{"id":270,"date":"2016-07-10T21:14:25","date_gmt":"2016-07-11T00:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/litebold.co\/~radardofuturo\/adolescente-por-que-pensar-o-futuro\/"},"modified":"2018-10-10T10:11:57","modified_gmt":"2018-10-10T13:11:57","slug":"adolescente-por-que-pensar-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/adolescente-por-que-pensar-o-futuro\/","title":{"rendered":"Adolescente: Por que pensar o futuro"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Adolescentes brasileiros, matriculados no ensino b&aacute;sico e m&eacute;dio, principalmente os nascidos ap&oacute;s o in&iacute;cio do s&eacute;culo 21, membros da gera&ccedil;&atilde;o do mil&ecirc;nio, est&atilde;o expostos a desafios impostos pelas transforma&ccedil;&otilde;es que alteram o cen&aacute;rio de todo o planeta hoje. Vivemos tempos de incertezas. Como as apresentadas pelo F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial, organismo que re&uacute;ne lideran&ccedil;as econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas internacionais. A institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixa d&uacute;vidas sobre a for&ccedil;a das inova&ccedil;&otilde;es propagadas pela quarta revolu&ccedil;&atilde;o industrial. Com outros nomes, estudos com diferentes tons fazem alertas semelhantes. Em todos os sentidos, h&aacute; cen&aacute;rios precariamente percebidos, ainda, por uma sociedade que n&atilde;o discute os rumos futuros dela pr&oacute;pria.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al&eacute;m de se submeterem &agrave; escolha de uma profiss&atilde;o, miss&atilde;o extremamente sofrida para grande parte, os jovens das novas gera&ccedil;&otilde;es ter&atilde;o de encarar o fato de que o mercado de trabalho das pr&oacute;ximas d&eacute;cadas ser&aacute;, na teoria e na pr&aacute;tica, diferente daquele vivenciado por seus pais, av&oacute;s, bisav&oacute;s e tatarav&oacute;s, representantes das tr&ecirc;s revolu&ccedil;&otilde;es industriais anteriores. N&atilde;o s&oacute; pela influ&ecirc;ncia das tecnologias, mas tamb&eacute;m por quest&otilde;es sociais, econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas, entre outras, que &nbsp;fazem o atual momento diferente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&ldquo;Se as crian&ccedil;as s&atilde;o o futuro, &eacute; essencial que se fa&ccedil;a de tudo para que a educa&ccedil;&atilde;o delas priorize a capacita&ccedil;&atilde;o para o que vem pela frente&rdquo;, alertam especialistas em <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">tend&ecirc;ncias<\/a> de v&aacute;rias regi&otilde;es, antenados com as distor&ccedil;&atilde;o das sociedades que se negam a ter olhar prospectivo, diante de mudan&ccedil;as capazes de deixar os ambientes sociais mais inst&aacute;veis e escorradios.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sem a percep&ccedil;&atilde;o sobre os avan&ccedil;os exponenciais das tecnologias e sobre os efeitos no restante dos ambientes de relacionamento humano, h&aacute; a possibilidade de prepara&ccedil;&atilde;o de novas &lsquo;safras&rdquo; de profissionais dissociados das realidades. Futuros trabalhadores que, em alguns casos, desembarcar&atilde;o em mercados sem identificar atividades que v&atilde;o perder import&acirc;ncia. Em outras situa&ccedil;&otilde;es, fun&ccedil;&otilde;es que chegar&atilde;o &agrave; obsolesc&ecirc;ncia ou &agrave; extin&ccedil;&atilde;o. Pessoas sem capacidade, at&eacute; mesmo, de antecipar as oportunidades que vir&atilde;o pela frente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A dissocia&ccedil;&atilde;o evidencia-se, na realidade brasileira, nos processos de sele&ccedil;&atilde;o para os cursos universit&aacute;rios. Os alunos focam os exames de sele&ccedil;&atilde;o, como o Exame Nacional do Ensino M&eacute;dio (Enem) e os vestibulares de escolas superiores privadas como meta desligada de quest&otilde;es b&aacute;sicas sobre o cotidiano humano. &ldquo;Os jovens parecem estar aprendendo de forma reativa, como se estivessem olhando para um espelho retrovisor, quando deveriam estar aprendendo as habilidades que ir&atilde;o prepar&aacute;-los para o futuro&rdquo;, critica o futurista norte-americano Daniel