{"id":3224,"date":"2019-04-09T15:56:19","date_gmt":"2019-04-09T18:56:19","guid":{"rendered":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/?p=3224"},"modified":"2019-04-09T15:56:19","modified_gmt":"2019-04-09T18:56:19","slug":"apple-card-nubank-e-os-novos-habitos-e-servicos-financeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/apple-card-nubank-e-os-novos-habitos-e-servicos-financeiros\/","title":{"rendered":"Apple Card, Nubank e os novos h\u00e1bitos e servi\u00e7os financeiros"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1154\" aria-describedby=\"caption-attachment-1154\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dinheiro-moedas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1154 size-full\" src=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dinheiro-moedas.jpg\" alt=\"Se os bancos perderam credibilidade, as empresas de tecnologia est&atilde;o a todo o vapor. E o objetivo &eacute; um s&oacute;: provar para o consumidor que elas podem fornecer um servi&ccedil;o melhor, mais customizado e mais vantajoso.\" width=\"960\" height=\"639\" srcset=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dinheiro-moedas.jpg 960w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dinheiro-moedas-300x200.jpg 300w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dinheiro-moedas-768x511.jpg 768w, https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dinheiro-moedas-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1154\" class=\"wp-caption-text\">Se os bancos perderam credibilidade, as empresas de tecnologia est&atilde;o a todo o vapor. E o objetivo &eacute; um s&oacute;: provar para o consumidor que elas podem fornecer um servi&ccedil;o melhor, mais customizado e mais vantajoso.<\/figcaption><\/figure>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>*Por Victor Dubugras<\/p>\n<p><em>Banking is necessary, banks are not<\/em>. A frase dita por Bill Gates em 1994 j&aacute; prenunciava o cen&aacute;rio em que os bancos perderiam o protagonismo na oferta de servi&ccedil;os banc&aacute;rios. E o exemplo maior disso foi presenciado recentemente. A Apple, uma das empresas mais valiosas do mundo e tradicionalmente conhecida por ter uma legi&atilde;o de fi&eacute;is amantes de seus produtos, anunciou a entrada em um segmento cada vez mais disputado: o mercado de pagamentos.<\/p>\n<p>No fim de mar&ccedil;o a gigante de Cupertino colocou seus p&eacute;s definitivamente na oferta de servi&ccedil;os e um dos seus mais emblem&aacute;ticos &eacute; o Apple Card. O cart&atilde;o de cr&eacute;dito ser&aacute; atrelado aos usu&aacute;rios do iPhone, e trar&aacute; uma s&eacute;rie de vantagens, como taxas menores das cobradas pelas institui&ccedil;&otilde;es tradicionais, controle financeiro digital e sistema de&nbsp;<em>cashback<\/em>. Ainda &eacute; cedo para dizer se a empreitada pode ser um&nbsp;<em>game-changer<\/em>&nbsp;para os planos da companhia, mas &eacute; seguro afirmar que a Apple mostra com a iniciativa que as grandes tamb&eacute;m est&atilde;o olhando para o universo das fintechs, tamb&eacute;m entendendo que, servi&ccedil;os de valor agregado, s&atilde;o extremamente importantes para o consumidor.<\/p>\n<p>A frase dita h&aacute; mais de 20 anos por Gates, quando o executivo da Microsoft tinha planos de ingressar no mercado de transa&ccedil;&otilde;es financeiras, faz mais sentido do que nunca. Se antes os bancos tinham poder para barrar a competi&ccedil;&atilde;o de&nbsp;<em>players<\/em>&nbsp;de tecnologia, hoje isso s&oacute; n&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel como tamb&eacute;m &eacute; suic&iacute;dio. Dessa forma a Apple ditou as regras, permitindo ao Goldman Sachs dar o respaldo necess&aacute;rio ao Apple Card. A institui&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, n&atilde;o possui mais a credibilidade que uma vez tivera. Parte disso por ter tido envolvimento direto no&nbsp;<em>crash<\/em>&nbsp;de 2008, na crise da d&iacute;vida europeia, e em uma s&eacute;rie de outros esc&acirc;ndalos relacionados a fraudes do sistema financeiro.<\/p>\n<p>Se os bancos perderam credibilidade, as empresas de tecnologia est&atilde;o a todo o vapor. E o objetivo &eacute; um s&oacute;: provar para o consumidor que elas podem fornecer um servi&ccedil;o melhor, mais customizado e mais vantajoso. E a Apple sabe o p&uacute;blico que possui, e a marca que det&eacute;m. N&atilde;o &eacute; algo impens&aacute;vel imaginar que os usu&aacute;rios da Ma&ccedil;a n&atilde;o correriam para ter o cart&atilde;o de tit&acirc;nio dentro da sua carteira.