{"id":427,"date":"2017-07-24T12:05:48","date_gmt":"2017-07-24T15:05:48","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/realidade-virtual-ajuda-a-superar-traumas\/"},"modified":"2017-07-24T12:05:48","modified_gmt":"2017-07-24T15:05:48","slug":"realidade-virtual-ajuda-a-superar-traumas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/realidade-virtual-ajuda-a-superar-traumas\/","title":{"rendered":"Realidade virtual ajuda a superar traumas"},"content":{"rendered":"<p>Vistos como forma de entretenimento por alguns, os &oacute;culos de realidade virtual est&atilde;o sendo utilizados tamb&eacute;m no tratamento de problemas de sa&uacute;de, como traumas e fobias. Pesquisadores de duas universidades brasileiras j&aacute; utilizam a tecnologia na assist&ecirc;ncia a pessoas com estresse p&oacute;s-traum&aacute;tico ou medos, como o de avi&atilde;o. A t&eacute;cnica virou uma aliada ao tratamento convencional para esses tipos de transtorno, baseado em sess&otilde;es de terapia cognitivo-comportamental, nas quais o paciente &eacute; orientado a reviver as situa&ccedil;&otilde;es que lhe trazem medo ou ang&uacute;stia.<\/p>\n<p>&ldquo;Na terapia tradicional, a gente faz o paciente entrar em contato com as mem&oacute;rias por meio da imagina&ccedil;&atilde;o e do relato. Ao ser &acute;exposto&acute; &agrave; situa&ccedil;&atilde;o novamente, a ideia &eacute; que ele, aos poucos, construa uma nova mem&oacute;ria do acontecimento e que essa mem&oacute;ria n&atilde;o venha mais acompanhada pelo medo&rdquo;, explica Christian Kristensen, professor titular do programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq).<\/p>\n<p>O problema, diz o especialista, &eacute; que algumas pessoas t&ecirc;m dificuldades em reviver essas lembran&ccedil;as s&oacute; na imagina&ccedil;&atilde;o. Em palestra realizada no World Congress on Brain, Behavior and Emotions &ndash; congresso sobre o c&eacute;rebro realizado em Porto Alegre no m&ecirc;s passado -, Kristensen apresentou detalhes sobre o trabalho que tem feito com v&iacute;timas de assalto a bancos.<\/p>\n<p>&ldquo;No cen&aacute;rio criado para o software, o paciente pode se colocar no lugar de gerente, caixa do banco ou cliente. Ele passa por uma s&eacute;rie de situa&ccedil;&otilde;es caracter&iacute;sticas de uma ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria at&eacute; que entra um personagem e anuncia o assalto&rdquo;, conta ele. &ldquo;As primeiras vers&otilde;es dos cen&aacute;rios que trabalhamos eram menos requintadas. O que come&ccedil;amos a usar no ano passado tem um n&iacute;vel de intera&ccedil;&atilde;o maior. At&eacute; os postes e placas de rua do entorno da ag&ecirc;ncia lembram a cidade de Porto Alegre&rdquo;, diz o especialista.<\/p>\n<p>Os pacientes passam por seis sess&otilde;es semanais da chamada terapia de exposi&ccedil;&atilde;o por realidade virtual, al&eacute;m de sess&otilde;es de terapia convencional. De acordo com ele, uma possibilidade do tratamento &eacute; a pessoa se expor &agrave; situa&ccedil;&atilde;o real, mas isso tem riscos, porque o terapeuta n&atilde;o est&aacute; presente. E, se houver novo epis&oacute;dio que provoca estresse &ndash; como outro assalto -, as mem&oacute;rias traum&aacute;ticas ficar&atilde;o muito consolidadas.