{"id":474,"date":"2017-09-15T12:55:08","date_gmt":"2017-09-15T15:55:08","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/politicas-digitais-devem-favorecer-pessoas-defende-a-onu\/"},"modified":"2017-09-15T12:55:08","modified_gmt":"2017-09-15T15:55:08","slug":"politicas-digitais-devem-favorecer-pessoas-defende-a-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/politicas-digitais-devem-favorecer-pessoas-defende-a-onu\/","title":{"rendered":"Pol\u00edticas digitais devem favorecer pessoas, defende a ONU"},"content":{"rendered":"<div id=\"m_6211158355940210469attachment_128553\" class=\"m_6211158355940210469wp-caption m_6211158355940210469aligncenter\">\n<p class=\"m_6211158355940210469wp-caption-text\">As pol&iacute;ticas industriais digitais devem impulsionar o desenvolvimento inclusivo, diz novo relat&oacute;rio do UNCTAD. Foto: Fated Snowfox\/CC Flickr<\/p>\n<\/div>\n<p>Pol&iacute;ticas industriais digitais devem garantir que a rob&oacute;tica promova o desenvolvimento inclusivo, em vez de amea&ccedil;&aacute;-lo. A conclus&atilde;o &eacute; de novo relat&oacute;rio da Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Com&eacute;rcio e Desenvolvimento (UNCTAD)&nbsp;<a href=\"https:\/\/unctad.org\/en\/pages\/PressRelease.aspx?OriginalVersionID=424\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/unctad.org\/en\/pages\/PressRelease.aspx?OriginalVersionID%3D424&amp;source=gmail&amp;ust=1505563062161000&amp;usg=AFQjCNHqC33jEXJA0GHX_GH-TuSnessNzg\">divulgado nesta quinta-feira (14)<\/a>.<\/p>\n<p>&ldquo;Os rob&ocirc;s est&atilde;o amea&ccedil;ando empregos nos pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento mas, assim como para qualquer nova tecnologia, h&aacute; tanto oportunidades como riscos&rdquo;, disse o secret&aacute;rio-geral da UNCTAD, Mukhisa Kituyi, para o lan&ccedil;amento do relat&oacute;rio &ldquo;<a href=\"https:\/\/unctad.org\/en\/PublicationsLibrary\/tdr2017_en.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/unctad.org\/en\/PublicationsLibrary\/tdr2017_en.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1505563062161000&amp;usg=AFQjCNFtyVjrw5vylnngR9K4OO4YMOhDQg\">Trade and Development Report, 2017: Beyond Austerity &ndash; Towards a Global New Deal<\/a>&rdquo; (Relat&oacute;rio de Com&eacute;rcio e Desenvolvimento 2017: para al&eacute;m da austeridade &ndash; rumo a um novo pacto global).<\/p>\n<p>&ldquo;A ansiedade em rela&ccedil;&atilde;o aos rob&ocirc;s n&atilde;o se deve apenas ao aumento de seu escopo, velocidade e dissemina&ccedil;&atilde;o, mas &agrave; sua chegada em um momento de baixo dinamismo macroecon&ocirc;mico global&rdquo;, disse Richard Kozul-Wright, diretor da Divis&atilde;o de Globaliza&ccedil;&atilde;o e Estrat&eacute;gias de Desenvolvimento da UNCTAD. &ldquo;Isso tem reduzido o investimento necess&aacute;rio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novos setores, em que os trabalhadores substitu&iacute;dos por rob&ocirc;s poderiam encontrar empregos melhores&rdquo;.<\/p>\n<p>A grande quest&atilde;o &eacute; se os rob&ocirc;s afetar&atilde;o negativamente os conhecidos benef&iacute;cios da industrializa&ccedil;&atilde;o como estrat&eacute;gia de desenvolvimento, diz o relat&oacute;rio. Segundo o documento, tarefas rotineiras em empregos bem remunerados na ind&uacute;stria e nos servi&ccedil;os est&atilde;o sendo substitu&iacute;das por rob&ocirc;s; mas empregos industriais de baixos sal&aacute;rios em setores como a ind&uacute;stria t&ecirc;xtil n&atilde;o foram fortemente afetados pela automa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ainda que a maior parte dos empregos nos pa&iacute;ses em desenvolvimento n&atilde;o esteja sob amea&ccedil;a imediata, pode ocorrer uma tend&ecirc;ncia a concentrar ainda mais as atividades industriais nas localiza&ccedil;&otilde;es j&aacute; existentes, o que aumenta as preocupa&ccedil;&otilde;es de que a dist&acirc;ncia entre vencedores e perdedores se amplie significativamente com o uso dos rob&ocirc;s.