{"id":472,"date":"2017-09-12T01:10:45","date_gmt":"2017-09-12T04:10:45","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/como-os-nossos-pais\/"},"modified":"2017-09-12T01:10:45","modified_gmt":"2017-09-12T04:10:45","slug":"como-os-nossos-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/como-os-nossos-pais\/","title":{"rendered":"Como os nossos pais"},"content":{"rendered":"<p>Junte os pais de uma turma de 10 jovens e pergunte a cada um deles: o que voc&ecirc; deseja que seu filho seja quando crescer? Quatro responder&atilde;o medicina, tr&ecirc;s direito e dois engenharia. Apenas um pai vai dizer: quero o que seja melhor para eles, os filhos.&nbsp;A estat&iacute;stica pode ser um saque, mas a intui&ccedil;&atilde;o de conviv&ecirc;ncia com outros seres humanos cria alguma certeza de que o n&uacute;mero est&aacute; bem pr&oacute;ximo do real. E, lamentavelmente, os filhos seguem a cartilha.&nbsp;<\/p>\n<p>Nos processos de evolu&ccedil;&atilde;o das sociedades, h&aacute; um dado curioso para explicar o atraso de m&atilde;es e pais na compreens&atilde;o do que vem pela frente. A humanidade &eacute; a &uacute;ltima a chegar ao entendimento sobre as inven&ccedil;&otilde;es e reflex&otilde;es do pr&oacute;prio ser humano. Parece da natureza. Uma consultoria internacional da &aacute;rea tecnol&oacute;gica, Gartner, tem um gr&aacute;fico elucidativo sobre o comportamento da sociedade diante da inova&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>Diante de algo criado por alguma empresa ou setor, a&nbsp;<\/p>\n<p>A disrup&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; t&atilde;o emocionante quanto parece. Ao contr&aacute;rio, entre o conceito e sua materializa&ccedil;&atilde;o no cotidiano de empresas e pessoas, d&eacute;cadas podem passar. Foi assim com a transi&ccedil;&atilde;o das m&aacute;quinas a vapor para as movidas a eletricidade. Demorou para que empres&aacute;rios se convencessem da inequ&iacute;voca vantagem da mudan&ccedil;a &ndash; tiveram que aprender sobre a novidade e remodelar f&aacute;bricas e processos bem estabelecidos. Com a c&acirc;mera digital e a internet deu-se o mesmo.<\/p>\n<p>Pesquisa e desenvolvimento come&ccedil;aram nos anos 1960, mas a chegada de ambas ao nosso dia a dia, contribuindo para a produtividade das empresas e induzindo novas formas de viver e comunicar, quase meio s&eacute;culo se foi.<\/p>\n<p>Apesar de lenta e gradual, a inova&ccedil;&atilde;o sempre nos pega de cal&ccedil;a curta. Num dia nos descabelamos de ansiedade porque a impressora se recusa a funcionar; no outro, a guardamos na prateleira mais alta do arm&aacute;rio por falta de uso. E toda uma cadeia produtiva &eacute; obrigada a se reinventar ou recolher os cacos. Com a chamada 4&ordf; revolu&ccedil;&atilde;o industrial n&atilde;o ser&aacute; diferente, ou melhor, ser&aacute;: a transforma&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser mais radical. Por ora ela &eacute; apenas um rostinho bonito estampado em reportagens e document&aacute;rios sobre o futuro. At&eacute; que vire nossas vidas de cabe&ccedil;a pra baixo.<\/p>\n<p>De acordo com Klaus Schwab, fundador do F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial (FEM) e autor do livro &ldquo;A Quarta Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial&rdquo;, esse movimento ser&aacute; mais intenso do que os anteriores em virtude de seu alcance, velocidade e impacto. Em vez de nascer como desdobramento evolutivo do que est&aacute; a&iacute;, romper&aacute; paradigmas pela converg&ecirc;ncia de v&aacute;rias tecnologias que, isoladamente, j&aacute; s&atilde;o altamente disruptivas. Big data, Intelig&ecirc;ncia Artificial, Internet das Coisas, nanotecnologia, biotecnologia e impress&atilde;o em 3-D ser&atilde;o combinadas em in&uacute;meras aplica&ccedil;&otilde;es &ndash; e far&atilde;o parte do dia a dia (e at&eacute; do nosso corpo) tanto quanto um smartphone. Mais lazer, qualidade de vida, produtividade e sustentabilidade s&atilde;o promessas dessa nova era. Maior desemprego e desigualdade social, seus efeitos indesej&aacute;veis. No relat&oacute;rio de 2016 do FEM, o Brasil aparece como um dos pa&iacute;ses que mais ser&aacute; afetado pela automa&ccedil;&atilde;o &ndash; a estimativa &eacute; que 50% dos atuais postos de trabalho sumam do mapa at&eacute; 2020. Diversas profiss&otilde;es devem desaparecer &ndash; agentes de viagem e operadores de telemarketing s&atilde;o algumas das mais suscet&iacute;veis. Outras surgir&atilde;o, mas s&oacute; ir&atilde;o beneficiar quem estiver preparado. E o xis da quest&atilde;o &eacute; justamente esse: o que estamos fazendo, enquanto indiv&iacute;duos e sociedade, para prosperar em um cen&aacute;rio amplamente robotizado e digital? Em que habilidades investimos nesse momento para manejar tecnologias hiper complexas, que ir&atilde;o revolucionar nosso modo de vida? Que compet&ecirc;ncias emocionais, afetivas e morais estamos desenvolvendo em n&oacute;s mesmos (e nas novas gera&ccedil;&otilde;es) para lidar com ambientes em que o artificial ser&aacute; cada vez mais natural? Entre ano e sai ano, governo ap&oacute;s governo, em pleno s&eacute;culo XXI, a sociedade brasileira parece insistir na ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de desenvolvimento que remetem ao s&eacute;culo XX.<\/p>\n<p>Ser&aacute; que desistimos do futuro? A essa altura, em muitas escolas e universidades brasileiras ainda s&atilde;o ensinados conte&uacute;dos defasados ou at&eacute; mesmo in&uacute;teis para o futuro (temo que mesmo para o presente). &Agrave;s empresas caber&aacute; investir no &nbsp;treinamento de seus profissionais para uma realidade povoada de m&aacute;quinas (f&iacute;sicas e virtuais) inteligentes &ndash; o que parece uma preocupa&ccedil;&atilde;o ainda remota. Mas h&aacute; uma certeza no horizonte: a menos que esteja estudando para ser m&eacute;dico especializado, artista ou psic&oacute;logo &ndash; profiss&otilde;es existentes consideradas seguras &ndash;, &eacute; hora de pensar em um plano.<\/p>\n<p>*CEO da Dentsu Aegis Network e CEO Isobar Latam<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Junte os pais de uma turma de 10 jovens e pergunte a cada um deles: o que voc&ecirc; deseja que seu filho seja quando crescer? Quatro responder&atilde;o medicina, tr&ecirc;s direito e dois engenharia. 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