{"id":397,"date":"2017-07-06T12:41:34","date_gmt":"2017-07-06T15:41:34","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/brasil-tera-apagao-de-professores-ate-2025\/"},"modified":"2018-04-29T17:29:05","modified_gmt":"2018-04-29T20:29:05","slug":"brasil-tera-apagao-de-professores-ate-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/brasil-tera-apagao-de-professores-ate-2025\/","title":{"rendered":"Brasil ter\u00e1 &#8220;apag\u00e3o&#8221; de professores at\u00e9 2025"},"content":{"rendered":"<p>Crise tende a se agravar se n&atilde;o houver uma revis&atilde;o dos modelos das escolas<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Marcionila Teixeira<br>\nDi&aacute;rio de Pernambuco<\/p>\n<p>O apag&atilde;o de professores j&aacute; &eacute; uma realidade. E tende a piorar at&eacute; 2025 se nada for feito para mudar o desinteresse das pessoas em cursar licenciatura no pa&iacute;s. Essa &eacute; a opini&atilde;o de Mozart Neves Ramos, atualmente diretor de Articula&ccedil;&atilde;o e Inova&ccedil;&atilde;o do Instituto Ayrton Senna e com um extenso curr&iacute;culo na &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o, que inclui o cargo de reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e dez livros publicados. Na opini&atilde;o de Mozart, que tamb&eacute;m j&aacute; deu aulas de qu&iacute;mica no curso de licenciatura na institui&ccedil;&atilde;o federal, os jovens brasileiros n&atilde;o sentem atra&ccedil;&atilde;o pela profiss&atilde;o de professor assim como acontece nos pa&iacute;ses que est&atilde;o no topo da educa&ccedil;&atilde;o mundial. Por tr&aacute;s desse desinteresse est&atilde;o a falta de um plano de carreiras, a viol&ecirc;ncia nas escolas de periferia e a dist&acirc;ncia entre a teoria e a pr&aacute;tica. Mozart chega a defender a resid&ecirc;ncia em licenciatura, assim como acontece em medicina no Brasil, para qualificar melhor o est&aacute;gio dos futuros professores, hoje considerado &ldquo;um faz de conta&rdquo;. &ldquo;A gente prepara ainda o professor para a sala de aula em que o aluno est&aacute; olhando a nuca do aluno da frente, quando hoje a criatividade, o protagonismo, o projeto de vida s&atilde;o elementos importantes para a sala de aula do s&eacute;culo 21&rdquo;, reflete.<\/p>\n<p><strong>Recentemente o senhor usou o termo &ldquo;apag&atilde;o de professores&rdquo; referindo-se &agrave; baixa procura dos jovens pelos cursos de licenciatura no Brasil. Como o senhor analisa essa situa&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>A maioria dos jovens n&atilde;o est&aacute; motivada para o magist&eacute;rio. Uma pesquisa da Funda&ccedil;&atilde;o Victor Civita, de 2008, mostrava que apenas 2% dos jovens brasileiros queriam seguir o magist&eacute;rio. Quando analisamos os pa&iacute;ses que est&atilde;o no topo da educa&ccedil;&atilde;o mundial, como Finl&acirc;ndia, Canad&aacute; e Singapura, os jovens t&ecirc;m um sentimento de prest&iacute;gio relacionado &agrave; profiss&atilde;o de professor similar ao da medicina no Brasil. Essa valoriza&ccedil;&atilde;o e reconhecimento social s&atilde;o importantes para atrair jovens. &Agrave; medida que a carreira &eacute; mais reconhecida, h&aacute; maior demanda por profissionais e aumenta o n&uacute;mero de pessoas para ingressar e disputar o curso. Aumenta, portanto, a atratividade para a carreira de magist&eacute;rio.<\/p>\n<p><strong>Faltam pol&iacute;ticas de valoriza&ccedil;&atilde;o do magist&eacute;rio em nosso pa&iacute;s. Por que esse desinteresse?