{"id":369,"date":"2017-06-16T13:45:30","date_gmt":"2017-06-16T16:45:30","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/quem-define-a-felicidade-da-geracao-do-milenio\/"},"modified":"2017-06-16T13:45:30","modified_gmt":"2017-06-16T16:45:30","slug":"quem-define-a-felicidade-da-geracao-do-milenio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/quem-define-a-felicidade-da-geracao-do-milenio\/","title":{"rendered":"Quem define a felicidade da gera\u00e7\u00e3o do mil\u00eanio"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"materia-manchete entry-title\">Os millennials em busca de identidade: adaptada &agrave; crise, gera&ccedil;&atilde;o Y se afirma no mercado<\/h1>\n<h2 class=\"materia-subtitulo\">Clich&ecirc;s acerca do comportamento dos jovens que iniciaram a carreira neste novo mil&ecirc;nio n&atilde;o se confirmam na pr&aacute;tica<\/h2>\n<div class=\"meta meta--header\">\n<div class=\"meta__avatar\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"meta__data\">\n<div class=\"meta__cell\">\n<div class=\"meta__author\">Por:&nbsp;Paula Minozzo<\/div>\n<div class=\"meta__date\">29\/04\/2017 &ndash; 04h00min | Atualizada em 29\/04\/2017 &ndash; 04h00min<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"meta__share\">\n<div class=\"meta__cell\">Compartilhar<a href=\"mailto:?body=&lt;a%20href=\" class=\"meta__social meta__social--email\">https:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/noticia\/2017\/04\/os-millennials-em-busca-de-identidade-adaptada-a-crise-geracao-y-se-afirma-no-mercado-9782431.html&amp;subject=http<\/a>:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/noticia\/2017\/04\/os-millennials-em-busca-de-identidade-adaptada-a-crise-geracao-y-se-afirma-no-mercado-9782431.html&rdquo;&gt;E-mail<a href=\"https:\/\/plus.google.com\/share?url=https:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/noticia\/2017\/04\/os-millennials-em-busca-de-identidade-adaptada-a-crise-geracao-y-se-afirma-no-mercado-9782431.html\" class=\"meta__social meta__social--google-plus lnk-plus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Google+<\/a><a href=\"https:\/\/twitter.com\/share?lang=pt&amp;url=https:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/noticia\/2017\/04\/os-millennials-em-busca-de-identidade-adaptada-a-crise-geracao-y-se-afirma-no-mercado-9782431.html&amp;via=zerohora\" class=\"meta__social meta__social--twitter lnk-twitter\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Twitter<\/a><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=https:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/noticia\/2017\/04\/os-millennials-em-busca-de-identidade-adaptada-a-crise-geracao-y-se-afirma-no-mercado-9782431.html\" class=\"meta__social meta__social--facebook lnk-facebook\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"materia-foto\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zh.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/23253111.jpg?w=640\" alt=\"Os millennials em busca de identidade: adaptada &agrave; crise, gera&ccedil;&atilde;o Y se afirma no mercado Smartspaces\/Divulga&ccedil;&atilde;o\" title=\"Os millennials em busca de identidade: adaptada &agrave; crise, gera&ccedil;&atilde;o Y se afirma no mercado Smartspaces\/Divulga&ccedil;&atilde;o\" draggable=\"true\" data-bukket-ext-bukket-draggable=\"true\"> \n<div class=\"legenda\">Foto: Smartspaces \/ Divulga&ccedil;&atilde;o&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"materia-corpo entry-content\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ser&aacute; que os integrantes da gera&ccedil;&atilde;o do mil&ecirc;nio, nascida entre a d&eacute;cada de 1980 e o final dos 1990 &eacute; homog&ecirc;nea? Ou seja, o jovem adulto de classe m&eacute;dia brasileira &eacute; igual ao nascido em fam&iacute;lia de baixa renda? E o brasileiro nesta faixa de idade tem as mesmas caracter&iacute;sticas de um europeu? E de um chin&ecirc;s?