{"id":6861,"date":"2019-08-28T16:28:25","date_gmt":"2019-08-28T19:28:25","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=6861"},"modified":"2019-08-28T16:28:25","modified_gmt":"2019-08-28T19:28:25","slug":"a-amazonia-esta-chegando-a-um-ponto-de-inflexao-perigoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/a-amazonia-esta-chegando-a-um-ponto-de-inflexao-perigoso\/","title":{"rendered":"A Amaz\u00f4nia est\u00e1 chegando a um ponto de inflex\u00e3o perigoso"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_6898\" aria-describedby=\"caption-attachment-6898\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6898\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/incendio-na-floresta-pegando-fogo-devastacao-foto-agencia-fotos-publicas.jpg\" alt=\"Se 20% a 25% da cobertura arb&oacute;rea da Amaz&ocirc;nia for desmatada, a capacidade da bacia de absorver di&oacute;xido de carbono pode entrar em colapso. 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Foto: Fotos P&uacute;blicas<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more-->Paulo Barreto e Robert Muggah *<\/p>\n<p>A cobertura de not&iacute;cias sobre os impactos catastr&oacute;ficos do aquecimento global est&aacute; em toda parte. Do &Aacute;rtico ao Brasil , o planeta est&aacute; claramente em chamas. Um estudo recente estimou que a produtividade das 10 culturas agr&iacute;colas mais importantes diminuiu em m&eacute;dia em todo o mundo devido a um clima mais quente e seco. N&atilde;o se engane, a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica j&aacute; est&aacute; contribuindo para a fome, a migra&ccedil;&atilde;o e o conflito.<\/p>\n<p>E enquanto enfrentamos uma emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica de escala sem precedentes, tamb&eacute;m h&aacute; sinais de poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es. Medidas de escala para reverter a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica exigir&atilde;o uma interven&ccedil;&atilde;o em grande escala, clareza de prop&oacute;sito e comprometimento inabal&aacute;vel.<\/p>\n<p>A bacia amaz&ocirc;nica est&aacute; no centro do debate sobre as causas e solu&ccedil;&otilde;es para o aquecimento global. Abrangendo mais de 7 milh&otilde;es de quil&ocirc;metros quadrados, ela representa mais de 40% do estoque mundial de florestas tropicais, 20% do suprimento global de &aacute;gua doce e recicla cerca de 20% do ar que respiramos. Como as manchetes de m&iacute;dia em todo o mundo est&atilde;o mostrando, essas florestas est&atilde;o sob amea&ccedil;a devido a inc&ecirc;ndios , desmatamento e degrada&ccedil;&atilde;o implac&aacute;veis. Muito disso &eacute; causado pela cria&ccedil;&atilde;o de gado, produ&ccedil;&atilde;o de soja, minera&ccedil;&atilde;o e extra&ccedil;&atilde;o seletiva de madeira.<\/p>\n<p>Os cientistas est&atilde;o preocupados que a Amaz&ocirc;nia esteja perigosamente perto de um ponto de inflex&atilde;o, criando condi&ccedil;&otilde;es t&atilde;o quentes e secas que as esp&eacute;cies locais n&atilde;o poderiam se regenerar. Se 20% a 25% da cobertura arb&oacute;rea for desmatada, a capacidade da bacia de absorver di&oacute;xido de carbono entraria em colapso. Se isso acontecer , a maior floresta tropical do mundo se tornar&aacute; sua maior mancha de cerrado. Isso n&atilde;o apenas levaria a uma r&aacute;pida deteriora&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, mas perturbaria profundamente o processo de evapotranspira&ccedil;&atilde;o que influencia a cobertura de nuvens e a circula&ccedil;&atilde;o das correntes oce&acirc;nicas.<\/p>\n<p>Pa&iacute;ses como o Brasil t&ecirc;m um papel central na prote&ccedil;&atilde;o da bacia amaz&ocirc;nica. Parte da raz&atilde;o &eacute; geogr&aacute;fica &ndash; 60% da Amaz&ocirc;nia &eacute; no Brasil, com o restante dividido entre Bol&iacute;via, Col&ocirc;mbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. At&eacute; recentemente, o Brasil registrou um recorde positivo de desmatamento reduzido em cerca de 80% entre 2005 e 2012. Isso n&atilde;o aconteceu por acaso, mas sim por meio de investimento p&uacute;blico na aplica&ccedil;&atilde;o da lei, a cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas protegidas que reconhecem os direitos dos povos ind&iacute;genas, e a restri&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito rural aos agricultores que respeitam a lei. Uma morat&oacute;ria sobre a soja produzida em &aacute;reas desmatadas depois de 2006 tamb&eacute;m foi cr&iacute;tica.