{"id":430,"date":"2017-07-26T16:45:05","date_gmt":"2017-07-26T19:45:05","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/o-seu-mundo-vai-desaparecer\/"},"modified":"2017-09-26T21:03:07","modified_gmt":"2017-09-27T00:03:07","slug":"o-seu-mundo-vai-desaparecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/o-seu-mundo-vai-desaparecer\/","title":{"rendered":"O seu mundo vai desaparecer"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-317 size-full\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/terra_com_tecnologia_pixabay.jpg\" alt=\"A Terra sob a influ&ecirc;ncia das interven&ccedil;&otilde;es do homem\" width=\"870\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/terra_com_tecnologia_pixabay.jpg 870w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/terra_com_tecnologia_pixabay-300x121.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/terra_com_tecnologia_pixabay-768x309.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px\">O mundo, conforme voc&ecirc; conhece, est&aacute; desaparecendo. E vem muito mais por a&iacute;.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Mauro Carrusca<\/p>\n<p>J&aacute; parou pra pensar como ser&aacute; o espa&ccedil;o a&eacute;reo do futuro? Coalhado de ve&iacute;culos aut&ocirc;nomos? Pois &eacute;, j&aacute; temos drones que transportam pessoas. A empresa chinesa EHang fornecer&aacute; seu drone modelo EHang 184 para ser utilizado como t&aacute;xis voadores aut&ocirc;nomos em Dubai, que ser&aacute; a 1&ordf; cidade a ter esse tipo de transporte. Os drones j&aacute; v&ecirc;m sendo largamente utilizados em fotos e filmagens, mapeamento, monitoramento, pulveriza&ccedil;&atilde;o, entre outros, revolucionando a agricultura de precis&atilde;o. Tamb&eacute;m t&ecirc;m sido empregados no trabalho de i&ccedil;amento de cabos de energia e no transporte de encomendas, tornando muito mais r&aacute;pidas, baratas e seguras tarefas antes realizadas com alto n&iacute;vel de complexidade e periculosidade.<\/p>\n<p>As estradas ser&atilde;o invadidas por carros e caminh&otilde;es sem motorista. No ensino, antes t&iacute;nhamos professores, depois um mix com ensino &agrave; dist&acirc;ncia e agora temos escolas sem professores (42 University). E mais&hellip; bancos sem ag&ecirc;ncias, um algoritmo fazendo parte do conselho diretor de uma grande empresa (!), computadores que escrevem textos e constroem roteiros de filmes, o maior hotel do mundo sem nem um quarto, empresas e ind&uacute;strias quase que totalmente operadas por rob&ocirc;s, rob&ocirc;s executando tarefas dom&eacute;sticas, tomates sendo produzidos no deserto na Austr&aacute;lia (aonde s&oacute; existem areia, sol, &aacute;gua do mar e&hellip; tecnologia!), telhas e vidros gerando energia limpa, startups com dezenas de empregados com valor de mercado superior a gigantes como GM, Accor Hoteis, Ford, etc.<\/p>\n<p>&Eacute;&hellip; o mundo est&aacute; ficando irreconhec&iacute;vel. As mudan&ccedil;as s&atilde;o tantas e t&atilde;o avassaladoras que me pergunto se j&aacute; n&atilde;o estamos vivendo a era do Jetsons. Voc&ecirc; se lembra desta s&eacute;rie futurista? Esse cl&aacute;ssico desenho animado da Hanna-Barbera mexe com a imagina&ccedil;&atilde;o de muitas gera&ccedil;&otilde;es, h&aacute; d&eacute;cadas. A vis&atilde;o de futuro desta s&eacute;rie, exibida originalmente entre 1962 e 1963, inclu&iacute;a cidades a&eacute;reas, carros voadores, carros aut&ocirc;nomos, rob&ocirc;s cuidando da casa, telefonia m&oacute;vel, computadores na palma da m&atilde;o e toda sorte de intera&ccedil;&atilde;o inteligente homem-m&aacute;quina. Alguma semelhan&ccedil;a com o presente? Aos poucos, nos damos conta de que essa &ldquo;fic&ccedil;&atilde;o&rdquo; est&aacute; se tornando cada dia mais realidade.