{"id":3227,"date":"2019-04-09T16:13:08","date_gmt":"2019-04-09T19:13:08","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=3227"},"modified":"2019-04-09T16:13:08","modified_gmt":"2019-04-09T19:13:08","slug":"os-lideres-e-os-robos-desafios-de-uma-nova-era","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/os-lideres-e-os-robos-desafios-de-uma-nova-era\/","title":{"rendered":"Os l\u00edderes e os rob\u00f4s: desafios de uma nova era"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1643\" aria-describedby=\"caption-attachment-1643\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/industria-4-0-ilustracao-2-imagem-pixabay.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1643 size-full\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/industria-4-0-ilustracao-2-imagem-pixabay.jpg\" alt=\"No futuro, gerenciar um rob&ocirc; ou ter uma m&aacute;quina como colega de trabalho pode at&eacute; causar estranhamento. Mas &eacute; ainda mais complicado pensar que ainda poderemos ser liderados por sistemas de intelig&ecirc;ncia artificial.  - Imagem: Pixabay\" width=\"960\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/industria-4-0-ilustracao-2-imagem-pixabay.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/industria-4-0-ilustracao-2-imagem-pixabay-300x156.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/industria-4-0-ilustracao-2-imagem-pixabay-768x399.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1643\" class=\"wp-caption-text\">No futuro, gerenciar um rob&ocirc; ou ter uma m&aacute;quina como colega de trabalho pode at&eacute; causar estranhamento. Mas &eacute; ainda mais complicado pensar que ainda poderemos ser liderados por sistemas de intelig&ecirc;ncia artificial.<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Jorge Arduh*<\/p>\n<p>O uso de novas tecnologias tem despertado um lado manique&iacute;sta em grande parte das pessoas: amor ou &oacute;dio, fim ou come&ccedil;o, avan&ccedil;o ou retrocesso, desespero ou salva&ccedil;&atilde;o. Em meio ao ambiente cada vez mais &ldquo;8 ou 80&rdquo;, discuss&otilde;es a respeito do papel das pessoas em uma sociedade cada vez mais centrada em dados tamb&eacute;m s&atilde;o levantadas: afinal, todos teremos empregos? &Eacute; necess&aacute;rio ter uma renda universal para as fun&ccedil;&otilde;es extintas? Como viver&atilde;o as sociedades do futuro?<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; resposta concreta e &uacute;nica para esses questionamentos. Trabalhar em um ambiente dominado pela tecnologia fornece apenas a vis&atilde;o do impacto final que cada produto desenvolvido traz. Um aspecto &eacute; &oacute;bvio: cada vez mais, as tarefas burocr&aacute;ticas e repetitivas s&atilde;o automatizadas, dando lugar (e voz) para que as pessoas sejam alocadas em tarefas estrat&eacute;gicas.<\/p>\n<p>Essa rela&ccedil;&atilde;o aparentemente invis&iacute;vel entre humanos e rob&ocirc;s pode levar &agrave; primeira vista a pensar que ter&aacute; um impacto restrito &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Isso est&aacute; longe de ser verdade. At&eacute; 2025, rob&ocirc;s devem estar presentes no conselho administrativo de quase metade das empresas analisadas em pesquisa pelo F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial.<\/p>\n<p>No futuro, gerenciar um rob&ocirc; ou ter uma m&aacute;quina como colega de trabalho pode at&eacute; causar estranhamento. Mas &eacute; ainda mais complicado pensar que ainda poderemos ser liderados por sistemas de intelig&ecirc;ncia artificial.<\/p>\n<p>Embora a ideia pare&ccedil;a distante, &eacute; necess&aacute;rio considerar as principais atividades de um gestor: usar dados para analisar problemas e tomar decis&otilde;es, monitorar a performance da equipe, determinar metas, dar feedback. Todas essas atividades j&aacute; podem ser desempenhadas de maneira individual por sistemas em opera&ccedil;&atilde;o. E com alguns pontos positivos: evitam-se confrontos de personalidade, e os feedbacks s&atilde;o mais objetivos e imparciais.