<\/p>\n<p>No entanto, esses ganhos foram de curta dura&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que os n&iacute;veis de desmatamento aumentaram de forma constante h&aacute; cerca de cinco anos. Parte da raz&atilde;o &eacute; que v&aacute;rias grandes empresas do agroneg&oacute;cio reagiram, preocupadas com o fato de que as robustas prote&ccedil;&otilde;es ambientais do Brasil estavam reduzindo seus lucros. O governo do per&iacute;odo e o Congresso cederam, perdoando as atividades anteriores de desmatamento ilegal em 2012 e reduzindo o n&uacute;mero de &aacute;reas protegidas.<\/p>\n<p>Entre 2013 e 2018, o desmatamento aumentou mais de 70%, com muitos usu&aacute;rios da terra se sentindo rec&eacute;m empoderados e imunes &agrave;s penalidades. A escala do desmatamento continuou sua dram&aacute;tica trajet&oacute;ria ascendente sob a administra&ccedil;&atilde;o do presidente Jair Bolsonaro, que assumiu o poder em 2019.<\/p>\n<p>O mais &oacute;bvio envolve aplicar penalidades. Isso inclui a imposi&ccedil;&atilde;o de multas pesadas a empresas com cadeias de fornecimento sujas, estrat&eacute;gias de desinvestimento direcionadas a infratores-chave, boicotes a produtos divulgados e campanhas ambientais que envergonham os envolvidos em atividades il&iacute;citas. Mas tudo isso exige melhores evid&ecirc;ncias, incluindo mais investimento na detec&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do desmatamento ilegal e aplica&ccedil;&atilde;o sustentada das leis existentes.relacionados a crimes ambientais.<\/p>\n<p>A chave &eacute; reduzir o uso da terra e o uso improdutivo da terra. Ao faz&ecirc;-lo, isso pode diminuir o desmatamento e simultaneamente elevar o valor da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, aumentando a produtividade de &aacute;reas desmatadas subutilizadas.<\/p>\n<p>Os setores p&uacute;blico e privado tamb&eacute;m podem incentivar o uso sustent&aacute;vel da terra e a conserva&ccedil;&atilde;o da floresta. Por exemplo, a expans&atilde;o do apoio pol&iacute;tico e financeiro para governadores progressistas e grupos da sociedade civil que promovem a sustentabilidade &eacute; fundamental.<\/p>\n<p>Considere o trabalho da coaliz&atilde;o clim&aacute;tica, florestal e agr&iacute;cola brasileira que est&aacute; defendendo parcerias p&uacute;blicas e privadas para conter o desmatamento, estimular a restaura&ccedil;&atilde;o da terra e aumentar a efici&ecirc;ncia do uso da terra. A coaliz&atilde;o inclui bancos, grupos de embalagem de carne bovina , produtores agr&iacute;colas e propriet&aacute;rios de terras que est&atilde;o comprometidos com pr&aacute;ticas comerciais mais sustent&aacute;veis. Eles est&atilde;o agindo por interesse pr&oacute;prio esclarecido, especialmente porque os credores internacionais exigentes est&atilde;o esperando por cadeias de fornecimento mais verdes.<\/p>\n<p>Embora ainda seja apenas uma parte da solu&ccedil;&atilde;o, h&aacute; sinais encorajadores de novos esfor&ccedil;os para financiar o agroneg&oacute;cio sustent&aacute;vel. Tomemos o caso da F&aacute;brica de Commodities Respons&aacute;veis revelada pela Bolsa de Valores de Londres. &Eacute; o primeiro esquema de t&iacute;tulos verdes do mundo a fornecer linhas de cr&eacute;dito a juros baixos para produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel de alimentos. Os agricultores que usam pastagens degradadas e evitam desmatar florestas para agricultura t&ecirc;m acesso a at&eacute; US $ 1 bilh&atilde;o nos pr&oacute;ximos quatro anos para plantar cerca de 190 milh&otilde;es de toneladas de soja e milho. A instala&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m busca proteger e restaurar at&eacute; 3,7 milh&otilde;es de quil&ocirc;metros da savana brasileira (&ldquo;bioma Cerrado&rdquo;) &ndash; que tamb&eacute;m est&aacute; sob amea&ccedil;a &ndash; para reduzir as emiss&otilde;es de di&oacute;xido de carbono em 250 milh&otilde;es de toneladas.