{"id":29,"date":"2015-09-03T17:31:41","date_gmt":"2015-09-03T20:31:41","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/rumos-da-inovacao-desafios-no-brasil\/"},"modified":"2020-10-07T20:13:58","modified_gmt":"2020-10-07T23:13:58","slug":"rumos-da-inovacao-desafios-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/rumos-da-inovacao-desafios-no-brasil\/","title":{"rendered":"Rumos da inova\u00e7\u00e3o: desafios"},"content":{"rendered":"\n<p>Cortes de gastos p&uacute;blicos em programas de inova&ccedil;&atilde;o podem reverter avan&ccedil;os recentes obtidos pelo ecossistema empreendedor<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p> No cen&aacute;rio brasileiro de curto prazo, a possibilidade de redu&ccedil;&atilde;o de investimentos p&uacute;blicos destinados &agrave; ci&ecirc;ncia e tecnologia ocupa com destaque a coluna dos principais riscos para os investimentos em inova&ccedil;&atilde;o no Pa&iacute;s. O cen&aacute;rio econ&ocirc;mico adverso, interna e externamente, contribui para o acirramento de uma crise sem previs&atilde;o de terminar, enfrentada globalmente com o receitu&aacute;rio de vi&eacute;s monetarista. Austeridade e redu&ccedil;&atilde;o de despesas no centro das metas.<\/p>\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; pertinente pela simples raz&atilde;o de que h&aacute;, no Brasil, uma depend&ecirc;ncia do investimento p&uacute;blico na viabiliza&ccedil;&atilde;o dos avan&ccedil;os da inova&ccedil;&atilde;o. No horizonte futuro, a l&acirc;mina do corte de verbas permanece afiada, prestes a eliminar recursos financeiros e de infraestrutura necess&aacute;rios aos projetos. Os ambientes pol&iacute;tico e social n&atilde;o devem ser descontaminados, influenciando todo o sistema de for&ccedil;as vinculado ao desenvolvimento de projetos inovadores.<\/p>\n<p>Pelo menos em tese, os governos mostram disposi&ccedil;&atilde;o em investir na continuidade dos programas destinados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de empreendimentos. A d&uacute;vida &eacute;, como sempre acontece, sobre a dist&acirc;ncia entre a teoria e a pr&aacute;tica no que se refere &agrave;s promessas.<\/p>\n<p>Em Minas, o novo governo do Estado, empossado em janeiro de 2014, lan&ccedil;ou o Minas Digital, um programa que pretende gerar R$ 1 bilh&atilde;o em investimentos privados e p&uacute;blicos nos pr&oacute;ximos dez anos. Inclui, entre os objetivos, formar 100 mil jovens por ano no setor de tecnologia.<\/p>\n<p>O governo federal tamb&eacute;m difunde inten&ccedil;&otilde;es e promessas. E divulga preparativos de uma s&eacute;rie de projetos de leis com mudan&ccedil;as para estimular o investimento das empresas e do pr&oacute;prio governo em inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. As iniciativas em gesta&ccedil;&atilde;o pretendem criar mudan&ccedil;as nos regimes jur&iacute;dicos do capital privado e da aloca&ccedil;&atilde;o de recursos pelo governo, al&eacute;m de estimular a rela&ccedil;&atilde;o entre empresas e universidades e at&eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de uma nova estatal, subsidi&aacute;ria &agrave; Embrapa.<\/p>\n<p>Na pr&aacute;tica, h&aacute; motivos para desconfian&ccedil;as sobre a manuten&ccedil;&atilde;o dos investimentos p&uacute;bicos que resultem em valoriza&ccedil;&atilde;o dos projetos de inova&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis das atividades econ&ocirc;micas. Em Minas, os primeiros meses do governo de Fernando Pimentel foram dedicados ao levantamento de contas do estado. Para concluir que a nova administra&ccedil;&atilde;o teria herdado um d&eacute;ficit de R$ 6 bilh&otilde;es. Para 2015, a proje&ccedil;&atilde;o &eacute; de diferen&ccedil;a de R$ 7 bilh&otilde;es negativos nas contas de receitas e despesas. O que leva &agrave; expectativa de cortes de or&ccedil;amentos. E, naturalmente, &agrave; dificuldade de execu&ccedil;&atilde;o de projetos.