{"id":412,"date":"2017-07-11T19:22:47","date_gmt":"2017-07-11T22:22:47","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/o-futuro-da-oncologia-o-que-e-e-como-funciona-a-medicina-personalizada\/"},"modified":"2017-07-11T19:22:47","modified_gmt":"2017-07-11T22:22:47","slug":"o-futuro-da-oncologia-o-que-e-e-como-funciona-a-medicina-personalizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/o-futuro-da-oncologia-o-que-e-e-como-funciona-a-medicina-personalizada\/","title":{"rendered":"O futuro da oncologia: o que \u00e9 e como funciona a medicina personalizada"},"content":{"rendered":"<p>  Por mais que muitas vezes se fale na busca de uma &ldquo;cura para o c&acirc;ncer&rdquo; como se essa fosse uma doen&ccedil;a &uacute;nica, o termo &eacute; usado como um guarda-chuva para designar mais de 200 tipos diferentes de c&acirc;ncer. Mais do que um santo-graal da medicina moderna, a busca por formas de curar e impedir o avan&ccedil;o de tumores j&aacute; &eacute; um objetivo antigo. <\/p>\n<p> Historicamente, a oncologia, especialidade m&eacute;dica dedicada ao estudo e tratamento do c&acirc;ncer, teve como primeira forma de abordagem a cirurgia. Em uma realidade de milhares de anos atr&aacute;s, antes mesmo da descoberta da anestesia e da assepsia, as cirurgias oncol&oacute;gicas possu&iacute;am baixos &iacute;ndices de cura acompanhados por altas taxas de morbidade e mortalidade. <\/p>\n<p> Foi apenas o passar dos anos, acompanhado pelo desenvolvimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico, que a oncologia p&ocirc;de se desenvolver e buscar taxas de sucesso cada vez maiores. Estes saltos foram, sobretudo, impulsionados pela evolu&ccedil;&atilde;o de outras &aacute;reas da medicina, como microscopia, anatomia patol&oacute;gica, anestesiologia, radiologia, radioterapia e quimioterapia. Agora, os especialistas que atuam na luta contra o c&acirc;ncer podem estar em vias de se prepararem para mais um salto, talvez o mais importante at&eacute; ent&atilde;o: a medicina personalizada. <\/p>\n<p> Uma nova medicina <\/p>\n<p>Segundo m&eacute;dico patologista e presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Clovis Klock, a medicina personalizada dentro da oncologia &eacute; apontada como o futuro para o tratamento do c&acirc;ncer. &ldquo;Sem d&uacute;vida, quando falamos em oncologia, &eacute; o que podemos chamar de nova medicina. Isso se aplica principalmente a patologia, que encontra na medicina personalizada um leque muito grande para diagn&oacute;stico&rdquo;, afirma. <\/p>\n<p> O patologista &eacute; o respons&aacute;vel pelo diagn&oacute;stico microsc&oacute;pico dos c&acirc;nceres. Analisando o material proveniente das cirurgias ou as bi&oacute;psias dos tumores com a ajuda do microsc&oacute;pio, ele redige um laudo anatomopatol&oacute;gico, em que v&aacute;rias caracter&iacute;sticas desse c&acirc;ncer ser&atilde;o descritas: dentre as quais podemos destacar o tipo histol&oacute;gico, o grau de diferencia&ccedil;&atilde;o, se h&aacute; invas&atilde;o vascular e como est&atilde;o as margens cir&uacute;rgicas. Com a medicina personalizada, isso deve ir mais al&eacute;m <\/p>\n<p> &ldquo;Ela permite que o profissional dite os rumos que ser&atilde;o tomados para o combate da doen&ccedil;a. A tend&ecirc;ncia &eacute; de que boa parte dos c&acirc;nceres possam ser tratados de forma personalizada. Hoje h&aacute; alguns tumores para os quais usamos esses protocolos e a tend&ecirc;ncia &eacute; ampliar essa pr&aacute;tica, principalmente em casos quando os tumores n&atilde;o respondem aos m&eacute;todos terape&uacute;ticos aplicados atualmente&rdquo;, ressalta. <\/p>\n<p> Entendendo o inimigo <\/p>\n<p>O segredo para acessar tanta informa&ccedil;&atilde;o? Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Katia Ramos Moreira Leite, a chave para isso est&aacute; em t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas chamadas de Patologia Molecular e Imuno-histoquimica. De maneira geral, elas permitem a descri&ccedil;&atilde;o das anormalidades espec&iacute;ficas em genes respons&aacute;veis pelo controle da prolifera&ccedil;&atilde;o, morte e instabilidade celular. &Eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o das anormalidades que favorecem o crescimento e a progress&atilde;o do c&acirc;ncer que traz a oportunidade do desenvolvimento de mol&eacute;culas capazes de controlar essas altera&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p> &ldquo;Muta&ccedil;&otilde;es, transloca&ccedil;&otilde;es, perdas e amplifica&ccedil;&otilde;es de genes importantes para o funcionamento das c&eacute;lulas podem ser avaliadas por testes moleculares, s&atilde;o conhecidos como biomarcadores de comportamento e, mais importante, de resposta &agrave;s novas terapias alvo-moleculares. Os tumores s&atilde;o diagnosticados n&atilde;o mais como antigamente, quando a sua origem era o elemento mais importante. Hoje a caracteriza&ccedil;&atilde;o das anormalidades moleculares &eacute; mais importante e revela a etiologia da neoplasia que pode ser tratada de modo espec&iacute;fico&rdquo;, ressalta. <\/p>\n<p> Assim, o diagn&oacute;stico informado pela medicina personalizada permite que a luta contra o c&acirc;ncer seja mais f&aacute;cil. &ldquo;Com esse diagn&oacute;stico ainda mais preciso e tratamentos tamb&eacute;m mais direcionados, podemos esperar melhor progn&oacute;stico para muitos tipos de tumores que hoje t&ecirc;m mortalidade alta, melhorando a sobrevida do paciente&rdquo;, explica Katia. <\/p>\n<p> Um tratamento para chamar de seu <\/p>\n<p>Assim como no caso das infec&ccedil;&otilde;es, que antigamente eram todas tratadas com o uso de sangrias, uma vez que n&atilde;o havia conhecimento detalhado sobre o que causava as doen&ccedil;as, a oncologia tem passado pela mesma revolu&ccedil;&atilde;o. Ao descobrir informa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre uma neoplasia, gra&ccedil;as &agrave; ajuda da medicina personalizada, &eacute; poss&iacute;vel tra&ccedil;ar um tratamento mais espec&iacute;fico com grandes chances de respostas positivas e menos efeitos colaterais. <\/p>\n<p> &ldquo;As t&eacute;cnicas de Patologia Molecular e a Imuno-histoquimica, aliadas &agrave; medicina personalizada, abrem as portas para esse campo muito amplo para a Patologia. Podemos inclusive tra&ccedil;ar um panorama hist&oacute;rico. Antigamente, o m&eacute;dico patologista era aquele que atuava apenas nos bastidores, sem contato com ningu&eacute;m e apenas em seu laborat&oacute;rio ao microsc&oacute;pio. Hoje chegamos a um papel de protagonista, em que o patologista &eacute; um dos atores das equipes multidisciplinares, passando de um diagn&oacute;stico puro para pe&ccedil;a chave na defini&ccedil;&atilde;o do progn&oacute;stico e indica&ccedil;&atilde;o da melhor conduta terap&ecirc;utica. A medicina personalizada coloca esse profissional em uma posi&ccedil;&atilde;o de destaque, pois muitas vezes &eacute; ele quem vai ditar os rumos a serem tomados pelos tratamentos mais modernos&rdquo;, finaliza Clovis Klock.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por mais que muitas vezes se fale na busca de uma &ldquo;cura para o c&acirc;ncer&rdquo; como se essa fosse uma doen&ccedil;a &uacute;nica, o termo &eacute; usado como um guarda-chuva para designar mais de 200 tipos diferentes de c&acirc;ncer. 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