{"id":414,"date":"2017-07-12T23:43:26","date_gmt":"2017-07-13T02:43:26","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/como-a-era-do-big-data-impacta-a-carreira-dos-estatisticos\/"},"modified":"2017-07-12T23:43:26","modified_gmt":"2017-07-13T02:43:26","slug":"como-a-era-do-big-data-impacta-a-carreira-dos-estatisticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/como-a-era-do-big-data-impacta-a-carreira-dos-estatisticos\/","title":{"rendered":"Como a era do Big Data impacta a carreira dos estat\u00edsticos"},"content":{"rendered":"<div>\n<h3 class=\"m_8175684685837936725gmail-m_-3860644328397111610post-title m_8175684685837936725gmail-m_-3860644328397111610entry-title\"><i style=\"color: #000000; font-size: 12.8px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-413\" src=\"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/analise-de-dados-big-data-analytics.jpg\" alt=\"analise de dados big data analytics\" width=\"870\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/analise-de-dados-big-data-analytics.jpg 870w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/analise-de-dados-big-data-analytics-300x121.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/analise-de-dados-big-data-analytics-768x309.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px\"><\/i><\/h3>\n<h3>&nbsp;<\/h3>\n<h3 class=\"m_8175684685837936725gmail-m_-3860644328397111610post-title m_8175684685837936725gmail-m_-3860644328397111610entry-title\"><i style=\"color: #000000; font-size: 12.8px;\">Se antes eles eram chamados para estimar a quantidade de peixes que havia em um lago, agora precisam enfrentar um desafio bem maior, compar&aacute;vel &agrave; imensid&atilde;o dos oceanos<\/i><\/h3>\n<\/div>\n<p><i><\/i>&ldquo;Na estat&iacute;stica, as conclus&otilde;es envolvem sempre uma incerteza&rdquo;, diz o professor Marcos Magalh&atilde;es para uma plateia atenta de cerca de 180 estudantes que assistem a sua palestra na tarde desta quarta-feira, em S&atilde;o Carlos. Para exemplificar, ele conta a hist&oacute;ria de uma de suas filhas, que, aos 5 anos, enquanto passeavam no lago, perguntou onde ele trabalhava. O pai respondeu: no Departamento de Estat&iacute;stica. A filha logo emendou: &ldquo;&Eacute; como descobrir quantos peixes t&ecirc;m no lago, n&eacute;?&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<div><span style=\"font-size: 12.8px;\">Para Marcos, essa imagem do estat&iacute;stico diante do lago, tentando contar os peixes, &eacute; capaz de sintetizar o papel de um estat&iacute;stico: buscar t&eacute;cnicas e procedimentos para obter as respostas desejadas. Professor do Instituto de Matem&aacute;tica e Estat&iacute;stica da USP, ele ressalta que contar os peixes de um lago &eacute; mais complicado do que contar os que est&atilde;o no aqu&aacute;rio de uma casa. Imagine, ent&atilde;o, estimar a quantidade de animais que existem em todos os oceanos da Terra? &ldquo;Nesse novo cen&aacute;rio dos grandes bancos de dados, do Big Data, o estat&iacute;stico precisa ter mais cautela. Como a massa de dados &eacute; imensa, quando ele tira suas conclus&otilde;es, ningu&eacute;m tem a possibilidade de chec&aacute;-las. Isso requer que esse profissional aprimore cada vez mais suas possibilidades de reflex&atilde;o, de analisar as hip&oacute;teses e avaliar o que, de fato, pode concluir&rdquo;, pondera o professor, tomando um caf&eacute; depois do fim de sua palestra, ao lado do anfiteatro Bento Prado J&uacute;nior, na Universidade Federal de S&atilde;o Carlos (UFSCar).&nbsp;<\/span><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Foi nesse anfiteatro que aconteceram as palestras da&nbsp;<a href=\"https:\/\/sest.vpeventos.