<\/p>\n<p>No plano federal, o governo anunciou, em mar&ccedil;o, cortes gerais de R$ 69,9 bilh&otilde;es no or&ccedil;amento. O Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o teve redu&ccedil;&atilde;o de 25,2% de sua verba. Em dinheiro, os programas e projetos que dependem de financiamento para viabiliza&ccedil;&atilde;o ou continuidade ter&atilde;o R$ 1,8 bilh&atilde;o a menos. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC) repudiou o corte do or&ccedil;amento. Ao comentar o fato, a presidente da entidade, Helena Nader, disse que &ldquo;a ci&ecirc;ncia brasileira est&aacute; muito preocupada&rdquo;. Ela lembrou que o minist&eacute;rio incorporou &ldquo;inova&ccedil;&atilde;o&rdquo; ao nome, mas n&atilde;o recebeu refor&ccedil;o or&ccedil;ament&aacute;rio. &ldquo;O minist&eacute;rio ganhou mais um penduricalho e est&aacute; com menos dinheiro. &Eacute; uma incoer&ecirc;ncia&rdquo;, ponderou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"text-highlight highlight-green\">CEN&Aacute;RIO ATUAL<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p>A hist&oacute;ria deve ser nosso guia. Os Estados Unidos lideraram a economia mundial no s&eacute;culo XX porque estiveram &agrave; frente no campo da inova&ccedil;&atilde;o. Hoje, a competi&ccedil;&atilde;o &eacute; mais acirrada, os desafios, mais dif&iacute;ceis. Por isso, a inova&ccedil;&atilde;o &eacute; mais importante do que nunca e representa o caminho para novos e bons empregos no s&eacute;culo XXI. Somente assim garantiremos a qualidade de vida desta gera&ccedil;&atilde;o e das vindouras.<br> Presidente Barack Obama<\/p>\n<p>&ldquo;A inova&ccedil;&atilde;o distingue l&iacute;deres de seguidores&rdquo;.<br><span style=\"font-size: 1em; line-height: inherit; background-color: initial;\">Steve Jobs, fundador da Apple<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em meados dos anos 1990, quando os computadores ainda se desenvolviam, com baixa capacidade de processamento e armazenamento, e a internet come&ccedil;ava a ser apresentada ao mundo, um empres&aacute;rio mineiro experimentou o sucesso com um produto inovador: um dicion&aacute;rio eletr&ocirc;nico. Inicialmente, dispon&iacute;vel em v&aacute;rios disquetes, de alguns poucos megas de mem&oacute;ria. Posteriormente, em CDs. Tamb&eacute;m desenvolveu um sistema inovador de supermercado eletr&ocirc;nico, algo que ainda hoje seria uma novidade. O pioneirismo chamou a aten&ccedil;&atilde;o. Virou fonte frequente de publica&ccedil;&otilde;es de inform&aacute;tica e neg&oacute;cios. A revista Exame, principal da &aacute;rea empresarial brasileira, publicou v&aacute;rias p&aacute;ginas retratanto as iniciativas do especialista, que chegou a ser tratado como uma &ldquo;g&ecirc;nio da inform&aacute;tica brasileira&rdquo;.<\/p>\n<p>Em parte pelo excesso de inova&ccedil;&atilde;o, os projetos sucumbiram &agrave;s dificuldades do mercado. Sem apoio do fornecedor do dicion&aacute;rio, sem recursos governamentais e sem bases de apoio, as iniciativas viraram parte da hist&oacute;ria e exemplo das dificuldades do momento do mercado de tecnologia no Brasil, rec&eacute;m-sa&iacute;do da pol&iacute;tica de reserva de mercado para a inform&aacute;tica. Havia efervesc&ecirc;ncia por projetos de pessoas inovadoras. Mas n&atilde;o havia a estrutura.<\/p>\n<p>Bem diferente do ambiente atual. N&atilde;o h&aacute; como passar despercebido o movimento em torno da inova&ccedil;&atilde;o, como tema de mobiliza&ccedil;&atilde;o geral, que ganha tamanho, como uma onda paralela ao reconhecimento da import&acirc;ncia da evolu&ccedil;&atilde;o das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o. Diariamente, h&aacute; anos, a imprensa noticia empresas, produtos e servi&ccedil;os inovadores que pretendem revolucionar mercados. A agenda de reuni&otilde;es entre desenvolvedores de novos neg&oacute;cios e potenciais investidores. A vitalidade desse sistema, formado por empresas, investidores, governos cresceu nos &uacute;ltimos anos, em especial com o surgimento de movimentos de apoio a startups, empresas iniciantes com base tecnol&oacute;gica.