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com a gera&ccedil;&atilde;o que nasceu do in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1980 at&eacute; o come&ccedil;o dos anos 2000, veio uma s&eacute;rie de r&oacute;tulos baseados em enxurradas de pesquisas quantitativas. A chamada gera&ccedil;&atilde;o Y foi retratada como uma promessa, mas tamb&eacute;m como um desafio para o mercado. Em 2020, especula-se que 35% da for&ccedil;a de trabalho do mundo ser&aacute; composta por adultos crescidos nesse per&iacute;odo.<\/p>\n<p>Apesar de terem acesso ao Ensino Superior, eles estariam malpreparados e n&atilde;o saberiam lidar com frustra&ccedil;&otilde;es. Seriam narcisistas e hedonistas, n&atilde;o aceitando hierarquias e querendo tudo de imediato, j&aacute; que se acostumaram com a rapidez da internet. Precisariam de constante feedback, mudando de emprego com facilidade. Isso estaria transformando radicalmente o mercado de trabalho. Os millennials, frequentemente descritos assim, s&atilde;o da gera&ccedil;&atilde;o que precisaria de chefes especialmente preparados para lider&aacute;-los.<\/p>\n<p>O termo millennial n&atilde;o surgiu nos anos 2000; h&aacute; registros anteriores do uso da palavra. Publicado em 1992, o livro<i>&nbsp;Generations: The History Of America&iquest;s Future, 1584 &ndash; 2069<\/i>&nbsp;(em tradu&ccedil;&atilde;o literal, &ldquo;Gera&ccedil;&otilde;es: A Hist&oacute;ria do Futuro dos EUA&rdquo;), de William Strauss e Neil Howe, j&aacute; usava a express&atilde;o para descrever a gera&ccedil;&atilde;o de norte-americanos que nasceram entre 1982 e o ano 2000. O termo pegou.<\/p>\n<p>Hoje, os millennials est&atilde;o crescidos. Esses jovens, os primeiros a terem o dom&iacute;nio total das tecnologias de consumo, atualmente vivem em um cen&aacute;rio pouco favor&aacute;vel para o in&iacute;cio do desenvolvimento profissional, dada a crise econ&ocirc;mica do Brasil. E o mercado de trabalho, ainda que passe por constantes transforma&ccedil;&otilde;es devido &agrave; tecnologia, continua funcionando sob processos tradicionais corporativos adquiridos h&aacute; d&eacute;cadas.<\/p>\n<p>Entender as caracter&iacute;sticas de um grupo t&atilde;o heterog&ecirc;neo &eacute; o que diversas publica&ccedil;&otilde;es e pesquisas tentam fazer. Um exemplo: no site da Amazon americana, em uma pesquisa de livros com o termo &ldquo;millennials&rdquo;, mais de 4 mil resultados aparecem. O primeiro na lista descreve-se como um &ldquo;guia para aprender a trabalhar com essa gera&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Outro prop&otilde;e-se a preparar o leitor para um futuro &ldquo;ridiculamente otimista&rdquo; com os millennials no comando.<\/p>\n<p>Mas as expectativas que essa gera&ccedil;&atilde;o tem em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho n&atilde;o s&atilde;o surpreendentes ou exageradas, diz M&aacute;rcia Almstr&ouml;m, diretora de Recursos Humanos do ManpowerGroup, empresa recrutadora de profissionais. Ela avalia que a maioria dos trabalhadores &ndash; sejam eles millennials ou n&atilde;o &ndash; tamb&eacute;m deseja mais tempo livre, possibilidade de crescimento e bom sal&aacute;rio:<\/p>\n<p>&ndash; A grande diferen&ccedil;a do jovem de hoje, profissionalmente falando, &eacute; que ele traz para a pauta a ideia de fazer o que se gosta, abrindo essa discuss&atilde;o, j&aacute; que outras gera&ccedil;&otilde;es eram mais submissas ao modelo corporativo institu&iacute;do.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, a gera&ccedil;&atilde;o que foi retratada como aquela que priorizaria a qualidade de vida ao escolher um emprego rendeu-se &agrave;s oito horas di&aacute;rias, ou at&eacute; mais. No Brasil, as pessoas entre 18 e 35 anos trabalham em m&eacute;dia 45 horas por semana, o mesmo que os jovens dos EUA e da Noruega. Ao redor do mundo, 26% dos millennials t&ecirc;m mais de um emprego, segundo dados do estudo Millennial Carreers, da ManPowerGroup.