{"id":402,"date":"2017-07-07T19:08:39","date_gmt":"2017-07-07T22:08:39","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/como-a-automacao-de-noticias-impacta-o-jornalismo\/"},"modified":"2017-07-07T19:08:39","modified_gmt":"2017-07-07T22:08:39","slug":"como-a-automacao-de-noticias-impacta-o-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/como-a-automacao-de-noticias-impacta-o-jornalismo\/","title":{"rendered":"Como a automa\u00e7\u00e3o de not\u00edcias impacta o jornalismo"},"content":{"rendered":"<div class=\"long-form-article-header-container\">\n<div class=\"long-form-article__content__header\">\n<div class=\"long-form-article__content__header__inner\">\n<div class=\"article__title\">Os rob&ocirc;s invadiram o jornalismo, mas n&atilde;o se preocupem: est&aacute; tudo bem<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"body long-form-article__content__body\">\n<div class=\"contributor\">\n<div class=\"contributor__media\"><a href=\"https:\/\/motherboard.vice.com\/pt_br\/contributor\/danilo-venticinque\" class=\"contributor__link\" title=\"Danilo Venticinque\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> \n<div class=\"contributor__image--none\">\n<div>DV<\/div>\n<\/div>\n<p> <\/p><\/a><\/div>\n<div class=\"contributor__details\">\n<ul>\n<li class=\"contributor__details contributor__name\"><a href=\"https:\/\/motherboard.vice.com\/pt_br\/contributor\/danilo-venticinque\" class=\"contributor__link\" title=\"Danilo Venticinque\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">DANILO VENTICINQUE<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"contributor__content__date\">Jul 25 2016, 5:02pm<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3 class=\"article__dek\">Calma.<\/h3>\n<div class=\"article__body\">\n<p>H&aacute; algumas semanas, a Associated Press anunciou uma grande expans&atilde;o em sua cobertura esportiva. A ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias passou a cobrir 142 times da Minor League Baseball, um conjunto de campeonatos de divis&otilde;es regionais do beisebol americano. &Agrave; primeira vista a decis&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil de explicar: cobrir a Minor League em tempo real exigiria a contrata&ccedil;&atilde;o de dezenas de rep&oacute;rteres em todo o pa&iacute;s. Por que fazer um investimento t&atilde;o grande para acompanhar partidas de pouca relev&acirc;ncia, que despertariam o interesse apenas de algumas publica&ccedil;&otilde;es regionais? A explica&ccedil;&atilde;o est&aacute; na &uacute;ltima frase de cada uma das notas publicadas pela ag&ecirc;ncia como parte da cobertura da Minor League: &ldquo;Esta not&iacute;cia foi gerada pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/automatedinsights.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Automated Insights<\/a>&nbsp;com dados e colabora&ccedil;&atilde;o da MLB Advanced Media e da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.milb.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Minor League Baseball<\/a>.&rdquo; As not&iacute;cias da Minor League Baseball s&atilde;o escritas automaticamente por uma intelig&ecirc;ncia artificial, sem interfer&ecirc;ncia humana, com base em estat&iacute;sticas fornecidas pela liga. Para incluir os resultados de 13 campeonatos regionais sua cobertura esportiva, num total de mais de 10 mil partidas de beisebol, a Associated Press n&atilde;o precisou contratar dezenas de rep&oacute;rteres: apenas pagou por um programa de computador.