{"id":368,"date":"2017-06-16T12:45:17","date_gmt":"2017-06-16T15:45:17","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/que-maquinas-vao-gerar-empregos-afinal\/"},"modified":"2017-06-16T12:45:17","modified_gmt":"2017-06-16T15:45:17","slug":"que-maquinas-vao-gerar-empregos-afinal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/que-maquinas-vao-gerar-empregos-afinal\/","title":{"rendered":"Que m\u00e1quinas v\u00e3o gerar empregos afinal?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>rogramadores de fresadoras CNC, t&eacute;cnicos de mecatr&oacute;nica, soldadores e engenheiros de soldadura, operadores de impressoras 3D, costureiros, especialistas em desenho assistido por computador. A lista de profiss&otilde;es &eacute; extensa e cada uma aplica-se, em simult&acirc;neo, a alguns dos sectores industriais com o melhor desempenho a n&iacute;vel nacional (como o t&ecirc;xtil, o cal&ccedil;ado ou a metalurgia). Todas partilham do mesmo hipocentro: s&atilde;o m&aacute;quinas que as fazem existir. E isto acontece no mesmo mundo que emite alertas sucessivos da substitui&ccedil;&atilde;o do homem pela m&aacute;quina &mdash; o F&oacute;rum Econ&oacute;mico Mundial prev&ecirc; o desaparecimento de cinco milh&otilde;es de empregos at&eacute; 2020.<\/p>\n<p>Talvez seja melhor n&atilde;o esperar que a tecnologia nos passe a perna e s&atilde;o cada vez mais as vozes que pedem m&atilde;o de obra especializada e atualizada. &ldquo;Em todo o sector industrial, as m&aacute;quinas s&atilde;o criadoras de emprego l&iacute;quido&rdquo;, defende Manuel Grilo, diretor do CENFIM-Centro de Forma&ccedil;&atilde;o Profissional da Ind&uacute;stria Metal&uacute;rgica e Metalomec&acirc;nica, que exemplifica: &ldquo;N&atilde;o h&aacute; um profissional de metalomec&acirc;nica inscrito num centro de emprego, tanto pelo crescimento do sector [alavancado pelo aumento das exporta&ccedil;&otilde;es] como pela sua moderniza&ccedil;&atilde;o. O que acontece &eacute; que as novas tecnologias trouxeram um emprego diferente, muito mais qualificado.&rdquo;<\/p>\n<p>Uma busca r&aacute;pida nos principais portais de emprego d&aacute; conta da procura quase di&aacute;ria de programadores e operadores de CNC (controlo num&eacute;rico computorizado), que permitem &ldquo;esculpir&rdquo; materiais brutos, como a madeira ou o metal, transformando-os em produtos finais de &aacute;reas como o mobili&aacute;rio ou a aeron&aacute;utica. O fen&oacute;meno n&atilde;o &eacute; exclusivo de Portugal, raz&atilde;o pela qual &ldquo;muitas empresas francesas e holandesas v&ecirc;m c&aacute; buscar estes profissionais&rdquo;, descreve Manuel Grilo. No ano passado, mais de 90% das 13 mil pessoas formadas nos 13 n&uacute;cleos do CENFIM (n&atilde;o apenas em CNC) conseguiram emprego na &aacute;rea em menos de seis meses.<\/p>\n<p>Na unidade de Lisboa, em Xabregas, uma fresadora de cinco eixos &eacute; a coqueluche da casa. O investimento nesta m&aacute;quina, de &euro;200 mil, permite formar profissionais para atender &agrave;s necessidades de muitas empresas implantadas em Portugal e no estrangeiro, ainda que, nos &uacute;ltimos tempos, o CENFIM n&atilde;o esteja a conseguir dar a resposta de que o pa&iacute;s precisa por atrasos de financiamento. Nos casos em que n&atilde;o h&aacute; fundos p&uacute;blicos envolvidos, no entanto, as forma&ccedil;&otilde;es continuam. S&oacute; que &ldquo;grande parte das empresas s&atilde;o pequenas e m&eacute;dias empresas e n&atilde;o t&ecirc;m capacidade de investir na qualifica&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores&rdquo;, enquadra Manuel Grilo, que recebe cada vez mais formandos do estrangeiro.<\/p>\n<p>Daqui a pouco tempo, Jo&atilde;o Gomes, aluno do CENFIM, ser&aacute; oficialmente especialista em programa&ccedil;&atilde;o e opera&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas CNC, op&ccedil;&atilde;o que se seguiu ao mestrado na &aacute;rea de Engenharia Aeron&aacute;utica, porque saiu da universidade preparado &ldquo;em termos de conhecimentos mas n&atilde;o para fazer coisas concretas&rdquo;, admite. &ldquo;Na universidade foi tudo muito te&oacute;rico&rdquo; e o horizonte, em termos de emprego na &aacute;rea da produ&ccedil;&atilde;o, era turvo, pelo que a atualiza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos pela via t&eacute;cnico-profissional trouxe-lhe maior seguran&ccedil;a. Manuel Grilo e o jovem de 31 anos j&aacute; discutem, ali&aacute;s, o local de est&aacute;gio ap&oacute;s a forma&ccedil;&atilde;o, que se traduzir&aacute; muito provavelmente em emprego. O mesmo dever&aacute; acontecer aos restantes operadores.