{"id":3335,"date":"2019-04-16T09:37:17","date_gmt":"2019-04-16T12:37:17","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=3335"},"modified":"2019-04-16T16:10:11","modified_gmt":"2019-04-16T19:10:11","slug":"apenas-a-rebeliao-impedira-um-apocalipse-ecologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/apenas-a-rebeliao-impedira-um-apocalipse-ecologico\/","title":{"rendered":"Apenas a rebeli\u00e3o impedir\u00e1 um apocalipse ecol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3340\" aria-describedby=\"caption-attachment-3340\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/cycloneidai-ciclone-idai-foto-freechurch-org.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3340\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/cycloneidai-ciclone-idai-foto-freechurch-org.jpg\" alt=\"A sociedade global n&atilde;o deve, nem pode, ficar aguardando a interven&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;as para enfrentar a quest&atilde;o global\" width=\"960\" height=\"543\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/cycloneidai-ciclone-idai-foto-freechurch-org.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/cycloneidai-ciclone-idai-foto-freechurch-org-300x170.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/cycloneidai-ciclone-idai-foto-freechurch-org-768x434.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3340\" class=\"wp-caption-text\">A sociedade global n&atilde;o deve, nem pode, ficar aguardando a interven&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;as para enfrentar a quest&atilde;o global. &Eacute; preciso mobilizar, diz George Monbiot, do The Guardian<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>Carlos Teixeira<\/em><br>\n<em>Editor I Radar do Futuro<\/em><\/p>\n<p>N&atilde;o espere pelas lideran&ccedil;as locais e globais. N&atilde;o espere o seu vizinho se movimentar. N&atilde;o imagine que o aumento do calor ou do frio recentemente fatos eventuais. Apenas a desobedi&ecirc;ncia civil em massa &eacute; capaz de for&ccedil;ar respostas pol&iacute;ticas para a trag&eacute;dia que est&aacute; sendo desenhada no horizonte. Preocupado com o imobilismo de uma imensa maioria, George Monbiot, colunista do portal The Guardian, explicita, em um artigo, o apoio &agrave;s iniciativas que levam protestos &agrave;s ruas. E faz uma convoca&ccedil;&atilde;o para novos exemplos, que sejam capazes de reverter o quadro atual de desafios que envolvem a quest&atilde;o clim&aacute;tica.<\/p>\n<p>O texto parte de uma reflex&atilde;o sobre os impactos do ciclone Idai que, no in&iacute;cio de abril, devastou Beira, cidade de meio milh&atilde;o de pessoas, na costa de Mo&ccedil;ambique, na &Aacute;frica. Ele relata que Daviz Simango, presidente da C&acirc;mara Municipal da cidade tinha trabalhado arduamente para refor&ccedil;ar as defesas clim&aacute;ticas da cidade, recorrendo &agrave; ajuda do Banco Mundial para impedir o aumento dos mares, inunda&ccedil;&otilde;es e tempestades. Mas em apenas algumas horas de mar&ccedil;o, o Cyclone Idai devastou tudo.<\/p>\n<p>Cidades brasileiras j&aacute; se preparam para o aumento do n&iacute;vel do mar. E a popula&ccedil;&atilde;o se mant&eacute;m passiva quando v&ecirc; o desmonte da estrutura de fiscaliza&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, como o Ibama. Ou de quando o presidente manda parar um processo que envolve a venda ilegal de &aacute;rvores na Amaz&ocirc;nia. &ldquo;N&oacute;s nos esfor&ccedil;amos tanto para evitar a cat&aacute;strofe ambiental quanto gastamos para dar desculpas para a na&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz o articulista.<\/p>\n<h2>Omiss&otilde;es<\/h2>\n<p>George Monbiot identifica pessoas envolvidas em tentativas furiosas de se defender do desafio moral apresentado pelo cen&aacute;rio de devasta&ccedil;&atilde;o. A desculpa atual mais comum, diz ele, &eacute; a seguinte: &ldquo;Aposto que os manifestantes t&ecirc;m telefones, saem de f&eacute;rias, usam sapatos de couro&rdquo;. Nada muito diferente do que se v&ecirc; no Brasil, onde parte da popula&ccedil;&atilde;o cobra coer&ecirc;ncia ao extremo de quem defende a&ccedil;&otilde;es para o combate &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.<\/p>\n<p>Em outras palavras, assinala, &ldquo;n&atilde;o vamos ouvir ningu&eacute;m que n&atilde;o esteja vivendo nu em um barril, subsistindo apenas em &aacute;guas turvas. &Eacute; claro que, se voc&ecirc; est&aacute; vivendo nu em um barril, tamb&eacute;m o dispensamos, porque voc&ecirc; &eacute; um esquisito hippie. Todo mensageiro e toda mensagem que eles carregam s&atilde;o desqualificados com base em impureza ou pureza&rdquo;.