<\/p>\n<p>Uma combina&ccedil;&atilde;o de dispositivos m&oacute;veis, grandes bancos de dados, algoritmos e aplicativos nos deu o poder de deslizar o dedo sobre uma tela e resolver quase todos os nossos problemas cotidianos. Da realiza&ccedil;&atilde;o de transa&ccedil;&otilde;es financeiras a estudar &agrave; dist&acirc;ncia. Aprendemos que n&atilde;o precisamos mais sair de nosso sof&aacute; (ou academia ou escrit&oacute;rio) para visitar pessoas, ir at&eacute; lojas, supermercados, escolas, bancos, ao cinema&hellip; Em vez disso, as coisas e os servi&ccedil;os v&ecirc;m at&eacute; n&oacute;s. E um dos efeitos colaterais mais fortes da mobilidade &eacute; a impaci&ecirc;ncia intransigente com a demora e a inefici&ecirc;ncia. A urg&ecirc;ncia da vida n&atilde;o concebe mais esperar, seja pela comida que pedimos no aplicativo, seja no acesso ao conhecimento. Queremos tudo pra ontem!<\/p>\n<p>O que tornou poss&iacute;vel essa comodidade hoje t&atilde;o trivial foi um conjunto de tecnologias em evolu&ccedil;&atilde;o que, combinadas com novas tecnologias, est&atilde;o provocando e ainda provocar&atilde;o grandes mudan&ccedil;as no nosso jeito de viver. Deixar&atilde;o sistemas, gest&atilde;o, governan&ccedil;a, processos, produtos, servi&ccedil;os, enfim, nossa vida ainda mais interligada, hiperativa e interativa. As transforma&ccedil;&otilde;es digitais oportunizaram o surgimento de novos modelos de neg&oacute;cio como as fintechs, Air BNB, Facebook, Instagram, Uber e tantos outros exemplos de plataformas que unem quem quer algo e quem pode oferecer esse algo.<\/p>\n<p>O seu mundo vai desaparecer.<\/p>\n<p>Ou melhor, o mundo, conforme voc&ecirc; conhece, est&aacute; desaparecendo. E vem muito mais por a&iacute;.<\/p>\n<p>Transforma&ccedil;&atilde;o digital<\/p>\n<p>Organiza&ccedil;&otilde;es (p&uacute;blicas ou privadas), independente da &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, v&ecirc;m insistindo na inova&ccedil;&atilde;o como sendo apenas o investimento nas tecnologias emergentes. Mas, a coisa n&atilde;o &eacute; bem assim. Muitas empresas entenderam a necessidade de inovar, de fazer diferente, de repensar o neg&oacute;cio e 100% delas querem encontrar seu DNA de inova&ccedil;&atilde;o. Entenderam os impactos da transforma&ccedil;&atilde;o digital e n&atilde;o t&ecirc;m medido esfor&ccedil;os para ter todos ou quase todos os processos operando digitalmente. Perfeito!<\/p>\n<p>Entretanto, em conversas frequentes com executivos C-level, percebo que eles ainda n&atilde;o conseguiram extrair o m&aacute;ximo dos benef&iacute;cios que essa revolu&ccedil;&atilde;o digital proporciona, compreender os riscos pela demora em adot&aacute;-la e tamb&eacute;m certa dificuldade em justificar para seus presidentes e acionistas os investimentos necess&aacute;rios. Estamos imersos numa &ldquo;mudan&ccedil;a de era&rdquo;, com paradigmas sendo desfeitos a cada dia. N&atilde;o h&aacute; tempo a perder. &Eacute; preciso rever as estrat&eacute;gias, os processos, o modelo do neg&oacute;cio, as amea&ccedil;as de um cen&aacute;rio de inova&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e, principalmente, entender a necessidade de se repensar o modelo de gest&atilde;o.<\/p>\n<p>O que vem me incomodando &eacute; que, para a grande maioria, apesar de tantos projetos e consultorias, frutos de altos investimentos e expectativas, a t&atilde;o esperada gest&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o n&atilde;o decolou. A li&ccedil;&atilde;o de casa deve ser constante, pois a conta n&atilde;o vem fechando. Por qu&ecirc;?<\/p>\n<p>Como sabemos, &eacute; imposs&iacute;vel construir um pr&eacute;dio sobre um alicerce que foi preparado para erguer uma casa. O mesmo se pode dizer em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o digital. Muitas empresas v&ecirc;m tentando promover a inova&ccedil;&atilde;o investindo em tecnologias, sem antes repensar a estrutura (alicerce) na qual a empresa foi constru&iacute;da, ou seja, seu modelo de neg&oacute;cio, cultura e o modelo de gest&atilde;o adotado.