<\/p>\n<p>&ndash; H&aacute; quebras de paradigmas. Todo mundo fala em descomprometimento, mas, pelos n&uacute;meros, essa gera&ccedil;&atilde;o trabalha muito, at&eacute; mais do que as gera&ccedil;&otilde;es anteriores &ndash; diz M&aacute;rcia.<\/p>\n<p><b>Leia tamb&eacute;m:<br><a href=\"https:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/encare-a-crise\/noticia\/2017\/04\/alternativas-para-10-carreiras-em-crise-entenda-quais-sao-os-problemas-e-como-se-sair-bem-9781737.html\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">Alternativas para 10 carreiras em crise<\/a><br><a href=\"https:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/noticia\/2017\/04\/imposto-de-renda-saiba-como-acompanhar-o-processamento-da-declaracao-deste-ano-9781818.html\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">Como acompanhar o processamento da declara&ccedil;&atilde;o de IR<\/a><br><a href=\"https:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/encare-a-crise\/ultimas-noticias\/\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">Todas as mat&eacute;rias da se&ccedil;&atilde;o Encare a Crise<\/a><\/b><\/p>\n<p>Jennifer Deal, do Center for Creative Leadership, em San Diego, Calif&oacute;rnia, e autora do livro&nbsp;<i>What Millennials Want from Work: How to Maximize Engagement in Today&iquest;s Workforce<\/i>&nbsp;(&ldquo;O que os Millennials Querem do Trabalho: Como Maximizar o Engajamento na For&ccedil;a de Trabalho de Hoje&rdquo;), critica o modo como a gera&ccedil;&atilde;o foi rotulada pelas pesquisas feitas at&eacute; agora.<\/p>\n<p>&ndash; Os millennials estariam t&atilde;o imersos na tecnologia a ponto de n&atilde;o interagir com outras pessoas. Isso &eacute; um estere&oacute;tipo comum visto nessas pesquisas. Sim, eles amam tecnologia, mas est&atilde;o usando-a para interagir com os outros. &Eacute; bom as pessoas ignorarem os estere&oacute;tipos &ndash; alerta Jennifer.<\/p>\n<p>Sidinei Rocha de Oliveira, professor da escola de Administra&ccedil;&atilde;o da UFRGS com doutorado em Mercado de Trabalho, refuta que exista uma gera&ccedil;&atilde;o Y do modo como sempre foi retratada. Do rico paulistano ao pobre do sert&atilde;o nordestino, os jovens ainda t&ecirc;m estilos de vida demarcados por barreiras socioecon&ocirc;micas. Ter acesso a um smartphone e nascer na mesma d&eacute;cada n&atilde;o seriam o suficiente para inferir que os millennials t&ecirc;m as mesmas aspira&ccedil;&otilde;es e comportamentos.<\/p>\n<p>&ndash; A gera&ccedil;&atilde;o Y foi posta como uma corte planet&aacute;ria. Mas talvez n&atilde;o exista uma gera&ccedil;&atilde;o Y. O termo surgiu em uma revista e se tornou um conceito para pesquisas mercadol&oacute;gicas, n&atilde;o acad&ecirc;micas &ndash; sustenta Oliveira.<\/p>\n<p>Pesquisador do mercado de trabalho com foco nos jovens, o professor enxerga tanto a onda de pessimismo quanto a de otimismo que se criou para esse grupo como uma maneira de controle. O que se falava sobre os millennials, afirma, nada mais era do que um reflexo da juventude &ndash; e n&atilde;o apenas da era em que nasceram.<\/p>\n<p>&ndash; O conceito de gera&ccedil;&atilde;o Y era usado de um modo negativo, como inst&aacute;vel. Ficava impl&iacute;cito que esses jovens transmitiam pouca confian&ccedil;a. Mas isso &eacute; pr&oacute;prio da juventude. Esse conceito foi uma forma de controlar esse jovem inquieto trazido pelas novas tecnologias dentro do mercado de trabalho. Essas argumenta&ccedil;&otilde;es eram muito mais midi&aacute;ticas e para fins de consultoria &ndash; diz Oliveira.<\/p>\n<p>O professor considera que a situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s constitui um item importante ao avaliar como os jovens escolhem os empregos e aproveitam as oportunidades. Na &eacute;poca da bonan&ccedil;a da economia, a oferta de trabalho &eacute; maior, o que faz ser mais f&aacute;cil trocar de emprego ou arriscar novas empreitadas. Na crise, jovens pensam duas vezes antes de mudar.