{"id":295,"date":"2017-03-14T10:02:02","date_gmt":"2017-03-14T13:02:02","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/cinco-motivos-para-re-pensar-o-futuro-aos-35-anos-e-sempre\/"},"modified":"2022-08-03T22:13:50","modified_gmt":"2022-08-04T01:13:50","slug":"cinco-motivos-para-re-pensar-o-futuro-aos-35-anos-e-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/cinco-motivos-para-re-pensar-o-futuro-aos-35-anos-e-sempre\/","title":{"rendered":"Cinco motivos para (re)pensar o futuro"},"content":{"rendered":"<p>A longevidade favorece as mudan&ccedil;as radicais na metade da vida<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Carlos Teixeira \/ Designer do Futuro<\/p>\n<p>Pense bem. H&aacute; cerca de meio s&eacute;culo, uma pessoa aos 35 anos j&aacute; estaria come&ccedil;ando a pensar seriamente, e com medo, na aposentadoria. Fichado em uma mesma empresa, onde entrou ainda jovem, evoluindo passo a passo na carreira, n&atilde;o teria preocupa&ccedil;&otilde;es maiores em suas rotinas de trabalho e casa, al&eacute;m de cumprir fielmente as atribui&ccedil;&otilde;es definidas pelo empregador. A expectativa m&eacute;dia de vida da popula&ccedil;&atilde;o, em 1960 era de 48 anos.<\/p>\n<p>Hoje, o brasileiro m&eacute;dio vive 73,4 anos, segundo as estimativas do IBGE. Considerando as condi&ccedil;&otilde;es de avan&ccedil;o da medicina, muito mais gente chegar&aacute; a essa idade com sa&uacute;de para dar e vender, andando de bike e viajando pelo mundo.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel mais ficar imaginando que algu&eacute;m continuar&aacute; em uma mesma profiss&atilde;o repetindo apenas rotinas s&aacute;dicas. Esperando a sexta-feira chegar e temendo o fim do final de semana. E reclamando da vida, dos chefes, dos colegas. De tudo.<\/p>\n<p>Reclamar da profiss&atilde;o &eacute; uma religi&atilde;o que une mentalmente mais gente que a maioria das religi&otilde;es de fato. Segundo uma pesquisa Instituto de Pesquisa e Orienta&ccedil;&atilde;o da Mente (Ipom), realizado entre os meses de fevereiro e mar&ccedil;o de 2014, de cada 10 profissionais, sete confessam a insatisfa&ccedil;&atilde;o com a carreira ou emprego. E que gostariam de trocar de fun&ccedil;&atilde;o ou empresa.<\/p>\n<p>Outro dado que demonstra grande insatisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho &eacute; o fato de que 65% das pessoas n&atilde;o fazerem o que gostam, mas tolerarem exercer uma atividade remunerada sem prazer, em fun&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es financeiras, familiares ou por imposi&ccedil;&atilde;o da sociedade. Se submetem &agrave; tristeza, considerando-se injusti&ccedil;ados por um sistema que n&atilde;o reconhece m&eacute;ritos.<\/p>\n<p>Segundo uma outra pesquisa, do Instituto Brasileiro de Opini&atilde;o e Estat&iacute;stica (Ibope) para a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI), os brasileiros nunca estiveram t&atilde;o insatisfeitos com a vida. As pessoas mesclam o medo de perder o emprego em tempos de crise com uma vis&atilde;o negativa sobre as perspectivas pessoais.<\/p>\n<p>A hora de repensar<\/p>\n<p>Entendendo o cen&aacute;rio de gente que vive mais e da insatisfa&ccedil;&atilde;o crescente, nada melhor do que encarar a verdade: o melhor momento para parar e pensar em novos rumos &eacute; por volta dos 35 anos. Membros desse grupo t&ecirc;m at&eacute; uma categoriza&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, s&atilde;o da gera&ccedil;&atilde;o do mil&ecirc;nio, os nascidos entre 1985 e 2000.<\/p>\n<p>Aqui v&atilde;o algumas raz&otilde;es para eles repensarem o futuro:<\/p>\n<p>1 &ndash; Voc&ecirc; j&aacute; tem experi&ecirc;ncia de vida<\/p>\n<p>Com 35 anos, voc&ecirc; j&aacute; teve boas oportunidades para entender como o mundo funciona. Ao contr&aacute;rio dos seus 17 a 19 anos, quando foi obrigado a fazer uma escolha sem grandes alternativas. Segundo pesquisas de cursos pr&eacute;-universit&aacute;rios, 50% dos jovens definem um curso a seguir sem ter a menor no&ccedil;&atilde;o do que est&aacute; sendo oferecido.<\/p>\n<p>Em s&iacute;ntese, pessoas fazem escolhas na pior fase da vida &mdash; mesmo que seja a melhor fase da vida. Explicando, &eacute; a pior fase da vida para algu&eacute;m tomar uma decis&atilde;o para os 50 anos seguintes, no m&iacute;nimo.<\/p>\n<p>Por que? Porque falta a tal experi&ecirc;ncia de vida. Muitas pessoas j&aacute; t&ecirc;m a bagagem de conhecimento aos 35, quando j&aacute; aprenderam temas como responsabilidade individual, responsabilidade social, a import&acirc;ncia das decis&otilde;es e os efeitos pr&aacute;ticos que certas loucuras da adolesc&ecirc;ncia podem ter para o futuro.