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. E isso tem tr&ecirc;s aspectos. A gente sempre pensa no sal&aacute;rio, mas, na verdade, todas as pesquisas, que tomam como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (Pnad), mostram que o professor em in&iacute;cio de carreira ganha 11% menos que outros profissionais tamb&eacute;m em in&iacute;cio de carreira. A diferen&ccedil;a sobe para 43% no meio do percurso da carreira e, ao chegar no final, a diferen&ccedil;a pode chegar a 70%. O grande problema, ent&atilde;o, n&atilde;o est&aacute; no sal&aacute;rio inicial. O Fundeb e a Lei do Piso melhoraram o sal&aacute;rio inicial, mas a grande lacuna em rela&ccedil;&atilde;o a outras profiss&otilde;es &eacute; o fato de n&atilde;o haver plano de carreiras para acompanhar os incrementos salariais, como t&ecirc;m outras carreiras no Brasil. Ou seja, ter plano de carreiras pautado no desenvolvimento do professor ao longo de sua vida profissional concomitantemente a um aumento que acompanhe o de outros profissionais. E o caminho para isso deveria ser um plano de carreiras dentro do contexto de um cen&aacute;rio nacional. Temos estados e munic&iacute;pios d&iacute;spares do ponto de vista social e econ&ocirc;mico. &Eacute; preciso ter no governo federal o grande articulador para o plano ser equ&acirc;nime no pa&iacute;s. Outro aspecto agravado nos &uacute;ltimos dez anos &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o do jovem com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia nas escolas. Maria Helena Castro, que foi secret&aacute;ria de Educa&ccedil;&atilde;o do Distrito Federal, apontou algo importante: o jovem se afasta de ensinar nas escolas de periferia por causa da quest&atilde;o da viol&ecirc;ncia, que vai desde o tr&aacute;fico, que dita as normas do entorno, at&eacute; o carro arranhado e as agress&otilde;es de alunos. A quest&atilde;o da viol&ecirc;ncia e da droga tem afastado o jovem do magist&eacute;rio. E o terceiro ponto &eacute; que o jovem que se preparou ao longo da vida e concluiu o ensino m&eacute;dio quer ser desafiado, ter um modelo de ensino que dialogue com os anseios do s&eacute;culo 21. Tem que trabalhar a forma&ccedil;&atilde;o que olhe esse futuro. A forma&ccedil;&atilde;o de hoje n&atilde;o estimula o jovem com vis&atilde;o empreendedora, criativa, cr&iacute;tica. A forma&ccedil;&atilde;o opta mais pelo caminho de dar a contextualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e pouco pr&aacute;tica. O jovem quer est&aacute;gio que o prepare. A pesquisadora Bernadeti Gatti analisou curr&iacute;culos de licenciaturas no Brasil e percebeu pouca pr&aacute;tica e muita teoria e, al&eacute;m disso, o est&aacute;gio n&atilde;o funciona. Os curr&iacute;culos das universidades n&atilde;o enxergam as mudan&ccedil;as nas tecnologias. A gente prepara ainda o professor para a sala de aula em que o aluno est&aacute; olhando a nuca do aluno da frente, quando hoje a criatividade, o protagonismo, o projeto de vida s&atilde;o elementos importantes para a sala do s&eacute;culo 21. Mas o curr&iacute;culo para licenciatura pensa no aspecto conteudista. Al&eacute;m do conte&uacute;do, &eacute; preciso pensar como se d&aacute; a dissemina&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do no modelo de ensinar. Pode ser que em certo momento a aula cl&aacute;ssica seja necess&aacute;ria. Em outro momento, ser&aacute; preciso juntar a turma em grupos para trabalho de experimenta&ccedil;&atilde;o e a&iacute; vai ser preciso ter banda larga para os alunos pesquisarem. O papel do professor muda. Hoje no Brasil estamos distantes dessa realidade.<\/p>\n<p><strong>O senhor prop&otilde;e resid&ecirc;ncias para licenciatura, a exemplo do que acontece com o curso de medicina no Brasil. Por que para a licenciatura e para outros cursos n&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, quando a pessoa passa no concurso, no dia seguinte j&aacute; est&aacute; com o material pronto para ir para a escola dar aula. Nos pa&iacute;ses com forma&ccedil;&atilde;o s&oacute;lida para professor, a pessoa faz o que no Brasil &eacute; a resid&ecirc;ncia m&eacute;dica. Tem resid&ecirc;ncia para preparar para a escola. O jovem tem um professor tutor. Diferentemente dos est&aacute;gios da maioria das profiss&otilde;es, o est&aacute;gio docente das licenciaturas no Brasil &eacute; um faz de conta. A maioria acontece na escola p&uacute;blica e, l&aacute; dentro, o professor n&atilde;o acolhe. &Agrave;s vezes n&atilde;o &eacute; nem o professor de qu&iacute;mica que d&aacute; aula de qu&iacute;mica. Ent&atilde;o ele fica inseguro de receber o aluno para assistir &agrave; aula dele. Isso passa pela escassez do professor. 