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/sest.vpeventos.com\/&amp;source=gmail&amp;ust=1499979179633000&amp;usg=AFQjCNGgvWzGicF7QSC8zYdl-BiAPO9TcA\">VII Semana de Estat&iacute;stica<\/a>, realizada em parceria por estudantes de estat&iacute;stica do Instituto de Ci&ecirc;ncias Matem&aacute;ticas e de Computa&ccedil;&atilde;o (ICMC) da USP e da UFSCar, de 6 a 9 de junho. No &uacute;ltimo dia do evento, o estat&iacute;stico Ranieri Ramos compartilhou sua trajet&oacute;ria e explicou que sua vida mudou com o sucesso alcan&ccedil;ado por meio do blog&nbsp;<a href=\"https:\/\/oestatistico.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/oestatistico.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1499979179633000&amp;usg=AFQjCNGMQXZq7uKKvCtMWI4i_oA3bsLnxA\">O Estat&iacute;stico<\/a>, destinado a discutir assuntos dessa &aacute;rea do conhecimento de um jeito simples e divertido.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Quando o papo &eacute; Big Data, Ranieri concorda com o professor Marcos: &ldquo;ao analisar bancos de dados pequenos, com algumas mil linhas e poucas colunas, eu me dou a oportunidade de me preocupar menos porque &eacute; mais f&aacute;cil encontrar erros e algu&eacute;m pode checar minhas an&aacute;lises. J&aacute; em bancos de dados muito grandes, em que h&aacute; correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis, esse trabalho &eacute; muito mais complexo e a chance de ter algo errado &eacute; bem maior.&rdquo; Ele explica que, neste limiar da era do Big Data, os estat&iacute;sticos investem de 70 a 80% do tempo limpando, organizando e validando as grandes bases de dados.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p>Para compreender a complexidade do problema, pense em tudo o que &eacute; postado nas redes sociais e imagine a quantidade de lixo que existe misturado &agrave;s palavras, n&uacute;meros, sons e imagens que realmente podem ser valiosos. Assim, as institui&ccedil;&otilde;es que querem usar os dados dispon&iacute;veis nas redes sociais, por exemplo, precisam jogar todo o lixo fora para, s&oacute; depois, enfrentar o desafio de analisar esse oceano e extrair informa&ccedil;&otilde;es que realmente poder&atilde;o nortear suas futuras decis&otilde;es.<i><br><\/i><\/p>\n<div><b>Perspectivas promissoras &ndash;&nbsp;<\/b>Se &eacute; ponto pac&iacute;fico que a era do Big Data lan&ccedil;a novos desafios aos profissionais que se dedicam a investigar informa&ccedil;&otilde;es em meio aos dados, por outro lado, h&aacute; controv&eacute;rsias sobre quem tem mais capacidade para desempenhar esse trabalho. O cargo de cientista de dados pode ser ocupado tanto por um estat&iacute;stico quanto por profissionais da computa&ccedil;&atilde;o, da engenharia, da matem&aacute;tica, do marketing, entre outros.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&ldquo;&Eacute; claro que o estat&iacute;stico tem uma voca&ccedil;&atilde;o natural para analisar esse oceano de dados&rdquo;, afirma o professor Marcos. &ldquo;O estat&iacute;stico &eacute; o profissional mais direcionando para trabalhar com dados e tecnologia. Um estat&iacute;stico aprender tecnologia &eacute; muito mais f&aacute;cil do que um cara de tecnologia aprender estat&iacute;stica&rdquo;, assegura Ranieri, que &eacute; estat&iacute;stico s&ecirc;nior da Unimed de Santa Catarina.