<\/p>\n<p>Houve, de fato, uma converg&ecirc;ncia de for&ccedil;as positivas. No centro, a percep&ccedil;&atilde;o sobre as oportunidades propiciadas pelo desenvolvimento das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o. Em torno delas, a expans&atilde;o da cultura empreendedora, com o aumento do n&uacute;mero de pessoas interessadas em investir em neg&oacute;cios pr&oacute;prios. Investidores dispostos a bancar projetos e governos que perceberam a necessidade de adotar pol&iacute;ticas para a cria&ccedil;&atilde;o de ambientes favor&aacute;veis para o mercado, conscientes de que o futuro demanda novas prioridades. Em s&iacute;ntese, houve a evolu&ccedil;&atilde;o de quatro fatores contextuais considerados importantes para o crescimento e sobreviv&ecirc;ncia dos ecossistemas: condi&ccedil;&otilde;es de mercado, infraestrutura f&iacute;sica, educa&ccedil;&atilde;o e treinamento e marco regulat&oacute;rio adequado.<\/p>\n<p>Balan&ccedil;o do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o considera que o cen&aacute;rio atual da inova&ccedil;&atilde;o tem, como um dos pontos fortes, a variedade de instrumentos de apoio aos investimentos de Pesquisa &amp; Desenvolvimento. H&aacute;, tamb&eacute;m, ao contr&aacute;rio de outras &eacute;pocas, compet&ecirc;ncias nas universidades, centros de pesquisas e nas empresas. E h&aacute; disponibilidade de recursos financeiros e de infraestrutura para a cria&ccedil;&atilde;o de produtos e servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>Mas permanecem antigas dificuldades. Como a excessiva depend&ecirc;ncia de recursos governamentais. &ldquo;Com a promulga&ccedil;&atilde;o da Lei da Inova&ccedil;&atilde;o, em 2004, o Brasil colocou o tema (da inova&ccedil;&atilde;o) na agenda de todas as empresas. Mesmo com v&aacute;rios avan&ccedil;os ocorridos ao longo desta d&eacute;cada, o desafio de estimular a atividade continua&rdquo;, atesta um relat&oacute;rio especial do jornal Valor. A avalia&ccedil;&atilde;o teve como fonte um estudo elaborado pela consultoria Strategy&amp;, que levantou as 100 empresas mais inovadoras do Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>A maior participa&ccedil;&atilde;o do capital p&uacute;blico em rela&ccedil;&atilde;o ao privado como fonte de financiamento para atividades de inova&ccedil;&atilde;o &eacute; reflexo do posicionamento do governo brasileiro diante do processo de inova&ccedil;&atilde;o. H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o real com pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de inova&ccedil;&atilde;o e uma maior oferta de benef&iacute;cios fiscais e incentivos para as empresas que inovarem, preferencialmente atrav&eacute;s de projetos de coopera&ccedil;&atilde;o com universidades p&uacute;blicas e institutos de pesquisa.<\/p>\n<p>O n&uacute;mero de empresas que receberam apoio do governo para a implementa&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o evoluiu consideravelmente entre 2001 e 2011, saltando 2,7 vezes na m&eacute;dia nacional e de 2,3 vezes em Minas. H&aacute; um aumento da aproxima&ccedil;&atilde;o entre universidades e empresas, com novas pol&iacute;ticas centradas na promo&ccedil;&atilde;o de sistemas de inova&ccedil;&atilde;o e nas rela&ccedil;&otilde;es entre empresas e demais atores. O comportamento atual difere das pol&iacute;ticas baseadas nas antigas vis&otilde;es dicot&ocirc;micas e lineares da inova&ccedil;&atilde;o comuns no passado recente.