<\/p>\n<p>&ndash; Essa gera&ccedil;&atilde;o cresceu durante a estabilidade econ&ocirc;mica, viveu sempre com a democracia e enfrenta sua primeira crise agora. Viu-se uma expans&atilde;o do Ensino Superior, e surgiram oportunidades de trabalho que n&atilde;o havia anteriormente. Quando muda esse contexto, n&atilde;o se v&ecirc; mais essa gera&ccedil;&atilde;o Y &ndash; defende.<\/p>\n<p><b>Empreendedores de fato?<br><\/b>&ndash; Nenhuma dessas pesquisas de mercado previa a recess&atilde;o em que entraria o Brasil &ndash; comenta Jos&eacute; Pastore, soci&oacute;logo e professor da USP especialista em trabalho, sobre a s&eacute;rie de estudos que tentavam enquadrar um perfil para os millennials.<\/p>\n<p>Pastore, refer&ecirc;ncia no assunto mercado de trabalho, frisa que as dificuldades econ&ocirc;micas do pa&iacute;s foram importantes para mudar algumas das perspectivas tra&ccedil;adas para a gera&ccedil;&atilde;o Y na &uacute;ltima d&eacute;cada. Ele explica que, com a crise, a legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista atual favorece que as empresas busquem funcion&aacute;rios experientes.<\/p>\n<p>&ndash; Esse &eacute; um dos entraves. O custo dos encargos sociais para contratar os mais experientes e os pouco experientes &eacute; o mesmo. As empresas que t&ecirc;m de contratar na recess&atilde;o preferem algu&eacute;m com melhor produtividade &ndash; afirma.<\/p>\n<p>Nas pesquisas de Jennifer Deal, a economia &eacute; crucial para entender as oportunidades de trabalho. Para ela, a situa&ccedil;&atilde;o dos millennials &eacute; delicada por causa da interdepend&ecirc;ncia entre as economias dos pa&iacute;ses, que se intensificou nos &uacute;ltimos 25 anos. Ou seja, crises em certos lugares afetam a estabilidade de outros.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, o ponto de partida de uma carreira &eacute; determinante para o restante dela, aponta Jennifer. Tal afirma&ccedil;&atilde;o pode ser &oacute;bvia, mas a possibilidade de recuperar o tempo perdido &eacute; menor para quem come&ccedil;ou a vida profissional na recess&atilde;o.<\/p>\n<p>&ndash; Aquela instabilidade que se atrelava ao jovem &eacute; substitu&iacute;da por uma procura de estabilidade. Trocar de atividade era mais f&aacute;cil. Agora que a gente vive uma crise, e o discurso da crise assusta, se constr&oacute;i um medo &ndash; afirma Sidinei Oliveira, da UFRGS.<\/p>\n<p>Oliveira avalia que os postos de trabalho formal est&atilde;o mais escassos &ndash; com exce&ccedil;&atilde;o, talvez, dos est&aacute;gios. Aqueles que ainda est&atilde;o em fase de experimenta&ccedil;&atilde;o podem ter mais oportunidades, mas a cultura das empresas &eacute;, geralmente, exigir o mesmo dos estagi&aacute;rios e dos contratados.<\/p>\n<p>&ndash; O est&aacute;gio acaba sendo um emprego com contrato tempor&aacute;rio para as empresas &ndash; pontua.<\/p>\n<p>Em meio &agrave; turbul&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, al&eacute;m de procurar emprego, essa gera&ccedil;&atilde;o v&ecirc; as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de seguridade social mudando. H&aacute; uma incerteza sobre a aposentadoria, por exemplo.<\/p>\n<p>&ndash; O mundo corporativo ainda vai mudar muito. Esse modelo de carreira e de carteira assinada vai diminuir. O papel de organizar e poupar ser&aacute; de cada um. Essa gera&ccedil;&atilde;o vai ter que trabalhar mais, isso &eacute; fato &ndash; afirma Ademar Bueno, coordenador do Laborat&oacute;rio de Inova&ccedil;&atilde;o, Empreendedorismo e Sustentabilidade da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (LabIES-FGV).<\/p>\n<p>Segundo dados da pesquisa do ManPowerGroup, no mundo, mais da metade dos millennials acredita que continuar&aacute; trabalhando ap&oacute;s os 65 anos. No Brasil, 10% acreditam que nunca v&atilde;o se aposentar.