<\/p>\n<p>A Automated Insights &eacute; uma empresa de intelig&ecirc;ncia artificial da Carolina do Norte pioneira no desenvolvimento de softwares para escrever not&iacute;cias. Sua plataforma Wordsmith, adotada pela Associated Press, &eacute; capaz de gerar &ldquo;bilh&otilde;es&rdquo; de textos por m&ecirc;s, segundo a companhia, usando uma engenhosa combina&ccedil;&atilde;o de modelos pr&eacute;-programados e dados obtidos por meio de fontes confi&aacute;veis. Basicamente, o administrador do Wordsmith pode criar uma estrutura narrativa b&aacute;sica e deixar em branco os espa&ccedil;os que seriam preenchidos pelos dados noticiosos &ndash; o resultado de uma partida, o jogador que marcou o maior n&uacute;mero de pontos ou o time vencedor, por exemplo. Ao receber os dados, o programa os analisa e preenche os espa&ccedil;os em branco usando uma sintaxe que imita a escrita humana.<\/p>\n<div class=\"odd-unit__container__container\">\n<div class=\"article-iac__wrapper\">\n<div class=\"ad-unit t-long-form\" data-reactroot=\"\">\n<div class=\"ad-unit__disclaimer\">PUBLICIDADE<\/div>\n<div id=\"t-long-form-1499454273906\" data-google-query-id=\"CJivjtPu99QCFQ6JkQod44MJPg\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A qualidade dos relatos produzidos pelo Wordsmith agradou aos leitores e surpreendeu os profissionais. &ldquo;Fizemos testes com grupos de leitores e eles ficaram bastante satisfeitos com o resultado. Os nossos editores chegaram a dizer que o trabalho do computador &eacute; t&atilde;o bom quanto o que recebemos de jornalistas freelancers&rdquo;, diz Barry Bedlan, diretor de produtos esportivos da Associated Press.<\/p>\n<p>Em alguns testes, os computadores se saem at&eacute; melhor que jornalistas humanos. O pesquisador&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.andreas-graefe.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Andreas Graefe<\/a>, da Universidade Ludwig-Maximilians, em Munique, publicou no in&iacute;cio do ano um estudo em que comparava as rea&ccedil;&otilde;es de leitores a textos escritos por humanos e por computadores. As not&iacute;cias geradas pelo computador foram consideradas superiores no quesito credibilidade e conhecimento do tema. O software s&oacute; perdeu para os humanos no quesito legibilidade: por ser extremamente objetivos e cheios de dados, os textos gerados por computador podem ser um pouco tediosos para o p&uacute;blico. Mesmo assim, a maioria dos leitores n&atilde;o foi capaz de distinguir entre textos gerados por computador e escritos por um rep&oacute;rter de carne e osso. Com o aprimoramento dos algoritmos usados por plataformas do tipo, a diferen&ccedil;a deve diminuir ainda mais &ndash; start-ups e grandes empresas de tecnologia est&atilde;o fazendo um esfor&ccedil;o concentrado para desenvolver programas capazes de escrever de maneira mais &ldquo;humana&rdquo;.<\/p>\n<div class=\"article__media\"><picture class=\"article__image\"><source srcset=\"https:\/\/motherboard-images.vice.com\/content-images\/contentimage\/no-id\/1469477421924493.png?resize=400:*, &lt;a href=\" media=\"(max-width: 25em)\"><\/source>https:\/\/motherboard-images.vice.com\/content-images\/contentimage\/no-id\/1469477421924493.png?resize=600:* 2x&rdquo;&gt;<source srcset=\"https:\/\/motherboard-images.vice.com\/content-images\/contentimage\/no-id\/1469477421924493.png?resize=650:*, &lt;a href=\" media=\"(max-width: 40.625em)\"><\/source>https:\/\/motherboard-images.vice.com\/content-images\/contentimage\/no-id\/1469477421924493.png?resize=975:* 2x&rdquo;&gt;<source srcset=\"https:\/\/motherboard-images.vice.com\/content-images\/contentimage\/no-id\/1469477421924493.png?resize=765:*\" media=\"(min-width: 40.625em)\"><\/source><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/motherboard-images.vice.com\/content-images\/contentimage\/no-id\/1469477421924493.png\" alt=\"\"><\/picture>\n<p class=\"article__image-caption\">Compara&ccedil;&atilde;o das credibilidades