Burrus, demonstrando que o problema &eacute;, na verdade, mais amplo do que possa imaginar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para o especialista norte-americano, &ldquo;sem o come&ccedil;o imediato de uma abordagem antecipat&oacute;ria, pr&oacute;-ativa, da educa&ccedil;&atilde;o atual, as crian&ccedil;as correm o risco de desembarcar no futuro completamente despreparados para a paisagem profissional de amanh&atilde;&rdquo;. &Eacute; necess&aacute;rio reconhecer que a tecnologia est&aacute; mudando a maneira como vivemos, trabalhamos e atuamos. No jogo global, a atitude antecipat&oacute;ria &eacute; a &uacute;nica maneira de ter garantias de sobreviv&ecirc;ncia em posi&ccedil;&otilde;es de lideran&ccedil;a, olhando para as <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">tend&ecirc;ncias<\/a> mais claras que est&atilde;o moldando o futuro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/ugQx7tro9l2jzUUd_nOeTqX_GdSQeg7is7qn6aIG6ic3aHal8zpXEZZ6FCfEkR0rYdHJT_YCOwNXJfNANW271ZcI2PEob7Npg8057sRmQqxEtPVOUawCJkAcfoyDgRgwERlm169h\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"353\"><\/p>\n<p dir=\"ltr\">TECNOLOGIA EM TUDO<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Hoje, na segunda metade da segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo, jovens e seus familiares, al&eacute;m do sistema educacional, parecem pouco atentos ao fato de que h&aacute; um amadurecimento das tecnologias dispon&iacute;veis, criando condi&ccedil;&otilde;es ideais de temperatura e press&atilde;o para a implanta&ccedil;&atilde;o de uma nova estrutura do sistema produtivo. Basta olhar para qualquer smartphone ou tablet acess&iacute;vel &agrave; m&atilde;o para entender o momento atual da infraestrutura tecnol&oacute;gica. O poder de processamento, a velocidade com que acessamos informa&ccedil;&otilde;es e a quantidade de conhecimentos dispon&iacute;veis n&atilde;o deixam d&uacute;vidas de que os computadores est&atilde;o completamente maduros para atender as demandas dos usu&aacute;rios.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica n&atilde;o &eacute; uma curiosidade sobre o futuro. Estudantes das etapas finais do ensino fundamental sequer imaginam, como tema de reflex&atilde;o, o que seja trabalho na era digital. E mesmo os jovens do ensino m&eacute;dio seguem os velhos m&eacute;todos de procura e defini&ccedil;&atilde;o de alternativas quando expostos aos diliemas da pesquisa sobre atividades humanas. Com mais de duas centenas de alternativas oferecidas por escolas p&uacute;blicas e privadas, as novas profiss&otilde;es seguem pouco conhecidas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O estudo &ldquo;Educa&ccedil;&atilde;o para o trabalho&rdquo;, uma avalia&ccedil;&atilde;o global elaborada pela empresa de consultoria McKinsey, realizada em 2013, diz que os dois &uacute;nicos pa&iacute;ses do mundo onde universidades e escolas t&eacute;cnicas est&atilde;o preparadas para direcionar pessoas para o trabalho s&atilde;o a Inglaterra e a Alemanha. Em todos os outros pa&iacute;ses, a diferen&ccedil;a entre o que as escolas de n&iacute;vel m&eacute;dio e superior acham que elas fazem para preparar as pessoas e o que as pessoas consideram de fato importante chega para n&uacute;meros entre 28% e 30%. Brasil e M&eacute;xico lideram a lista de maior disparidade da dist&acirc;ncia entre o que a escola acha que fez para a pessoa ter capacidade de trabalhar e o trabalho exige de fato da pessoa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As estrat&eacute;gias deficientes de escolha se manifestam, inclusive, no foco na vis&atilde;o imediatista, do presente, para a avalia&ccedil;&atilde;o de alternativas. Faz parte das tradi&ccedil;&otilde;es, jovens escolherem profiss&otilde;es porque est&atilde;o &ldquo;na moda&rdquo;, seguindo recomenda&ccedil;&otilde;es de gurus eventuais. Foi o que aconteceu, por exemplo, nos casos da ind&uacute;stria do petr&oacute;leo e da constru&ccedil;&atilde;o civil, no Brasil em tempos recentes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 2010, &uacute;ltimo ano do governo Lula, quando o produto interno bruto brasileiro cresceu surpreendentes 7,5%, apesar dos efeitos da crise global de 2008, houve uma corrida pelos