71% daqueles que d&atilde;o aula de fisica n&atilde;o s&atilde;o formados em f&iacute;sica e nem em &aacute;rea correlata. No caso de matem&aacute;tica, o percentual &eacute; de 32%. Ent&atilde;o, eu vou fazer est&aacute;gio com um cara que nem sequer foi formado na minha &aacute;rea. Nem todo hospital recebe resid&ecirc;ncia, por exemplo. Teria que ter escola com estrutura para o jovem aprender de forma apropriada. No entanto, apesar de trabalharem em p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es nas unidades p&uacute;blicas, assim como os professores, os m&eacute;dicos ao menos s&atilde;o melhor remunerados. Digo que as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho do m&eacute;dico chegam a ser piores que as do professor. Voc&ecirc; tem hoje 2 milh&otilde;es de professores contratados. O problema &eacute; que se voc&ecirc; d&aacute; aumento para a categoria, n&atilde;o &eacute; s&oacute; para o ativo, mas para quem est&aacute; aposentado tamb&eacute;m. O impacto na folha &eacute; grande. Isso &eacute; um problema. Al&eacute;m disso, &eacute; mais percept&iacute;vel na sociedade n&atilde;o ter m&eacute;dico, pois o cara pode morrer na hora em atendimento. As pessoas, no entanto, n&atilde;o percebem que n&atilde;o ter uma forma&ccedil;&atilde;o &eacute; uma maneira de matar lentamente algu&eacute;m para o futuro. Quando o jovem abandona a escola, ele n&atilde;o perde apenas para o mundo do trabalho, mas para a vida, para seu crescimento. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que tem 1 milh&atilde;o de jovens que n&atilde;o estuda, nem trabalha. E esse jovem deveria estar na escola, no ensino m&eacute;dio. Mas ele n&atilde;o v&ecirc; a escola dialogando com o seu mundo. &Eacute; preciso repensar o modelo de escola. No sentido de uma pedagogia para o s&eacute;culo 21, que estimule o jovem a pensar, a ser cr&iacute;tico, a ter criatividade, e que traga at&eacute; ele o mundo em que vive. E isso requer um professor preparado.<\/p>\n<p><strong>Qual sua opini&atilde;o sobre a reforma do ensino m&eacute;dio?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre defendi. Quando saiu a reforma, citei artigos de dois anos atr&aacute;s onde falava da necessidade de n&atilde;o ter todas as disciplinas para todos os alunos. Nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos de escola &eacute; preciso um lastro comum, ou seja, uma base comum. E no &uacute;ltimo ano o aluno estar mais vocacionado para o que quer fazer. Isso vai ajudar a se preparar melhor. A dificuldade de escolher um curso &eacute; um problema hist&oacute;rico. Aos 16 anos a pessoa est&aacute; em fase transit&oacute;ria da personalidade. N&atilde;o &eacute; simples escolher a profiss&atilde;o. Para isso &eacute; importante que a escola comece no primeiro ano a desenvolver o projeto de vida do jovem. No Rio de Janeiro e em Santa Catarina, o Instituto Ayrton Senna oferece ao jovem a capacidade dele se autoconhecer, do protagonismo, de desenvolver n&iacute;veis de desafio. Isso vai ajudar como fazer a escolha. Promover o projeto de vida do jovem &eacute; fundamental para esse novo ensino m&eacute;dio. Quando o aluno vem de um ambiente com pais com certo lastro cultural, isso ajuda, mas tem que entender e pensar em todo jovem, nesse caso a escola p&uacute;blica tem que dar essa condi&ccedil;&atilde;o aos jovens. 80% dos alunos brasileiros est&atilde;o em escola p&uacute;blica.<\/p>\n<p><strong>Como o senhor analisa hoje o Prouni e o Fies?