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Talvez seja esse um dos motivos que levam os estat&iacute;sticos a aparecem sempre nas primeiras posi&ccedil;&otilde;es dos diversos rankings que tentam prever as profiss&otilde;es mais promissoras no futuro. Apenas para citar um exemplo: em ranking divulgado recentemente pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.careercast.com\/jobs-rated\/best-jobs-2017\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.careercast.com\/jobs-rated\/best-jobs-2017&amp;source=gmail&amp;ust=1499979179633000&amp;usg=AFQjCNG229a6MJnXrYYsCqd6zhFGZKAbVw\">CareerCast.com<\/a>, portal norte-americano especializado em empregos, a profiss&atilde;o alcan&ccedil;ou o topo entre as 200 carreiras avaliadas. Divulgado anualmente, o ranking leva em conta demandas f&iacute;sicas, ambiente de trabalho, renda, estresse e perspectivas de contrata&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p>No entanto, h&aacute; quem discorde dessa opini&atilde;o, como o estat&iacute;stico Guilherme Fernandes, que trabalha na Serasa: &ldquo;Uma pessoa da &aacute;rea de computa&ccedil;&atilde;o caminha muito bem nesse mundo. Os estat&iacute;sticos n&atilde;o&rdquo;. Segundo ele, para processar os grandes bancos de dados &eacute; imprescind&iacute;vel ter conhecimento sobre a computa&ccedil;&atilde;o e suas linguagens de programa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ningu&eacute;m &eacute; dono de uma &aacute;rea de conhecimento. Mas dentro da computa&ccedil;&atilde;o, os estudantes j&aacute; adquirem conhecimentos de aprendizado de m&aacute;quina, intelig&ecirc;ncia artificial, redes neurais, algoritmos gen&eacute;ticos. Eles t&ecirc;m esses m&eacute;todos para extrair conhecimento dos dados. Podem n&atilde;o usar todo o ferramental de teoria estat&iacute;stica, mas chegam a resultados similares aos dos estat&iacute;sticos. Esse &eacute; o ponto: voc&ecirc; vai por caminhos diferentes, mas quem chegar mais r&aacute;pido ser&aacute; mais valorizado.&rdquo;<i><br><\/i><\/p>\n<div><b>De volta ao lago &ndash;<\/b>&nbsp;Marcos conta que uma t&eacute;cnica frequentemente empregada para a contagem de peixes no lago &eacute; a captura e recaptura. &Eacute; um m&eacute;todo bem simples: alguns peixes s&atilde;o capturados, marcados e colocados de volta no lago. Aguarda-se certo tempo e captura-se novamente uma amostra de peixes no mesmo local. Por meio da an&aacute;lise do n&uacute;mero de animais marcados recapturados, os estat&iacute;sticos conseguem estimar a quantidade de peixes que h&aacute; no lago: &ldquo;Observe que, por conta da aleatoriedade, voc&ecirc; est&aacute; sempre sujeito ao erro&rdquo;.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Considerando a escala de um lago, a t&eacute;cnica da captura e recaptura alcan&ccedil;ar&aacute; resultados com um n&iacute;vel aceit&aacute;vel de precis&atilde;o. No entanto, se pensarmos em quantos peixes existem em todos os oceanos da Terra, &eacute; evidente que n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel empregar a mesma t&eacute;cnica estat&iacute;stica. &Eacute; por isso que, no universo de grandeza dos oceanos, que pode ser comparado ao mundo do Big Data, os estat&iacute;sticos precisam das ferramentas computacionais para desenvolver novas t&eacute;cnicas e m&eacute;todos a fim de obter respostas satisfat&oacute;rias a perguntas como: em qual s&eacute;rie a&nbsp;<i>Netflix<\/i>&nbsp;deve continuar investindo? Como podemos melhorar os servi&ccedil;os p&uacute;blicos de transporte, de sa&uacute;de e de justi&ccedil;a?