cursos de engenharia. Com o pre&ccedil;o do &oacute;leo nas alturas, especialistas em recoloca&ccedil;&atilde;o indicavam os dois setores como alguns dos mais promissores para os estudantes envolvidos com os vestibulares da &eacute;poca. Ou seja, o olhar focado no momento foi a base para a recomenda&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/ZmHDyyXvpYThvfN6hkzxieMk25DVxp8qtM1spjPJ-89ZYVNuPA1TikLgihGm1S2I1uZBbixl0kA3Z5yCfaoKS5fH2S9-_7NlzGyP1eMKSuYwijB8AbssHgKG2QOzxQDXn3FOD8f1\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"429\"><\/p>\n<p dir=\"ltr\">ADAPTA&Ccedil;&Atilde;O LENTA<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os investimentos em vis&otilde;es de futuro s&atilde;o necess&aacute;rios, inclusive, para for&ccedil;ar uma adequa&ccedil;&atilde;o &nbsp;dos cursos superiores &agrave; velocidade de introdu&ccedil;&atilde;o das tecnologias, inova&ccedil;&otilde;es e mudan&ccedil;as de funcionamento dos sistemas produtivos. A forma&ccedil;&atilde;o de profissionais &eacute; sempre mais lenta do que a capacidade de absor&ccedil;&atilde;o dos novos trabalhadores pelo mercado de trabalho. H&aacute; uma disfun&ccedil;&atilde;o temporal, que vai se agravar: a demanda de hoje n&atilde;o ser&aacute; a mesma de amanh&atilde;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O jornalismo tem alguns dos exemplos sobre os impactos negativos da aus&ecirc;ncia da vis&atilde;o prospectiva. No in&iacute;cio dos anos 2000, a internet j&aacute; deixava clara a perspectiva de tomar espa&ccedil;os das m&iacute;dias tradicionais, em especial dos jornais impressos. Naquela &eacute;poca e, em alguma medida, ainda hoje, as escolas de jornalismo mantinham suas grades curriculares com forte peso em t&eacute;cnicas de produ&ccedil;&atilde;o para ve&iacute;culos em papel.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assim como os jornalistas, os publicit&aacute;rios custaram a entender que os meios digitais afetariam profundamente os seus modelos de neg&oacute;cios. Em alguns anos, profissionais do segmento come&ccedil;aram a entender, por exemplo, que defini&ccedil;&otilde;es sobre o que &eacute; um &ldquo;texto ideal&rdquo; ou sobre a &ldquo;efici&ecirc;ncia de uma propaganda&rdquo;, com o culto ao clique como padr&atilde;o, estavam sendo definidas pelos especialistas em tecnologia e em marketing.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 2001, a Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho j&aacute; defendia a necessidade de melhorar a capacidade de institui&ccedil;&otilde;es da sociedade para coletar e comunicar informa&ccedil;&atilde;o confi&aacute;vel e atualizada sobre as demandas do mercado de trabalho, como uma base para a orienta&ccedil;&atilde;o profissional e melhores escolhas dos interessados &ndash; popula&ccedil;&atilde;o, empresas, governos e institui&ccedil;&otilde;es de ensino, al&eacute;m dos estudantes, naturalmente. Segundo o estudo &ldquo;O mercado de trabalho no futuro: uma discuss&atilde;o sobre profiss&otilde;es inovadoras , empreendedorismo e <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">tend&ecirc;ncias<\/a> em 2020&rdquo;, a OIT reconhece que os estudos do futuro podem oferecer uma contribui&ccedil;&atilde;o, na medida em que prospectam <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">tend&ecirc;ncias<\/a>, apontam caminhos e oferecem um referencial de discuss&atilde;o para o desenvolvimento de planos estrat&eacute;gicos para que se aja em dire&ccedil;&atilde;o ao futuro desejado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">REPENSAR<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Grandes empresas, como a Petrobras, a Fiat, Usiminas e Natura continuar&atilde;o a existir. Mas ter&atilde;o um menor n&uacute;mero de empregados. Assim como grandes varejistas, como lojas Americanas e Magazine Luiza, envolvidas pelo com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico. Google, Facebook e Amazon ser&atilde;o ainda multinacionais, com seus modelos de neg&oacute;cios com poucos empregados. Uber e AirBnB manter&atilde;o suas marcas inovadoras, com presen&ccedil;a mundial e pouqu&iacute;ssimos empregados diretos e uma multid&atilde;o de indiretos, espalhados pelo mundo. Empregos escassos em um ambiente de empreendedorismo intenso e regido pela for&ccedil;a da <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/digitalizacao\/\" target=\"_self\" title=\"Digitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo que transforma coisas anal&oacute;gicas, ou seja, algo com exist&ecirc;ncia f&iacute;sica, como um documento, uma foto, um disco de vinil ou seu ambiente de trabalho, em sistemas ou recursos acess&iacute;veis por computador.