<\/p>\n<p>Na pr&aacute;tica, o que se viu e ainda se v&ecirc; s&atilde;o consultorias bombardeando empresas com in&uacute;meros alertas para que se reinventem e, por outro lado, gestores cobrando de seus executivos provid&ecirc;ncias para que seus setores absorvam toda essa inova&ccedil;&atilde;o, pois a empresa precisa se relacionar com esse novo mercado e, em particular, entender o cliente digital, melhorando sua experi&ecirc;ncia na jornada de compra de seus produtos e servi&ccedil;os. Por isso, falar em adotar as tecnologias emergentes para muitos gestores soa como chover no molhado, pois muitas empresas j&aacute; o fizeram, de forma adequada ou n&atilde;o. Muitas ainda focam no conceito da empresa bimodal que, na minha concep&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o serve mais.<\/p>\n<p>Acredito que dois fatos s&atilde;o primordiais para se adentrar nesse novo mundo: o primeiro &eacute; medir se a organiza&ccedil;&atilde;o (ou o setor em quest&atilde;o) possui um ambiente prop&iacute;cio &agrave; inova&ccedil;&atilde;o e o segundo &eacute; conhecer o n&iacute;vel de maturidade em inova&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>E, falando em maturidade de inova&ccedil;&atilde;o, muitas vezes, esse entendimento deve ser estendido para toda a cadeia de valor do segmento de atua&ccedil;&atilde;o. No tocante ao ambiente inovador, minha percep&ccedil;&atilde;o &eacute; que muitos gestores entendem e querem que a inova&ccedil;&atilde;o aconte&ccedil;a. Mas, ser&aacute; que a popula&ccedil;&atilde;o envolvida tamb&eacute;m deseja que a inova&ccedil;&atilde;o ocorra? That&rsquo;s the question! Sem compreender muito bem esses dois pontos, tem-se o risco do alicerce da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o suportar a constru&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;dio.<\/p>\n<p>O aumento da competitividade depende n&atilde;o somente da ado&ccedil;&atilde;o das tecnologias atuais que v&atilde;o aumentar a efici&ecirc;ncia e a produtividade. Na verdade, depende principalmente de uma mudan&ccedil;a do mindset para compreender esse momento. &Eacute; o que chamo de ampliar o olhar e ajustar o foco.<\/p>\n<p>A regra do jogo mudou<\/p>\n<p>Considere um esporte espec&iacute;fico, onde t&iacute;nhamos um conjunto de regras muito bem definido. Dada a performance dos competidores, o uso de novas tecnologias, o surgimento de novos indicadores etc., foi necess&aacute;rio alter&aacute;-las para tornar o esporte mais atrativo e competitivo.<\/p>\n<p>Exemplo real vem acontecendo no pr&oacute;prio futebol. J&aacute; h&aacute; testes no uso de recursos eletr&ocirc;nicos durante as partidas e j&aacute; &eacute; realidade o emprego do Big Data\/ Analytics para, entre outras coisas, entender melhor o condicionamento dos atletas e atuar em tempo real durante o jogo.<\/p>\n<p>Numa analogia com o mundo dos neg&oacute;cios, a transforma&ccedil;&atilde;o digital vem provocando v&aacute;rias rupturas e obrigando muitas organiza&ccedil;&otilde;es a se reinventar, ou seja, repensar as &ldquo;regras do jogo&rdquo;. E, como se j&aacute; n&atilde;o fosse pouco, encarar uma estrat&eacute;gia digital que abarque aspectos cognitivos, que com certeza provocar&atilde;o impactos ainda maiores. Como implantar uma cultura de inova&ccedil;&atilde;o que englobe todos os aspectos dessa transforma&ccedil;&atilde;o digital? N&atilde;o pretendo aqui esgotar o assunto, mas &eacute; fundamental a observa&ccedil;&atilde;o e entendimento de alguns pontos:<\/p>\n<p>Entender e aceitar que o mundo mudou<\/p>\n<p>Muitas inova&ccedil;&otilde;es surgir&atilde;o da experimenta&ccedil;&atilde;o, da hibridiza&ccedil;&atilde;o, da fragmenta&ccedil;&atilde;o e da colabora&ccedil;&atilde;o, na busca incessante por velocidade e agilidade. Como um domin&oacute; gigante, a disrup&ccedil;&atilde;o em alguns setores e modelos de neg&oacute;cio promovem impactos imprevistos (pelos incautos) e irrevers&iacute;veis em outros setores. Como nos preparar para responder &agrave;s necessidades e demandas de consumidores &aacute;vidos para usufruir de tudo isso?