<\/p>\n<p>Hoje, a mobiliza&ccedil;&atilde;o das comunidades, em todas as inst&acirc;ncias, demonstra a consci&ecirc;ncia de que inovar &eacute; quest&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia. A no&ccedil;&atilde;o &eacute; de que o Pa&iacute;s est&aacute; inserido em um cen&aacute;rio cada vez mais competitivo para empresas e prestadores de servi&ccedil;os, de mudan&ccedil;as r&aacute;pidas e p&uacute;blico em expans&atilde;o acelerada. S&atilde;o necess&aacute;rias ideias novas e bem executadas para superar obst&aacute;culos e concorr&ecirc;ncia. Al&eacute;m da criatividade, s&atilde;o necess&aacute;rias outras vari&aacute;veis, como financeiramento dispon&iacute;vel e um sistema eficaz para contribuir para que a teoria chegue &agrave; pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>O governo reconhece que, se a criatividade &eacute; abundante, o financiamento trope&ccedil;a na burocracia e a execu&ccedil;&atilde;o na falta de m&eacute;todos. Aos poucos, o quadro adverso come&ccedil;a a se transformar. Surgem op&ccedil;&otilde;es mais variadas e simples para captar verbas que viabilizam projetos. Iniciativas pioneiras juntam empresa, governos, institutos e universidades, gerando resultados em prot&oacute;tipos, laborat&oacute;rios, processos e produtos.<\/p>\n<p>Compet&ecirc;ncias instaladas nas universidades, centros de pesquisas e empresas Gama de instrumentos de apoio &agrave; Pesquisa &amp; Desenvolvimento Empresas com recursos dispon&iacute;veis para inova&ccedil;&atilde;o Disponibilidade de programas Interesse pelo empreendedorismo<\/p>\n<table class=\"richbox-1\" style=\"width: 100%; background-color: #e3d9d9; border: 1px solid #591212;\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>PONTOS FORTES<\/td>\n<td>PONTOS FRACOS<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<ul>\n<li class=\"solid-2\">Compet&ecirc;ncias instaladas nas universidades, centros de pesquisas e empresas<\/li>\n<li class=\"solid-2\">Gama de instrumentos de apoio &agrave; Pesquisa &amp; Desenvolvimento<\/li>\n<li class=\"solid-2\">Empresas com recursos dispon&iacute;veis para inova&ccedil;&atilde;o<\/li>\n<li class=\"solid-2\">Disponibilidade de programas<\/li>\n<li class=\"solid-2\">Interesse pelo empreendedorismo<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<td>\n<ul>\n<li class=\"solid-2\">Burocracia estatal<\/li>\n<li class=\"solid-2\">Aus&ecirc;ncia de vis&atilde;o estrat&eacute;gica sobre o papel da inova&ccedil;&atilde;o no contexto empresarial<\/li>\n<li class=\"solid-2\">Defini&ccedil;&atilde;o clara sobre o papel do Estado no apoio &agrave; inova&ccedil;&atilde;o<\/li>\n<li class=\"solid-2\">Cultura empresarial: foco no curto prazo \/ forte avers&atilde;o ao risco<\/li>\n<li class=\"solid-2\">Foco no mercado interno<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>OS CINCO SETORES QUE MAIS INVESTEM EM INOVA&Ccedil;&Atilde;O NO BRASIL<\/p>\n<ul>\n<li>Farmac&ecirc;utico \/ Ci&ecirc;ncias da Vida<\/li>\n<li>Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o e Telecomunica&ccedil;&otilde;es<\/li>\n<li>Servi&ccedil;os Financeiros<\/li>\n<li>Bens de Capital Bens de Consumo<\/li>\n<\/ul>\n<p> SETORES MAIS RESISTENTES &Agrave; INOVA&Ccedil;&Atilde;O<br> Com&eacute;rcio <br> Engenharia \/ Log&iacute;stica<\/p>\n<p>EVOLU&Ccedil;&Atilde;O EM MINAS<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, o ambiente de inova&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a ganhar relev&acirc;ncia e se inserir no contexto da agenda p&uacute;blica a partir da promulga&ccedil;&atilde;o, em 17 de janeiro de 2008, da Lei n&deg; 17.348, conhecida como Lei Mineira de Inova&ccedil;&atilde;o. Dentre as principais condi&ccedil;&otilde;es estabelecidas pela lei, est&atilde;o as medidas de incentivo &agrave; pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica nas atividades produtivas, melhores condi&ccedil;&otilde;es para que as Institui&ccedil;&otilde;es Cient&iacute;ficas e Tecnol&oacute;gicas do Estado de Minas Gerais (ICTMGs) possam estabelecer parcerias com empresas de base tecnol&oacute;gica (EBTs). Prop&otilde;e, ainda, a implanta&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleos de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gicos nas ICTMGs.