\" class=\"encyclopedia\">digitaliza&ccedil;&atilde;o<\/a>. Novas empresas estar&atilde;o liderando segmentos desconhecidos na atualidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O desenho do cen&aacute;rio do futuro confirma a necessidade de repensar as estrat&eacute;gias de pesquisa e escolha da profiss&atilde;o das pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es. Ao escolher rumos, os entrantes no mercado depois dos anos 2020 devem entender as mudan&ccedil;as projetadas para a forma e o conte&uacute;do da sociedade do futuro. Mesmo profiss&otilde;es tradicionais, como medicina, engenharia e direito, sofrer&atilde;o transforma&ccedil;&otilde;es importantes. Outras atividades podem enfrentar traumas mais radicais. Outras menos. Mas n&atilde;o resta d&uacute;vidas de que todas tender&atilde;o a sentir os impactos da revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al&eacute;m de fatores gerados pelas inova&ccedil;&otilde;es computacionais, h&aacute; vari&aacute;veis sociais, econ&ocirc;micas, demogr&aacute;ficas, pol&iacute;ticas e mercadol&oacute;gicas a levar em conta. &Eacute; crescente, hoje, a percep&ccedil;&atilde;o de que tamb&eacute;m muda, por exemplo, a maneira como as pessoas v&atilde;o encarar o papel do trabalho. Com automa&ccedil;&atilde;o de processos e rob&ocirc;s em todos os setores da atividade humana, a sociedade rever&aacute;, por exemplo, a quest&atilde;o do tempo dispon&iacute;vel. O &oacute;cio ser&aacute; um fato, confirmando as previs&otilde;es apresentadas pelo soci&oacute;logo italiano Domenico de Masi que, na d&eacute;cada de 1990, defendia a tese de que a futuro do trabalho teria a influ&ecirc;ncia do aumento do tempo dispon&iacute;vel para outras atividades al&eacute;m do exerc&iacute;cio de profiss&otilde;es.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A exist&ecirc;ncia em si de oportunidades de emprego &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o a ser considerada no contexto. A preocupa&ccedil;&atilde;o com o desemprego de jovens faz parte do radar dwe &nbsp;institui&ccedil;&otilde;es como a Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho, o Banco Mundial e o F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial. H&aacute; alguns anos, as entidades internacionais cumprem o papel de divulga&ccedil;&atilde;o de estudos e alertas sobre os problemas que envolver&atilde;o o mundo do trabalho no futuro, exigindo a elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para criar novas chances de trabalho para milh&otilde;es de pessoas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&ldquo;Estamos &agrave; beira de uma revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica que ir&aacute; alterar fundamentalmente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, escopo e complexidade, a transforma&ccedil;&atilde;o ser&aacute; diferente de tudo que a humanidade tenha experimentado antes&rdquo;, alerta Klaus Schwab, fundador e presidente do F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial. &ldquo;A juventude de hoje n&atilde;o enfrenta uma f&aacute;cil transi&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho e, com a desacelera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica global, &eacute; prov&aacute;vel que isso continue&rdquo;, ressaltou a diretora do Departamento de Pol&iacute;ticas de Emprego da OIT, Azita Awada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">PROCESSOS DE ESCOLHA<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Uma pesquisa realizada pelo Portal Educacional em 2011 com 2 mil estudantes matriculados no terceiro ano do ensino m&eacute;dio constatou que a metade deles n&atilde;o sabia qual curso universit&aacute;rio escolheria no vestibular que se aproximava. Os estudantes reconheciam que a escolha entre v&aacute;rias profiss&otilde;es envolvia um enigma complexo, para o qual recebiam pouca ajuda das escolas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para os coordenadores do estudo, a indecis&atilde;o reflete o quanto o momento ainda &eacute; subestimado em import&acirc;ncia. &ldquo;Apesar de estudarem tanto para o vestibular, eles n&atilde;o encaram a escolha do curso como parte do processo. O estudante &eacute; muito novo e, como n&atilde;o h&aacute; na escola uma mat&eacute;ria que o prepare, adquire uma postura passiva.