entre humanos (cinza) e computadores (preto). Cr&eacute;dito: Reprodu&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<\/div>\n<p>Uma visita ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/automatedinsights.com\/pricing\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site da Automated Insights<\/a>&nbsp;mostra que esse tipo de tecnologia est&aacute; se tornando cada vez mais acess&iacute;vel. A plataforma Wordsmith, adotada pela Associated Press, pode ser assinada por planos a partir de US$ 250. &Eacute; uma fra&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio de um jornalista novato. Al&eacute;m de barato, o software n&atilde;o comete erros de digita&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o confunde n&uacute;meros, faz c&aacute;lculos com perfei&ccedil;&atilde;o e pode escrever at&eacute; mil artigos por m&ecirc;s em sua vers&atilde;o mais simples &ndash; ou bilh&otilde;es, na mais completa.<\/p>\n<div class=\"odd-unit__container__container\">\n<div class=\"article-iac__wrapper\">\n<div class=\"ad-unit scroll-long-form\" data-reactroot=\"\">\n<div class=\"ad-unit__disclaimer\">PUBLICIDADE<\/div>\n<div id=\"scroll-long-form-1499454273933\" data-google-query-id=\"CKDt9dvu99QCFYuJkQodGrwDMA\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Se voc&ecirc; conseguiu ler o par&aacute;grafo acima sem engolir em seco, voc&ecirc; provavelmente n&atilde;o &eacute; um jornalista. Num momento de crise na imprensa, com demiss&otilde;es em massa e encerramento de publica&ccedil;&otilde;es no mundo todo, a invas&atilde;o de rob&ocirc;s ultraprodutivos seria mais uma p&eacute;ssima not&iacute;cia para&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.poynter.org\/2016\/newspaper-reporter-is-the-worst-job-study-says-do-you-agree\/406440\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma profiss&atilde;o que j&aacute; foi considerada a pior do mundo<\/a>. &ldquo;Quando fizemos os primeiros testes com a plataforma, algumas pessoas na reda&ccedil;&atilde;o ficaram bastante preocupadas&rdquo;, afirma Bedlan. Felizmente, os especialistas no assunto dizem que ainda n&atilde;o h&aacute; motivo para p&acirc;nico. Apesar dos grandes avan&ccedil;os recentes nessa &aacute;rea, os programas geradores de not&iacute;cias ainda t&ecirc;m muitas limita&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Os programas se saem melhor em assuntos que exigem a produ&ccedil;&atilde;o de um grande n&uacute;mero de not&iacute;cias de maneira r&aacute;pida e eficiente, sem muita &ecirc;nfase na qualidade da narrativa &ndash; como relat&oacute;rios financeiros e resumos de eventos esportivos&rdquo;, diz Graefe. &ldquo;Eles t&ecirc;m uma utilidade bastante limitada em assuntos que exigem que o jornalista interprete, analise e opine sobre os fatos, em lugar de simplesmente recit&aacute;-los.&rdquo;<\/p>\n<p>Outra tarefa em que os jornalistas de carne e osso s&atilde;o muito melhores que as m&aacute;quinas &eacute; correr atr&aacute;s das informa&ccedil;&otilde;es. Enquanto um rep&oacute;rter pode fazer entrevistas e consultar fontes para buscar os dados de que precisa, os computadores s&oacute; funcionam quando s&atilde;o abastecidos por um banco de dados externo, gerado por uma fonte confi&aacute;vel. &ldquo;Fizemos algumas experi&ecirc;ncias com outras ligas esportivas antes da Minor League Baseball, mas tivemos problemas porque os dados fornecidos pelos organizadores n&atilde;o eram bons o bastante, ou chegavam com atraso. Se uma organiza&ccedil;&atilde;o esportiva s&oacute; divulga as estat&iacute;sticas oficiais cinco ou seis horas depois do fim de uma partida, por exemplo, a not&iacute;cia que gerarmos j&aacute; n&atilde;o vai ser relevante&rdquo;, diz Bedlan.