\/li>\n<li>Ampliar os investimentos em metr&ocirc; e linhas f&eacute;rreas.<\/li>\n<li>Diversificar e integrar os modais nas maiores cidades das regi&otilde;es metropolitanas.<\/li>\n<li>Utilizar BRT&rsquo;s biarticulados, que podem retirar das ruas 125 autom&oacute;veis, reduzindo congestionamento e polui&ccedil;&atilde;o.<\/li>\n<li>Investir em Ve&iacute;culos Leves sobre Trilhos.<\/li>\n<li>Incentivar os deslocamentos a p&eacute; e garantir acessibilidade a todos os cidad&atilde;os, incluindo idosos, crian&ccedil;as, cadeirantes, pessoas com dificuldades visuais, etc. Para tornar isso poss&iacute;vel, &eacute; necess&aacute;ria a manuten&ccedil;&atilde;o constante das cal&ccedil;adas e ruas, al&eacute;m de maior garantia de seguran&ccedil;a nesses espa&ccedil;os, por meio de dispositivos inteligentes que auxiliem a fiscalizar os espa&ccedil;os urbanos.<\/li>\n<li>Implantar esteiras rolantes, telef&eacute;ricos e elevadores em cidades n&atilde;o planas, como formas de deslocamento que n&atilde;o poluem o meio ambiente.<\/li>\n<li>Incentivar o uso de carros e patinetes el&eacute;tricos, e de bicicletas para deslocamentos menores.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Conclus&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Em um futuro n&atilde;o muito distante j&aacute; ser&aacute; poss&iacute;vel utilizar amplamente os recursos da intelig&ecirc;ncia artificial, do big data, da internet das coisas, da rob&oacute;tica para viabilizar as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de transporte e mobilidade urbana, com objetivo de promover deslocamentos de longa dist&acirc;ncia em curto espa&ccedil;o de tempo, com absor&ccedil;&atilde;o de elevado n&uacute;mero de passageiros. Como consequ&ecirc;ncia, n&atilde;o haver&aacute; excesso de ve&iacute;culos individuais nas ruas e o tr&acirc;nsito fluir&aacute; de forma mais satisfat&oacute;ria.<\/p>\n<p>A tend&ecirc;ncia &eacute; que haja integra&ccedil;&atilde;o dos diferentes tipos de transporte nas principais capitais brasileiras, com a utiliza&ccedil;&atilde;o de um cart&atilde;o &uacute;nico para todas as modalidades e possibilidade de pagamento de passagens por meio de cart&atilde;o de cr&eacute;dito ou boleto banc&aacute;rio. O sistema j&aacute; est&aacute; em funcionamento em algumas cidades, como, por exemplo, Belo Horizonte, em Minas Gerais.<\/p>\n<p>No futuro haver&aacute; a amplifica&ccedil;&atilde;o dos ve&iacute;culos alimentados por energias renov&aacute;veis e a utiliza&ccedil;&atilde;o dos el&eacute;tricos voadores compartilhados, que j&aacute; est&atilde;o em fase de testes, prometendo aliviar o tr&aacute;fego das ruas e avenidas mais movimentadas.<\/p>\n<p>A automa&ccedil;&atilde;o dos meios de transporte &eacute; inevit&aacute;vel. Provavelmente em 2030 j&aacute; n&atilde;o existir&atilde;o cobradores e motoristas em &ocirc;nibus e trens. Os ve&iacute;culos coletivos ser&atilde;o coordenados &agrave; dist&acirc;ncia, por meio de softwares, com utiliza&ccedil;&atilde;o das tecnologias que se aprimoram constantemente, tornando-se novas a cada dia.<\/p>\n<p>Entre os pontos negativos dos transportes no Brasil est&aacute; a precariedade do sistema p&uacute;blico de transporte, que apresenta superlota&ccedil;&atilde;o, inseguran&ccedil;a e pre&ccedil;os elevados. Na maioria das cidades ainda n&atilde;o h&aacute; integra&ccedil;&atilde;o 100% entre os diferentes tipos de transporte coletivo. As passagens t&ecirc;m custo alto, fazendo valer mais &agrave; pena os deslocamentos com motorizados individuais ou de outras formas, como a p&eacute; ou com utiliza&ccedil;&atilde;o de bicicletas e patinetes, em casos de pequenos deslocamentos.<\/p>\n<p>No final da tarde, na famosa hora do <em>rush<\/em>, as paradas centrais de &ocirc;nibus ficam lotadas de pessoas querendo voltar para casa depois de um dia exaustivo de trabalho. O gasto de tempo com deslocamento &agrave;s vezes chega a duas horas ou mais.