<\/p>\n<p>&ndash; &Eacute; um efeito de uma transi&ccedil;&atilde;o de um Estado que cuidava e agora transfere as responsabilidades. Por isso, planejar &eacute; essencial. Os jovens j&aacute; t&ecirc;m que pensar em como v&atilde;o se aposentar &ndash; diz Oliveira.<\/p>\n<p>Uma caracter&iacute;stica indiscut&iacute;vel dos millennials &eacute; que eles aproveitam bem as oportunidades de trabalhar em novos neg&oacute;cios digitais. Os influenciadores, os gerentes de redes sociais e os youtubers s&atilde;o exemplos disso.<\/p>\n<p>&ndash; O mercado de trabalho est&aacute; em evolu&ccedil;&atilde;o em termos de novas profiss&otilde;es por causa das tecnologias. E muitos jovens est&atilde;o preenchendo essas fun&ccedil;&otilde;es. Mas o n&uacute;mero de oportunidades &eacute; menor do que se pensava &ndash; afirma Jos&eacute; Pastore.<\/p>\n<p>Orian Kubaski, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Recursos Humanos no Estado (ABRH-RS), diz que esse fen&ocirc;meno passou a sensa&ccedil;&atilde;o de que o digital seria a sa&iacute;da para todos os millennials:<\/p>\n<p>&ndash; Isso envolveu bastante o jovem, e parece que o mundo virou um cone digital. N&atilde;o &eacute; uma verdade absoluta. S&atilde;o poucos os youtubers que d&atilde;o certo, e os criadores de games n&atilde;o s&atilde;o todos geniais. O mundo digital n&atilde;o &eacute; um fim, mas um meio.<\/p>\n<p>O futuro de algumas profiss&otilde;es tamb&eacute;m tornou-se incerto. A evolu&ccedil;&atilde;o da rob&oacute;tica e da intelig&ecirc;ncia artificial abre uma s&eacute;rie de oportunidades, mas diminui fun&ccedil;&otilde;es. No Jap&atilde;o, por exemplo, rob&ocirc;s humanoides j&aacute; fazem fun&ccedil;&otilde;es como cuidar idosos ou vender cr&eacute;dito em bancos. O Uber j&aacute; faz testes com carros aut&ocirc;nomos.<\/p>\n<p>&ndash; Algumas profiss&otilde;es diminuir&atilde;o drasticamente. Haver&aacute; de surgir outros tipos de profiss&otilde;es e, com isso, a d&uacute;vida de quem vai pagar a aposentadoria dessa gera&ccedil;&atilde;o &ndash; observa Ademar Bueno.<\/p>\n<p>Com as mudan&ccedil;as, o que &eacute; essencial para a popula&ccedil;&atilde;o e s&oacute; pode ser feito pelos seres humanos (e n&atilde;o por rob&ocirc;s) ser&aacute; mais valorizado.<\/p>\n<p>&ndash; Emprego n&atilde;o &eacute; aumentar o n&uacute;mero de vagas na ind&uacute;stria. Vamos ter de come&ccedil;ar a olhar para servi&ccedil;os em geral, como constru&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de. O emprego desejado, com estabilidade, vai diminuir, mesmo que a economia volte a crescer. Os jovens podem olhar para os microambientes, para os seus bairros, voltar-se para aquilo que &eacute; essencial para a popula&ccedil;&atilde;o &ndash; aposta Kubaski.<\/p>\n<p><b>Estabilidade &eacute; meta, sim<\/b><br>&Agrave; luz de uma cultura de startups, fomentada pelo Vale do Sil&iacute;cio, essa gera&ccedil;&atilde;o cresceu com exemplos de sucesso. Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, &eacute; um deles. Mas os millennials, segundo os especialistas, ainda colocam o mundo corporativo e at&eacute; o concurso p&uacute;blico nos seus planos de carreira, diferentemente do que j&aacute; previram pesquisas que constatavam que grande parte desses jovens desejava empreender.<\/p>\n<p>&ndash; Em 2003, havia muitas previs&otilde;es, mas ningu&eacute;m imaginava o que a internet de fato mudaria. Algumas dessas previs&otilde;es eram furadas, como a de que o futuro era ter uma startup. Como qualquer outra empresa, uma startup pode dar errado &ndash; opina Ademar Bueno.<\/p>\n<p>Bueno e Oliveira entram em um acordo: apesar de os jovens terem em mente o empreendedorismo, ainda h&aacute; uma cultura forte que os motiva a procurar a carreira p&uacute;blica ou empregos com carteira assinada.<\/p>\n<p>&ndash; Vejo muitos alunos com direcionamento para o setor p&uacute;blico. Quem pretende abrir uma empresa &eacute; um grupo bem espec&iacute;fico &ndash; comenta Oliveira.