{"id":3934,"date":"2019-05-28T16:39:38","date_gmt":"2019-05-28T19:39:38","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=3934"},"modified":"2019-05-28T16:39:38","modified_gmt":"2019-05-28T19:39:38","slug":"partidos-tradicionais-perdem-espaco-na-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/partidos-tradicionais-perdem-espaco-na-europa\/","title":{"rendered":"Partidos tradicionais perdem espa\u00e7o na Europa"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3936\" aria-describedby=\"caption-attachment-3936\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Europawahl_PARTEIBerlim-alemanha-foto-eleicoes-europeias-foto-wikimedia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3936 size-large\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Europawahl_PARTEIBerlim-alemanha-foto-eleicoes-europeias-foto-wikimedia-1024x768.jpg\" alt=\"As elei&ccedil;&otilde;es deste ano foram vistas como um teste da influ&ecirc;ncia dos movimentos nacionalistas, populistas e de extrema direita. 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Foto: Wikimedia<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia Brasil *<\/em><br>\n<em>Com informa&ccedil;&otilde;es da&nbsp;Deutsche Welle &ndash; Ag&ecirc;ncia p&uacute;blica da Alemanha<\/em><\/p>\n<p>As elei&ccedil;&otilde;es mais disputadas para o Parlamento Europeu em d&eacute;cadas chegaram ao fim neste domingo, 26 de maio, com a direita euroc&eacute;tica e anti-imigra&ccedil;&atilde;o e os ambientalistas ganhando espa&ccedil;o sobre partidos tradicionais que costumavam formar o centro pol&iacute;tico do bloco.<\/p>\n<p>Ao longo de quatro dias de vota&ccedil;&atilde;o, eleitores foram &agrave;s urnas nos 28 pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE), numa participa&ccedil;&atilde;o estimada em 51% &ndash; exclu&iacute;dos aqui os eleitores do Reino Unido &ndash;, a mais alta dos &uacute;ltimos 20 anos. Ao todo, 426 milh&otilde;es de pessoas foram convocadas a votar.<\/p>\n<p>As elei&ccedil;&otilde;es deste ano foram vistas como um teste da influ&ecirc;ncia dos movimentos nacionalistas, populistas e de extrema direita, que ganharam for&ccedil;a no continente nos &uacute;ltimos anos e influenciaram decis&otilde;es importantes, como a sa&iacute;da do Reino Unido da Uni&atilde;o Europeia.<\/p>\n<p>O pleito ainda op&ocirc;s, de um lado, os defensores de uma UE mais unida e, de outro, aqueles que consideram o bloco um corpo burocr&aacute;tico e intervencionista e defendem a restri&ccedil;&atilde;o da imigra&ccedil;&atilde;o e que o poder retorne para as m&atilde;os dos governos nacionais.<\/p>\n<p>Enquanto partidos pr&oacute;-UE ainda devem ficar com uma fatia significativa do Legislativo sediado em Bruxelas e Estrasburgo &ndash; proje&ccedil;&otilde;es apontam que eles ocupem cerca de dois ter&ccedil;os das 751 cadeiras &ndash;, seus advers&aacute;rios tiveram ganhos significativos.<\/p>\n<p>Na Fran&ccedil;a, proje&ccedil;&otilde;es indicam que o partido ultradireitista e anti-imigra&ccedil;&atilde;o Reuni&atilde;o Nacional, de Marine Le Pen, despontou em primeiro lugar, em surpreendente rev&eacute;s para a legenda centrista do presidente Emmanuel Macron, que faz da integra&ccedil;&atilde;o da UE o mote de seu governo.<\/p>\n<p>Derrotada por Macron na &uacute;ltima elei&ccedil;&atilde;o francesa, Le Pen afirmou que o resultado &ldquo;confirma a nova divis&atilde;o nacionalista e globalista&rdquo; na Fran&ccedil;a e em outros lugares do mundo.