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-e-cloud-computing\/\" target=\"_self\" title=\"Cloud Computing ou computa&ccedil;&atilde;o em nuvem &eacute; a oferta de infraestrutura de armazenamento e processamento de dados e informa&ccedil;&otilde;es em ambientes terceirizados. &Eacute; a entrega de diferentes servi&ccedil;os por meio da Internet, em outras palavras. Esses recursos incluem ferramentas e aplicativos como armazenamento de dados, servidores, bancos de dados, rede e software. Em vez de&hellip;\" class=\"encyclopedia\">Cloud computing<\/a>, Big Data, Analytics, colabora&ccedil;&atilde;o, redes sociais, mobilidade, apps e muitas outras express&otilde;es, conceitos e tecnologias foram repetidos &agrave; exaust&atilde;o nos &uacute;ltimos anos. Atualmente, j&aacute; estamos vivendo a era cognitiva, a era das m&aacute;quinas que aprendem &ndash; learning machines (intelig&ecirc;ncia artificial, algoritmos, bots), da realidade virtual e aumentada, da internet das coisas e por a&iacute; vai. &Eacute; o uso combinado disso tudo que vem sendo chamado de 4&ordf; revolu&ccedil;&atilde;o industrial, discutida a fundo no F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial de Davos, em 2016 e 2017.<\/p>\n<p>Na verdade, a revolu&ccedil;&atilde;o digital provocou (e vem provocando) um grande impacto nas pessoas. Uma mudan&ccedil;a comportamental profunda, alterando o modo de ser, viver, relacionar, de ver as coisas e de fazer neg&oacute;cios. Tudo isso instigou o surgimento de novos modelos de neg&oacute;cios e o sucateamento de muitos modelos existentes. As transforma&ccedil;&otilde;es est&atilde;o a&iacute; e seus efeitos j&aacute; se fazem notar h&aacute; tempos. &ldquo;O pior cego &eacute; aquele que n&atilde;o quer ver&rdquo;. As av&oacute;s de nossas av&oacute;s j&aacute; diziam isso. A fal&ecirc;ncia ou perda de rumo (que fatalmente leva ao encolhimento ou desaparecimento) de companhias que um dia foram grandes l&iacute;deres em seus setores, como Nokia, BlackBerry, Blockbuster e Kodak, n&atilde;o nos deixam mentir.<\/p>\n<p>Tampouco os casos recentes de fal&ecirc;ncia de grandes grupos ou empresas brasileiras, aceleradas pela atual crise econ&ocirc;mica e conturbado momento pol&iacute;tico que estamos vivendo. &Eacute; o caso da Unimed Paulistana, a opera&ccedil;&atilde;o brasileira da fabricante de geladeiras Mabe (respons&aacute;vel pelas marcas Dako, GE e Continental), grupo GEP, dono da marca Luigi Bertolli e representante da GAP no Brasil. Um exemplo positivo veio do Banco do Brasil que, para se adaptar aos novos tempos, anunciou o fechamento de mais de 400 ag&ecirc;ncias e 9 mil postos de trabalho, com foco em economizar R$ 750 milh&otilde;es por ano.<\/p>\n<p>&Eacute; ineg&aacute;vel que a crise foi decisiva para enterrar muitas empresas, mas acredito que existem outros fatores igualmente importantes e que n&atilde;o est&atilde;o sendo considerados em casos como esses. Um deles &eacute; o topo da pir&acirc;mide empresarial entender que a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso ao conhecimento possibilitado pelo uso das novas tecnologias (smartphones e outros meios m&oacute;veis ou n&atilde;o), empoderaram as pessoas dando-as condi&ccedil;&otilde;es participar da cadeia de valor do neg&oacute;cio. Cabe a eles entender e promover em alto grau a inclus&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A sa&iacute;da? Aprender a se adaptar aos novos tempos.