&rdquo;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na pr&aacute;tica, o processo confirma que pouco mudou na forma como as pessoas escolhem as atividades que v&atilde;o seguir. No passado, era poss&iacute;vel dizer que havia poucas possibilidades de escolha. Em 1934, na primeira fase do governo de Get&uacute;lio Vargas, dez cursos marcaram a cria&ccedil;&atilde;o oficial da Universidade de S&atilde;o Paulo. Na sociedade ainda fortemente rural, dominada pelas elites cafeeiras, o acesso a carreiras de n&iacute;vel superior era um privil&eacute;gio para poucos. At&eacute; o final dos anos 1800, existiam apenas 24 estabelecimentos de ensino superior no Brasil, com cerca de 10 mil estudantes. Os primeiros anos da cria&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica abriram oportunidades para estabelecimentos privados de ensino superior. At&eacute; a d&eacute;cada de 1930, existiam 133 escolas isoladas, 86 delas criadas nos anos 1920.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Brasil de 2015 j&aacute; tinha, segundo o Mapa do Ensino Superior, elaborado pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior de S&atilde;o Paulo (Semesp), 2.391 institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, entre universidades e faculdades independentes. Do total, 301 s&atilde;o da rede p&uacute;blica e os restantes 2.090 da rede privada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ainda de acordo com os dados do levantamento, o n&uacute;mero de matr&iacute;culas em cursos presenciais das IES p&uacute;blicas e privadas do Brasil aumentou de forma expressiva nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas. De 2000 a 2013 chegou a crescer 129%. Em 2013 havia cerca de 1,8 milh&atilde;o de alunos matriculados nas IES da rede p&uacute;blica (28,8%) e 4,4 milh&otilde;es de alunos em institui&ccedil;&otilde;es privadas (71,2%), totalizando 6,1 milh&otilde;es de matr&iacute;culas. No ano anterior, esse total era de 5,9 milh&otilde;es de matr&iacute;culas, das quais 1,7 milh&atilde;o na rede p&uacute;blica e 4,2 milh&otilde;es em IES privadas. Esses n&uacute;meros representam um crescimento total de 3,8%, sendo 3,6% na rede de ensino p&uacute;blica e 3,9%, na rede privada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os n&uacute;meros, seja da oferta de cursos, da demanda e da import&acirc;ncia do setor educacional, contrastam com a dist&acirc;ncia que separa os estudantes das suas escolhas. O que em parte explica o elevado &iacute;ndice de evas&atilde;o dos cursos superiores. A taxa de evas&atilde;o &eacute; calculada com base nos alunos desistentes em rela&ccedil;&atilde;o ao total de alunos matriculados. Em 2013 a taxa de evas&atilde;o dos cursos presenciais da rede privada no Brasil atingiu o &iacute;ndice de 27,4% na rede privada e 17,8% na p&uacute;blica. Nos cursos EAD, no mesmo ano, o &iacute;ndice chegou a 29,2% na rede privada e 25,6% na p&uacute;blica. Na rede privada, a diferen&ccedil;a entre as modalidades de ensino presencial e EAD ficou em 1,8 pontos percentuais; na rede p&uacute;blica o percentual foi maior (7,8 pontos). Uma das causas das desist&ecirc;ncias &eacute;, certamente, o fato de que as escolhas s&atilde;o feitas sem um m&eacute;todo adequado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Um estudante que vive hoje o dilema da defini&ccedil;&atilde;o sobre profiss&atilde;o que pretende seguir passa pelas mesmas afli&ccedil;&otilde;es que os seus pais enfrentaram. Em tempos de informa&ccedil;&otilde;es abundantes na internet e de revolu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, as estrat&eacute;gias de busca por conhecimento s&atilde;o essencialmente as mesmas. Testes vocacionais, visitas programadas a faculdades, palestras de profissionais experientes nas escolas. Pouco mudou. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que as profiss&otilde;es mais procuradas continuam sendo aquelas pretendidas pelos antepassados. Medicina, direito, engenharia e engenharia continuam no topo das prefer&ecirc;ncias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">PROJETO PIONEIRO<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O desconhecimento sobre <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/o-que-sao-tendencias\/\" target=\"_self\" title=\"Confira o que s&atilde;o tend&ecirc;ncias, os fatos ou fen&ocirc;menos que podem acontecer em algum momento adiante na hist&oacute;ria da sociedade, como um novo comportamento individual ou de um grupo\" class=\"encyclopedia\">tend&ecirc;ncias<\/a> do mercado de trabalho &eacute; confirmado pelos resultados de um projeto pioneiro desenvolvido pela Esta&ccedil;&atilde;o do Saber e pelo Radar do Futuro na Escola Estadual Pedro II. Em dez sess&otilde;es, alunos do nono ano do curso fundamental, na faixa de idade de 14 anos, participaram de oficinas onde exercitaram atividades de autoconhecimento, com acesso a recursos de coach, com a possibilidade de pesquisar informa&ccedil;&otilde;es sobre profiss&otilde;es, entendendo tanto o presente como o futuro delas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O levantamento inicial sobre o repert&oacute;rio de profiss&otilde;es conhecidas confirma a aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es sobre as possibilidades oferecidas pelo mercado atual e sobre perspectivas para o futuro. Induzidos a listar as profiss&otilde;es que conhecem, o resultado apresenta as atividades que integram a rela&ccedil;&atilde;o dos cursos mais procurados nos vestibulares das escolas brasileiras. A tentativa de extrair uma rela&ccedil;&atilde;o de nomes de profiss&otilde;es desconhecidas n&atilde;o encontra respostas relevantes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A observa&ccedil;&atilde;o dos comportamentos e percep&ccedil;&otilde;es sobre o mundo revela jovens sem envolvimento com a busca de significados do trabalho para as suas vidas. Uma atividade sobre o impacto de inova&ccedil;&otilde;es como a rob&oacute;tica sobre algumas fun&ccedil;&otilde;es profissionais foi capaz de gerar interesse por discuss&otilde;es. Mas nada que tenha ader&ecirc;ncia mais ampla dos &nbsp;estudantes naturalmente envolvidos em seus interesses mais imediatos. .<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Proje&ccedil;&otilde;es do futuro<\/p>\n<p dir=\"ltr\">.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">H&aacute; um certo consenso de que crian&ccedil;as com dez anos hoje v&atilde;o se formar, em mais uns 15 anos, por volta de 2030, portanto, em profiss&otilde;es que sequer existem.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O futuro do trabalho &eacute; competitivo. Ningu&eacute;m vai pagar algu&eacute;m apenas porque a pessoa tem um diploma. A educa&ccedil;&atilde;o informal &eacute; cada vez mais acess&iacute;vel. A competi&ccedil;&atilde;o por empregos n&atilde;o ser&aacute; limitado ao lugar onde voc&ecirc; mora. Para ter oportunidades de trabalho &ndash; n&atilde;o necessariamente de empregos &ndash; o profissional ser&aacute; obrigado a se destacar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee, cientistas do MIT, dos Estados Unidos, reconhecem que a <a href=\"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/ddof\/digitalizacao\/\" target=\"_self\" title=\"Digitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo que transforma coisas anal&oacute;gicas, ou seja, algo com exist&ecirc;ncia f&iacute;sica, como um documento, uma foto, um disco de vinil ou seu ambiente de trabalho, em sistemas ou recursos acess&iacute;veis por computador.\" class=\"encyclopedia\">digitaliza&ccedil;&atilde;o<\/a> gera um momento complexo para a humanidade, suficiente para determinar uma vis&atilde;o menos otimista sobre o futuro do trabalho. Segundo eles, nunca houve um momento melhor para ser um profissional com habilidades especiais. Pessoas com a &ldquo;educa&ccedil;&atilde;o certa&rdquo; podem usar a tecnologia para criar e aprender valor. No entanto, nunca houve tamb&eacute;m momento pior para ser um profissional com apenas habilidades comuns a oferecer. O pessimismo decorre da constata&ccedil;&atilde;o de que computadores, rob&ocirc;s e outras tecnologias digitais est&atilde;o adquirindo essas habilidades e talentos em velocidade extraordin&aacute;ria.