<\/p>\n<p>As proje&ccedil;&otilde;es na Alemanha, o maior pa&iacute;s da Uni&atilde;o Europeia, tamb&eacute;m mostram quedas dr&aacute;sticas para o partido da chanceler federal, Angela Merkel, e seu parceiro de coaliz&atilde;o de centro-esquerda, enquanto os verdes cresceram consideravelmente &ndash; tornando-se o segundo maior partido &ndash;, e os populistas de direita ganharam um pouco mais de for&ccedil;a.<\/p>\n<p>O ministro do Interior e vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, figura importante entre os nacionalistas linha-dura e anti-imigra&ccedil;&atilde;o, disse ter sentido &ldquo;uma mudan&ccedil;a no ar&rdquo; e adiantou que a vit&oacute;ria de seu partido &ndash; a ultradireitista Liga, projetada para se tornar a principal for&ccedil;a da It&aacute;lia &ndash; &ldquo;mudaria tudo na Europa&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o alem&atilde;o Manfred Weber, candidato do Partido Popular Europeu (EPP), a maior bancada do Parlamento Europeu, estas elei&ccedil;&otilde;es foram marcadas pelo enfraquecimento do centro pol&iacute;tico tradicional e, por isso, &eacute; &ldquo;mais do que necess&aacute;rio que as for&ccedil;as que acreditam nesta Europa, que querem levar esta Europa a um bom futuro e que t&ecirc;m ambi&ccedil;&otilde;es para esta Europa&rdquo; trabalhem unidas.<\/p>\n<h2>Mudan&ccedil;a de ares<\/h2>\n<p>S&atilde;o muitos os fatores que podem ter contribu&iacute;do para essa mudan&ccedil;a de ares no continente. A Europa foi bastante afetada nos &uacute;ltimos anos pela crise migrat&oacute;ria de pa&iacute;ses do Oriente M&eacute;dio e da &Aacute;frica, al&eacute;m de ataques mortais perpetrados por extremistas isl&acirc;micos.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m houve crescentes tens&otilde;es em torno da desigualdade econ&ocirc;mica e forte avers&atilde;o ao establishment pol&iacute;tico &ndash; sentimentos n&atilde;o muito diferentes dos que levaram &agrave; elei&ccedil;&atilde;o de Donald Trump nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro cada vez mais autorit&aacute;rio da Hungria, Viktor Orb&aacute;n, um poss&iacute;vel aliado do italiano Salvini, disse esperar que estas elei&ccedil;&otilde;es tragam uma mudan&ccedil;a favor&aacute;vel a partidos pol&iacute;ticos contr&aacute;rios &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o. Para ele, o tema ser&aacute; o respons&aacute;vel por &ldquo;reorganizar o espectro pol&iacute;tico na Uni&atilde;o Europeia&rdquo;.<\/p>\n<p>Por outro lado, os defensores de uma UE mais unida, liderados pelo franc&ecirc;s Macron, argumentam que quest&otilde;es como mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e imigra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito amplas para qualquer pa&iacute;s resolver sozinho.<\/p>\n<p>O presidente franc&ecirc;s, cujo pa&iacute;s foi abalado nos &uacute;ltimos meses pelo movimento populista dos coletes amarelos, descreveu as elei&ccedil;&otilde;es deste ano como &ldquo;as mais importantes desde 1979, porque a Uni&atilde;o Europeia enfrenta um risco existencial&rdquo; por parte dos nacionalistas que buscam dividir o bloco.<\/p>\n<h2>Extrema direita<\/h2>\n<p>A ascens&atilde;o dos populistas euroc&eacute;ticos, contudo, n&atilde;o foi tend&ecirc;ncia em todos os pa&iacute;ses. O Partido da Liberdade da &Aacute;ustria (FP&Ouml;), de extrema direita, deve ficar em terceiro lugar no pa&iacute;s depois de ser atingido por um esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o durante a campanha &ndash; o que levou ao colapso da coaliz&atilde;o de governo e &agrave; ren&uacute;ncia do vice-chanceler federal.