<\/p>\n<p>&#8203;Entender o poder dos novos c&eacute;rebros<\/p>\n<p>Peter H. Diamandis (founder and chairman da XPRISE Foundation e Co-Founder da Singularity University), no livro Organiza&ccedil;&otilde;es Exponenciais, apresenta um dado impressionante: nada menos que 3 bilh&otilde;es de novas mentes se juntar&atilde;o &agrave; economia global nos pr&oacute;ximos anos. N&atilde;o, n&atilde;o estamos nos referindo ao aumento populacional previsto para 2050 que levar&aacute; nosso planeta a 9,3 bilh&otilde;es de pessoas. &Eacute; sim uma monumental mudan&ccedil;a que est&aacute; em curso e que em breve estar&aacute; plenamente incorporada &agrave; economia global. Pense bem nisso: 3 bilh&otilde;es de novas mentes da gera&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-internet, os chamados nativos digitais.<\/p>\n<p>Certamente, muitos de n&oacute;s n&atilde;o calculamos o impacto monumental que esse fen&ocirc;meno trar&aacute; para o consumo, para o mercado de trabalho, para os sistemas de educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de &ndash; para dizer o m&iacute;nimo -, com o seu jeito internet de ser. Mas o que pretendo aqui refletir &eacute; como essas novas mentes come&ccedil;aram um processo irrevers&iacute;vel de mudan&ccedil;a em nosso planeta.<\/p>\n<p>Os millennials constituem uma popula&ccedil;&atilde;o de consumidores que n&atilde;o est&aacute; acostumada a pagar por muitos produtos e servi&ccedil;os, como vimos fazendo desde que moedas passaram a simbolizar valor de compra e circular entre as pessoas. S&atilde;o consumidores familiarizados com a economia do gr&aacute;tis (Google, Facebook, Whatsapp) ou de custo simb&oacute;lico. S&atilde;o pessoas que praticam a colabora&ccedil;&atilde;o naturalmente. Vem usando tecnologias m&oacute;veis e redes sociais durante boa parte de suas vidas. Portanto, possuem um conjunto de comportamentos e habilidades perfeitamente ajustados aos ecossistemas de inova&ccedil;&atilde;o colaborativa. Est&atilde;o imersos na <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-e-economia-do-compartilhamento\/\" target=\"_self\" title=\"Por defini&ccedil;&atilde;o, economia do Compartilhamento prop&otilde;e mudan&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o e consumo, com a reflex&atilde;o e mudan&ccedil;as de comportamento das pessoas sobre a necessidade de posse de produtos e servi&ccedil;os. Envolve propostas de racionaliza&ccedil;&atilde;o sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o e a necessidade de propriedade e acumula&ccedil;&atilde;o de bens. Compreende, como consequ&ecirc;ncia, o acesso a bens e&hellip;\" class=\"encyclopedia\">economia do compartilhamento<\/a> (sharing economy). Oferecem seu conhecimento e tempo para ajudar outras pessoas e apreciam isso. S&atilde;o pessoas que n&atilde;o d&atilde;o demasiado valor ao &ldquo;ter&rdquo; um bem. Elas preferem emprestar de algu&eacute;m ou no m&aacute;ximo alugar. In&uacute;meras plataformas de colabora&ccedil;&atilde;o, como neighborhoodgood, Bliive, The shoe that grows ou sites de com&eacute;rcio de produtos novos e usados, como o Enjoei, que para muitos de n&oacute;s podem parecer fora do comum, n&atilde;o o s&atilde;o para esta gera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ter ideias, fazer projetos, jogar e compartilhar pontos de vista com desconhecidos, trabalhar em equipe e buscar crowdfunding s&atilde;o coisas triviais para muitos deles. Pense nesses 3 bilh&otilde;es de mentes como uma nova classe empreendedora, empoderada pela &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o de tecnologias viabilizadas pela internet, e disposta a buscar solu&ccedil;&otilde;es para toda a sorte de problemas, novos e velhos, criando novas possibilidades e rompendo com as formas tradicionais de fazer as coisas.<\/p>\n<p>Na vis&atilde;o deles, o mundo se resume a um ecossistema de startups que inclui condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que possam impulsionar suas ideias empreendedoras, pois j&aacute; nasceram ouvindo falar que o emprego vai acabar e que desde cedo, em casa ou na escola, aprendem que &eacute; preciso ser empreendedor.