<\/p>\n<h2>FATOS-MACACO NO GUARDA-ROUPA<\/h2>\n<p>Neste adeus aos tempos modernos, monitores, teclados e joysticks substituem a alta velocidade o peso de tambores de a&ccedil;o e de engrenagens rudimentares nas mais diversas ind&uacute;strias. Mas a imagem generalizada da f&aacute;brica continua a emergir a preto e branco &mdash; e de forma pouca apelativa &mdash; &agrave; vista das camadas mais jovens. &ldquo;Se antes operar uma m&aacute;quina dependia de caracter&iacute;sticas como a resist&ecirc;ncia e a destreza manual e f&iacute;sica, agora as m&aacute;quinas s&atilde;o controladas atrav&eacute;s de computadores e trabalham sozinhas&rdquo;, atualiza Manuel Grilo, do CENFIM. &ldquo;J&aacute; n&atilde;o s&atilde;o trabalhos fisicamente exaustivos nem sujos e requerem pessoas com altas qualifica&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o bem pagas por isso. E al&eacute;m do emprego garantido, aqui n&atilde;o existem prec&aacute;rios&rdquo;, conclui, prevendo que as diferentes ind&uacute;strias cres&ccedil;am em for&ccedil;a nos pr&oacute;ximos anos.<\/p>\n<h2>CRIADORES A PARTIR DO NADA<\/h2>\n<p>Paralelamente &agrave;s t&eacute;cnicas de remo&ccedil;&atilde;o, os processos aditivos ganham terreno na ind&uacute;stria, apesar de sofrerem do mesmo problema de falta de m&atilde;o de obra especializada. Com a evolu&ccedil;&atilde;o da <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/impressao-3d\/\" target=\"_self\" title=\"Impress&atilde;o 3D ou manufatura aditiva ou prototipagem r&aacute;pida &eacute; a tecnologia de impress&atilde;o de produtos ou objetos em formatos tridimensionais, por sucessivas camadas de material. Os avan&ccedil;os da impress&atilde;o 3D possibilitam a impress&atilde;o de quase tudo, de pr&oacute;teses a cora&ccedil;&otilde;es, rins e outros &oacute;rg&atilde;os vitais humanos e medicamentos. A tecnologia &eacute; utilizada em diversos ramos&hellip;\" class=\"encyclopedia\">impress&atilde;o 3D<\/a>, &ldquo;num futuro pr&oacute;ximo, estima-se que s&oacute; ser&atilde;o precisos 20% dos trabalhadores mundiais da constru&ccedil;&atilde;o civil, por isso, vamos precisar de novas compet&ecirc;ncias&rdquo;, assegura Francisco Aguiar, da CODI, empresa l&iacute;der no com&eacute;rcio e design industrial com recurso a tecnologias aditivas, que produzem mat&eacute;ria a partir de desenhos computorizados.<\/p>\n<p>&ldquo;Hoje podemos construir a partir do nada. Em meia d&uacute;zia de horas, conseguimos entregar um produto a um cliente, sendo que o mercado quer o produto cada vez mais r&aacute;pido e em pequenas s&eacute;ries&rdquo;, ilustra o profissional. A &ldquo;dificuldade&rdquo; est&aacute; em &ldquo;encontrar pessoas que tenham consci&ecirc;ncia e conhecimento do processo de <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/impressao-3d\/\" target=\"_self\" title=\"Impress&atilde;o 3D ou manufatura aditiva ou prototipagem r&aacute;pida &eacute; a tecnologia de impress&atilde;o de produtos ou objetos em formatos tridimensionais, por sucessivas camadas de material. Os avan&ccedil;os da impress&atilde;o 3D possibilitam a impress&atilde;o de quase tudo, de pr&oacute;teses a cora&ccedil;&otilde;es, rins e outros &oacute;rg&atilde;os vitais humanos e medicamentos. A tecnologia &eacute; utilizada em diversos ramos&hellip;\" class=\"encyclopedia\">impress&atilde;o 3D<\/a>&rdquo;, pelo que a CODI tem investido na &ldquo;carolice&rdquo; (isto &eacute;, no autodidatismo) e na colabora&ccedil;&atilde;o com universidades que se t&ecirc;m iniciado em laborat&oacute;rios de fabrico aditivo. Ainda assim, &ldquo;n&atilde;o h&aacute; cursos com cadeiras espec&iacute;ficas para isto; estamos um bocadinho atr&aacute;s nesse ponto&rdquo;, analisa Francisco Aguiar, que acredita que em forma&ccedil;&otilde;es de design, em engenharias e na arquitetura, o &lsquo;mundo aditivo&rsquo; dever&aacute; ser muito utilizado no futuro.<\/p>\n<p>Mas que tipo de trabalho ter&atilde;o estes profissionais? Por um lado, existe a opera&ccedil;&atilde;o (simples) de impressoras. &ldquo;Para se gerir uma plataforma com 30 a 50 impressoras, &eacute; preciso ter um operador altamente especializado que possa fazer corre&ccedil;&otilde;es e manuten&ccedil;&atilde;o&rdquo;, descreve o especialista. Por outro, requerem-se programadores aptos para trabalhar em &aacute;reas t&atilde;o d&iacute;spares como a sa&uacute;de (para imprimir tecido humano, por exemplo) ou a constru&ccedil;&atilde;o civil (em casos como a reabilita&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios).<\/p>\n<p>S&atilde;o necess&aacute;rios conhecimentos de materiais e de estruturas&rdquo;, prossegue o respons&aacute;vel. Na &aacute;rea do cal&ccedil;ado desportivo, por exemplo, as grandes marcas investem milh&otilde;es na tecnologia e no desenvolvimento de solas impressas. &ldquo;Cada vez mais o desenvolvimento e o entendimento de novos materiais vai permitir ultrapassar barreiras que antigamente nos pareciam mais complicadas&rdquo;, antev&ecirc; Francisco Aguiar.<\/p>\n<p>Na pr&oacute;pria CODI, que forma profissionais nestas &aacute;reas, &ldquo;o recrutamento n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil&rdquo;. &ldquo;No &uacute;ltimo ano, come&ccedil;am a sair mais pessoas da universidade com este bichinho, que ouviram falar, n&atilde;o t&ecirc;m experi&ecirc;ncia mas querem desenvolver trabalho na &aacute;rea. A tend&ecirc;ncia do futuro passa por termos pessoas com uma forma&ccedil;&atilde;o de base &mdash; como uma engenharia ou eletrotecnia &mdash; mas com compet&ecirc;ncias cruzadas e em forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, sobretudo profissional, em &aacute;reas distintas&rdquo;, descreve o respons&aacute;vel.<\/p>\n<h2>SIMULADORES SEM SIMULACRO<\/h2>\n<p>Se &eacute; crescente a necessidade de especialistas h&aacute;beis para construir a partir do bruto e a partir do nada, o mercado tamb&eacute;m exige profissionais que saibam ligar as pe&ccedil;as. Na &aacute;rea da soldadura, seja na parte t&eacute;cnica ou de engenharia, a empregabilidade aproxima-se dos 100%, segundo o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), que soma mais de 3000 diplomadas nos &uacute;ltimos 40 anos. No entanto, &ldquo;calcula-se uma necessidade de mais de um milh&atilde;o de soldadores at&eacute; 2020 na Europa&rdquo;, indica Rute Ferraz, respons&aacute;vel pelo departamento de forma&ccedil;&atilde;o do ISQ. Uma das raz&otilde;es para este d&eacute;fice &eacute; que &ldquo;a atividade est&aacute; conotada como suja e com pouco interesse; hoje os jovens querem trabalhar com computadores&rdquo;, pragmatiza a engenheira. Mas, mais uma vez, tamb&eacute;m no mundo da soldadura, &ldquo;as m&aacute;quinas de hoje n&atilde;o t&ecirc;m nada a ver com o que eram h&aacute; cinco anos&rdquo; e os equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho tornaram-se mais sofisticados. &ldquo;Muitas vezes, o trabalhador opera equipamentos atrav&eacute;s de tecnologias de <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/realidade-aumentada\/\" target=\"_self\" title=\"Realidade aumentada &eacute; a tecnologia que utiliza recursos para facilitar a informa&ccedil;&otilde;es e conhecimentos do mundo externo, seja sobre caracter&iacute;sticas de produtos, de coisas ou lugares. A ideia &eacute; aumentar seu conhecimento imediato do mundo ao seu redor. Para isso, insere informa&ccedil;&otilde;es curtas, diretas e relevantes nele. Isso permite maior intera&ccedil;&atilde;o e aumenta as possibilidades&hellip;\" class=\"encyclopedia\">realidade aumentada<\/a>&rdquo;, exemplifica a respons&aacute;vel, lan&ccedil;ando a escada para os simuladores de soldadura recentemente adotados para as &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o do ISQ. A tecnologia dirige-se a alunos sem experi&ecirc;ncia, garantido uma aprendizagem mais r&aacute;pida, econ&oacute;mica, apelativa e em maior seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p>Ser&aacute; que um dia a soldadura ser&aacute; garantida por rob&ocirc;s? Rute Ferraz garante que &ldquo;ainda n&atilde;o existe nada que substitua esta profiss&atilde;o&rdquo;, sobretudo no caso dos procedimentos a laser (na soldadura por resist&ecirc;ncia, a automa&ccedil;&atilde;o j&aacute; d&aacute; passos consistentes). &ldquo;H&aacute; apenas, neste momento, instrumentos que apoiam e facilitam o trabalho&rdquo;, para que de barras met&aacute;licas se fa&ccedil;am bicicletas, janelas e avi&otilde;es, ainda com um pequeno cunho artesanal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; rogramadores de fresadoras CNC, t&eacute;cnicos de mecatr&oacute;nica, soldadores e engenheiros de soldadura, operadores de impressoras 3D, costureiros, especialistas em desenho assistido por computador. 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