<\/p>\n<p>A lei prev&ecirc; a concess&atilde;o de incentivos financeiros &agrave;s empresas para inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica no estado, por meio do Fundo Estadual de Incentivo &agrave; Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica (FIIT); o apoio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de incubadoras de EBTs, parques tecnol&oacute;gicos, redes cooperativas para inova&ccedil;&atilde;o e centros de P&amp;D nas empresas. A iniciativa viabilizou as a&ccedil;&otilde;es mais articuladas de alguns atores, como a Secretaria de Estado de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), a Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).<\/p>\n<p>O contexto mineiro se destaca tamb&eacute;m quanto aos investimentos realizados em inova&ccedil;&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o aos disp&ecirc;ndios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D), o governo mineiro elevou seus gastos em 7,7 vezes durante o per&iacute;odo de 2000 a 2011, taxa de aumento maior que a do pa&iacute;s, que foi de 2,9 vezes. No que tange aos investimentos em Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (C&amp;T), o aumento foi ainda maior, atingindo valores superiores a 600 milh&otilde;es de reais, em 2011, crescimento de 9,9 vezes em rela&ccedil;&atilde;o a 2001.<\/p>\n<p>A Lei Mineira de Inova&ccedil;&atilde;o, assim como a lei federal, concentra suas medidas de incentivo &agrave; pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica no desenvolvimento industrial do estado, necessitando, assim, da atua&ccedil;&atilde;o da Fapemig para o encaminhamento dos investimentos. No quadro da inova&ccedil;&atilde;o, a Fapemig atua na concess&atilde;o de recursos financeiros de tr&ecirc;s formas: subven&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, financiamento ou participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria, para garantir o desenvolvimento dos processos de inova&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Coordena&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>A SECTES foi criada em 1976 e tem como miss&atilde;o &ldquo;promover, de forma articulada, a ci&ecirc;ncia, a tecnologia, a inova&ccedil;&atilde;o e o ensino superior, visando ao desenvolvimento sustent&aacute;vel e &agrave; melhoria da qualidade de vida em Minas Gerais&rdquo;.<\/p>\n<p>J&aacute; a FAPEMIG, que foi institu&iacute;da pela Lei n&ordm; 10, de 28 de agosto de 1985, &eacute; a &uacute;nica ag&ecirc;ncia de fomento ao desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do estado. Ela atua no financiamento de projetos de pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica, na capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos para C&amp;T, na promo&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o entre o setor produtivo e institui&ccedil;&otilde;es de P&amp;D, entre outras fun&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>LINHA DO TEMPO DA INOVA&Ccedil;&Atilde;O P&Uacute;BLICA<\/p>\n<p>D&eacute;cada de 1950: Marco inicial das pol&iacute;ticas de inova&ccedil;&atilde;o no Brasil 15 de janeiro de 1951 &ndash; cria&ccedil;&atilde;o do ent&atilde;o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), que tinha o objetivo de coordenar e estimular a pesquisa cient&iacute;fica no pa&iacute;s<\/p>\n<p>11 de julho de 1951 &ndash; cria&ccedil;&atilde;o