{"id":3532,"date":"2019-04-29T14:26:41","date_gmt":"2019-04-29T17:26:41","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=3532"},"modified":"2019-04-29T14:26:41","modified_gmt":"2019-04-29T17:26:41","slug":"extorsoes-por-gangues-de-milicias-crescem-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/extorsoes-por-gangues-de-milicias-crescem-no-brasil\/","title":{"rendered":"Extors\u00f5es por gangues de mil\u00edcias crescem no Brasil"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3533\" aria-describedby=\"caption-attachment-3533\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/milicias-avancam-no-pais.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3533 size-full\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/milicias-avancam-no-pais.jpg\" alt=\"Os cigarros de presente encurralaram o mercado de tabaco contrabandeado em Itabora&iacute;. 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Fotografia: EVGENY MAKAROV \/ BLOOMBERG<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Bruce Douglas e Sabrina Valle<br>\nBlomberg BusinessWeek<\/p>\n<p>Um novo cigarro, Gift, foi colocado &agrave; venda no in&iacute;cio do ano passado nos bares e quiosques de jornais de Itabora&iacute;, uma antiga cidade petrol&iacute;fera em ru&iacute;nas nos arredores do Rio de Janeiro. Com pouco menos de um d&oacute;lar por ma&ccedil;o, o produto rapidamente encurralou o mercado de tabaco contrabandeado na cidade sufocante que, apesar de uma popula&ccedil;&atilde;o de quase 240 mil habitantes, parece abandonada. Seu dom&iacute;nio n&atilde;o foi por causa da qualidade do produto paraguaio. Em vez disso, segundo a pol&iacute;cia, marcou a chegada de uma mil&iacute;cia assassina que for&ccedil;ou os vendedores a vender o cigarro da marca.<\/p>\n<p>A 48 quil&ocirc;metros do Rio, Itabora&iacute; foi devastada pela recess&atilde;o, crime e corrup&ccedil;&atilde;o &ndash; as mesmas for&ccedil;as que derrubaram o Brasil e levaram os eleitores a eleger Jair Bolsonaro como presidente no ano passado. H&aacute; dez anos, a cidade parecia preparada para o <em>boom<\/em> das <em>commodities<\/em>. Agora, o aglomerado gigantesco de reluzentes chamin&eacute;s de metal e explos&otilde;es de g&aacute;s da usina petroqu&iacute;mica Comperj, constru&iacute;da pela gigante petrol&iacute;fera Petrobras, fica virtualmente ocioso, e um violento grupo paramilitar est&aacute; recuperando os ossos da economia.<\/p>\n<p>As mil&iacute;cias &ndash; bandos de policiais desonestos e fora de servi&ccedil;o e outros agentes de seguran&ccedil;a &ndash; come&ccedil;aram a operar nos bairros pobres do Rio h&aacute; algumas d&eacute;cadas. Os pol&iacute;ticos ou fecharam os olhos ou colaboraram com os grupos, que eram ostensivamente formados para expulsar traficantes de drogas, mas transformados em m&aacute;fia que cobravam servi&ccedil;os como seguran&ccedil;a, g&aacute;s de cozinha, acesso &agrave; internet e TV a cabo. Essas gangues agora est&atilde;o ativas em todo o Rio e outras 14 cidades do estado, afetando a vida de 2 milh&otilde;es de pessoas, segundo a pol&iacute;cia.<\/p>\n<p>Bolsonaro, que fez campanha em uma plataforma de lei e ordem, n&atilde;o respondeu a pedidos de coment&aacute;rios, mas defendeu publicamente as mil&iacute;cias durante sua longa carreira como congressista representando o Rio de Janeiro. &ldquo;Algumas pessoas ap&oacute;iam as mil&iacute;cias, que as veem como forma de se libertar da viol&ecirc;ncia&rdquo;, disse ele &agrave; R&aacute;dio Jovem Pan em fevereiro do ano passado. &ldquo;Onde a mil&iacute;cia &eacute; paga, n&atilde;o h&aacute; viol&ecirc;ncia.&rdquo;<\/p>\n<p>Os moradores aterrorizados de Itabora&iacute; contam uma hist&oacute;ria diferente. Em janeiro, agentes do Estado prenderam nove supostos membros da mil&iacute;cia, acusando-os de extors&atilde;o. Moradores e comerciantes que resistiram enfrentaram &ldquo;seq&uuml;estros, torturas e finalmente a morte e o desaparecimento de seus cad&aacute;veres&rdquo;, segundo um comunicado da promotoria. A pol&iacute;cia local n&atilde;o retornou mensagens buscando discutir a mil&iacute;cia. Os moradores dizem que n&atilde;o t&ecirc;m para onde se virar.