&nbsp;<\/p>\n<p>2 &ndash; Voc&ecirc; j&aacute; tem experi&ecirc;ncia profissional<\/p>\n<p>Na meia idade dos tempos atuais, considerando algu&eacute;m que tenha se formado at&eacute; os 25 anos, j&aacute; deu um bom tempo para entender como funciona o trabalho.<\/p>\n<p>Saber que h&aacute; empregadores, h&aacute; chefes e colegas de trabalho. H&aacute; reconhecimento para alguns e para outros n&atilde;o.<\/p>\n<p>H&aacute; sucesso, claro. E sistemas de recompensas. H&aacute; oportunidades e amea&ccedil;as.<\/p>\n<p>E j&aacute; voc&ecirc; contabiliza hist&oacute;ria em seu curr&iacute;culo.<\/p>\n<p>J&aacute; &eacute; poss&iacute;vel saber o que voc&ecirc; gosta e desgosta. Se estiver no time dos que reclamam, ou seja, dos acumuladores de experi&ecirc;ncias profissionais negativa, tem melhores condi&ccedil;&otilde;es para identificar coisas que gostou de fazer e as que n&atilde;o gostou. O que foi bom para voc&ecirc;. O que definitivamente n&atilde;o &eacute;, mas mesmo assim anda fazendo.<\/p>\n<p>J&aacute; teve como eliminar as fantasias da profiss&atilde;o. Como aquela em que voc&ecirc; se imaginava construindo uma mega hidrel&eacute;trica. E hoje acompanha obras da casa populares mal acabadas.&nbsp;<\/p>\n<p>3 &ndash; Voc&ecirc; j&aacute; valoriza o (auto)conhecimento<\/p>\n<p>Na adolesc&ecirc;ncia voc&ecirc; gostava mesmo de plantar orqu&iacute;deas. E de viajar. Acabou se formando em farm&aacute;cia e vive enfurnado em laborat&oacute;rio. V&ecirc; luz do sol apenas no in&iacute;cio e no final do dia.<\/p>\n<p>Hoje, voc&ecirc; possui melhores condi&ccedil;&otilde;es de conhecer o que voc&ecirc;, indiv&iacute;duo, pessoa, gosta de fato de fazer. Voltando l&aacute; atr&aacute;s, ao contr&aacute;rio do passado, quando voc&ecirc; tinha aquela arrog&acirc;ncia adolescente, do &ldquo;ih m&atilde;e, j&aacute; sei como faz&rdquo;.<\/p>\n<p>Voc&ecirc; tem mais possibilidade de olhar para dentro e identificar suas compet&ecirc;ncias, habilidades e valores. J&aacute; tem alguma sabedoria, a capacita&ccedil;&atilde;o para discernir qual o melhor caminho a seguir, a melhor atitude a adotar nos diferentes contextos que a vida nos apresenta.<\/p>\n<p>4- H&aacute; uma nova consci&ecirc;ncia<\/p>\n<p>No passado, nossos pais viviam um conformismo religioso, crist&atilde;o, digamos. &ldquo;As coisas funcionam assim&rdquo;, diziam os nossos pais (Tudo bem, h&aacute; muitas coisas que ainda funcionam dessa forma). Mas h&aacute; mais gente acreditando que o mundo pode e deve mudar. Que n&atilde;o precisamos ser fadados a reclamar do trabalho, a viver mal uma rela&ccedil;&atilde;o, a aceitar injusti&ccedil;as. A viver eternamente no mesmo lugar, no mesmo emprego. Na mesma profiss&atilde;o.<\/p>\n<p>O consumo de massa est&aacute; mudando.<\/p>\n<p>Mais que qualquer outro membro de outras gera&ccedil;&otilde;es, os integrantes do grupo dos &ldquo;quase 35 anos&rdquo; s&atilde;o beneficiados pelo aceita&ccedil;&atilde;o natural da mudan&ccedil;a. A predisposi&ccedil;&atilde;o para dizer: legal, Jos&eacute; largou a engenharia e foi plantar orqu&iacute;deas&rdquo;.<\/p>\n<p>5 &ndash; H&aacute; um novo futuro<\/p>\n<p>Quem tem 35 anos tem enormes vantagens competitivas. Como membro do que chamam de gera&ccedil;&atilde;o do mil&ecirc;nio, teve boas no&ccedil;&otilde;es sobre como funcionava o mundo anal&oacute;gico de seus pais. E domina, com olhos fechados, as inova&ccedil;&otilde;es digitais.<\/p>\n<p>Para os nascidos na primeira metade dos o in&iacute;cio dos anos 1980, os produtos e servi&ccedil;os que est&atilde;o amadurendo nos tempos atuais, de disrup&ccedil;&atilde;o da quarta revolu&ccedil;&atilde;o industrial s&atilde;o conhecidos. S&atilde;o contempor&acirc;neos, na verdade.<\/p>\n<p>Aprender a rever a profiss&atilde;o atual e recombinar as experi&ecirc;ncias pessoais e profissionais e o autoconhecimento com internet das coisas, com intelig&ecirc;ncia artificial, com drones, com biotecnologia e nanotecnologia &eacute; algo quase natural.<\/p>\n<p>S&oacute; &eacute; necessaria a consci&ecirc;ncia para entender que esse &eacute; o grupo com maiores vantagens competitivas para viver o futuro como oportunidade para ser feliz.<\/p>\n<p>Aproveite e conhe&ccedil;a agora as propostas dos Designers do Futuro. Venha com a gente desbravar as oportunidades do futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A longevidade favorece as mudan&ccedil;as radicais na metade da vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[23],"tags":[],"class_list":{"0":"post-295","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-carlos-placido-teixeira"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=295"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}