<\/p>\n<p>Eles n&atilde;o est&atilde;o presos a planejamentos estrat&eacute;gicos imut&aacute;veis, matrizes, modelos e receitas para se fazer as coisas. Em outras palavras, n&atilde;o t&ecirc;m ran&ccedil;o. Portanto, a consequ&ecirc;ncia ser&aacute; &oacute;bvia. Uma verdadeira explos&atilde;o nas taxas de inova&ccedil;&atilde;o. Milh&otilde;es de novos inovadores chegar&atilde;o para experimentar, criar novos produtos e servi&ccedil;os e lan&ccedil;ar novos neg&oacute;cios, em escala global, geograficamente falando, e em escala digital, em termos de <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/ubiquidade\/\" target=\"_self\" title=\"Sin&ocirc;nimo de onipresen&ccedil;a, a ubiquidade &eacute;, originalmente, a faculdade divina de algo estar concomitantemente presente em toda parte. O fato de algo estar ou existir em todos os lugares, pessoas, coisas. A palavra passou a ser adotada para definir a capacidade das redes tecnol&oacute;gicas que criam a internet. Como tend&ecirc;ncia, a expectativa &eacute; de que,&hellip;\" class=\"encyclopedia\">ubiquidade<\/a> e rapidez de escalabilidade do neg&oacute;cio.<\/p>\n<p>Este &eacute; o insumo social e intelectual da segunda e terceira d&eacute;cadas do s&eacute;culo XXI. Voc&ecirc; acha que essa gera&ccedil;&atilde;o faz o tipo bater cart&atilde;o, trabalhar em baias e ganhar cesta de natal?<\/p>\n<p>A sa&iacute;da? Aprender com eles.<\/p>\n<p>&#8203;Entender o ecossistema de startups<\/p>\n<p>Se voc&ecirc; &eacute; daqueles que acham que o que vivemos hoje com o movimento das startups, coworkings, crowdfundings, incubadoras e aceleradoras e que modelos de neg&oacute;cios como Uber e Airbnb est&atilde;o sacudindo o jeito de fazer as coisas e ajudando a tornar os fundamentos da economia obsoletos, sinto informar, mas voc&ecirc; ainda n&atilde;o viu nada.<\/p>\n<p>Passou a ser muito importante rever o paradigma de quem &eacute; seu concorrente. Um smartphone tornou-se concorrente de uma gargantilha de ouro. Da mesma forma que uma ag&ecirc;ncia de viagem concorre com a compra de uma geladeira. Hoje, seu concorrente pode ser um software ou um algoritmo que acabou de ser lan&ccedil;ado por uma startup de dois nativos digitais e que pode colocar em xeque o seu neg&oacute;cio ou at&eacute; mesmo todo o segmento no qual voc&ecirc; est&aacute; inserido. Parece exagero? Pode ser, mas &eacute; a pura realidade.<\/p>\n<p>&ldquo;Voc&ecirc; n&atilde;o mais carrega fisicamente um GPS, c&acirc;mera fotogr&aacute;fica e lanterna, tudo isso foi desmaterializado como apps em seu smartphone&rdquo;, diz Diamandis. Ao mesmo tempo em que a Kodak estava fechando suas portas (em 2012 declarou fal&ecirc;ncia), a Instagram, 3 anos no neg&oacute;cio e com apenas 13 empregados, foi comprada pelo Facebook por US$ 1 bilh&atilde;o (ironicamente, isso aconteceu enquanto a Kodak ainda era dona de patentes de fotografias digitais).<\/p>\n<p>Ou seja, a competi&ccedil;&atilde;o que coloca muitas companhias na Fortune 500 n&atilde;o est&aacute; mais vindo da China ou da &Iacute;ndia. Como disse, pode estar em alguma garagem ou incubadora na m&atilde;o de jovens de uma startup com possibilidade de alavancar tecnologias de crescimento exponencial. Esta &eacute; a vis&atilde;o de organiza&ccedil;&atilde;o exponencial, aquela cujo impacto (ou resultado) &eacute; desproporcionalmente grande &ndash; pelo menos dez vezes maior, comparado aos seus pares.<\/p>\n<p>A sa&iacute;da? Ter uma vis&atilde;o menos linear e mais exponencial. N&atilde;o d&aacute; pra ficar esperando ser engolido. Use a experi&ecirc;ncia e ousadia das empresas da era p&oacute;s-internet como seu radar de inova&ccedil;&atilde;o. Invista no intraempreendedorismo. Incorpore novas compet&ecirc;ncias a seu portif&oacute;lio de talentos como makers, cientista de dados, analistas de m&iacute;dia social, designers, entre outros.<\/p>\n<p>&#8203;Promover a cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente inovador<\/p>\n<p>Muitas organiza&ccedil;&otilde;es ainda acham que se tornar&atilde;o automaticamente inovadoras se constru&iacute;rem ambientes espec&iacute;ficos para despertar a criatividade: salas descontra&iacute;das, com puffs coloridos e outros acess&oacute;rios que, na realidade, poucos podem usar!