<\/p>\n<p>&ldquo;Se os criminosos souberem que algu&eacute;m os delata, essa pessoa ser&aacute; morta&rdquo;, diz o promotor Romulo Silva, que no dia 2 de abril acusou sete membros da mil&iacute;cia Itabora&iacute; de torturar um casal suspeito de gritar para uma gangue de drogas. Os homens invadiram a casa deles, algemaram-nos e espancaram-nos com um taco de sinuca, t&aacute;buas e pistolas, de acordo com os documentos da corte. Na frente dos filhos do casal, eles urinaram sobre a mulher e atormentaram o homem, for&ccedil;ando-o a montar um peda&ccedil;o de madeira que comprimia seus test&iacute;culos. A fam&iacute;lia fugiu da cidade apenas com as roupas que vestiam.<\/p>\n<p>Itabora&iacute; est&aacute; em um longo deslize. Os homic&iacute;dios aumentaram 30% de 2016 para 2017, para 95 mortes, quando um ramo da quadrilha do Comando Vermelho assumiu o controle da cidade. A pol&iacute;cia em dezembro de 2017 expulsou os traficantes, cedendo o territ&oacute;rio a uma mil&iacute;cia, de acordo com Silva. O crime disparou mais uma vez. Em 2018, mais de 130 moradores foram assassinados, segundo o instituto de seguran&ccedil;a p&uacute;blica do Rio de Janeiro. Os desaparecimentos aumentaram 113%, para 111 pessoas, em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior.<\/p>\n<p>A mil&iacute;cia opera uma extensa rede de prote&ccedil;&atilde;o, com taxas que variam de US $ 5 por m&ecirc;s para uma pequena casa a US $ 375 para grandes empresas. Recentemente, expandiu-se para &aacute;reas em desenvolvimento ilegal e vendeu cigarros contrabandeados, que oferecem lucros ricos e menos penalidades criminais do que as drogas.<\/p>\n<p>A corrup&ccedil;&atilde;o cobra um custo punitivo em todo o Brasil. A contraven&ccedil;&atilde;o consome at&eacute; 2,3% do produto interno bruto, segundo a Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o cerca de US $ 39 bilh&otilde;es por ano, segundo o economista Gil Castello Branco, fundador do Contas Abertas , um grupo de defesa da transpar&ecirc;ncia. &ldquo;Temos corrup&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica em todos os n&iacute;veis&rdquo;, diz ele. &ldquo;&Eacute; uma pr&aacute;tica que est&aacute; profundamente enraizada no pa&iacute;s e, na seguran&ccedil;a p&uacute;blica, n&atilde;o &eacute; diferente&rdquo;.<\/p>\n<p>A raiva fervilhante dos brasileiros alimentou a ascens&atilde;o de Bolsonaro. Um de seus primeiros atos foi nomear Sergio Moro, juiz principal na investiga&ccedil;&atilde;o de corrup&ccedil;&atilde;o conhecida como Opera&ccedil;&atilde;o Lava-Jato, para chefiar o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a . Moro est&aacute; promovendo uma legisla&ccedil;&atilde;o que reduza ou elimine a puni&ccedil;&atilde;o para policiais que matam devido a &ldquo;medo justific&aacute;vel, surpresa ou emo&ccedil;&atilde;o violenta&rdquo;. Os cr&iacute;ticos dizem que os termos s&atilde;o muito amplos. Mas, mesmo antes de o projeto chegar ao congresso, os assassinatos da pol&iacute;cia do Rio atingiram um recorde de 16 anos nos primeiros dois meses deste ano, com uma morte a cada quatro horas e meia.<\/p>\n<p>Como legislador, Bolsonaro argumentou que as mil&iacute;cias ofereciam a ordem em a&ccedil;&otilde;es que o estado havia falhado. At&eacute; novembro, seu filho mais velho, Flavio, senador, empregava a esposa e a m&atilde;e de um policial fugitivo acusado de atividade criminosa. Flavio diz que sua equipe tomou as decis&otilde;es de contrata&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O n&uacute;mero de grupos paramilitares explodiu nos &uacute;ltimos anos, segundo Jos&eacute; Claudio Souza Alves, professor de sociologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. &ldquo;Ningu&eacute;m age para acabar com eles&rdquo;, diz ele. Em mar&ccedil;o de 2018, Marielle Franco, vereadora de esquerda da capital fluminense, foi assassinada por homens armados suspeitos de liga&ccedil;&otilde;es com as mil&iacute;cias .<\/p>\n<p>Em Itabora&iacute;, a mil&iacute;cia est&aacute; extorquindo uma economia de joelhos. Na estrada do Rio, um novo shopping fica vazio, com persianas pintadas de preto. Blocos de apartamentos inacabados pairam sobre a rua principal, enquanto placas de &ldquo;aluguel&rdquo; aparecem em todas as outras janelas empoeiradas do centro comercial.