{"id":389,"date":"2017-07-02T22:43:51","date_gmt":"2017-07-03T01:43:51","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/crise-afeta-as-perspectivas-futuras-da-engenharia\/"},"modified":"2018-03-23T14:35:18","modified_gmt":"2018-03-23T17:35:18","slug":"crise-afeta-as-perspectivas-futuras-da-engenharia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/crise-afeta-as-perspectivas-futuras-da-engenharia\/","title":{"rendered":"Crise afeta as perspectivas futuras da engenharia"},"content":{"rendered":"<p>A engenharia revive a crise do final do s&eacute;culo passado, com a falta de novas oportunidades<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Radar do Futuro<\/p>\n<p>Quem escolheu uma profiss&atilde;o na engenharia por volta de 2011 n&atilde;o tinha d&uacute;vidas de que estava assegurando boas oportunidades para quando se formasse. Afinal, com o setor de petr&oacute;leo em alta, assim como a constru&ccedil;&atilde;o civil, investimentos em infraestrutura e o bom retrospecto da economia brasileira na d&eacute;cada anterior, o cen&aacute;rio parecia, de fato, tentador.<\/p>\n<p>Grande engano. A profiss&atilde;o vive, atualmente, a revers&atilde;o de todas as expectativas otimistas e a tend&ecirc;ncia de repeti&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio que marcou as d&eacute;cadas de 1980 e 1990. As escolas vinham aumentando o n&uacute;mero de vagas para os estudantes. Mas, em 2017, os sonhos se desfizeram, garantindo frustra&ccedil;&atilde;o especialmente para quem fez escolhas baseadas em cen&aacute;rios equivocados e n&atilde;o em autoconhecimento.<\/p>\n<p>Mat&eacute;ria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, em meados do ano passado, citava as hist&oacute;rias de pessoas como Gabriel Oliveira, que estuda para um concurso da Marinha, e de&nbsp; Jo&atilde;o Pedro Regazzi, que foi fazer interc&acirc;mbio na Austr&aacute;lia, e Vin&iacute;cius Martins, que gerencia a ret&iacute;fica de motores da fam&iacute;lia. Em 2011, quando eles passaram no vestibular para cursar Engenharia de Petr&oacute;leo, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em 2011, representantes do mercado e economistas discutiam a possibilidade de &ldquo;um apag&atilde;o de engenheiros&rdquo;.<\/p>\n<p>Cinco anos depois, j&aacute; formados, o cen&aacute;rio era outro e o mercado de trabalho tinha virado pelo avesso. Ironias do destino.Professores, assim como consultores de RH, diziam, sob o efeito do boom do petr&oacute;leo e das not&iacute;cias de descobertas da Petrobras, que todos alunos sairiam empregado.<\/p>\n<h2>Revers&atilde;o do ambiente<\/h2>\n<p>Somada &agrave; crise, que travou o andamento de grandes obras de infraestrutura e deixou a Petrobr&aacute;s no centro dos esc&acirc;ndalos recentes de corrup&ccedil;&atilde;o, a queda do pre&ccedil;o do barril do petr&oacute;leo nos &uacute;ltimos anos atingiu em cheio uma das &aacute;reas da engenharia mais promissoras para se conseguir um emprego. Os alunos recordam que, h&aacute; cerca de cinco anos, as empresas iam at&eacute; a faculdade, faziam palestras de recrutamento e recolhiam os curr&iacute;culos de quem ia se formar.<\/p>\n<p>A mat&eacute;ria do Estad&atilde;o assinala que n&atilde;o foi s&oacute; a &aacute;rea de petr&oacute;leo e g&aacute;s. &ldquo;Os engenheiros civis foram os que sentiram de imediato o adiamento ou cancelamento de projetos, mas toda obra tem um mec&acirc;nico e um eletricista&rdquo;, diz o presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional de Engenheiros, Murilo Pinheiro. &ldquo;Todas as profiss&otilde;es sofreram nos &uacute;ltimos anos, a perda de vagas na engenharia s&oacute; nos lembra do quanto a economia est&aacute; longe do normal.&rdquo;<\/p>\n<p>Para os otimistas, o aumento da demanda &eacute; quest&atilde;o de tempo. O mercado de trabalho de engenharia tem rela&ccedil;&atilde;o direta com o crescimento do Pa&iacute;s. E as perspectivas n&atilde;o parecem promissoras, diante das proje&ccedil;&otilde;es sobre os pr&oacute;ximos anos. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Minist&eacute;rio do Trabalho, desde 2014, o n&uacute;mero de profissionais de engenharia demitidos &eacute; maior que o de contratados. O saldo de vagas fechou 2016 em queda de 20,7 mil.<\/p>\n<p>H&aacute; uma combina&ccedil;&atilde;o de fatores. Inclusive, no caso, a Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato, que contribuiu para derrubar o mercado, que levar&aacute; um tempo para se reerguer. O que parece improv&aacute;vel. Afinal, h&aacute; uma perspectiva de 20 anos de inibi&ccedil;&atilde;o de investimentos p&uacute;blicos, em decorr&ecirc;ncia da proibi&ccedil;&atilde;o de expans&atilde;o de gastos governamentais.<\/p>\n<p>E mesmo os engenheiros reconhecem que h&aacute; uma depend&ecirc;ncia de investimentos p&uacute;blicos para que grandes obras sejam realizadas no Brasil, o que acaba causando ansiedade entre alunos de Engenharia que se formam em tempos de crise.<\/p>\n<h3>Fatores que jogam contra a engenharia<\/h3>\n<ul>\n<li>Cortes de gastos p&uacute;blicos em infraestrutura<\/li>\n<li>Restri&ccedil;&otilde;es de gastos determinadas por lei<\/li>\n<li>Crise global de crescimento<\/li>\n<li>Desindustrializa&ccedil;&atilde;o crescente<\/li>\n<li>Baixo crescimento da economia interna<\/li>\n<li>Queda do poder aquisitivo da popula&ccedil;&atilde;o<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A engenharia revive a crise do final do s&eacute;culo passado, com a falta de novas oportunidades<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[14],"tags":[],"class_list":{"0":"post-389","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-mercado-de-trabalho"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/389\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}