{"id":5170,"date":"2019-08-01T17:31:24","date_gmt":"2019-08-01T20:31:24","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=5170"},"modified":"2019-08-01T17:40:44","modified_gmt":"2019-08-01T20:40:44","slug":"pesquisadores-desenvolvem-biomassa-a-partir-de-residuos-industriais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/pesquisadores-desenvolvem-biomassa-a-partir-de-residuos-industriais\/","title":{"rendered":"Pesquisadores desenvolvem biomassa a partir de res\u00edduos industriais"},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_5174\" aria-describedby=\"caption-attachment-5174\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/res%C3%ADduos-industriais-1024x683.jpg\" alt=\"T&eacute;cnica contribui com o meio ambiente. 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Foto por Pixabay.<\/figcaption><\/figure><br>\n<!--more--><\/p>\n<p>Universidade Tecnol&oacute;gica Federal do Paran&aacute; <\/p>\n<p>Uma biomassa obtida atrav&eacute;s de levedura (da ind&uacute;stria cervejeira) e baga&ccedil;os de uva (resultantes da produ&ccedil;&atilde;o de vinho) foi desenvolvida pela ent&atilde;o aluna do curso de mestrado em Tecnologia de Alimentos (PPGTA) do Campus Campo Mour&atilde;o da Universidade Tecnol&oacute;gica Federal do Paran&aacute; (UTFPR), Fernanda Tha&iacute;s Vieira Rubio, sob orienta&ccedil;&atilde;o dos professores do Departamento de Qu&iacute;mica e Biologia (DAQBi) do Campus Curitiba, Charles Windson Isidoro Haminiuk e Giselle Maria Maciel. O grupo de pesquisa come&ccedil;ou a trabalhar com compostos bioativos em leveduras em 2013.<\/p>\n<p>&ldquo;Desde os primeiros estudos, foi percebido o grande potencial da t&eacute;cnica de biossor&ccedil;&atilde;o para o enriquecimento do material biol&oacute;gico e para a produ&ccedil;&atilde;o de uma biomassa de leveduras com caracter&iacute;sticas antioxidantes&rdquo;, explica Fernanda.<\/p>\n<p>Segundo a aluna, a levedura foi lavada diversas vezes at&eacute; que os res&iacute;duos de cerveja fossem completamente removidos e, depois, foi seca e tratada com hidr&oacute;xido de s&oacute;dio. Os baga&ccedil;os de uva foram secos e mo&iacute;dos, obtendo-se um p&oacute;.<\/p>\n<p>&ldquo;Depois da obten&ccedil;&atilde;o desses materiais, foi feita a extra&ccedil;&atilde;o dos compostos fen&oacute;licos (antioxidantes naturais) dos baga&ccedil;os de uva e, por fim, a biossor&ccedil;&atilde;o dos compostos nas leveduras tratadas. A biossor&ccedil;&atilde;o &eacute; uma t&eacute;cnica bastante simples e barata pela qual &eacute; poss&iacute;vel reter compostos em um material biol&oacute;gico&rdquo;, destaca a pesquisadora.<\/p>\n<p>Outra vantagem da composi&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada aos estudos de simula&ccedil;&atilde;o do sistema digestivo. Em uma simula&ccedil;&atilde;o in vitro da digest&atilde;o de leveduras antes e depois do processo de biossor&ccedil;&atilde;o foi notado que, ap&oacute;s a digest&atilde;o, a levedura tratada apresentou atividade antioxidante 196% maior comparada &agrave; levedura sem tratamento. Al&eacute;m disso, a bioacessibilidade dos antioxidantes (parcela de antioxidantes dispon&iacute;veis para absor&ccedil;&atilde;o pelo organismo humano) em biomassa tratada foi 147% maior que a bioacessibilidade dos antioxidantes em levedura sem tratamento.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ainda destacam que a biomassa modificada e enriquecida apresenta um papel importante na preserva&ccedil;&atilde;o da capacidade antioxidante e na bioacessibilidade de compostos mesmo ap&oacute;s uma digest&atilde;o in vitro, o que aponta o produto como importante sistema de libera&ccedil;&atilde;o de compostos no organismo para absor&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;O consumo da levedura de cerveja Saccharomyces cerevisiae n&atilde;o &eacute; novidade, pois &eacute; amplamente utilizada como suplemento e tamb&eacute;m em formula&ccedil;&otilde;es aliment&iacute;cias. Portanto, seria facilmente aceita. Agora, al&eacute;m dos nutrientes encontrados na levedura, tais como prote&iacute;nas, fosfolip&iacute;dios e vitaminas do complexo B, ainda teria o adicional de apresentar antioxidantes naturais. O produto gerado pode ser utilizado n&atilde;o s&oacute; em aplica&ccedil;&otilde;es aliment&iacute;cias, como tamb&eacute;m em formula&ccedil;&otilde;es cosm&eacute;ticas e farmac&ecirc;uticas&rdquo;, ressaltam os pesquisadores.<\/p>\n<p>Com os resultados, a pesquisa &ldquo;Processo de obten&ccedil;&atilde;o de biomassa de Saccharomyces cerevisiae enriquecida com compostos fen&oacute;licos, por biossor&ccedil;&atilde;o e modifica&ccedil;&atilde;o de leveduras, e produto obtido&rdquo; obteve, em abril deste ano, a carta patente n&ordm; BR 102017015559-5, emitida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).<\/p>\n<p>A obten&ccedil;&atilde;o do registro de patente demonstra a import&acirc;ncia da pesquisa, j&aacute; que, anteriormente, n&atilde;o havia registro de biomassa de leveduras Saccharomyces cerevisiae modificada com hidr&oacute;xido de s&oacute;dio e enriquecida com compostos fen&oacute;licos ou antioxidantes pelo processo de biossor&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Por ser um processo em que a t&eacute;cnica ainda contribui para o meio ambiente, j&aacute; que reaproveita os res&iacute;duos industriais, o pedido foi enquadrado no programa &ldquo;Patentes Verdes&rdquo;, relacionado a tecnologias voltadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais. Dentre os pedidos depositados pelo Campus Campo Mour&atilde;o, trata-se da primeira patente de inven&ccedil;&atilde;o concedida pelo Inpi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[1419],"tags":[],"class_list":{"0":"post-5170","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-inovacoes-inovadores"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5170"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5170\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}