<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Um caso de sucesso nesse sentido foi o trabalho realizado por Anne Milgram nos Estados Unidos. Quando ela se tornou procuradora geral de Nova Jersey, descobriu que sua equipe n&atilde;o sabia quem estavam colocando na pris&atilde;o e n&atilde;o possu&iacute;am meios para entender se suas decis&otilde;es estavam realmente deixando a popula&ccedil;&atilde;o mais segura. Na palestra&nbsp;<i>Por que as estat&iacute;sticas inteligentes s&atilde;o a chave para combater o crime<\/i>, realizada no <a href=\"mailto:TED@BCG%20em\">TED@BCG em<\/a> S&atilde;o Francisco (<a href=\"https:\/\/www.ted.com\/talks\/anne_milgram_why_smart_statistics_are_the_key_to_fighting_crime?language=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.ted.com\/talks\/anne_milgram_why_smart_statistics_are_the_key_to_fighting_crime?language%3Dpt-br&amp;source=gmail&amp;ust=1499979179633000&amp;usg=AFQjCNGW6QZixZGPaKVEZYKVt4X8v6Ynzg\">dispon&iacute;vel neste link<\/a>), Anne relata sua jornada para tornar o sistema de justi&ccedil;a criminal dos norte-americanos mais eficiente por meio da utiliza&ccedil;&atilde;o de dados e an&aacute;lises estat&iacute;sticas rigorosas.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p>De acordo com Anne, dos 12 milh&otilde;es de deten&ccedil;&otilde;es realizadas por ano nos Estados Unidos, menos de 5% correspondem a crimes violentos e 67% das pessoas que saem da cadeia voltam a ser presas. &ldquo;Decidi buscar uma ferramenta de dados e an&aacute;lises para avalia&ccedil;&atilde;o de risco, algo que permitiria aos ju&iacute;zes entenderem, com base cient&iacute;fica e objetiva, qual &eacute; o risco apresentado pelo r&eacute;u a sua frente&rdquo;, diz na palestra. Para possibilitar que os crimes violentos sejam punidos e evitar que as cadeias norte-americanas fiquem abarrotadas por pessoas que n&atilde;o precisariam estar l&aacute; j&aacute; que n&atilde;o oferecem risco &agrave; sociedade, Anne tem uma solu&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Dev&iacute;amos pegar essas avalia&ccedil;&otilde;es de risco por dados e combin&aacute;-las com o instinto e a experi&ecirc;ncia dos ju&iacute;zes para nos guiar a tomar decis&otilde;es melhores&rdquo;.<\/p>\n<div>O trabalho de Anne &eacute; citado em um dos muitos textos que Ranieri disponibiliza no blog&nbsp;<a href=\"https:\/\/oestatistico.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/oestatistico.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1499979179633000&amp;usg=AFQjCNGMQXZq7uKKvCtMWI4i_oA3bsLnxA\">O Estat&iacute;stico<\/a>. Recentemente, Ranieri participou de uma reuni&atilde;o para discutir como os dados abertos da cidade de Joinville poderiam ser utilizados para melhorar a gest&atilde;o na &aacute;rea de sa&uacute;de: &ldquo;ser&aacute; que os recursos est&atilde;o sendo destinados de forma correta? Verificando a demanda na sa&uacute;de, quais s&atilde;o os lugares mais indicados para instalar um novo posto de sa&uacute;de? N&atilde;o conseguiremos achar as respostas para essas perguntas se n&atilde;o olharmos os dados.&rdquo;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Segundo ele, s&oacute; agora as institui&ccedil;&otilde;es e empresas brasileiras est&atilde;o come&ccedil;ando a acordar para a era do Big Data. &ldquo;Os dados brutos s&atilde;o o novo dinheiro das empresas. Se elas n&atilde;o souberem o que esses dados significam, n&atilde;o saber&atilde;o para onde ir e v&atilde;o quebrar&rdquo;, profetiza Ranieri. Ele cita exemplos de empresas que est&atilde;o coletando dados em tempo real como o metr&ocirc; de Santiago, em que a tarifa n&atilde;o &eacute; fixa, mas se altera de acordo com a demanda. O Uber tamb&eacute;m segue essa pol&iacute;tica do pre&ccedil;o din&acirc;mico, nos momentos do dia em que a popula&ccedil;&atilde;o mais solicita o servi&ccedil;o, o custo da locomo&ccedil;&atilde;o aumenta: &ldquo;Tem que existir uma boa tecnologia para analisar dados n&atilde;o estruturados em tempo real e n&atilde;o s&atilde;o todas as empresas que t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de fazer isso hoje. Mas &eacute; algo cada vez mais comum, at&eacute; aeroportos j&aacute; est&atilde;o usando esses dados para controlar o fluxo a&eacute;reo&rdquo;.