<\/p>\n<p>Em outras situa&ccedil;&otilde;es, a inova&ccedil;&atilde;o tem sido feita atrav&eacute;s de investimentos pontuais em tecnologias diversas, incentivos &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de ideias, cria&ccedil;&atilde;o de setores ou departamentos exclusivos para conduzir a inova&ccedil;&atilde;o, hierarquizados com suas ger&ecirc;ncias, diretorias e por a&iacute; vai. Isso &eacute; uma grande armadilha, porque a inova&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais do que isso. Na minha opini&atilde;o, a inova&ccedil;&atilde;o deve ser difundida, deve fazer parte do DNA da organiza&ccedil;&atilde;o. Para isso, deve-se investir em a&ccedil;&otilde;es para que as pessoas sintam vontade de fazer diferente, todos os dias. Em um outro artigo com o t&iacute;tulo &ldquo;Quer inovar? Acabe com o departamento de inova&ccedil;&atilde;o&rdquo;, discorri exatamente sobre esse ponto.<\/p>\n<p>A cria&ccedil;&atilde;o do ambiente inovador requer uma estrutura mais horizontal com um modelo de gest&atilde;o participativo, inclusivo e colaborativo e, por que n&atilde;o, que promova a inova&ccedil;&atilde;o aberta (open innovation)!<\/p>\n<p>Os c&eacute;rebros de uma organiza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o seu verdadeiro ouro. Claramente, n&atilde;o &eacute; apenas o board da empresa que tem o poder de inovar. Assim como o corpo humano precisa de c&eacute;rebro, cora&ccedil;&atilde;o, pulm&otilde;es, rins, membros inferiores e superiores etc., uma empresa n&atilde;o anda somente com a cabe&ccedil;a. Toda ela precisa ser tocada pela vontade de inovar.<\/p>\n<p>Para despertar o interesse das pessoas, o chamado para a inova&ccedil;&atilde;o precisa ser capaz de instigar, impressionar e de engajar. Acessibilidade, inclus&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o s&atilde;o palavras de ordem para a cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente de engajamento e inova&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A sa&iacute;da? Promover a uni&atilde;o de c&eacute;rebros e buscar uma estrutura mais leve e feliz, com pessoas engajadas e comprometidas em tornar o neg&oacute;cio exponencial (acesse Plataforma KER para detalhes desse modelo de gest&atilde;o colaborativa e inclusiva).<\/p>\n<p>Uma &uacute;ltima provoca&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>Este cen&aacute;rio marcado pela r&aacute;pida obsolesc&ecirc;ncia das coisas, por mudan&ccedil;as dram&aacute;ticas em todos os &acirc;mbitos e pela incerteza crescente torna oportuna a cita&ccedil;&atilde;o de dois autores brilhantes: Marshall Berman (&ldquo;Tudo que &eacute; s&oacute;lido desmancha no ar&rdquo;) e Zygmunt Bauman (&ldquo;Tempos L&iacute;quidos&rdquo;), cujas obras nos servem para explicar nossos desafios contempor&acirc;neos.<\/p>\n<p>Para Berman, nada dura para sempre, pode se dissolver no tempo, em perp&eacute;tua desintegra&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o. Estamos sentindo isso na pele e com uma velocidade incr&iacute;vel! Veja o nosso tempo que, a cada dia, parece passar mais r&aacute;pido. Frequentemente, temos a sensa&ccedil;&atilde;o de que os dias e meses voaram e pouco ou quase nada do que programamos foi realizado.<\/p>\n<p>Para Bauman, em tempos l&iacute;quidos, como os atuais, permeia a inseguran&ccedil;a. E &eacute; a inseguran&ccedil;a do presente e a incerteza do futuro que produzem e alimentam o medo mais apavorante e menos toler&aacute;vel. Essa inseguran&ccedil;a e essa incerteza, por sua vez, nascem de um sentimento de impot&ecirc;ncia. E &eacute; assim que tenho percebido v&aacute;rios executivos C-level. Impotentes em rela&ccedil;&atilde;o a que tecnologias adotar e quando, impotentes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; gera&ccedil;&atilde;o digital e impotentes quanto &agrave; percep&ccedil;&atilde;o do real valor do seu modelo de neg&oacute;cio.