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio da UNCTAD afirma que o uso atual de rob&ocirc;s est&aacute; beneficiando pa&iacute;ses com capacidade industrial estabelecida. Isso poderia prejudicar ainda mais as perspectivas de crescimento daqueles pa&iacute;ses em desenvolvimento em que o setor industrial estagnou ou que j&aacute; sofrem uma &ldquo;desindustrializa&ccedil;&atilde;o prematura&rdquo;.<\/p>\n<p>Essa concentra&ccedil;&atilde;o tornaria mais dif&iacute;cil atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, parte de um plano acordado pela comunidade internacional em 2015, no &acirc;mbito de um novo esfor&ccedil;o para erradicar a pobreza e promover a prosperidade, ao mesmo tempo em que se protege o meio ambiente.<\/p>\n<h3>Diminuindo a histeria<\/h3>\n<p>Apesar da como&ccedil;&atilde;o em torno do potencial da robotiza&ccedil;&atilde;o, o uso atual de rob&ocirc;s industriais em todo o mundo &eacute; bastante pequeno, alcan&ccedil;ando menos de 2 milh&otilde;es de unidades, diz o relat&oacute;rio. Os rob&ocirc;s industriais est&atilde;o concentrados nas ind&uacute;strias automotiva, el&eacute;trica e eletr&ocirc;nica e em um pequeno n&uacute;mero de pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Quase metade dos rob&ocirc;s industriais operacionais est&aacute; na Alemanha, no Jap&atilde;o e nos Estados Unidos; a China j&aacute; quadruplicou seu estoque de rob&ocirc;s desde 2010, enquanto a Coreia do Sul tem o maior n&uacute;mero de rob&ocirc;s por trabalhador em todo o mundo.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio aponta que a maioria dos estudos existentes superestima os efeitos potenciais e adversos dos rob&ocirc;s sobre empregos e renda, porque n&atilde;o leva em conta que o tecnicamente vi&aacute;vel nem sempre &eacute; economicamente rent&aacute;vel. Os pa&iacute;ses atualmente mais expostos &agrave; automa&ccedil;&atilde;o baseada em rob&ocirc;s s&atilde;o aqueles com um setor industrial grande e bem remunerado. A robotiza&ccedil;&atilde;o tem tido um efeito pequeno na maioria dos pa&iacute;ses em desenvolvimento, onde a mecaniza&ccedil;&atilde;o continua a ser a forma predominante de automa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h3>Desafios aos dirigentes<\/h3>\n<p>&Eacute; fundamental garantir que o uso de rob&ocirc;s n&atilde;o piore a distribui&ccedil;&atilde;o de renda, diz o relat&oacute;rio, alertando para o risco de aumento da participa&ccedil;&atilde;o da renda dos propriet&aacute;rios de rob&ocirc;s e da propriedade intelectual que incorporam. As op&ccedil;&otilde;es para evitar que isso ocorra incluem esquemas em que os rendimentos dos funcion&aacute;rios dependam da lucratividade da firma, de modo que uma parte substancial de seus rendimentos venha do capital e n&atilde;o do trabalho.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio tamb&eacute;m adverte que a &ldquo;renda m&iacute;nima&rdquo;, atualmente defendida por alguns empreendedores de alta tecnologia, n&atilde;o substitui o fortalecimento dos direitos dos trabalhadores e o aumento na provis&atilde;o de bem-estar social.<\/p>\n<p>O poss&iacute;vel efeito dos rob&ocirc;s sobre o papel da ind&uacute;stria no desenvolvimento depende, parcialmente, de quem possui e controla essa tecnologia, das poss&iacute;veis vantagens dos pioneiros no uso dos rob&ocirc;s e dos setores industriais em que seu impacto &eacute; mais pronunciado. De todos esses pontos de vista, ser&atilde;o decisivas a defini&ccedil;&atilde;o e a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas industriais digitais, bem como a defesa do espa&ccedil;o pol&iacute;tico para coloc&aacute;-las em pr&aacute;tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pol&iacute;ticas industriais digitais devem impulsionar o desenvolvimento inclusivo, diz novo relat&oacute;rio do UNCTAD. Foto: Fated Snowfox\/CC Flickr Pol&iacute;ticas industriais digitais devem garantir que a rob&oacute;tica promova o desenvolvimento inclusivo, em vez de amea&ccedil;&aacute;-lo. 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