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Ranieri diz que as principais quest&otilde;es que as empresas est&atilde;o tentando responder ao olhar para a imensid&atilde;o de dados existentes em seus sistemas e nas redes sociais &eacute;: quem s&atilde;o meus clientes? Como eles se comportam? Ser&aacute; que o produto oferecido &eacute; adequado? Essas perguntas aparentemente simples t&ecirc;m feito muitos pesquisadores perderem noites de sono para respond&ecirc;-las estatisticamente. &ldquo;Fundamental nessa &aacute;rea &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o de modelos estat&iacute;sticos que possam refletir com maior precis&atilde;o a hist&oacute;ria e o perfil dos clientes. Esses modelos n&atilde;o s&atilde;o triviais devido ao tamanho dos bancos de dados&rdquo;, explica Josemar Rodrigues, professor aposentado do ICMC.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p>Na apresenta&ccedil;&atilde;o que ele fez durante o&nbsp;<i><a href=\"https:\/\/estatisticaverao.icmc.usp.br\/wpsm_en.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/estatisticaverao.icmc.usp.br\/wpsm_en.html&amp;source=gmail&amp;ust=1499979179633000&amp;usg=AFQjCNFPAPmYc_nHd5A3ouYe6GGSvXpLhQ\">5&ordm; Workshop de M&eacute;todos Estat&iacute;sticos e Probabil&iacute;sticos<\/a><\/i>, realizado em fevereiro no Instituto, Josemar abordou os desafios metodol&oacute;gicos que h&aacute; para as empresas conhecerem quem s&atilde;o seus clientes e o que eles v&atilde;o fazer no futuro. &ldquo;A maioria dos modelos que existem nessa &aacute;rea sup&otilde;e que o n&uacute;mero de vendas de um produto para cada cliente segue uma l&oacute;gica pr&eacute;-determinada, que n&atilde;o leva em conta o padr&atilde;o real de dispers&atilde;o de compras ao longo do tempo. Nesses modelos tradicionais, s&oacute; se considera o instante em que o cliente faz a compra&rdquo;. Josemar explica que a informa&ccedil;&atilde;o sobre o instante da compra n&atilde;o &eacute; suficiente para avaliar quanto tempo o cliente ficou interessado por um produto ou servi&ccedil;o e muito menos para identificar a probabilidade desse cliente realizar futuras compras. Durante sua apresenta&ccedil;&atilde;o, o professor evidenciou que os pesquisadores t&ecirc;m buscado construir modelos mais flex&iacute;veis e citou como exemplo o trabalho&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/00031305.2016.1234976\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/00031305.2016.1234976&amp;source=gmail&amp;ust=1499979179633000&amp;usg=AFQjCNHvikKuo2o2wVEN2wcNUXqPD8VQPQ\"><i>Bridging the Gap: A Generalized Stochastic Process for Count Data<\/i><\/a>.<\/p>\n<div><b>Partindo para florestas e oceanos &ndash;&nbsp;<\/b>Ser&aacute; que esses novos modelos estat&iacute;sticos permitir&atilde;o &agrave; humanidade escutar o som da extin&ccedil;&atilde;o surgindo no interior de uma floresta? Soa como uma quest&atilde;o t&iacute;pica dos filmes de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, mas esse &eacute; o objeto de estudo de Diego Carvalho do Nascimento, doutorando do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.icmc.usp.br\/pos-graduacao\/pipges\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.icmc.usp.br\/pos-graduacao\/pipges&amp;source=gmail&amp;ust=1499979179633000&amp;usg=AFQjCNF7TUptAVH2JMjwFfnXFpU3reKXmA\">Programa Interinstitucional de Programa Interinstitucional de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Estat&iacute;stica (PIPGEs)<\/a>. Orientado pelo professor Francisco Louzada, do ICMC, Diego est&aacute; trabalhando em conjunto com pesquisadores da &aacute;rea de computa&ccedil;&atilde;o nas grava&ccedil;&otilde;es realizadas na esta&ccedil;&atilde;o de pesquisa biol&oacute;gica La Selva, na Costa Rica. Durante o&nbsp;<i>5&ordm; Workshop de M&eacute;todos Estat&iacute;sticos e Probabil&iacute;sticos<\/i>, Diego apresentou o projeto&nbsp;<i>Wilcoxon test for transformation on soundscape: a feature extraction task<\/i>&nbsp;no formato de p&ocirc;ster.