<\/p>\n<p>&Agrave; medida que a crise ambiental acelera, e como movimentos de protesto como <em>YouthStrike4Climate<\/em> e <em>Extinction Rebellion<\/em> tornam mais dif&iacute;cil n&atilde;o ver o que enfrentamos, as pessoas descobrem meios mais inventivos de fechar os olhos e perder a responsabilidade. Subjacente a essas desculpas est&aacute; uma cren&ccedil;a arraigada de que, se realmente estivermos em apuros, algu&eacute;m em algum lugar vir&aacute; em nosso socorro: &ldquo;eles&rdquo; n&atilde;o deixar&atilde;o isso acontecer. Mas n&atilde;o h&aacute; eles, apenas n&oacute;s.<\/p>\n<h2>N&atilde;o conte com pol&iacute;ticos<\/h2>\n<p>O alerta prossegue com a avalia&ccedil;&atilde;o do desgaste do papel dos representantes da popula&ccedil;&atilde;o nos parlamentos. O Brasil n&atilde;o &eacute; um lugar isolado do mundo. George Monbiot denuncia que a classe pol&iacute;tica, como qualquer um pode ver agora, &eacute; ca&oacute;tica, pouco disposta e, isoladamente, estrategicamente incapaz de enfrentar crises de curto prazo, muito menos uma vasta situa&ccedil;&atilde;o existencial.<\/p>\n<p>No entanto, prevalece a ingenuidade generalizada e intencional: a cren&ccedil;a de que votar &eacute; a &uacute;nica a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica necess&aacute;ria para mudar um sistema. A menos que seja acompanhado pelo poder concentrado de protesto &ndash; articulando demandas precisas e criando espa&ccedil;o no qual novas fac&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas possam crescer &ndash; a vota&ccedil;&atilde;o, embora essencial, permanece um instrumento contundente e fraco.<\/p>\n<p>George Monbiot acusa a m&iacute;dia de submiss&atilde;o integral aos interesses do poder econ&ocirc;micos. Para ele, a m&iacute;dia, com poucas exce&ccedil;&otilde;es, &eacute; ativamente hostil. Mesmo quando as emissoras cobrem essas quest&otilde;es, elas evitam cuidadosamente qualquer men&ccedil;&atilde;o ao poder, falando sobre o colapso ambiental como se ele fosse movido por for&ccedil;as passivas e misteriosas e propondo corre&ccedil;&otilde;es microsc&oacute;picas para problemas estruturais vastos. &ldquo;A s&eacute;rie Blue Planet Live da BBC exemplificou essa tend&ecirc;ncia&rdquo;, sugere.<\/p>\n<p>No final das contas, fica o sentimento de que os governantes n&atilde;o merecem a confian&ccedil;a depositadas neles. O que se evidencia, inclusive, nos limites dos avan&ccedil;os dos encontros de l&iacute;deres globais. E o papel contr&aacute;rio de pa&iacute;ses como os Estados Unidos, desde sempre, e agora, com apoio do Brasil. Por isso, a desconfian&ccedil;a de George Monbiot de que lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas n&atilde;o merecem a confian&ccedil;a. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; autoridade benigna nos preservando de danos. Ningu&eacute;m vem nos salvar. Nenhum de n&oacute;s pode justificadamente evitar o chamado para se unir para nos salvar&rdquo;.<\/p>\n<h2>Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; verdade<\/h2>\n<p>O articulista do Guardian tamb&eacute;m aponta fatores vinculados ao comportamento das massas que precisam ser superados. O desespero &eacute;, ent&atilde;o, outra vari&aacute;vel capaz gerar atitudes de recusa. Diante das calamidades que um dia poderiam nos afligir, as pessoas tendem a disfar&ccedil;ar e se distanciar, convertendo as escolhas concretas num pavor indecifr&aacute;vel. Podemos nos livrar do peso da consci&ecirc;ncia com alega&ccedil;&otilde;es de que j&aacute; &eacute; tarde demais para agir, mas ao faz&ecirc;-lo condenamos os outros &agrave; destitui&ccedil;&atilde;o ou &agrave; morte.<\/p>\n<p>A cat&aacute;strofe aflige as pessoas agora e, ao contr&aacute;rio daquelas do mundo rico, que ainda podem se dar ao luxo de mergulhar em desespero, elas s&atilde;o for&ccedil;adas a reagir de maneira pr&aacute;tica. Em Mo&ccedil;ambique, Zimb&aacute;bue e Malaui, devastados pelo ciclone Idai , na S&iacute;ria, L&iacute;bia e I&ecirc;men, onde o caos clim&aacute;tico contribuiu para a guerra civil , na Guatemala, Honduras e El Salvador, onde o fracasso das colheitas, a seca e o colapso da pesca expulsou as pessoas de suas casas , o desespero n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para quem vive a trag&eacute;dia n&atilde;o h&aacute; recurso al&eacute;m de agir, como resposta &agrave;s circunst&acirc;ncias terr&iacute;veis causadas principalmente pelo consumo do mundo rico. &ldquo;Os crist&atilde;os est&atilde;o certos: o desespero &eacute; um pecado&rdquo;, diz Monbiot, citando o pensador Jeremy Lent, para quem pode ser tarde demais para salvar algumas das grandes maravilhas do mundo, como recifes de corais e borboletas monarcas.