<\/p>\n<p>O mercado de trabalho sentiu o impacto dos millennials, mas n&atilde;o como imaginado no in&iacute;cio dos anos 2000, afirma Jennifer Deal. Para ela, quem est&aacute; nos cargos de lideran&ccedil;a das organiza&ccedil;&otilde;es ainda s&atilde;o os baby boomers e os integrantes da gera&ccedil;&atilde;o X (nascidos a partir dos anos 1960):<\/p>\n<p>&ndash; A cada gera&ccedil;&atilde;o se dizia que era aquela que ia mudar o mundo. Mas a cultura das organiza&ccedil;&otilde;es, no fundo, &eacute; muito est&aacute;vel.Se quiserem transformar o mercado, os millennials ainda t&ecirc;m muito trabalho pela frente.&nbsp;As corpora&ccedil;&otilde;es, de modo geral, ainda t&ecirc;m pessoas mais velhas no comando que reproduzem a viv&ecirc;ncia das gera&ccedil;&otilde;es anteriores. Temos um ambiente empresarial ainda bastante autorit&aacute;rio e, com isso, o jovem vira um problema &ndash; opina Jennifer.<\/p>\n<div class=\"materia-foto\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zh.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/23253110.jpg?w=640\" alt=\"\" draggable=\"true\" data-bukket-ext-bukket-draggable=\"true\"> \n<div class=\"legenda\">O f&iacute;sico Matheus j&aacute; pensou em se mudar para viver perto do mar, mas prefere a estabilidade que tem como concursado de uma empresa p&uacute;blicaFoto: Robinson Estr&aacute;sulas \/ Agencia RBS<\/div>\n<\/div>\n<p><b>F&iacute;sico paciente<\/b><br>Matheus Adam garante ser um profissional feliz. Formou-se em F&iacute;sica na UFRGS e depois completou o mestrado. Tem 28 anos e h&aacute; quatro &eacute; concursado de uma empresa p&uacute;blica de tecnologia da Capital. Antes de passar no concurso, foi contratado como funcion&aacute;rio tempor&aacute;rio na empresa.<\/p>\n<p>O f&iacute;sico lembra que trabalhava cerca de 10 horas no in&iacute;cio do emprego. Havia dois motivos: o quadro de funcion&aacute;rios era menor na &eacute;poca, mas ele tamb&eacute;m queria ver resultados r&aacute;pidos na carreira. Queria crescer. Aprendeu na pr&aacute;tica o que muitos especialistas afirmam que os millenials ainda n&atilde;o compreenderam: esperar pela sua vez.<\/p>\n<p>&ndash; Talvez alguns n&atilde;o tenham em mente que o crescimento profissional &eacute; um processo longo. Eu me frustrei muito no come&ccedil;o, mas j&aacute; cresci l&aacute; dentro. As coisas t&ecirc;m seu pr&oacute;prio ritmo &ndash; diz.<\/p>\n<p>H&aacute; pouco tempo, recebeu uma proposta para ir para Belo Horizonte trabalhar em uma empresa privada do mesmo ramo. A situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do pa&iacute;s pesou na decis&atilde;o.<\/p>\n<p>&ndash; Quando recebi a proposta em Minas Gerais, essa crise me fez repensar &ndash; afirma.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da estabilidade do emprego, a proximidade da fam&iacute;lia tamb&eacute;m foi um elemento decisivo para permanecer em Porto Alegre.<\/p>\n<p>&ndash; J&aacute; pensei em largar tudo, morar em outro lugar, ficar mais perto do mar para surfar, mas vou fazer o qu&ecirc;? Tamb&eacute;m j&aacute; pensei em abrir meu neg&oacute;cio. Mas tenho um emprego bom, ent&atilde;o sempre procuro um meio-termo.<\/p>\n<p><b>Motoristas tempor&aacute;rios<br><\/b>A rapidez do processo para trabalhar como motorista de aplicativos motivou Gabriel Carminatti e Bruno Vasques a se cadastrarem nas plataformas de transporte Uber e Cabify. O primeiro est&aacute; h&aacute; um ano em seu novo emprego; o outro nem completou um m&ecirc;s. Para ambos, Uber e Cabify s&atilde;o garantia de dinheiro na conta todas as semanas. Em compara&ccedil;&atilde;o com empregos formais nas suas &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o, o servi&ccedil;o de transporte mostrou ser mais vantajoso: possibilita uma renda sem precisar passar por longos processos seletivos.