da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes), voltado a assegurar a exist&ecirc;ncia de pessoal especializado para atender &agrave;s necessidades de empreendimentos p&uacute;blicos e privados que visavam ao desenvolvimento do pa&iacute;s<\/p>\n<p>julho de 1967 &ndash; Cria&ccedil;&atilde;o da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa p&uacute;blica vinculada ao Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia<\/p>\n<p>1976 &ndash; cria&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Estado de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES), com miss&atilde;o &ldquo;promover, de forma articulada, a ci&ecirc;ncia, a tecnologia, a inova&ccedil;&atilde;o e o ensino superior, visando ao desenvolvimento sustent&aacute;vel e &agrave; melhoria da qualidade de vida em Minas Gerais<\/p>\n<p>15 de mar&ccedil;o de 1985 cria&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT), destinado ao incentivo &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, compreendendo a pol&iacute;tica nacional de pesquisa cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e inova&ccedil;&atilde;o; planejamento, coordena&ccedil;&atilde;o, supervis&atilde;o e controle das atividades da ci&ecirc;ncia e tecnologia; pol&iacute;tica de desenvolvimento de inform&aacute;tica e automa&ccedil;&atilde;o; pol&iacute;tica nacional de biosseguran&ccedil;a; pol&iacute;tica espacial e a pol&iacute;tica nuclear e controle da exporta&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os sens&iacute;veis<\/p>\n<p>28 de agosto de 1985 a Lei n&ordm; 10 institui a Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), &uacute;nica ag&ecirc;ncia de fomento ao desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do estado.<\/p>\n<p>outubro de 2005 &ndash; vig&ecirc;ncia da Lei de Inova&ccedil;&atilde;o n&ordm; 10.793, com objetivo principal de estabelecer medidas de incentivo &agrave; inova&ccedil;&atilde;o e &agrave; pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica no ambiente produtivo, com vistas &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o e ao alcance da autonomia tecnol&oacute;gica e ao desenvolvimento industrial do pa&iacute;s<\/p>\n<p>17 de janeiro de 2008 &ndash; institui&ccedil;&atilde;o da Lei n&deg; 17.348, conhecida como Lei Mineira de Inova&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>CEN&Aacute;RIO DAS START UPS<\/p>\n<p>Milhares de pessoas vivem hoje, em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, vivem, por idealismo ou necessidade, os desafios da viabiliza&ccedil;&atilde;o de novos neg&oacute;cios focados em inova&ccedil;&atilde;o. No cen&aacute;rio, o maior destaque &eacute; dado hoje &agrave;s empresas inovadoras de base tecnol&oacute;gica, as startups, alvo de v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de institui&ccedil;&otilde;es privadas e p&uacute;blicas. Uns, interessados em apoiar neg&oacute;cios por entender a necessidade de criar e fortalecer novas atividades econ&ocirc;micas no pa&iacute;s. Outros, por enxergar novas oportunidades de neg&oacute;cios.<\/p>\n<p>Uma das iniciativas p&uacute;blicas de import&acirc;ncia foi a institui&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional de Acelera&ccedil;&atilde;o de Startups &ndash; Start-Up Brasil &ndash; criado pelo Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI), com gest&atilde;o da Softex, em parceria com aceleradoras, para apoiar as empresas nascentes de base tecnol&oacute;gica.<\/p>\n<p>As startups cumprem com a fun&ccedil;&atilde;o de continuamente revitalizar o mercado, mas precisam de um ambiente prop&iacute;cio para que se desenvolvam e tenham sucesso. A figura da aceleradora surge nesse contexto como um agente fortemente orientado ao mercado, geralmente de origem privada e com capacidade de investimento financeiro, que tem a fun&ccedil;&atilde;o de direcionar e potencializar o desenvolvimento das startups.