<\/p>\n<p>Outra situa&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel &eacute; a falta de fiscaliza&ccedil;&atilde;o nas rodovias, permitindo que caminh&otilde;es com cargas superiores &agrave;s estabelecidas trafeguem nas estradas, o que gera impacto nas constru&ccedil;&otilde;es e provoca acidentes.<\/p>\n<p>O pa&iacute;s tamb&eacute;m carece de investimentos em linhas f&eacute;rreas para transporte de passageiros. Atualmente, a maioria delas serve ao transporte de cargas pesadas, representando apenas 20% em todo o pa&iacute;s em detrimento dos 60% do sistema rodovi&aacute;rio.<\/p>\n<p>Entre as solu&ccedil;&otilde;es para melhorar a mobilidade nos principais centros urbanos est&atilde;o a amplia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de ve&iacute;culos sobre trilhos, como metr&ocirc;s, trens e monotrilhos, o investimento em BRT&rsquo;s e VLT&rsquo;s, o incentivo a meios de transporte alternativos como bicicletas, patinetes e a p&eacute;, para pequenos deslocamentos.<\/p>\n<p>Talvez a tecnologia permita, em curto espa&ccedil;o, que os &ocirc;nibus voltem a ser meios de transporte atrativos, caso existam dispositivos capazes de detectar o trajeto individual de cada passageiro, a fim de que o usu&aacute;rio pague apenas pelo que consumiu, ou seja, pelo deslocamento realizado, o que permitiria descontos nas passagens.<\/p>\n<p>O que se verifica &eacute; que o Brasil est&aacute; aqu&eacute;m de diversos pa&iacute;ses no que se refere a transportes e mobilidade urbana. A falta de investimentos em meios de transporte coletivo, os altos impostos que engessam a aquisi&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos abastecidos por combust&iacute;veis alternativos e a in&eacute;rcia dos governantes e pol&iacute;ticos nos deixam &agrave; merc&ecirc; de congestionamentos, atrasos e acidentes.<\/p>\n<p>Outro fator que deve ser ressaltado &eacute; que os transportes aqu&aacute;ticos (fluvial, lacustre e mar&iacute;timo) t&ecirc;m pouca representatividade no Brasil (13%), sendo o fluvial o mais frequente e mais utilizado na regi&atilde;o Norte para transporte de mercadorias e de pessoas. O meio de transporte, que leva e traz pessoas que residem em locais mais distantes ou isolados, fica amea&ccedil;ado com as secas e assoreamento que impedem a passagem de grandes embarca&ccedil;&otilde;es (muitas delas prec&aacute;rias e inseguras).<\/p>\n<p>Resumindo, entre os principais desafios no pa&iacute;s est&atilde;o a melhoria dos deslocamentos das pessoas pelas diferentes cidades, a integra&ccedil;&atilde;o e aprimoramento dos diversos meios de transporte, o estabelecimento de tarifas acess&iacute;veis aos passageiros e o aumento dos investimentos em infraestrutura.<\/p>\n<p><em>Fontes: Forbes\/Hackermoom\/Toda Mat&eacute;ria\/NTU\/The Verge\/Global Data\/ Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia\/ Embraer\/ Est&uacute;dio ABC\/BRT Brasil\/ Radar do Futuro\/Embraer\/Toda Mat&eacute;ria\/Revista PB (Problemas Brasileiros Ano 56, AGO\/SET 2019, #453\/Toda Mat&eacute;ria.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":7000,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,16,37],"tags":[576,1448,305,410,1447,558,409,1446],"class_list":{"0":"post-6994","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-tendencias-setores","9":"category-um-dia-no-futuro","10":"tag-cidades-do-futuro","11":"tag-futuro-da-mobilidade","12":"tag-futuro-das-cidades","13":"tag-futuro-do-transporte","14":"tag-mobilidade-no-futuro","15":"tag-mobilidade-urbana","16":"tag-transporte-do-futuro","17":"tag-transporte-no-futuro"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/futuro-dos-transportes-foto.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6994","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6994"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6994\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6994"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6994"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6994"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}