<\/p>\n<p>H&aacute; mais de uma d&eacute;cada, dinheiro foi derramado na cidade, que j&aacute; foi conhecida por suas laranjas, quando o ex-presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva colocou a pedra fundamental da Comperj. O complexo seria a maior planta petroqu&iacute;mica da Am&eacute;rica Latina, gerando mais de 200 mil empregos. Milhares de trabalhadores vieram de todo o pa&iacute;s, mas, em 2014, os pre&ccedil;os do petr&oacute;leo despencaram, o Brasil caiu em uma recess&atilde;o recorde e a Petrobras se envolveu na Opera&ccedil;&atilde;o Lava-Jato. No final de 2017, um pequeno n&uacute;mero de empregos come&ccedil;ou a retornar. Cerca de 1.500 trabalhadores est&atilde;o empregados em uma unidade de processamento de g&aacute;s natural, segundo a Petrobras. O n&uacute;mero de trabalhadores deve dobrar at&eacute; o final do ano, diz a empresa.<\/p>\n<p>Quando os empregos s&atilde;o abertos na Comperj, os subcontratados da Petrobras contratam seus pr&oacute;prios funcion&aacute;rios, muitas vezes de fora da cidade, ou anunciam atrav&eacute;s do centro de empregos de Itabora&iacute;, de acordo com Marcus Hartung, vice-presidente de um sindicato local. A ag&ecirc;ncia, controlada pelo gabinete do prefeito, fica ao lado da pra&ccedil;a central e milhares de pessoas se re&uacute;nem sempre que boatos s&atilde;o espalhados, diz Hartung. &ldquo;H&aacute; muita controv&eacute;rsia sobre como os empregos s&atilde;o distribu&iacute;dos. H&aacute; muita pol&iacute;tica envolvida&rdquo;, assinala.<\/p>\n<h2>Infiltra&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p>A pol&iacute;cia diz que membros da mil&iacute;cia se infiltraram no gabinete do prefeito e na ag&ecirc;ncia de empregos. Homens armados e encapu&ccedil;ados frequentam o centro de empregos, segundo dois moradores de Itabora&iacute; que pediram anonimato por medo de repres&aacute;lias. A mil&iacute;cia exige um corte dos sal&aacute;rios dos trabalhadores para o emprego, disseram as pessoas.<\/p>\n<p>&ldquo;A ascens&atilde;o das mil&iacute;cias sobre o neg&oacute;cio do petr&oacute;leo &eacute; muito preocupante&rdquo;, diz Helvio Rebeschini, executivo da Plural, uma associa&ccedil;&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis. &ldquo;H&aacute; mil&iacute;cias operando um n&uacute;mero crescente de postos de gasolina ilegais e a Petrobras tamb&eacute;m foi v&iacute;tima do crescente roubo de petr&oacute;leo em seus oleodutos&rdquo;.<\/p>\n<p>Repetidos pedidos de entrevistas submetidos ao gabinete do prefeito ficaram sem resposta. A Petrobras diz que a responsabilidade de contratar na Comperj &eacute; de subcontratados. A Bloomberg News entrou em contato com tr&ecirc;s: a MIP Engenharia confirmou apenas que havia usado o centro de empregos de Itabora&iacute; como parte de seu processo de contrata&ccedil;&atilde;o. Metodo Kerui disse que mant&eacute;m seu pr&oacute;prio banco de dados de candidatos. Enaval n&atilde;o respondeu. Silva, o promotor p&uacute;blico, disse que a cobran&ccedil;a por empregos se encaixaria no modus operandi da mil&iacute;cia: &ldquo;Onde quer que eles vejam uma oportunidade de ganhar dinheiro, eles v&atilde;o explor&aacute;-lo&rdquo;.<\/p>\n<p>Manuelito Correa de Santos, 39, que est&aacute; desempregado h&aacute; mais de dois anos, faz uma peregrina&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria ao centro de empregos. &ldquo;As pessoas est&atilde;o tentando ajudar, mas &eacute; dif&iacute;cil para elas&rdquo;, diz ele. &ldquo;N&atilde;o depende apenas deles.&rdquo;<\/p>\n<p>Poucos em Itabora&iacute; falariam abertamente sobre a situa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a &ndash; e poucos pareciam esperan&ccedil;osos. &ldquo;Dizem que a Comperj vai voltar. N&atilde;o acredito &rdquo;, diz Delphina de Jesus Neto, 61 anos, propriet&aacute;ria de um sal&atilde;o de beleza antes de a f&aacute;brica fechar, mas agora trabalha como atendente de estacionamento. &ldquo;Tudo aqui falhou.&rdquo;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.bloomberg.com\/news\/articles\/2019-04-23\/extortion-by-rogue-police-gangs-is-booming-in-bolsonaro-s-brazil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para acessar a mat&eacute;ria original<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":3533,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[19],"tags":[1153,1151,1152],"class_list":{"0":"post-3532","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-insights","8":"tag-futuro-da-violencia","9":"tag-milicia","10":"tag-violencia"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/milicias-avancam-no-pais.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3532","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3532"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3532\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}