{"id":326,"date":"2017-05-17T18:28:02","date_gmt":"2017-05-17T21:28:02","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/todas-profissoes-serao-impactadas-pelas-tecnologias\/"},"modified":"2017-05-17T18:28:02","modified_gmt":"2017-05-17T21:28:02","slug":"todas-profissoes-serao-impactadas-pelas-tecnologias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/todas-profissoes-serao-impactadas-pelas-tecnologias\/","title":{"rendered":"Todas profiss\u00f5es ser\u00e3o impactadas pelas tecnologias"},"content":{"rendered":"<p>Adriano Veloso, cientista da computa&ccedil;&atilde;o, defende discuss&otilde;es urgentes sobre o futuro.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Carlos Teixeira <br> Editor do Radar do Futuro<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-325\" src=\"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/www.dcc.ufmg.br.jpg\" alt=\"Adriano Veloso &eacute; professor de ci&ecirc;ncia da computa&ccedil;&atilde;o na UFMG\" width=\"150\" height=\"225\" style=\"margin-right: 5px; margin-bottom: 5px; float: left;\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/www.dcc.ufmg.br.jpg 299w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/www.dcc.ufmg.br-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\">&ldquo;Temos de antecipar a discuss&atilde;o sobre os impactos das tecnologias, como a intelig&ecirc;ncia artificial, sobre a sociedade, como j&aacute; vem sendo feito em pa&iacute;ses desenvolvidos&rdquo;. O cientista da computa&ccedil;&atilde;o Adriano Veloso, professor na Universidade Federal de Minas Gerais, h&aacute; algum tempo aderiu ao time dos que alertam sobre os riscos da aus&ecirc;ncia de debates sobre o tema.<\/p>\n<p>Doutor na &aacute;rea de intelig&ecirc;ncia artificial, o professor prega que profissionais, intelectuais e l&iacute;deres de diferentes &aacute;reas no Brasil n&atilde;o se ligaram ainda sobre a import&acirc;ncia de entender as mudan&ccedil;as do quadro pela frente, provocadas pelas tecnologias, em especial pela intelig&ecirc;ncia competitiva ou intelig&ecirc;ncia de m&aacute;quina. &ldquo;Estamos marcando passo&rdquo;, assinala o professor.<\/p>\n<p>Ele atesta que os reflexos sobre os empregos j&aacute; s&atilde;o evidentes, especialmente em &aacute;reas de automatiza&ccedil;&atilde;o. A onda ocorre, portanto, em &aacute;reas de emprego de menor qualifica&ccedil;&atilde;o. Seja na ind&uacute;stria, onde a entrada de rob&ocirc;s, mesmo que lenta, tende a se intensificar, ou no com&eacute;rcio, com a atualiza&ccedil;&atilde;o de processos que usam intensivamente as tecnologias em substitui&ccedil;&atilde;o ao trabalho humano.<\/p>\n<p>&ldquo;Uma &aacute;rea j&aacute; afetada h&aacute; muito tempo &eacute; a de montagem. Tudo que envolve montagem pode ser automatizado hoje em dia&rdquo; avalia Adriano Veloso. &ldquo;Ainda n&atilde;o vemos, no Brasil, a substitui&ccedil;&atilde;o em tarefas cognitivas, mas esperamos que isso aconte&ccedil;a de forma mais controlada&rdquo;.<\/p>\n<p>Aprendizado<\/p>\n<p>O debate a ser intensificado deve incluir a percep&ccedil;&atilde;o de que mudam as rela&ccedil;&otilde;es no sistema produtivo. Nenhuma profiss&atilde;o perdura a curto ou longo prazos sem uma uni&atilde;o entre o homem e m&aacute;quina. &ldquo;Esse &eacute; o universo que temos de debater: Qual a melhor combina&ccedil;&atilde;o entre homem e m&aacute;quina&rdquo;, afirma Adriano Veloso.<\/p>\n<p>De forma crescente, o ser humano ser&aacute; obrigado a entender o que as m&aacute;quina fazem. Elas ser&atilde;o dotadas da inteligencia artificial, que n&atilde;o &eacute; como a humana. Haver&aacute; um processo de aprendizado. Hoje a m&aacute;quina aprende com os humanos. Mas, no futuro, as posi&ccedil;&otilde;es se invertem e um dos papeis do humano pode ser o de aprender como as m&aacute;quinas acharam determinada solu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Durante um tempo, em dez anos no m&aacute;ximo, a IA tem de depender de humanos. Depois, aa intelig&ecirc;ncia artificial generaliza as solu&ccedil;&otilde;es, at&eacute; o momento em que come&ccedil;aremos a falar de IA geral. A partir desse ponto, o jogo muda um pouco, com maior dominio das m&aacute;quinas sobre as compet&ecirc;ncias dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Impactos nas profiss&otilde;es<\/p>\n<p>A lista sobre temas que necessariamente devem fazer parte das preocupa&ccedil;&otilde;es da sociedade inclui os impactos sobre as profiss&otilde;es. Muitas j&aacute; est&atilde;o sendo afetadas. Adriano Veloso n&atilde;o tem d&uacute;vidas em assinalar que &ldquo;em longo termo todas as atividades devem ser afetadas pelas tecnologias. S&oacute; depende do momento, se esse impacto j&aacute; aconteceu ou quando vai acontecer&rdquo;.