<\/p>\n<p>Do lado humano, a chegada da gera&ccedil;&atilde;o nascida nos anos 80 aos cargos de chefia e a entrada nos nativos digitais no mercado de trabalho exigem um novo olhar para a atra&ccedil;&atilde;o, reten&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de talentos. Enquanto isso, do lado tecnol&oacute;gico, a intelig&ecirc;ncia artificial e a escolha das &aacute;reas a serem robotizadas j&aacute; come&ccedil;am a tirar o sono desses executivos.<\/p>\n<p>Para solucionar essas quest&otilde;es, &eacute; necess&aacute;rio pensar de maneira estrat&eacute;gica. Pessoas querem cada vez mais agilidade e menos burocracia para resolver quest&otilde;es e isso passa pelo fator tecnol&oacute;gico e, principalmente, pelo fator humano. Para isso, &eacute; necess&aacute;rio combinar da melhor forma o que ambos os lados t&ecirc;m a oferecer, desenvolvendo a ambos de maneira igual.<\/p>\n<p>Um exemplo claro de como isso pode acontecer est&aacute; no recrutamento e sele&ccedil;&atilde;o. Hoje, a tecnologia pode ajudar as lideran&ccedil;as a reunirem dados que tracem o perfil dos funcion&aacute;rios e os comportamentos que melhor se adaptem &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o. Isso traz agilidade na hora de selecionar candidatos e direcionar treinamentos espec&iacute;ficos para as necessidades individuais desses jovens.<\/p>\n<p>Os rob&ocirc;s colaborativos, tamb&eacute;m conhecidos como Cobots, s&atilde;o cada vez mais utilizados para&nbsp; aumentar a efici&ecirc;ncia e produtividade. Diferente de outros rob&ocirc;s industriais, que ficam em &aacute;reas restritas, estes s&atilde;o desenvolvidos para trabalhar com seus correspondentes humanos, com t&eacute;cnicas de seguran&ccedil;a que eliminam a necessidade de barreiras entre os trabalhadores e o rob&ocirc;.<\/p>\n<p>Cabe destacar que, amparados na tecnologia, tamb&eacute;m surgir&atilde;o novos perfis, mercados e neg&oacute;cios onde os profissionais poder&atilde;o se desenvolver e que nos levar&atilde;o, a longo prazo, a uma redefini&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; mesmo amplia&ccedil;&atilde;o de postos de trabalho, mostrando que a robotiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o implica na redu&ccedil;&atilde;o ou desaparecimento da oferta de emprego.<\/p>\n<p>Mesmo com todos esses benef&iacute;cios, &eacute; necess&aacute;rio lembrar que a conviv&ecirc;ncia profissional entre m&aacute;quinas e seres humanos poder&aacute; trazer desafios. Estudos no campo da computa&ccedil;&atilde;o afetiva, setor da rob&oacute;tica que analisa os estados emocionais dos seres humanos para que as m&aacute;quinas respondam adequadamente a eles, demonstram que a rela&ccedil;&atilde;o entre humanos e rob&ocirc;s ser&aacute; mais complexa do que aquela que temos com nossos computadores.<\/p>\n<p>Em suma, o momento pede dedica&ccedil;&atilde;o e cautela ao adotar a robotiza&ccedil;&atilde;o no ambiente de trabalho. Ainda h&aacute; muitos benef&iacute;cios e desafios a serem explorados por diversos setores em muitas fun&ccedil;&otilde;es e cargos. Para al&eacute;m de uma vis&atilde;o de &ldquo;certo&rdquo; e &ldquo;errado&rdquo;, &eacute; necess&aacute;rio pensar que essa conviv&ecirc;ncia vai existir e descobrir como viver nesse novo ambiente &eacute; uma tarefa essencial para os profissionais dos pr&oacute;ximos anos &ndash; especialmente os l&iacute;deres.<\/p>\n<hr>\n<ul>\n<li><em>CEO da Indra no Brasil<\/em><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":1643,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[36],"tags":[1085,1083,1082,1084],"class_list":{"0":"post-3227","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-pensadores-futuro","8":"tag-equipes-do-futuro","9":"tag-futuro-das-liderancas","10":"tag-liderancas-do-futuro","11":"tag-trabalho-com-robos"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/industria-4-0-ilustracao-2-imagem-pixabay.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3227","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3227"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3227\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}