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">H&aacute; an&aacute;lises sobre o futuro dos empregos, impregnadas da cren&ccedil;a otimista de que tecnologias criam tantas atividades quanto eliminam. N&atilde;o &eacute; verdade mais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Vamos ver cada vez &nbsp;mais coisas que se parecem com fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e menos com empregos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As m&aacute;quinas passaram a ter habilidades que nunca tiveram antes: compreender, falar, ouvir, ver, responder, escrever. E est&atilde;o ganhando novas habilidades.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">vis&atilde;o otimista: a revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica possibilita o aumento da produ&ccedil;&atilde;o, enquanto caem os pre&ccedil;os. O volume e a qualidade continuam a crescer<\/p>\n<p dir=\"ltr\">refor&ccedil;o &agrave; tese de que teremos mais tempo dispon&iacute;vel<\/p>\n<p dir=\"ltr\">momento de grande florescimento da criatividade, inclusive com o apoio de equipamentos como impressoras 3D que, na vis&atilde;o dele, possibilitam novas cria&ccedil;&otilde;es em massa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">reconhece dois desafios.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O primeiro, &eacute; econ&ocirc;mico. E diz respeito ao aumento da desigualdade. Enquanto os lucros das empresas crescem ano ap&oacute;s ano, a renda tendo a sentido contr&aacute;rio. H&aacute;, nos &uacute;ltimos 15 anos, uma redu&ccedil;&atilde;o do tamanho da classe m&eacute;dia, pela perda de renda, em um ciclo vicioso marcado por desigualdade e polariza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O segundo &eacute; social. A mobilidade social nos Estados Unidos hoje &eacute; menor do que a da Europa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O palestrante da tarde, H&eacute;lio Zylberstajn, professor da USP, ressaltou que a tecnologia no trabalho est&aacute; sempre avan&ccedil;ando. Segundo ele, uma pesquisa nos EUA afirma que 47% dos empregos poderiam ser substitu&iacute;dos por computadores. Esse processo de computadoriza&ccedil;&atilde;o teria o potencial de criar pelo menos cento e sessenta e tr&ecirc;s novas ocupa&ccedil;&otilde;es, altamente especializadas, que n&atilde;o existem hoje. Precisa-se conhecer o que est&aacute; ocorrendo para se formular pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que deem conta do mundo atual em constante transforma&ccedil;&atilde;o, defendeu o professor.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para entender o futuro do trabalho &eacute; necess&aacute;rio levar em conta a forma como a internet impacta a vida sociedadde.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">cinco bilh&otilde;es de pessoas v&atilde;o se tornar conectadas nos pr&oacute;ximos 20 anos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adolescentes brasileiros, matriculados no ensino b&aacute;sico e m&eacute;dio, principalmente os nascidos ap&oacute;s o in&iacute;cio do s&eacute;culo 21, membros da gera&ccedil;&atilde;o do mil&ecirc;nio, est&atilde;o expostos a desafios impostos pelas transforma&ccedil;&otilde;es que alteram o cen&aacute;rio de todo o planeta hoje. Vivemos tempos de incertezas. Como as apresentadas pelo F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial, organismo que re&uacute;ne lideran&ccedil;as econ&ocirc;micas e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"tdm_status":"","tdm_grid_status":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[10],"tags":[],"class_list":{"0":"post-270","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-estudos-prospectivos"},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=270"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radardofuturo.com.br\/test\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}