<\/p>\n<div class=\"odd-unit__container__container\">\n<div class=\"article-iac__wrapper\">\n<div class=\"ad-unit scroll-long-form\" data-reactroot=\"\">\n<div class=\"ad-unit__disclaimer\">PUBLICIDADE<\/div>\n<div id=\"scroll-long-form-1499454273938\" data-google-query-id=\"CNzFh-Lu99QCFQyEkQodw3ENXw\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>As limita&ccedil;&otilde;es descritas por Bedlan e Graefe explicam por que os rob&ocirc;s jornal&iacute;sticos s&atilde;o um grande sucesso em duas &aacute;reas: na cobertura de beisebol, um esporte em que os f&atilde;s e organizadores s&atilde;o conhecidos pela paix&atilde;o por estat&iacute;sticas, e em an&aacute;lises de balan&ccedil;o de empresas de capital aberto &ndash; que s&atilde;o obrigadas a divulgar periodicamente uma grande quantidade de dados para o p&uacute;blico. Na Associated Press, por exemplo, a ideia de cobrir a Minor League Baseball surgiu ap&oacute;s um experimento bem sucedido na cobertura de neg&oacute;cios. Em janeiro de 2015, a ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias causou alvoro&ccedil;o a<a href=\"https:\/\/finance.yahoo.com\/news\/apple-tops-street-1q-forecasts-213944804.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o publicar uma nota analisando o balan&ccedil;o trimestral da Apple<\/a>&nbsp;poucos minutos depois da divulga&ccedil;&atilde;o dos dados pela empresa, num dos grandes marcos na hist&oacute;ria do jornalismo automatizado.<\/p>\n<div class=\"article__embed article__embed--youtube\">&nbsp;<\/div>\n<p> Apresenta&ccedil;&atilde;o do Wordsmith. Cr&eacute;dito: Divulga&ccedil;&atilde;o\/ YouTube <\/p>\n<p>Em vez de espantar os rep&oacute;rteres de economia, o sucesso dos computadores na an&aacute;lise de balan&ccedil;os trimestrais de empresas causou al&iacute;vio nas reda&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Esse era o tipo de trabalho mec&acirc;nico e repetitivo que os jornalistas da &aacute;rea detestavam fazer&rdquo;, diz Bedlan. &ldquo;Eles adoraram a not&iacute;cia de que usar&iacute;amos softwares para isso. Agora podem se dedicar a outras reportagens mais estimulantes.&rdquo; Assim como nos esportes, o uso da plataforma de intelig&ecirc;ncia artificial tamb&eacute;m permitiu que a ag&ecirc;ncia expandisse sua cobertura econ&ocirc;mica. Antes da parceria com a Automated Insights, a Associated Press publicava not&iacute;cias sobre o desempenho de cerca de 300 empresas, com relat&oacute;rios escritos por rep&oacute;rteres e editores. Em 2015, ano em que adotou o jornalismo automatizado, a ag&ecirc;ncia passou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/towcenter.org\/research\/guide-to-automated-journalism\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">acompanhar os resultados de mais de 3 mil empresas<\/a>&nbsp;usando uma fra&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra usada anteriormente e liberando os jornalistas para apurar not&iacute;cias que exigiam mais investiga&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<div class=\"odd-unit__container__container\">\n<div class=\"article-iac__wrapper\">\n<div class=\"ad-unit scroll-long-form\" data-reactroot=\"\">\n<div class=\"ad-unit__disclaimer\">PUBLICIDADE<\/div>\n<div id=\"scroll-long-form-1499454273941\" data-google-query-id=\"CJ_49O3u99QCFRMMkQodbtgFKA\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&ldquo;N&atilde;o temos not&iacute;cia de nenhum jornalista que tenha perdido o emprego por causa do Wordsmith&rdquo;, diz Dan Dillon, porta-voz da Automated Insights. &ldquo;Automatizar algumas partes da cobertura noticiosa permite que os rep&oacute;rteres se dediquem a projetos de maior impacto. Isso traz benef&iacute;cios para eles, para as empresas de m&iacute;dia, que aumentam sua produtividade, e aos leitores, que passam a receber informa&ccedil;&otilde;es que antes n&atilde;o recebiam.