{"id":4871,"date":"2019-07-27T23:14:35","date_gmt":"2019-07-28T02:14:35","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=4871"},"modified":"2019-07-27T23:14:35","modified_gmt":"2019-07-28T02:14:35","slug":"cresce-procura-da-terceira-idade-por-cursos-profissionalizantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/cresce-procura-da-terceira-idade-por-cursos-profissionalizantes\/","title":{"rendered":"Cresce procura da terceira idade por cursos profissionalizantes"},"content":{"rendered":"<p>Rede Microlins, que atua no setor h&aacute; d&eacute;cadas, registrou procura maior nos cursos de inform&aacute;tica e ingl&ecirc;s.<!--more--><\/p>\n<p>Dados recentes da Secretaria de Trabalho do Minist&eacute;rio da Economia trazem um panorama interessante sobre o crescimento de idosos no mercado de trabalho. De acordo com o levantamento, entre 2013 e 2017, o n&uacute;mero de pessoas com 65 anos ou mais com carteira assinada aumentou 43%. Os n&uacute;meros ratificam a mais nova pesquisa feita pela Robert Half, empresa de recrutamento de cargos de m&eacute;dia e alta ger&ecirc;ncia, que mostra uma maior aceita&ccedil;&atilde;o destes profissionais no mercado. Pelo levantamento, 91% das empresas contratariam um profissional com 50 anos ou mais.<\/p>\n<p>Toda essa movimenta&ccedil;&atilde;o em torno da maior presen&ccedil;a da terceira idade no mercado de trabalho tem se refletido tamb&eacute;m na busca deles por capacita&ccedil;&atilde;o. A MoveEdu, maior plataforma edtech &ndash; education technology &ndash; do pa&iacute;s, observou no &uacute;ltimo ano uma procura maior de idosos por cursos profissionalizantes de inform&aacute;tica e ingl&ecirc;s. Na vis&atilde;o de analistas da companhia, a demanda maior por aulas reflete um interesse da terceira idade em se preparar melhor para a reinser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>&ldquo;A maior parte desse p&uacute;blico procura se atualizar sobre a &aacute;rea em que pretendem atuar. Por terem um aprendizado de outra &eacute;poca, entendem que precisam se reciclar para competir com quem j&aacute; est&aacute; inserido no mercado&rdquo;, explica Rog&eacute;rio Gabriel, presidente e fundador da MoveEdu.<\/p>\n<p>Conforme pontua o diretor da Microlins, uma das maiores redes de ensino profissionalizante do pa&iacute;s, Rafael Cunha, o interesse por esses temas ocorre por eles serem muito exigidos pelo mercado atual de trabalho. &ldquo;S&atilde;o cursos que faltaram na forma&ccedil;&atilde;o deles e o ensino profissionalizante &eacute; uma via mais r&aacute;pida para repor essa lacuna. Ao aprender o conte&uacute;do com mais agilidade, &eacute; poss&iacute;vel se inserir mais rapidamente na &aacute;rea em que se deseja atuar&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Reinser&ccedil;&atilde;o e melhora da sa&uacute;de<\/p>\n<p>&Eacute; esse o caso de Isabel Maria da Silva, de 73 anos. Aposentada, ela queria tornar a rotina mais din&acirc;mica. Por isso, decidiu aprender um pouco mais sobre o tema que o mundo inteiro comentava mas ela n&atilde;o compreendia muito bem: a tecnologia. Para entrar nesse universo t&atilde;o diferente, procurou a Microlins de Casa Amarela, bairro na regi&atilde;o norte de Recife, Pernambuco, e se inscreveu no curso de Inform&aacute;tica E Tecnologia. &ldquo;No come&ccedil;o ela tinha um pouco de receio de n&atilde;o conseguir acompanhar as aulas. Mas, com o nosso apoio e muita dedica&ccedil;&atilde;o dela, hoje j&aacute; evoluiu e adora as aulas&rdquo;, conta Tassyana Vasconcelos franqueada da Microlins Casa Amarela.<\/p>\n<p>Al&eacute;m de aprender mais sobre a &aacute;rea e se capacitar, Isabel passou tamb&eacute;m a ter outros benef&iacute;cios, como uma maior integra&ccedil;&atilde;o com a turma e amizades feitas, al&eacute;m de uma atividade mental maior &ndash; um bom benef&iacute;cio para evitar depress&atilde;o e doen&ccedil;as do g&ecirc;nero. &ldquo;O benef&iacute;cio da capacita&ccedil;&atilde;o permite a recoloca&ccedil;&atilde;o no mercado. Por&eacute;m, pensando no quesito social, o retorno aos estudos &eacute; muito positivo tamb&eacute;m para a sa&uacute;de do idoso, pois o mant&eacute;m ativo e sempre com corpo e mente ocupados&rdquo;, ressalta Tassyana.<\/p>\n<p>Para dinamizar o neg&oacute;cio<\/p>\n<p>Al&eacute;m de ajudar em quest&otilde;es de bem-estar mental, o retorno aos estudos tamb&eacute;m pode ser visto como uma alternativa para impulsionar o trabalho da terceira idade. Contar com a tecnologia em modelos de neg&oacute;cios &eacute; algo j&aacute; comum no mundo empreendedor, mas n&atilde;o &eacute; t&atilde;o usual para a faixa et&aacute;ria acima dos 60 anos. Para entrar nesse universo das facilidades tecnol&oacute;gicas e &ldquo;n&atilde;o ficar para tr&aacute;s&rdquo;, como ela mesma define, Maria Nazar&eacute; de Fran&ccedil;a, de 70 anos, foi buscar o aux&iacute;lio da Microlins de Xinguar&aacute;, munic&iacute;pio do Par&aacute;. L&aacute;, ela faz o curso de Inform&aacute;tica e Tecnologia para dinamizar a loja de produtos de higiene que possui. Com a inform&aacute;tica, o controle de itens em estoque ou vendidos em um dia se torna mais f&aacute;cil de realizar. &ldquo;Essa facilidade nos processos &eacute; muito importante, pois ela ganha tempo para se preocupar com outras demandas do neg&oacute;cio&rdquo;, diz Eliane Pardinho, gerente da unidade.<\/p>\n<p>H&aacute; quatro meses estudando, ela comparece &agrave;s aulas tr&ecirc;s vezes por semana para se especializar. Com a ajuda de um professor que resolve suas d&uacute;vidas, Nazar&eacute; segue evoluindo. &ldquo;Ela tem provado que voltar a estudar nessa idade &eacute; muito ben&eacute;fico: al&eacute;m de manter a mente ativa, ela ainda se beneficiar&aacute; das vantagens que a tecnologia pode levar ao neg&oacute;cio dela&rdquo;, comenta a gerente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rede Microlins, que atua no setor h&aacute; d&eacute;cadas, registrou procura maior nos cursos de inform&aacute;tica e ingl&ecirc;s.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4871","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-indicadores"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4871","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4871"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4871\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}