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m pode ser tarde demais para evitar que muitas das pessoas mais vulner&aacute;veis &#8203;&#8203;do mundo percam suas casas. Lent argumenta que cada incremento de aquecimento global, a cada aumento no consumo de recursos materiais, teremos que aceitar perdas ainda maiores, muitas das quais ainda podem ser evitadas atrav&eacute;s de transforma&ccedil;&otilde;es radicais.<\/p>\n<p>&ldquo;Toda transforma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-linear da hist&oacute;ria pegou as pessoas de surpresa&rdquo;, ressalta George Monbiot, agora recorrendo a Alexei Yurchak, autor do livro &ldquo;<a class=\"u-underline\" title=\"\" href=\"https:\/\/press.princeton.edu\/titles\/8102.html\" data-link-name=\"in body link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Everything Was Forever, Until It Was No More<\/a>&ldquo;. Ao descrever o colapso da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, ele assinala que os sistemas parecem imut&aacute;veis &#8203;&#8203;at&eacute; que de repente se desintegram. Assim que o fazem, a desintegra&ccedil;&atilde;o parece retrospectivamente inevit&aacute;vel. &ldquo;Nosso sistema &ndash; caracterizado pelo crescimento econ&ocirc;mico perp&eacute;tuo em um planeta que n&atilde;o est&aacute; crescendo &ndash; inevitavelmente implodir&aacute;&rdquo;.<\/p>\n<p>A &uacute;nica quest&atilde;o &eacute; se a transforma&ccedil;&atilde;o &eacute; planejada ou n&atilde;o planejada. Nossa tarefa &eacute; garantir que seja planejada e r&aacute;pida. Monbiot defende a necessidade de conceber e construir um novo sistema baseado no princ&iacute;pio de que toda gera&ccedil;&atilde;o, em todo lugar, tem o mesmo direito de desfrutar da riqueza natural.<\/p>\n<h2>Mobiliza&ccedil;&atilde;o<\/h2>\n<p>George Monbiot tamb&eacute;m recorre &agrave; pesquisa hist&oacute;rica de &nbsp;<a class=\"u-underline\" title=\"\" href=\"https:\/\/rationalinsurgent.com\/2013\/11\/04\/my-talk-at-tedxboulder-civil-resistance-and-the-3-5-rule\/\" data-link-name=\"in body link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Erica Chenoweth<\/a> para defender a necessidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o. Segundo ela, para que um movimento de massas pac&iacute;fico seja bem-sucedido, um m&aacute;ximo de 3,5% da popula&ccedil;&atilde;o precisa se mobilizar. Os seres humanos s&atilde;o mam&iacute;feros ultra-sociais, constantemente se est&atilde;o subliminarmente conscientes das mudan&ccedil;as nas correntes sociais. A percep&ccedil;&atilde;o de que o <em>status quo<\/em> foi alterado, as pessoas tendem a assumir&nbsp; novas posturas.<\/p>\n<p>Hoje, o movimento &nbsp;<a class=\"u-underline\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2019\/apr\/13\/extinction-rebellion-calls-protesters-block-london-streets\" data-link-name=\"in body link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Extinction Rebellion<\/a> toma as ruas ao redor do mundo em defesa dos nossos sistemas de suporte &agrave; vida. Por meio de a&ccedil;&atilde;o ousada, disruptiva e n&atilde;o-violenta, for&ccedil;a nossa situa&ccedil;&atilde;o ambiental &agrave; agenda pol&iacute;tica. &ldquo;Quem s&atilde;o essas pessoas?&rdquo;, pergunta George Monbiot.&nbsp; S&atilde;o os outros eles. &ldquo;Quem poderia nos resgatar de nossas loucuras? O sucesso dessa mobiliza&ccedil;&atilde;o depende de n&oacute;s. S&oacute; atingir&aacute; o limiar cr&iacute;tico se muitos de n&oacute;s deixarem de lado a nega&ccedil;&atilde;o e o desespero e se unirem a esse movimento exuberante e proliferante. O tempo para desculpas acabou. A luta para derrubar nosso sistema de nega&ccedil;&atilde;o da vida come&ccedil;ou&rdquo;, conclama o autor.<\/p>\n<hr>\n<p><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2019\/apr\/15\/rebellion-prevent-ecological-apocalypse-civil-disobedience?fbclid=IwAR1JyxW4r-Wreeq2gWY4b17ofOQxtaZoxcIN-i6G6fbkX8OO_1pEgYTtYkI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia aqui&nbsp; a mat&eacute;ria original do The Guardian<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":3340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[20,19],"tags":[],"class_list":{"0":"post-3335","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-insights"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/cycloneidai-ciclone-idai-foto-freechurch-org.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3335","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3335"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3335\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}