{"id":68,"date":"2015-10-23T19:28:25","date_gmt":"2015-10-23T22:28:25","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/menos-gas-carbonico-favorece-a-renda-da-populacao\/"},"modified":"2015-10-23T19:28:25","modified_gmt":"2015-10-23T22:28:25","slug":"menos-gas-carbonico-favorece-a-renda-da-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/menos-gas-carbonico-favorece-a-renda-da-populacao\/","title":{"rendered":"Redu\u00e7\u00e3o do g\u00e1s carb\u00f4nico aumenta a renda"},"content":{"rendered":"<p>Estudo mostra efeitos futuros de medidas como reflorestamento da Mata Atl&acirc;ntica&nbsp;<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12.8px; line-height: 1.5;\">Vin&iacute;cius Lisboa <br>Rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Brasil<\/span><\/p>\n<p>Medidas para reduzir as emiss&otilde;es de g&aacute;s carb&ocirc;nico (CO2) do Brasil at&eacute; 2030 podem trazer um aumento de renda para as fam&iacute;lias brasileiras, revelam pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).<\/p>\n<p>Algumas das a&ccedil;&otilde;es seriam, por exemplo, a recupera&ccedil;&atilde;o de uma parte da Mata Atl&acirc;ntica, o aumento dos hectares de florestas replantadas, a eleva&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o das fontes renov&aacute;veis na gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica e o investimento em transporte p&uacute;blico de massa para reduzir o uso do carro nas cidades.<\/p>\n<p>O trabalho foi apresentado pelo F&oacute;rum Brasileiro de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas &agrave; ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em setembro, e estima que, se o Brasil for mais ambicioso do que as metas atuais prop&otilde;em, o pa&iacute;s pode ter como resultados, al&eacute;m da redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es, um crescimento maior do Produto Interno Bruto, uma diminui&ccedil;&atilde;o do desemprego e, em alguns cen&aacute;rios, at&eacute; o aumento da competitividade da ind&uacute;stria.<\/p>\n<p>O coordenador do estudo, professor Emilio La Rovere, do Programa de Planejamento Energ&eacute;tico da Coppe, afirmou que o documento contradiz uma vis&atilde;o do senso comum de que &eacute; preciso sacrificar o desenvolvimento econ&ocirc;mico para aumentar os esfor&ccedil;os de preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. &ldquo;H&aacute; possibilidades em que os &iacute;ndices podem crescer ao mesmo tempo em que se diminuem as emiss&otilde;es. O Brasil tem uma op&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento sustent&aacute;vel compat&iacute;vel com a redu&ccedil;&atilde;o da emiss&atilde;o de gases&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>O estudo projeta quatro cen&aacute;rios com base em fatores macroecon&ocirc;micos como um crescimento m&eacute;dio da economia de 3,9% ao ano e barril do petr&oacute;leo na casa dos 85 d&oacute;lares. Apesar de este ano a previs&atilde;o ser de retra&ccedil;&atilde;o e o pre&ccedil;o do petr&oacute;leo estar em torno de 50 d&oacute;lares, La Rovere disse que o pa&iacute;s tem potencial para retomar o crescimento e que o pre&ccedil;o da commodity tem um hist&oacute;rico de grandes varia&ccedil;&otilde;es. Outra vari&aacute;vel &eacute; que a popula&ccedil;&atilde;o brasileira vai passar de 220 milh&otilde;es de habitantes.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, em cen&aacute;rio parecido ao anunciado pela presidenta Dilma Rousseff na Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, no m&ecirc;s passado, a renda m&eacute;dia das fam&iacute;lias inclu&iacute;das entre as 16% mais pobres do pa&iacute;s seria de R$ 3.691, com a diminui&ccedil;&atilde;o da emiss&atilde;o de g&aacute;s carb&ocirc;nico. Em um cen&aacute;rio de esfor&ccedil;o maior, haveria um aumento para R$ 3.844. No caso, haveria uma economia ainda mais voltada para o setor de servi&ccedil;os, segundo os pesquisadores, que preveem um mercado com pre&ccedil;os maiores, por&eacute;m desemprego menor.<\/p>\n<p>Pelo menos 60% dos inclu&iacute;dos em uma faixa m&eacute;dia de renda teriam seus rendimentos ampliados de R$ 8.772 para R$ 9.077, em 2030. J&aacute; os 24% que correspondem &agrave;s fam&iacute;lias mais ricas teriam um salto de R$ 37.601 para R$ 39.010. Esses n&uacute;meros levam em considera&ccedil;&atilde;o um ambiente internacional em que o Brasil faria mais esfor&ccedil;os para reduzir as emiss&otilde;es de CO2 do que os demais pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Em um ambiente em que todos se dediquem &agrave; quest&atilde;o com o mesmo engajamento, o trabalho faz previs&otilde;es do impacto que teria uma precifica&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de g&aacute;s carb&ocirc;nico em 20 d&oacute;lares a tonelada ou em 100 d&oacute;lares a tonelada. Nesse cen&aacute;rio, o Brasil ganharia competitividade na ind&uacute;stria, pois possui uma matriz energ&eacute;tica mais limpa que os concorrentes e sofreria menos com a taxa&ccedil;&atilde;o sobre as emiss&otilde;es. A renda das fam&iacute;lias mais pobres e das 60% de renda m&eacute;dia crescem ainda mais quanto maior for a taxa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O grupo com renda mais alta, no entanto, teria uma renda menor que a prevista no cen&aacute;rio com menos esfor&ccedil;o pela redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es, por ter uma cesta de consumo com mais produtos que geram mais emiss&otilde;es.<\/p>\n<p>No cen&aacute;rio mais pr&oacute;ximo &agrave;s metas anunciadas pela presidenta Dilma no m&ecirc;s passado, o pa&iacute;s reduziria suas emiss&otilde;es de CO2 para 1,3 bilh&atilde;o de toneladas em 2030, cerca de 5% a menos do que emitia no ano de 1990, por&eacute;m ainda acima dos 1,2 bilh&atilde;o emitidos em 2010.<\/p>\n<p>O cen&aacute;rio mais ambicioso reduz as emiss&otilde;es para 1 bilh&atilde;o de toneladas de CO2, enquanto, em 2005, eram de 2 bilh&otilde;es. Segundo os pesquisadores, o cen&aacute;rio mais ambicioso custaria investimentos de mais R$ 372 bilh&otilde;es al&eacute;m dos j&aacute; comprometidos desde na confer&ecirc;ncia de Copenhague, em 2009.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo mostra efeitos futuros de medidas como reflorestamento da Mata Atl&acirc;ntica&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":{"0":"post-68","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-destaques"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}