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o que se coloca &eacute; saber at&eacute; que ponto a Apple conseguir&aacute; levar essa experi&ecirc;ncia para fora do seu mercado nativo &ndash; os Estados Unidos. Se por um lado &eacute; esperado que num segundo momento a companhia leve o seu j&aacute; t&atilde;o desejado cart&atilde;o de cr&eacute;dito para o velho continente, por outro, n&atilde;o h&aacute; uma perspectiva de o mesmo ingressar em mercados emergentes, como &eacute; o caso do Brasil. At&eacute; porque h&aacute; v&aacute;rios entraves para que isso de fato ocorra em terras Tupiniquins.<\/p>\n<p><strong>Experi&ecirc;ncia Nubank<br>\n<\/strong>Toda a inova&ccedil;&atilde;o e comodidade que a Apple prop&otilde;e levar para os seus usu&aacute;rios por meio do seu cart&atilde;o de cr&eacute;dito nada mais &eacute; do que a experi&ecirc;ncia que j&aacute; pode ser encontrada no Brasil com o Nubank. Tanto do ponto de vista de taxas diferenciadas, como tamb&eacute;m do programa de recompensas e do controle financeiro. Todas essas caracter&iacute;sticas j&aacute; est&atilde;o dispon&iacute;veis no produto da fintech brasileira.<\/p>\n<p>Se o Nubank foi uma das primeiras startups brasileiras a obter o t&iacute;tulo de unic&oacute;rnio, n&atilde;o por acaso isso tem a ver com a inova&ccedil;&atilde;o que a mesma trouxe para o p&uacute;blico geral, que permanecia ref&eacute;m dos servi&ccedil;os oferecidos pelos bancos. Foi a mudan&ccedil;a de h&aacute;bito do consumidor, e o seu anseio por comodidade e inova&ccedil;&atilde;o, que levou ao surgimento de um ecossistema de empresas que promoveram novas formas de entender e lidar com dinheiro e solu&ccedil;&otilde;es de pagamentos.<\/p>\n<p>E isso &eacute; particularmente curioso no Brasil. Al&eacute;m do pr&oacute;prio Nubank, outras fintechs mudaram de patamar ao atacar nichos que eram negligenciados pelos bancos: Creditas, GuiaBolso, Neon, PagSeguro, Stone, entre outras. N&atilde;o por acaso, todas elas s&atilde;o ou ser&atilde;o unic&oacute;rnios.<\/p>\n<p>A pergunta que se coloca &eacute;: como seria para a Apple, enquanto uma empresa com alto poder financeiro, entrar no mercado brasileiro com o seu cart&atilde;o de cr&eacute;dito e lidar com a concorr&ecirc;ncia de uma fintech? O pr&oacute;prio Nubank fez algo que at&eacute; pouco tempo atr&aacute;s era considerado impens&aacute;vel: fez muitos bancos se modernizarem e criarem solu&ccedil;&otilde;es melhores de internet banking para seus usu&aacute;rios. Seria a Apple capaz de fazer o mesmo, a despeito da concorr&ecirc;ncia?<\/p>\n<p>Independentemente dessa resposta, &eacute; dif&iacute;cil imaginar a Apple entrar no mercado brasileiro de cart&otilde;es de cr&eacute;dito sem que o mesmo processo do realizado nos Estados Unidos (parceira com uma institui&ccedil;&atilde;o financeira tradicional) fosse feito. Al&eacute;m disso, &eacute; poss&iacute;vel imaginar outras motiva&ccedil;&otilde;es da gigante americana em ingressar no Brasil que v&atilde;o al&eacute;m da oferta de servi&ccedil;os financeiros.<\/p>\n<p>A entrada da Apple nesse segmento mostra que eles est&atilde;o mirando em uma &aacute;rea de servi&ccedil;os para tentar driblar a queda de vendas de iPhone e em servi&ccedil;os que funcionam&nbsp;<em>cross-platform<\/em>&nbsp;e que s&atilde;o cobrados por fora da App Store. Seja como for, o reflexo disso tudo &eacute; o poder que acarreta do pr&oacute;prio consumidor e de seus h&aacute;bitos financeiros.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>*Victor Dubugras &eacute; Head de Marketing da Hash, fintech especializada em infraestrutura de pagamentos &ndash;&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/pr-publisher.com\/link.php?code=bDpodHRwJTNBJTJGJTJGd3d3Lmhhc2guY29tLmJyJTJGOjQ0ODk3ODA2OTpjYXJsb3NwdGVpeGVpcmFAcmFkYXJkb2Z1dHVyby5jb20uYnI6ZjQ4Zjkx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.hash.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":1154,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[19,36],"tags":[1075,1079,312,1077,1076,1068,1081,1031,1080,1078],"class_list":{"0":"post-3224","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-insights","8":"category-pensadores-futuro","9":"tag-bancos-do-futuro","10":"tag-futuro-das-transferencias-bancarias","11":"tag-futuro-dos-bancos","12":"tag-futuro-dos-cartoes-de-credito","13":"tag-futuro-dos-meios-de-pagamento","14":"tag-meios-de-pagamento","15":"tag-moedas-no-futuro","16":"tag-novos-meios-de-pagamento","17":"tag-pagamentos-no-futuro","18":"tag-transferencias-bancarias"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dinheiro-moedas.jpg","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3224\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1154"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}