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O trabalho analisou grava&ccedil;&otilde;es que foram realizadas de 6 de mar&ccedil;o a 20 de abril de 2015 na selva. A cada 15 minutos, os pesquisadores da Costa Rica gravaram um minuto dos sons de La Selva, o que gerou 3.061 grava&ccedil;&otilde;es, totalizando mais de 8 mil minutos. &ldquo;Em 30 segundos de grava&ccedil;&atilde;o podemos escutar p&aacute;ssaros, grilos e at&eacute; um cachorro. Por&eacute;m, quando come&ccedil;a a chover, n&atilde;o conseguimos ouvir mais nada. Ent&atilde;o, antes de analisar, precisamos fazer uma limpeza nos sons, pr&eacute;-processar os dados, tirar o som da chuva e separar o que &eacute; o som de cada animal.&rdquo;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Se os pesquisadores obtiverem sucesso nessa verdadeira limpeza sonora, a t&eacute;cnica estat&iacute;stica desenvolvida poder&aacute; ser aplicada tanto para sondar o poss&iacute;vel desaparecimento de uma esp&eacute;cie quanto, por exemplo, para aprimorar a seguran&ccedil;a p&uacute;blica. Imagine se o disparo de uma arma de fogo em uma cidade pudesse ser ouvido em tempo real pelas for&ccedil;as de seguran&ccedil;a? Isso seria vi&aacute;vel se o som pudesse ser identificado automaticamente a partir da exclus&atilde;o de outros barulhos do ambiente urbano (carros, motos, vozes, etc.). &ldquo;A ideia &eacute; usar essa t&eacute;cnica tamb&eacute;m para estudar sons subaqu&aacute;ticos que est&atilde;o sendo captados na Bacia de Santos. Por meio desses &aacute;udios, queremos avaliar a quantidade de baleias que habitam a regi&atilde;o e reconhecer quantas s&atilde;o machos, f&ecirc;meas, jovens e adultos&rdquo;.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<p>Nesse momento, at&eacute; parece que os oceanos da realidade se aproximam dos filmes de fic&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil imaginar esse novo modelo estat&iacute;stico identificando a exist&ecirc;ncia de vida em outros planetas a partir da capta&ccedil;&atilde;o de sons. Por&eacute;m, antes que isso aconte&ccedil;a, caro leitor, h&aacute; muitos dados na Terra que precisar&atilde;o ser estudados. &ldquo;O mundo est&aacute; se tornando um mundo de dados. Acredito que todos n&oacute;s, no futuro, seremos pessoas capazes de analisar dados. Se o mundo est&aacute; se tornando digital, por que voc&ecirc; n&atilde;o vai se tornar anal&iacute;tico?&rdquo;, finaliza Ranieri.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Se antes eles eram chamados para estimar a quantidade de peixes que havia em um lago, agora precisam enfrentar um desafio bem maior, compar&aacute;vel &agrave; imensid&atilde;o dos oceanos &ldquo;Na estat&iacute;stica, as conclus&otilde;es envolvem sempre uma incerteza&rdquo;, diz o professor Marcos Magalh&atilde;es para uma plateia atenta de cerca de 180 estudantes que assistem a sua [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":413,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[10],"tags":[],"class_list":{"0":"post-414","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-estudos-prospectivos"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/analise-de-dados-big-data-analytics.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=414"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/414\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/413"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}