<\/p>\n<p>Na Holanda, o Partido para a Liberdade (PVV), liderado pelo populista antieuro e antimigra&ccedil;&atilde;o Geert Wilders, deve perder todos os seus assentos no Parlamento Europeu enquanto as proje&ccedil;&otilde;es apontam para uma vit&oacute;ria dos social-democratas.<\/p>\n<p>Analistas duvidam da capacidade dos populistas de formarem uma coaliz&atilde;o efetiva &ndash; como almeja Salvini &ndash;, dadas as diferen&ccedil;as em quest&otilde;es-chave, como as rela&ccedil;&otilde;es com a R&uacute;ssia.<br>\nOs populistas &ldquo;alcan&ccedil;aram o mesmo tamanho de onda, talvez um pouco maior, do que em 2014, mas n&atilde;o h&aacute; um tsunami&rdquo;, disse Sebastien Maillard, diretor do instituto Jacques Delors. Ele prev&ecirc; que os euroc&eacute;ticos n&atilde;o ser&atilde;o capazes de &ldquo;perturbar a vida democr&aacute;tica&rdquo; no pr&oacute;ximo parlamento.<\/p>\n<h2>A disposi&ccedil;&atilde;o das bancadas<\/h2>\n<p>O resultado destas elei&ccedil;&otilde;es pode deixar as duas principais bancadas do Parlamento Europeu, o EPP e os Socialistas &amp; Democratas (S&amp;D), sem maioria, abrindo caminho para complicadas negocia&ccedil;&otilde;es para a forma&ccedil;&atilde;o de uma coaliz&atilde;o.<\/p>\n<p>Com isso, os verdes e os liberais da Alian&ccedil;a dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE) devem se tornar for&ccedil;as decisivas.<\/p>\n<div class=\"edicao\">Edi&ccedil;&atilde;o:&nbsp;<span class=\"txtInternacional\">Kleber Sampaio<\/span><\/div>\n<p>Em todos os lugares, o que se percebe &eacute; um profundo esfacelamento dos partidos tradicionais da burguesia, com uma poss&iacute;vel vit&oacute;ria da extrema-direita ou pelo menos um grande crescimento eleitoral destes.<\/p>\n<p>Na Fran&ccedil;a, o reagrupamento nacional (formado por militares nazistas) deve liderar as elei&ccedil;&otilde;es na frente da&nbsp;<em>Rep&uacute;blique en Marche<\/em>, de Emmanuel Macron, profundamente impopular como se v&ecirc; com a mobiliza&ccedil;&atilde;o de trabalhadores franceses desde o final do ano passado.<\/p>\n<p>Como parte deste movimento, o imperialismo est&aacute; apostando em &ldquo;novos&rdquo; partidos liberais ou &ldquo;ecologistas&rdquo; (os verdes) para substituir os partidos tradicionais e vencer a extrema-direita. Na Irlanda, por exemplo, s&atilde;o os verdes que tendem a ganhar a maioria das cadeiras.<\/p>\n<p>Assim, percebe-se que todo o regime pol&iacute;tico europeu est&aacute; inst&aacute;vel. E estas elei&ccedil;&otilde;es tendem a apresentar um enfraquecimento grande da coliga&ccedil;&atilde;o financeira de banqueiros Alem&atilde;es, Franceses e Ingleses, que controlam a UE. Os conservadores do Partido Popular Europeu &ndash; liderado pelo democratas-crist&atilde;os de Merkel &ndash; e o sociais-democratas &ndash; que re&uacute;ne a esquerda do regime imperialista &ndash; ir&atilde;o perder for&ccedil;as no parlamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":3936,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19],"tags":[1244,1245,1242,1243],"class_list":{"0":"post-3934","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights","9":"tag-eleicoes-europeias","10":"tag-eleicoes-na-europa","11":"tag-futuro-da-europa","12":"tag-tendencias-da-europa"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Europawahl_PARTEIBerlim-alemanha-foto-eleicoes-europeias-foto-wikimedia.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3934","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3934"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3934\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3936"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}