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a empresa de com&eacute;rcio de propriedade chinesa COFCO International uniu for&ccedil;as com 20 bancos para emitir uma linha de financiamento de US $ 2,1 bilh&otilde;es para apoiar a sustentabilidade. A unidade fixa a margem que um grupo deve pagar ao seu progresso no cumprimento de metas ambientais, sociais e de governan&ccedil;a corporativa em commodities agr&iacute;colas no Brasil. O objetivo &eacute; promover o abastecimento sustent&aacute;vel de soja e reinvestir as margens de poupan&ccedil;a em reflorestamento e prote&ccedil;&atilde;o da terra na Amaz&ocirc;nia. Outros traders como Olam e Louis Dreyfus tamb&eacute;m concordaram em renovar acordos semelhantes de financiamento de sustentabilidade avaliados em mais de US $ 750 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Em &uacute;ltima an&aacute;lise, a ind&uacute;stria de carne bovina &eacute; fundamental para reduzir o desmatamento, j&aacute; que 80% das &aacute;reas desmatadas sob uso agr&iacute;cola est&atilde;o cobertas com pastagens. Muitos importadores e vendedores internacionais est&atilde;o ansiosos para esverdear suas cadeias de fornecimento para evitar a rea&ccedil;&atilde;o global dos consumidores. Ainda muito cedo, a Marfrig Global Foods, uma das maiores produtoras de carne bovina do mundo, lan&ccedil;ou recentemente t&iacute;tulos de sustentabilidade. A oferta de US $ 500 milh&otilde;es de d&oacute;lares da Marfrig, que dura uma d&eacute;cada, re&uacute;ne uma s&eacute;rie de grandes bancos para apoiar investimentos que evitam o desmatamento e reduzem as emiss&otilde;es de carbono.<\/p>\n<p>A Marfrig j&aacute; lan&ccedil;ou diversas iniciativas para incentivar os fornecedores a adotarem pr&aacute;ticas de zero carbono e certificar produtos com a Rainforest Alliance. Para o sistema funcionar, as garantias de rastreabilidade s&atilde;o essenciais. Os produtores dom&eacute;sticos de carne no Brasil tamb&eacute;m s&atilde;o cautelosos, uma vez que as grandes redes que vendem seus produtos &ndash; Carrefour, Casino, Walmart e outros &ndash; s&atilde;o de propriedade estrangeira (e est&atilde;o comprometidas com os padr&otilde;es zero carbono, em princ&iacute;pio).<\/p>\n<p>Em seu relat&oacute;rio de 2019, o Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas recomendou uma s&eacute;rie de iniciativas que poderiam ajudar a reduzir o desmatamento. Nem todos envolvem pol&iacute;ticas ou investimentos no Brasil, &eacute; claro. Por exemplo, se todos n&oacute;s reduzirmos o desperd&iacute;cio de comida, menos comida e, portanto, menos terra ser&aacute; necess&aacute;ria para alimentar a crescente popula&ccedil;&atilde;o mundial. Uma dieta humana mais equilibrada que inclua (muito) menos prote&iacute;na animal tamb&eacute;m reduziria as emiss&otilde;es associadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. Estes n&atilde;o s&atilde;o extras opcionais, mas mudan&ccedil;as comportamentais essenciais que s&atilde;o cr&iacute;ticas para mitigar mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas catastr&oacute;ficas. Embora necess&aacute;rias, essas transi&ccedil;&otilde;es levar&atilde;o tempo.<\/p>\n<p>Em &uacute;ltima an&aacute;lise, o destino do nosso clima e ecossistemas depende do que acontece em seguida na Amaz&ocirc;nia. O Brasil mostrou como o desmatamento pode ser rapidamente reduzido por meio de uma combina&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e privadas. As perspectivas de mudan&ccedil;a do governo s&atilde;o incertas. Pelo contr&aacute;rio, a atual lideran&ccedil;a pol&iacute;tica do Brasil disse que pretende ampliar a explora&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia para gado, minerais e madeira. O presidente e ministro do Meio Ambiente tamb&eacute;m s&atilde;o hostis &agrave; ci&ecirc;ncia do clima, tendo recentemente demitido o chefe do instituto espacial respons&aacute;vel pelo monitoramento do desmatamento.