&rdquo;<\/p>\n<p>Al&eacute;m de desbravar relat&oacute;rios extensos para fazer reportagens ma&ccedil;antes que ningu&eacute;m na reda&ccedil;&atilde;o gostava de fazer, programas como o Wordsmith podem se tornar ferramentas valiosas para ajudar jornalistas em reportagens h&iacute;bridas, nas quais humanos e computadores trabalham em conjunto. Uma grande leva de reportagens desse tipo j&aacute; poder&aacute; ser vista na cobertura das elei&ccedil;&otilde;es americanas.<\/p>\n<p class=\"article__pull-quote\">&ldquo;Automatizar algumas partes da cobertura noticiosa permite que os rep&oacute;rteres se dediquem a projetos de maior impacto&rdquo;<\/p>\n<div class=\"odd-unit__container__container\">\n<div class=\"article-iac__wrapper\">\n<div class=\"ad-unit scroll-long-form\" data-reactroot=\"\">\n<div class=\"ad-unit__disclaimer\">PUBLICIDADE<\/div>\n<div id=\"scroll-long-form-1499454273945\" data-google-query-id=\"CKvVjvju99QCFdQSkQod6t8GBg\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo Graefe, a tend&ecirc;ncia &eacute; que essa colabora&ccedil;&atilde;o entre humanos e m&aacute;quinas se torne mais comum nos pr&oacute;ximos anos. &ldquo;O que veremos nas reda&ccedil;&otilde;es ser&aacute; um casamento entre jornalistas de carne e osso e programas de computador, cada um concentrando-se no que sabe fazer melhor&rdquo;, diz. A cobertura esportiva da Associated Press poder&aacute; seguir esse caminho. &ldquo;Temos estudado a possibilidade de usar a plataforma da Automated Insights como uma ferramenta para ajudar os rep&oacute;rteres em suas coberturas&rdquo;, diz Bedlan. &ldquo;Ela &eacute; muito boa para fazer compara&ccedil;&otilde;es entre estat&iacute;sticas de diferentes times e trazer &agrave; tona detalhes interessantes sobre o desempenho hist&oacute;rico de equipes e jogadores, coisas que podem passar desapercebidas para um rep&oacute;rter. Nunca nos limitar&iacute;amos a publicar uma cobertura autom&aacute;tica de uma partida importante, mas um jornalista que saiba trabalhar em conjunto com um programa do tipo pode us&aacute;-lo para complementar suas reportagens.&rdquo;<\/p>\n<p>&ldquo;Os &uacute;nicos jornalistas que correm risco de ser substitu&iacute;dos pelas m&aacute;quinas s&atilde;o aqueles que apenas fazem um trabalho mec&acirc;nico e que ficam esperando que a informa&ccedil;&atilde;o chegue at&eacute; eles &ndash; ou seja, os que t&ecirc;m um comportamento rob&oacute;tico. Meu conselho aos jornalistas &eacute; que eles desenvolvam habilidades que um algoritmo n&atilde;o tenha, como analisar fatos de maneira aprofundada, fazer boas entrevistas e produzir reportagens investigativas&rdquo;, diz Graefe.<\/p>\n<p>At&eacute; agora, o consenso entre os especialistas &eacute; que a expans&atilde;o do jornalismo automatizado ter&aacute; consequ&ecirc;ncias bastante positivas para as empresas jornal&iacute;sticas, rep&oacute;rteres e leitores. A n&atilde;o ser que eu tenha entendido tudo errado. Se daqui a alguns anos os rob&ocirc;s invadirem todas as reda&ccedil;&otilde;es do planeta e provocarem demiss&otilde;es em massa ao redor do mundo, deixo aqui meu humilde pedido de desculpas. Ao contr&aacute;rio das m&aacute;quinas, rep&oacute;rteres humanos sempre est&atilde;o sujeitos a cometer erros.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os rob&ocirc;s invadiram o jornalismo, mas n&atilde;o se preocupem: est&aacute; tudo bem DV DANILO VENTICINQUE Jul 25 2016, 5:02pm Calma. H&aacute; algumas semanas, a Associated Press anunciou uma grande expans&atilde;o em sua cobertura esportiva. 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