<\/p>\n<p>Recupera&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>A realidade virtual ajudou a banc&aacute;ria Fabiana Albernard Silveira, de 41 anos, a retomar parte de sua rotina ap&oacute;s sofrer cinco assaltos. &ldquo;O pior epis&oacute;dio foi em 2012, quando os bandidos entraram com fuzis, botaram a arma na minha cabe&ccedil;a, me chutaram, balearam um seguran&ccedil;a e quebraram a mand&iacute;bula de outro&rdquo;, conta ela.<\/p>\n<p>Mesmo ap&oacute;s o roubo, a ga&uacute;cha continuou trabalhando no ramo, mas foi v&iacute;tima de outros tr&ecirc;s roubos. Chegou a ser transferida para uma ag&ecirc;ncia dentro de um shopping, onde acreditava estar mais segura, mas acabou v&iacute;tima de um novo assalto. Em 2014, entrou em licen&ccedil;a por causa de um quadro de estresse p&oacute;s-traum&aacute;tico.<\/p>\n<p>&ldquo;Tinha emagrecido 12 quilos, n&atilde;o dormia. Fiz tratamento, mas s&oacute; no ano passado conheci a terapia de exposi&ccedil;&atilde;o por realidade virtual. Me ajudou a reviver a situa&ccedil;&atilde;o de uma maneira segura. S&oacute; depois disso que eu consegui ir a uma ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria novamente. J&aacute; fui duas vezes ao shopping, sa&iacute; com amigos&rdquo;, conta Fabiana.<\/p>\n<p>No Laborat&oacute;rio de Trauma e Medo do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a realidade virtual j&aacute; foi usada de forma experimental com motoristas de &ocirc;nibus que passaram por situa&ccedil;&otilde;es que causam estresse &ndash; como assaltos, sequestros ou atropelamentos &ndash; e come&ccedil;a a ser utilizada tamb&eacute;m na assist&ecirc;ncia a pacientes com medo de avi&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Em agosto, deveremos iniciar um estudo com cerca de 80 pessoas no qual metade vai fazer s&oacute; a terapia e a outra metade tamb&eacute;m contar&aacute; com o aux&iacute;lio da realidade virtual&rdquo;, conta Paula Ventura, professora associada dos Institutos de Psicologia e Psiquiatria da UFRJ e coordenadora de laborat&oacute;rio. &ldquo;Por meio dos &oacute;culos, a gente consegue simular desde o sagu&atilde;o do aeroporto at&eacute; o momento do voo, com epis&oacute;dios como tempestades e turbul&ecirc;ncia.&rdquo;<\/p>\n<p>Ela diz que estudos internacionais mostraram que, para essa situa&ccedil;&atilde;o, o uso da realidade virtual tem se mostrado mais eficaz do que somente a realiza&ccedil;&atilde;o da terapia. &ldquo;A situa&ccedil;&atilde;o de imers&atilde;o que a pessoa se coloca faz o c&eacute;rebro entender que est&aacute; vivendo novamente aquela realidade de forma n&atilde;o amea&ccedil;adora&rdquo;, afirma Paula.&rdquo;O trauma que fica ap&oacute;s uma s&eacute;rie de assaltos &eacute; muito grande. Parei de sair desacompanhada, trouxe meus pais para morarem comigo, ficava achando que qualquer pessoa na rua poderia ser um bandido.<\/p>\n<p>&Eacute;poca Neg&oacute;cios<\/p>\n<p>https:\/\/epocanegocios.globo.com\/Tecnologia\/noticia\/2017\/07\/universidades-usam-realidade-virtual-para-tratar-estresse-pos-traumatico.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vistos como forma de entretenimento por alguns, os &oacute;culos de realidade virtual est&atilde;o sendo utilizados tamb&eacute;m no tratamento de problemas de sa&uacute;de, como traumas e fobias. Pesquisadores de duas universidades brasileiras j&aacute; utilizam a tecnologia na assist&ecirc;ncia a pessoas com estresse p&oacute;s-traum&aacute;tico ou medos, como o de avi&atilde;o. 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