<\/p>\n<p>Um n&uacute;mero crescente de governos estrangeiros e coaliz&otilde;es de empresas dom&eacute;sticas temem que as pol&iacute;ticas do governo estejam colocando a Amaz&ocirc;nia em risco. Depois de meses de agita&ccedil;&atilde;o com as autoridades brasileiras, Noruega e Alemanha adiaram as contribui&ccedil;&otilde;es para o Fundo Amaz&ocirc;nia de US $ 1 bilh&atilde;o. O presidente da Fran&ccedil;a e chanceler da Alemanha tamb&eacute;m descreveu a situa&ccedil;&atilde;o na Amaz&ocirc;nia como uma &ldquo;emerg&ecirc;ncia aguda&rdquo;, exigindo que ela esteja no topo da agenda do G7.<\/p>\n<p>Enquanto isso, no Brasil, os presidentes do Conselho Empresarial de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira do Agroneg&oacute;cio criticaram as propostas do governo para abrir florestas protegidas, com a &uacute;ltima chamando-a de um desastre absoluto. A Ind&uacute;stria Brasileira de &Aacute;rvores (IB&Aacute;), que representa mais de US $ 10,7 bilh&otilde;es em exporta&ccedil;&otilde;es, teme que a duramente conquistada reputa&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s possa ser irremediavelmente prejudicada.<\/p>\n<p>Um n&uacute;mero crescente de pol&iacute;ticos e l&iacute;deres empresariais reconhece que seu futuro depende de uma abordagem mais proativa para proteger a Amaz&ocirc;nia. Por exemplo, v&aacute;rios governadores estaduais publicamente rejeitaram as medidas do governo federal, pediram a descentraliza&ccedil;&atilde;o da ajuda internacional para os estados e defenderam uma maior coopera&ccedil;&atilde;o para proteger os recursos da Amaz&ocirc;nia. Oito ex-ministros do Meio Ambiente e ex-ministro da Agricultura sa&iacute;ram em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s propostas do presidente. E depois que as pol&iacute;ticas do governo foram alvo de cr&iacute;ticas de The Economist, New York Times e Financial Times , grupos locais se sentiram mais encorajados a recuar.<\/p>\n<p>Os brasileiros tamb&eacute;m parecem ser cada vez mais receptivos a uma abordagem mais sustent&aacute;vel para proteger a Amaz&ocirc;nia. Pesquisas de opini&atilde;o mostraram que os brasileiros s&atilde;o a favor da conserva&ccedil;&atilde;o florestal e respeitam os direitos dos povos ind&iacute;genas: mais de 96% acreditam que o governo precisa tomar mais medidas para evitar o desmatamento ilegal e 86% deles se op&otilde;em &agrave; explora&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas ind&iacute;genas protegidas.<\/p>\n<p>V&aacute;rios senadores retiraram uma proposta para encerrar a &ldquo;reserva legal&rdquo; em face da crescente press&atilde;o da opini&atilde;o p&uacute;blica. E o chefe do Congresso disse que os parlamentares estabeleceriam comiss&otilde;es para lidar com inc&ecirc;ndios na Amaz&ocirc;nia e propor solu&ccedil;&otilde;es. Embora seja um desafio direcionar o Brasil de volta ao caminho da sustentabilidade, os custos de n&atilde;o faz&ecirc;-lo s&atilde;o incalcul&aacute;veis.<\/p>\n<hr>\n<ul>\n<li><em>Paulo Barreto<\/em><br>\n<em>Senior Research, Imazon &ndash; Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz&ocirc;nia<\/em><\/li>\n<li><em>Robert Muggah<\/em><br>\n<em>Co-fundador, Instituto Igarap&eacute; e Grupo SecDev<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/www.weforum.org\/agenda\/2019\/08\/amazon-dangerous-tipping-point-forest-fires-brazil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fonte: World Economic Forum<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":6898,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19],"tags":[193,452,1444,1443],"class_list":{"0":"post-6861","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights","9":"tag-crise-ambiental","10":"tag-crise-climatica","11":"tag-devastacao-da-amazonia","12":"tag-incendio-florestal"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/incendio-na-floresta-pegando-fogo-devastacao-foto-agencia-fotos-publicas.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6861"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6861\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6898"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}