<\/p>\n<p>O setor de sa&uacute;de, principalmente, algumas &aacute;reas m&eacute;dicas, como a &aacute;rea de radiologia, aparece em destaque entre as profiss&otilde;es que est&atilde;o e ser&atilde;o mais afetadas. Outra &aacute;rea muito afetada pelos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos &eacute; a de transporte. &ldquo;Mais um tempo e os caminh&otilde;es ser&atilde;o automatizados. Grande parte do transporte ser&aacute; feito por m&aacute;quinas.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, em mais da metade dos estados, a profiss&atilde;o de caminhoneiro &eacute; a que mais tem trabalhadores. &ldquo;&Eacute; um mercado muito grande&rdquo;. O professor da UFMG atesta que outro setor j&aacute; muito afetado &eacute; o de finan&ccedil;as. Desde a &aacute;rea de trading at&eacute; a &aacute;rea de seguros, intermedia&ccedil;&otilde;es financeiras s&atilde;o muito mais feitas por modelos matem&aacute;ticos e IA do que por humanos.<\/p>\n<p>Preservados<\/p>\n<p>Nem toda atividade sentir&aacute; os impactos das transforma&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas rapidamente. O cientista da computa&ccedil;&atilde;o e professor Veloso garante, por&eacute;m, que tudo o que precisa de toque humano vai demorar um pouco mais para ser afetado em larga escala. O roteiro de itens que ser&atilde;o afetados mais demoradamente inclui atividades dependentes de um senso cr&iacute;tico, fun&ccedil;&otilde;es menos autom&aacute;ticas ou cognitivo.<\/p>\n<p>A evolu&ccedil;&atilde;o tardar&aacute;, em s&iacute;ntese, para atividades que envolvam algo relacionado com a consci&ecirc;ncia, algo ainda abstrato no processo de evolu&ccedil;&atilde;o das m&aacute;quinas. Esse tipo de emprego, que ser&atilde;o os &uacute;ltimos afetados em larga escala.<\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;rio ter uma vis&atilde;o objetiva sobre os impactos da evolu&ccedil;&atilde;o da intelig&ecirc;ncia artificial. Para Veloso, &eacute; necess&aacute;rio entender, que h&aacute; efeitos altamente positivos para o conjunto da sociedade, como a perspectiva de cura de v&aacute;rias doen&ccedil;as, desenvolvimento de rem&eacute;dios cada vez melhores, redu&ccedil;&atilde;o da necessidade do n&uacute;mero de cirurgias e a otimiza&ccedil;&atilde;o das unidades de tratamento intensivo, na &aacute;rea de sa&uacute;de. &ldquo;V&aacute;rias coisas que a gente faz hoje com as m&aacute;quinas, faz melhor do que anterioremente&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>Se de um lado as m&aacute;quinas trazem possibilidade de aprimorar atividades e adotar escala muito maior do que anteriormente, n&atilde;o se deve deixar de ver aspectos relacionados aos impactos sobre a sociedade. Como a quest&atilde;o do emprego. &ldquo;Est&aacute; &eacute; uma discuss&atilde;o antiga, associada &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. A gente sofre o risco existencial, como humanos. Fazemos parte do futuro ou seremos obsoletos?, questiona.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adriano Veloso, cientista da computa&ccedil;&atilde;o, defende discuss&otilde;es urgentes sobre o futuro.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[19],"tags":[313,106,318,319,320,53,45,93],"class_list":{"0":"post-326","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-insights","8":"tag-a-inteligencia-artificial","9":"tag-futuro","10":"tag-futuro-da-ia","11":"tag-futuro-da-inteligencia-artificial","12":"tag-impactos","13":"tag-inteligencia-artificial","14":"tag-oportunidades","15":"tag-tendencias"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/www.dcc.ufmg.br.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=326"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}