<\/p>\n<p>Justificativas para cria&ccedil;&atilde;o do programa Startup Brasil Avalia&ccedil;&atilde;o de coordenadores do MCTI<\/p>\n<p>As tecnologias desenvolvidas no Brasil t&ecirc;m dificuldade de se transformar em neg&oacute;cios e depois acessar o mercado <br>Muitos projetos guardam foco excessivo na resolu&ccedil;&atilde;o de desafios tecnol&oacute;gicos, em detrimento de aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades de mercado e perdem timming de mercado<br> Os projetos enfrentam dificuldades comerciais em acessar clientes. H&aacute; pouca compet&ecirc;ncia nas atividades de comercializa&ccedil;&atilde;o <br>Investidores reclamam de baixa qualidade dos projetos, em especial no que se refere ao modelo de neg&oacute;cios e aspectos mercadol&oacute;gicos <br>Empreendedores t&ecirc;m pouca bagagem na gest&atilde;o de neg&oacute;cios. E foco excessivo na tecnologia <br>Tecnologias que viram produtos sem apelo de mercado ou sem o devido preparo. Modelos de neg&oacute;cios pouco adequados <br>Cultura de benchmarking &ndash; simples c&oacute;pia ou tentativa de adaptar projetos j&aacute; existentes <br>Incubadoras: 60% dos projetos relacionados a TIC. Abertas a qualquer tipo de neg&oacute;cio\/tecnologia <br>N&atilde;o basta conferir recursos &agrave;s startups. Estas tamb&eacute;m precisam de conhecimentos sobre neg&oacute;cios, saber como adequar os produtos e servi&ccedil;os para o mercado e finalmente, acesso a mercado<\/p>\n<p>Segundo<br> PAINEL DE <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">TEND&Ecirc;NCIAS<\/a> <br> FATORES-CHAVE DO FUTURO <br> INCERTEZAS CR&Iacute;TICAS<br> Investimentos p&uacute;blicos em inova&ccedil;&atilde;o<br> Recupera&ccedil;&atilde;o das economias<br> Mundial <br> Brasil<br> Recupera&ccedil;&atilde;o do ambiente pol&iacute;tico<br> Minas Gerais: Comportamento dos pre&ccedil;os das commodities<br> Disponibilidade de recursos privados<br> Extens&atilde;o da crise da Petrobras<\/p>\n<p> CERTEZAS<br> Foco crescente em torno da inova&ccedil;&atilde;o<br> Novos campos de oportunidades em tecnologias<br> Consolida&ccedil;&atilde;o do empreendedorismo como &ldquo;filosofia de vida&rdquo;<br> Continuidade de programas privados de apoio: fortalecimento do ecossistema<br> Novas gera&ccedil;&otilde;es de profissionais<br> Aumento da base de pesquisadores\/inovadores: ci&ecirc;ncia sem fronteira <\/p>\n<p> CONCLUS&Otilde;ES <br> O an&uacute;ncio, pelo governo, em agosto, da disposi&ccedil;&atilde;o em criar uma s&eacute;rie de projetos de leis com mudan&ccedil;as para estimular o desenvolvimento das empresas e do pr&oacute;prio governo em inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica foi uma demonstra&ccedil;&atilde;o positiva sobre as perspectivas futuras do tema no pa&iacute;s. Semelhante &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o, pelo governo mineiro, do Programa Minas Digital, com promessas para a expans&atilde;o do ambiente para startups. <br> Parece prov&aacute;vel que os governos mantenham os seus planos, at&eacute; por uma quest&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia dos projetos pol&iacute;ticos. Mas h&aacute; pelo menos uma incerteza cr&iacute;tica no caminho entre inten&ccedil;&otilde;es e a viabiliza&ccedil;&atilde;o dos projetos: o cen&aacute;rio econ&ocirc;mico adverso, que tende a se estender pelos pr&oacute;ximos anos. E o ambiente global favorece proje&ccedil;&otilde;es pessimistas no cen&aacute;rio. Associadas a vari&aacute;veis j&aacute; negativas, as d&uacute;vidas sobre o futuro s&atilde;o contaminadas, ainda, pelo ambiente pol&iacute;tico, em que o jogo do poder pode inibir melhoras do cen&aacute;rio at&eacute;, pelo menos, o ano de 2018, quando