<\/strong><\/p>\n<p>S&atilde;o dois programas muito importantes. O Brasil tem hoje apenas 17% de jovens de 18 a 24 anos no ensino superior. Argentina e Chile t&ecirc;m o dobro disso. O Brasil tem 7,8 milh&otilde;es de matr&iacute;culas no ensino superior. A meta do Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o &eacute; dobrar, chegar a 33% em 2024. Essa, na verdade, era a meta para 2010. &Eacute; complexa a meta. Para ampliar a vaga, tem dois movimentos hoje: apenas 20% dos alunos do ensino superior p&uacute;blico s&atilde;o de escolas p&uacute;blicas. E houve aumento nesse percentual por conta das cotas. J&aacute; 80% dos alunos matriculados no ensino superior privado s&atilde;o de escolas p&uacute;blicas. Portanto, para o aluno de baixa renda, o caminho para a universidade &eacute; o ensino privado. Os programas foram criados justamente para facilitar esse acesso. No caso do Prouni, as unidades particulares devem impostos e o governo abre m&atilde;o desses impostos e elas abrem vagas na mesma propor&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; em torno de 1 milh&atilde;o de vagas ocupadas e tr&ecirc;s milh&otilde;es que v&ecirc;m dos dois programas. O Fies, por outro lado, foi uma forma do governo, com juros baixos, emprestar dinheiro ao aluno. Era o credi&aacute;rio para o jovem, ao terminar o curso, ser empregado e pagar ao governo. O Fies, no entanto, tem dois problemas. O governo, em 2011, come&ccedil;ou o programa com R$ 1 bilh&atilde;o. Em 2014, o financiamento passou para R$ 15 bilh&otilde;es, abrindo mais vagas, para a alegria do setor privado. &Eacute; um programa que tem a sua import&acirc;ncia, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas, pois democratizou o acesso do jovem de baixa renda &agrave; universidade, mas n&atilde;o pensando do ponto de vista da sustentabilidade. O governo tinha em mente que os jovens iriam encontrar emprego e iam pagar. Mas caiu o emprego e aumentou a taxa de desemprego, que afeta principalmente o jovem que est&aacute; saindo da universidade e com menos capacidade de forma&ccedil;&atilde;o educacional. A inadimpl&ecirc;ncia hoje &eacute; de quase 45%. Quanto &agrave;s vagas do Prouni, as de direito e medicina s&atilde;o ocupadas, mas para as de licenciatura n&atilde;o aparece jovem interessado. Na licenciatura, inclusive, n&atilde;o precisa de fiador e nem precisa pagar se ensinar em escola p&uacute;blica. Os dois s&atilde;o importantes, mas est&atilde;o precisando ser repensados quanto &agrave; sustentabilidade e oferta de cursos. &Eacute; preciso repensar o perfil do curso oferecido. N&atilde;o adianta ofertar um curso que o aluno n&atilde;o tem interesse. Isso acontece com as licenciaturas e com os cursos tecnol&oacute;gicos. As pessoas querem cursos com mais valoriza&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. Um estudo da pesquisadora Raquel Pereira pegou todos os alunos que ingressaram em 2009 em qu&iacute;mica, fisica, matem&aacute;tica e biologia e seguiu o grupo at&eacute; 2013. Em f&iacute;sica, ela perceceu que s&oacute; 21% conclu&iacute;ram o curso. Em qu&iacute;mica, foram 34%. Ela ent&atilde;o fez uma prospec&ccedil;&atilde;o levando em conta as futuras aposentadorias. Em 2025 essa escassez vai ser ainda maior se n&atilde;o mudar a atra&ccedil;&atilde;o pelo magist&eacute;rio.<\/p>\n<p>Entrevista publicada no Di&aacute;rio de Pernambuco, em 25 de mar&ccedil;o,<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"width: 120px; height: 3000px;\" src=\"\/\/ws-na.amazon-adsystem.com\/widgets\/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=oportunidad0f-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=855210024X&amp;asins=855210024X&amp;linkId=0fa96fc8fd42fbe9f08c0f8d98ea2bce&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff\" width=\"300\" height=\"300\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><span data-mce-type=\"bookmark\" style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" class=\"mce_SELRES_start\">&#65279;<\/span><br>\n<\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crise tende a se agravar se n&atilde;o houver uma revis&atilde;o dos modelos das escolas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":298,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[19],"tags":[],"class_list":{"0":"post-397","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-insights"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/empreendedor_administrador_de_empresas.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=397"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/397\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}