<\/p>\n<p>Como estudioso das transforma&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e como autor de um projeto de inova&ccedil;&atilde;o inclusiva e colaborativa para ajudar as organiza&ccedil;&otilde;es a adentrar nesse novo mundo, concordo plenamente com ambos: Berman e Bauman. E, diante da afirmativa de Diamandis de que &ldquo;o que vem por a&iacute; &eacute; muito mais do que j&aacute; vimos em termos de volume e de impacto de inova&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos anos. Ir&aacute; muito al&eacute;m que podemos imaginar&rdquo;, n&atilde;o h&aacute; como contrapor o fato de que esse mundo que voc&ecirc; conhece, junto com sua zona de conforto, vai desaparecer. Quem viver ver&aacute;.<\/p>\n<p>Tags: Transforma&ccedil;&atilde;o digital, inova&ccedil;&atilde;o, drones, startups, inclus&atilde;o, colabora&ccedil;&atilde;o, millennials, ambiente inovador, tecnologias emergentes, Plataforma KER, digital transformation, innovation, f&oacute;rum econ&ocirc;mico mundial, Davos, agricultura de precis&atilde;o, sharing economy, compartilhamento, gest&atilde;o de pessoas<\/p>\n<p>Mauro Carrusca &eacute; engenheiro Eletr&ocirc;nico, especialista em Inova&ccedil;&atilde;o, Design Thinking e Empreendedorismo pelo Babson (EUA) &ndash; escola de empreendedorismo e inova&ccedil;&atilde;o. CEO da CARRUSCA INNOVATION, Diretor da SUCESU Minas, Consultor da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, SEBRAE e Prof. do IBMEC. Anteriormente executivo e consultor da IBM BRASIL e IBM Estados Unidos. Idealizador da Plataforma KER e membro projeto ACELERAGRO de apoio ao empreendedorismo e inova&ccedil;&atilde;o no segmento do agroneg&oacute;cio brasileiro , projeto formatado durante uma miss&atilde;o ao Silicon Valley (2016). Correalizador com a EMBRAPA do 1o desafio de startups para melhorar a cadeia produtiva do leite no Brasil, Ideas for Milk. Tamb&eacute;m &eacute; colunista, escritor e conferencista em eventos nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>Nota do autor:<\/p>\n<p>Fruto de v&aacute;rios anos de desenvolvimento, a Plataforma KER &eacute; um novo conceito de gest&atilde;o, que visa a cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente inovador, provocando uma cultura da inova&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de uma gest&atilde;o horizontal, colaborativa e inclusiva. Modelo certificado como propriedade intelectual pelo Minist&eacute;rio da Cultura.<\/p>\n<p>Para mais informa&ccedil;&otilde;es, acesse: www.keroinovar.com.br<\/p>\n<p>Esse artigo foi publicado na Folha do Leite (CCPR)\/Itamb&eacute;) e no portal Banco Hoje (portal de dirigentes financeiros)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo, conforme voc&ecirc; conhece, est&aacute; desaparecendo. E vem muito mais por a&iacute;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":391,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[36],"tags":[396,389,387,398,395,392,43,270,335,386,393,47,388,391,397,385,390,384],"class_list":{"0":"post-430","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-pensadores-futuro","8":"tag-agricultura-de-precisao","9":"tag-ambiente-inovador","10":"tag-colaboracao","11":"tag-compartilhamento","12":"tag-davos","13":"tag-digital-transformation","14":"tag-drones","15":"tag-forum-economico-mundial","16":"tag-gestao-de-pessoas","17":"tag-inclusao","18":"tag-innovation","19":"tag-inovacao","20":"tag-millennials","21":"tag-plataforma-ker","22":"tag-sharing-economy","23":"tag-startups","24":"tag-tecnologias-emergentes","25":"tag-transformacao-digital"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/empreendedor_executivo_financas_gestor_administrador.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=430"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/430\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}