haver&aacute; novas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais. <br> Dependente do cen&aacute;rio externo, em especial do desempenho dos pre&ccedil;os das commodities. O cen&aacute;rio do sistema produtivo de inova&ccedil;&otilde;es em Minas pode ser contaminado pelo comportamento futuro dos pre&ccedil;os das commodities. Com o crescimento da China perdendo vigor, sem perspectivas de melhorias do desempenho do mercado europeu e com os Estados Unidos em recupera&ccedil;&atilde;o inst&aacute;vel, as receitas do estado com as exporta&ccedil;&otilde;es de min&eacute;rio de ferro e de produtos agr&iacute;colas tendem a ser afetadas, comprometendo receitas e capacidade de investimento do governo estadual e programas regionais de inova&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p> For&ccedil;as positivas <br> As incertezas das vari&aacute;veis econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas s&atilde;o atenuadas, em uma escala razo&aacute;vel, pela relev&acirc;ncia que o tema da inova&ccedil;&atilde;o vem ganhando na sociedade, envolvendo produtores, pesquisadores, empreendedores, investidores e desenvolvedores de tecnologia. O empreendedorismo tende a ganhar maior relev&acirc;ncia, seja pela l&oacute;gica de quem acredita na possibilidade de realiza&ccedil;&atilde;o de projetos pessoais ou pelo aspecto da sobreviv&ecirc;ncia. <br> O pa&iacute;s continuar&aacute; tendo a converg&ecirc;ncia de gente interessada em empreender com novos campos de inova&ccedil;&atilde;o, em ecossistema que se articula favoravelmente. Segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, tr&ecirc;s em cada dez brasileiros adultos entre 18 e 64 anos possuem uma empresa ou est&atilde;o envolvidos com a cria&ccedil;&atilde;o de um neg&oacute;cio pr&oacute;prio. Ter o pr&oacute;prio neg&oacute;cio &eacute; o maior sonho desta popula&ccedil;&atilde;o, atr&aacute;s da compra da casa pr&oacute;pria e da possibilidade de viajar pelo pa&iacute;s. Refor&ccedil;ando o dado, vale registrar que os cursos de administra&ccedil;&atilde;o lideram os ranking recentes dos concursos de sele&ccedil;&atilde;o para cursos universit&aacute;rios. <br> A gera&ccedil;&atilde;o do mil&ecirc;nio, filha de fam&iacute;lias pequenas, de um, dois ou, nas exce&ccedil;&otilde;es, tr&ecirc;s filhos, ter&aacute; mais disposi&ccedil;&atilde;o para empreender. N&atilde;o s&oacute; isso, mas nascida com a inform&aacute;tica e com a internet, ter&aacute; como meta gerar seus pr&oacute;prios neg&oacute;cios. Encontram, entre in&uacute;meras vari&aacute;veis, novas ondas de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. H&aacute; uma infinidade de alternativas &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos criadores. Eles se beneficiam do amadurecimento dos sistemas, com a oferta de velocidade de acesso, capacidade de processamento e poder de armazenamento. <br> O mercado amplia a percep&ccedil;&atilde;o de que as oportunidades n&atilde;o est&atilde;o concentradas exclusivamente em produtos voltados &agrave; telefonia celular. Al&eacute;m de aplicativos e do com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico em franca expans&atilde;o, h&aacute; campos emergentes em biotecnologia, nanotecnologia, novos materiais, processos de produ&ccedil;&atilde;o e automa&ccedil;&atilde;o. Ser&atilde;o as iscas para os novos empreendedores e investidores. <br> Oportunidades emergentes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cortes de gastos p&uacute;blicos em programas de inova&ccedil;&atilde;o podem reverter avan&ccedil;os recentes obtidos pelo ecossistema empreendedor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[16],"tags":[],"class_list":{"0":"post-29","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-tendencias-setores"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}