<\/p>\n<p>Carminatti, 24 anos, formou-se em Administra&ccedil;&atilde;o e faz um curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Antes de completar a faculdade, saiu de um est&aacute;gio em uma empresa de m&iacute;dia para buscar um emprego com carteira assinada em marketing. Apesar de ter experi&ecirc;ncia de mais um ano na &aacute;rea, ele acredita que a exig&ecirc;ncia das corpora&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; compat&iacute;vel com o sal&aacute;rio ofertado:<\/p>\n<p>&ndash; As empresas n&atilde;o t&ecirc;m muito tempo para investir no funcion&aacute;rio ou muito dinheiro para treinamentos. Querem algu&eacute;m pronto.<\/p>\n<p>Ele colocou em espera a carreira no marketing para juntar dinheiro dirigindo pela cidade por cerca de 50 horas por semana com o carro da fam&iacute;lia. A experi&ecirc;ncia como motorista &eacute; gratificante, mas n&atilde;o vale muito para o curr&iacute;culo, ele acredita. Em alguns meses, pretende seguir na busca de um emprego na &aacute;rea.<\/p>\n<p>&ndash; Fazer o que se gosta nem sempre &eacute; o que d&aacute; a melhor remunera&ccedil;&atilde;o &ndash; afirma.<\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o de Vasques &eacute; parecida. Com 27 anos, ele est&aacute; no s&eacute;timo semestre da faculdade de Direito. Teve diferentes experi&ecirc;ncias na &aacute;rea. Estagiava em um escrit&oacute;rio de advocacia que passou por cortes no quadro de funcion&aacute;rios e que o enviou de volta ao mercado. Foram quatro meses entre entrevistas e espera por liga&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&ndash; Eu n&atilde;o podia me dar ao luxo nesse momento. O valor da remunera&ccedil;&atilde;o&nbsp;<i>(de um est&aacute;gio)<\/i>&nbsp;mal d&aacute; para se manter na faculdade, e a maioria das oportunidades n&atilde;o d&aacute; chances de crescimento &ndash; explica.<\/p>\n<p>Hoje, ele pensa em empreender. N&atilde;o descarta que seja na &aacute;rea da advocacia, mas a experi&ecirc;ncia com o aplicativo ajudou a desviar a rota da carreira. Vasques exp&otilde;e o &ocirc;nus do trabalho atual, como a falta de seguran&ccedil;a para dirigir pela cidade carregando passageiros e a atual regulamenta&ccedil;&atilde;o dos aplicativos de transporte urbano, que para ele &eacute; pesado para o motorista. J&aacute; a falta de v&iacute;nculo empregat&iacute;cio n&atilde;o o incomoda tanto:<\/p>\n<p>&ndash; A gente n&atilde;o vai conseguir se aposentar, ainda mais com as novas regras. Agora eu vou pegar esse dinheiro e vou investir como eu quero.<\/p>\n<div class=\"materia-foto\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/zh.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/23253117.jpg?w=640\" alt=\"\" draggable=\"true\" data-bukket-ext-bukket-draggable=\"true\"> \n<div class=\"legenda\">B&aacute;rbara fez est&aacute;gios na &aacute;rea de publicidade e propaganda, mas optou por assumir a administra&ccedil;&atilde;o da transportadora de sua fam&iacute;liaFoto: Bruno Alencastro \/ Agencia RBS<\/div>\n<\/div>\n<p><b>Executiva e publicit&aacute;ria<\/b><br>Barbara Pagliarini trabalha desde os 16 anos, com carteira assinada, na empresa de transportes fundada pela fam&iacute;lia, em Canoas. Dos quatro irm&atilde;os, &eacute; a &uacute;nica mulher. E tamb&eacute;m a &uacute;nica a seguir no ramo familiar. Come&ccedil;ou como secret&aacute;ria e hoje, aos 25 anos, &eacute; a cabe&ccedil;a da opera&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a aposentadoria do pai.<\/p>\n<p>&ndash; Ele me ajuda muito com a parte da mec&acirc;nica, que estou aprendendo e &eacute; bem dif&iacute;cil de entender &ndash; afirma ela.<\/p>\n<p>Barbara fez est&aacute;gios em ag&ecirc;ncias de publicidade e propaganda, sua &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o, mas optou por assumir as quest&otilde;es administrativas do neg&oacute;cio que tem 10 funcion&aacute;rios. Desistiu de fazer um interc&acirc;mbio para dedicar-se &agrave; empresa.<\/p>\n<p>&ndash; J&aacute; passou a vontade. Na &eacute;poca, n&atilde;o havia quem colocar no lugar. N&atilde;o tinha como largar as contas, o financeiro da empresa. Levaria tempo para treinar algu&eacute;m. Nesses per&iacute;odos de crise econ&ocirc;mica, j&aacute; pensei em largar tudo para ser funcion&aacute;ria, n&atilde;o precisar ficar se preocupando o dia inteiro, afinal, tenho responsabilidade at&eacute; com as fam&iacute;lias das pessoas que trabalham com a gente. Eu n&atilde;o tenho risco de ser demitida, mas a pr&oacute;pria rotina pode ser inst&aacute;vel &ndash; diz.<\/p>\n<p><b>Marqueteiro empreendedor<\/b><br>Augusto Argenti Rocha, 31 anos, &eacute; hoje s&oacute;cio de uma empresa de marketing digital na qual trabalha h&aacute; nove. Cursou mais da metade da faculdade de Direito e come&ccedil;ou Publicidade e Propaganda, mas n&atilde;o terminou nenhuma das duas.<\/p>\n<p>Sua trajet&oacute;ria profissional foi constru&iacute;da colocando a m&atilde;o na massa e apostando em metas a longo prazo. Logo que saiu da escola, j&aacute; come&ccedil;ou a trabalhar. Seus primeiros empregos foram em lojas de telefonia e empresas familiares. A carreira no marketing e na publicidade come&ccedil;ou em 2006, quando foi contratado por uma ag&ecirc;ncia de Esteio. Pelo desempenho, foram surgindo novas oportunidades e, principalmente, aquela da qual ele mais se orgulha: a de entrar para a Pmweb, um neg&oacute;cio que emprega cerca de 160 pessoas, a maioria jovens. Depois de liderar um processo importante para o futuro da empresa, foi convidado a ser s&oacute;cio.<\/p>\n<p>&ndash; &Agrave;s vezes as pessoas querem ser reconhecidas no curto prazo. Talvez esperem mais do que conseguem entregar. Aprendi na carne a necessidade do tempo &ndash; conta.<\/p>\n<p>Ele compara os anos na mesma empresa a uma rela&ccedil;&atilde;o amorosa: o longo envolvimento com uma empresa, desde o come&ccedil;o da vida profissional, foi uma escolha certeira para a sua vida, avalia. Ao empregar e trabalhar com tantos jovens, observa que h&aacute; jovens dessa gera&ccedil;&atilde;o que se encaixariam no perfil t&iacute;pico dos millenials. Principalmente aqueles que v&ecirc;m de universidades privadas.<\/p>\n<p>&ndash; Quem se casa cedo n&atilde;o vai ter as mesmas experi&ecirc;ncias de quem fica solteiro. &Eacute; uma escolha. Depois de certo tempo, as pessoas acabam sendo engolidas pela curiosidade ou pelo diferente. Existe, sim, esse perfil, de pessoas dessa gera&ccedil;&atilde;o que pulam de galho em galho, desistem f&aacute;cil, mas &eacute; um recorte, um estere&oacute;tipo &ndash; define.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os millennials em busca de identidade: adaptada &agrave; crise, gera&ccedil;&atilde;o Y se afirma no mercado Clich&ecirc;s acerca do comportamento dos jovens que iniciaram a carreira neste novo mil&ecirc;nio n&atilde;o se confirmam na pr&aacute;tica &nbsp; Por:&nbsp;Paula Minozzo 29\/04\/2017 &ndash; 04h00min | Atualizada em 29\/04\/2017 &ndash; 04h00min Compartilharhttps:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/noticia\/2017\/04\/os-millennials-em-busca-de-identidade-adaptada-a-crise-geracao-y-se-afirma-no-mercado-9782431.html&amp;subject=http:\/\/zh.clicrbs.com.br\/rs\/vida-e-estilo\/noticia\/2017\/04\/os-millennials-em-busca-de-identidade-adaptada-a-crise-geracao-y-se-afirma-no-mercado-9782431.html&rdquo;&gt;E-mailGoogle+TwitterFacebook Foto: Smartspaces \/ Divulga&ccedil;&atilde;o&nbsp; &nbsp; Ser&aacute; que os integrantes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[10],"tags":[],"class_list":{"0":"post-369","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-estudos-prospectivos"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/369","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=369"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/369\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}